Mercado FliMUJMarcelo D'Salete

FliMUJ chega à 5ª edição para debater o peso da palavra diante da imagem

Festival no Museu Judaico de São Paulo reúne autores nacionais e estrangeiros em programação gratuita.

Fachada do Museu Judaico de São Paulo com arquitetura histórica em pedra clara, arcos e cúpulas.
Wikimedia Commons/Lucas Landin (CC BY-SA 4.0)

A quinta edição do Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo (FliMUJ) acontece de 14 a 18 de outubro, segundo a Quatro cinco um. Com programação gratuita, o evento presencial reúne escritores, artistas e pensadores brasileiros e estrangeiros em nove mesas de debate.

O tema deste ano inverte um ditado popular para perguntar se "uma palavra pode valer mais que mil imagens". A proposta é discutir o que a linguagem verbal consegue preservar, transformar e fazer circular. O questionamento parte da tradição judaica, que tem na escrita, na leitura e na interpretação as bases para manter a memória de um povo viva ao longo do tempo.

A abertura do festival traz a americana Sarah Hurwitz, ex-redatora de discursos de Barack e Michelle Obama e de Hillary Clinton. Ela conversa com o jornalista Roberto Simon sobre a reaproximação com o judaísmo na vida adulta. Nos dias seguintes, a programação cruza diferentes formatos e vivências. A ilustradora alemã Nora Krug, que investigou o passado nazista de sua família em quadrinhos, divide a mesa com o quadrinista brasileiro Marcelo D’Salete para debater como palavras e imagens recuperam histórias silenciadas e lidam com passados traumáticos.

O envelhecimento e a maternidade também pautam a ficção no evento. Os escritores Bruna Waitman e Oscar Nakasato, vencedor do Prêmio Jabuti, discutem a velhice a partir de seus romances. Já a israelense Hila Blum e a brasileira Giovana Madalosso debatem os limites do amor de mãe e a fronteira entre cuidado e controle. A tradução ganha espaço em uma conversa entre a francesa Valérie Zenatti e Bernardo Ajzenberg, abordando a prática como ponte entre visões de mundo.

A edição de 2026 marca ainda a estreia do FliMUJinho, um dia inteiro dedicado ao público infantojuvenil no encerramento do festival, com curadoria da jornalista Thais Bilenky. Autores como Ilan Brenman e Hélio Ziskind comandam atividades que convidam as crianças a experimentar perspectivas diferentes sobre o mundo. O acesso ao museu é gratuito, mas exige a retirada antecipada de ingressos pela internet.

Dica pro Autor

Acompanhe a cobertura das mesas para observar como autores de gêneros diferentes, do quadrinho ao ensaio, articulam temas complexos como memória e identidade em público. Se você escreve para crianças, note como os festivais literários estão criando programações exclusivas para formar novos leitores.

Fonte e apuração

Fonte original
Quatro cinco um, 08 OUT ↗
Também em
publishnews.com.br ↗
Data do fato
08 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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