A quinta edição do Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo (FliMUJ) acontece de 14 a 18 de outubro, segundo a Quatro cinco um. Com programação gratuita, o evento presencial reúne escritores, artistas e pensadores brasileiros e estrangeiros em nove mesas de debate.
O tema deste ano inverte um ditado popular para perguntar se "uma palavra pode valer mais que mil imagens". A proposta é discutir o que a linguagem verbal consegue preservar, transformar e fazer circular. O questionamento parte da tradição judaica, que tem na escrita, na leitura e na interpretação as bases para manter a memória de um povo viva ao longo do tempo.
A abertura do festival traz a americana Sarah Hurwitz, ex-redatora de discursos de Barack e Michelle Obama e de Hillary Clinton. Ela conversa com o jornalista Roberto Simon sobre a reaproximação com o judaísmo na vida adulta. Nos dias seguintes, a programação cruza diferentes formatos e vivências. A ilustradora alemã Nora Krug, que investigou o passado nazista de sua família em quadrinhos, divide a mesa com o quadrinista brasileiro Marcelo D’Salete para debater como palavras e imagens recuperam histórias silenciadas e lidam com passados traumáticos.
O envelhecimento e a maternidade também pautam a ficção no evento. Os escritores Bruna Waitman e Oscar Nakasato, vencedor do Prêmio Jabuti, discutem a velhice a partir de seus romances. Já a israelense Hila Blum e a brasileira Giovana Madalosso debatem os limites do amor de mãe e a fronteira entre cuidado e controle. A tradução ganha espaço em uma conversa entre a francesa Valérie Zenatti e Bernardo Ajzenberg, abordando a prática como ponte entre visões de mundo.
A edição de 2026 marca ainda a estreia do FliMUJinho, um dia inteiro dedicado ao público infantojuvenil no encerramento do festival, com curadoria da jornalista Thais Bilenky. Autores como Ilan Brenman e Hélio Ziskind comandam atividades que convidam as crianças a experimentar perspectivas diferentes sobre o mundo. O acesso ao museu é gratuito, mas exige a retirada antecipada de ingressos pela internet.
Dica pro Autor
Acompanhe a cobertura das mesas para observar como autores de gêneros diferentes, do quadrinho ao ensaio, articulam temas complexos como memória e identidade em público. Se você escreve para crianças, note como os festivais literários estão criando programações exclusivas para formar novos leitores.
Fonte e apuração
- Fonte original
- Quatro cinco um, 08 OUT ↗
- Também em
- publishnews.com.br ↗
- Data do fato
- 08 OUT
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
- Achou um erro?
- Fale com a redação · Política de correções