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Dramaturgo palestino Ali Abu Yasin divide o prêmio PEN Pinter de 2026 com Jacqueline Rose

O diretor de teatro palestino foi nomeado Escritor de Coragem e divide o prêmio com Jacqueline Rose, vencedora deste ano.

Palco de teatro iluminado em madeira com vista para plateia com poltronas vermelhas vazias.
Imagem ilustrativa · Foto: JIUN-JE LIN/Pexels

O dramaturgo, ator e diretor de teatro palestino Ali Abu Yasin foi nomeado o "Escritor de Coragem" (Writer of Courage) do prêmio PEN Pinter de 2026. O anúncio foi feito na última sexta-feira (9), segundo a The Bookseller, e coloca o artista para dividir a honraria deste ano com Jacqueline Rose, vencedora da edição.

O prêmio PEN Pinter foi criado em 2009 pela organização English PEN em memória do dramaturgo britânico Harold Pinter, vencedor do Nobel de Literatura. A honraria principal é entregue anualmente a um autor residente no Reino Unido, na República da Irlanda ou na Comunidade das Nações (Commonwealth) que, nas palavras do próprio Pinter, lance um "olhar inabalável" sobre o mundo. Como parte da tradição do prêmio, o vencedor principal escolhe um segundo autor para dividir o reconhecimento, nomeando-o o Escritor de Coragem.

Esse segundo título é sempre destinado a um escritor que tenha sido perseguido ou que tenha colocado sua segurança em risco para defender a liberdade de expressão e relatar a verdade sobre sua realidade. Foi nesse contexto que Ali Abu Yasin, que atua como dramaturgo, ator e diretor de teatro palestino, passou a dividir o prêmio com Jacqueline Rose, conhecida por seus ensaios sobre psicanálise, feminismo e política.

A notícia sobre a premiação foi divulgada no mesmo dia em que o veículo cobria o terceiro dia da Feira do Livro de Frankfurt (FBF) de 2026. Durante o evento, temas como exportações em língua inglesa, inteligência artificial e caos nas viagens dominaram as conversas. A questão da censura também esteve em pauta, com o CEO da Walker Books afirmando na feira que colocar processos em prática é fundamental nessa luta. Além disso, a autora tcheca Radka Denemarková defendeu no evento que a literatura deve confrontar a realidade de frente. O mercado literário também acompanha outras movimentações noticiadas, como a queda nas comissões de ghostwriters, que se veem assombrados pela inteligência artificial à medida que manuscritos escritos por máquinas aumentam, além de leilões disputados, como a vitória da Bloomsbury pelos direitos da obra de estreia de Sarah Lee Walker.

Dica pro Autor

Mapeie as organizações focadas em liberdade de expressão, como o PEN Club, se a sua obra toca em questões políticas ou de direitos humanos. Acompanhar as premiações e os debates promovidos por essas instituições pode ajudar a conectar seu trabalho com temas urgentes do mercado literário internacional.

Fonte e apuração

Fonte original
The Bookseller, 09 OUT ↗
Data do fato
09 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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