A Anthropic, empresa que criou a inteligência artificial Claude, entrou com um pedido na Justiça dos Estados Unidos para arquivar parte do processo de direitos autorais movido pela editora musical BMG. A petição foi apresentada, segundo informou em 16 de outubro de 2026 o blog especializado Chat GPT Is Eating the World.
O caso da BMG corre junto com uma ação maior, apelidada de "Concord II", movida por gigantes da edição musical como Universal Music Publishing Group e Concord. As empresas acusam a Anthropic de treinar o Claude com mais de 20 mil letras de músicas protegidas, extraídas de bibliotecas piratas na internet.
Os argumentos do pedido contra a BMG não foram detalhados. Num pedido parecido no caso Concord II, apresentado em agosto, a Anthropic tentou derrubar não a acusação de que usou os textos para treinar a IA, mas a alegação de que o Claude reproduz essas letras nas respostas dadas aos usuários. Naquela moção, a defesa da empresa argumentou que as editoras musicais tiveram anos para apresentar um único exemplo do robô gerando uma letra protegida e não o fizeram. A companhia também pediu, ali, a anulação da queixa de que teria removido informações de gestão de direitos autorais dos arquivos.
Além da empresa, o cofundador e CEO da Anthropic, Dario Amodei, também pediu para ser retirado das acusações de infração direta. Os advogados de Amodei afirmam que o processo cita o download de arquivos piratas por terceiros, mas não apresenta provas de que o próprio executivo tenha copiado as obras.
A questão central dos processos — se usar material protegido por direitos autorais para treinar modelos de inteligência artificial configura "uso justo" pela lei americana — continua de pé e ainda não tem uma resposta definitiva dos tribunais. As moções do caso Concord II devem ser ouvidas no dia 4 de novembro pela juíza Eumi K. Lee, em San Jose.
O histórico de disputas da Anthropic inclui o caso anterior "Concord I", aberto em outubro de 2023 sobre 499 obras, no qual a empresa concordou em manter barreiras de segurança para impedir o Claude de reproduzir letras. Além disso, a companhia fechou um acordo de 1,5 bilhão de dólares em 2025 com um grupo de autores de livros que a acusavam de usar obras piratas no treinamento da IA.
Dica pro Autor
Separe a acusação de treinamento da acusação de plágio na hora de reunir provas, caso suspeite que uma IA foi treinada com o seu livro. Para demonstrar que o robô está distribuindo a sua obra aos leitores, guarde capturas de tela com os comandos exatos que fizeram a ferramenta cuspir o seu texto.
Fonte e apuração
- Fonte original
- Chat GPT Is Eating the World, 16 OUT ↗
- Também em
- musicbusinessworldwide.com ↗
- Data do fato
- 16 OUT
- Cobertura no Brasil
- nenhuma matéria em português até 16 out, 16:06
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
- Achou um erro?
- Fale com a redação · Política de correções