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Authors Guild cria regras para editoras lidarem com suspeita de IA em originais

O sindicato americano pede que as empresas parem de usar detectores falhos como única prova e conversem com o autor antes de rejeitar um manuscrito.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 01:06
Mesa de trabalho com notebook aberto, xícara de café e livros empilhados.
Imagem ilustrativa · Foto: Letícia Alvares/Pexels

O Authors Guild, maior sindicato de escritores dos Estados Unidos, publicou em 13 de outubro, segundo comunicado do The Authors Guild, um conjunto de boas práticas para orientar as editoras sobre como lidar com o uso não declarado de inteligência artificial em manuscritos.

A medida vem em resposta ao medo crescente entre os autores de serem acusados injustamente por editores e leitores. O sindicato aponta que editoras já chegaram a cancelar contratos de livros sob a justificativa de que o texto continha trechos gerados por IA. Para evitar falsos positivos, a entidade pede que as empresas não confiem apenas em detectores automatizados, que costumam errar.

O guia lista sete princípios. Entre eles, o Authors Guild defende que toda editora tenha uma política clara sobre o que é permitido, que deve ser incluída no contrato de publicação ou em um documento separado fornecido ao autor. Se um editor suspeitar de IA, a orientação é não cancelar o contrato de imediato, mas ter uma conversa franca com o autor e dar a ele a chance de reescrever as partes apontadas.

O documento também alerta para casos mais suscetíveis a falsas acusações. Escritores que não têm o inglês como língua nativa ou que trabalham em gêneros com fórmulas muito marcadas costumam usar estruturas de frase mais regulares, o que confunde os detectores. Além disso, o sindicato se opõe a qualquer exigência de que os autores usem programas que rastreiam o processo de escrita para provar que redigiram a própria obra.

Por fim, as regras cobram transparência do outro lado do balcão. O texto pede que as editoras se comprometam a não usar IA para editar os originais — exceto para correções básicas de gramática e ortografia — e a não inserir imagens geradas por inteligência artificial sem a permissão expressa do autor. O sindicato também reforça que funcionários das editoras nunca devem subir um manuscrito em sistemas públicos de IA, o que configura violação de direitos autorais, limitando o uso apenas a sistemas fechados e com autorização.

Dica pro Autor

Pergunte qual é a política da casa para o uso de inteligência artificial e se ela consta no contrato antes de assinar com uma editora. Guarde os rascunhos e o histórico de versões do seu arquivo de texto para se resguardar caso o seu estilo seja confundido com o de um robô.

Fonte e apuração

Fonte original
The Authors Guild, 13 OUT ↗
Data do fato
13 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 20 out, 01:06
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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