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Autor britânico Jeffrey Archer morre aos 86 anos na véspera de lançar último romance

O romancista vendeu mais de 300 milhões de cópias no mundo e faleceu em casa, entre sessões de escrita.

Jeffrey Archer sorri sentado num palco, de braços cruzados, no festival do livro de Oslo em 2012
Foto: Bjørn Erik Pedersen/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O escritor e ex-político responsável por best-sellers mundiais faleceu na segunda-feira, 5 de outubro, em sua casa, segundo o jornal The Guardian. A editora HarperCollins informou que Jeffrey Archer partiu de forma súbita e pacífica "entre sessões de escrita". Kate Elton, diretora-executiva da HarperCollins no Reino Unido e editora do romancista, destacou o comprometimento dele em revisar rascunho após rascunho para aperfeiçoar cada palavra.

Archer é um dos romancistas mais lidos do mundo, com mais de 300 milhões de livros vendidos em 119 países e traduzidos para 49 idiomas. Entre os livros publicados em português estão Cara ou Coroa e Eis aqui um homem. Seu maior sucesso, Kane and Abel, lançado originalmente em 1979, ultrapassou a marca de 30 milhões de exemplares comercializados globalmente.

A morte ocorreu menos de 24 horas depois de o autor participar de um evento com ingressos esgotados no Leicester Square Theatre, no centro de Londres. No domingo, ele encontrou centenas de fãs, autografou exemplares e conversou com o apresentador Gyles Brandreth. Na ocasião, Archer celebrou o lançamento de seu novo romance, Adam and Eve, que ele já havia decidido ser o último e que chegou às livrarias na terça-feira, 6 de outubro.

Além da prolífica carreira literária, Archer teve uma trajetória política turbulenta no Reino Unido. Ele foi eleito parlamentar pelo Partido Conservador pela primeira vez aos 29 anos e chegou a atuar como vice-presidente da legenda na década de 1980, sob o governo de Margaret Thatcher.

Sua carreira pública, no entanto, foi interrompida em 2001, quando ele foi condenado a quatro anos de prisão por perjúrio e obstrução da justiça. Um júri concluiu que o autor havia mentido mais de uma década antes em um processo de difamação contra um tabloide. Ele cumpriu metade da pena e foi solto em 2003, retornando à Câmara dos Lordes, onde manteve seu assento até se aposentar em 2024.

Dica pro Autor

Se você tem obras inéditas ou em andamento, deixe instruções claras e por escrito sobre quem administrará seus direitos autorais caso você venha a faltar. A gestão organizada do acervo garante que os lançamentos póstumos sigam a sua vontade.

Fonte e apuração

Fonte original
The Guardian, 05 OUT ↗
Também em
ITV News ↗
Também em
G1 ↗
Data do fato
05 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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