Mercado autopublicaçãoH.M. Wolfe

Autora acusada de usar IA assina novo contrato de sete dígitos com a Simon & Schuster

A editora manteve a defesa de que a obra anterior é humana e apostou de novo no sucesso de vendas da escritora.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 07:41
Fachada do Simon & Schuster Building em Nova York, com letreiro da editora na entrada térrea.
Wikimedia Commons/David Shankbone at English Wikipedia (CC BY-SA 2.5)

A Simon & Schuster fechou um contrato de sete dígitos pelos direitos norte-americanos de uma nova duologia de fantasia romântica da autora H.M. Wolfe, com o primeiro volume previsto para o segundo semestre de 2028, segundo a Publishers Weekly. A aquisição foi feita em conjunto por Sarah McCabe, editora-executiva da Scarlett Press, e Jason Pinter, diretor editorial da Simon Maverick, ambos selos da casa. O acordo foi negociado pela agente Angie Ojeda Hazen, da Lunar Literary Agency.

O novo contrato acontece meses após uma polêmica envolvendo a escritora e o uso de ferramentas de geração de texto. Em julho, a revista The Atlantic publicou um artigo afirmando que o romance Daggermouth teria sido escrito com a ajuda de inteligência artificial generativa. A reportagem citou o detector de IA Pangram, que apontou que 60% do texto da obra teria sido gerado por máquina. A matéria se baseou em um estudo sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de livros que ainda não passou por revisão de pares.

Tanto a autora quanto a editora negaram as acusações na época, sustentando que a obra foi inteiramente escrita por uma humana. Em um comunicado, a porta-voz da Simon & Schuster, Susannah Lawrence, afirmou que o livro passou pelo mesmo processo editorial e de produção que os outros títulos da casa. Questionada sobre o novo contrato à luz dessas alegações, a editora declarou que não tem comentários além da declaração anterior e que continua apoiando H.M. Wolfe e o seu trabalho.

A aposta da editora se apoia em números sólidos de vendas que a autora já provou conseguir. Daggermouth nasceu como um e-book autopublicado que viralizou na internet antes de ser comprado pela Simon & Schuster. Desde que a edição tradicional chegou às lojas, em julho, o título vendeu mais de 82,6 mil cópias impressas, de acordo com a Circana Bookscan. A nova duologia, intitulada These Crimson Delights, acompanhará Jacqueline "Jack" Moreau, uma cantora de ópera que caça demônios à noite e é atraída para uma colisão perigosa de violência e intimidade proibida com um matador de vampiros.

Dica pro Autor

Guarde os rascunhos, as anotações e o histórico de versões do seu manuscrito na nuvem para ter como comprovar a autoria caso a sua obra estoure e surjam acusações de uso de inteligência artificial.

Na Enciclopédia: Autopublicação →

Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Weekly, 12 OUT ↗
Data do fato
13 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 14 out, 07:41
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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