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Autores boicotam a Indigo, maior livraria do Canadá, por apoio a militares de Israel

Mais de 100 escritores assinaram uma carta aberta exigindo que a CEO da rede e seu marido dissolvam uma fundação que incentiva o alistamento de estrangeiros ou vendam suas ações da livraria.

Logotipo da Indigo Books & Music
Reprodução/Indigo Books & Music

Mais de cem escritores, incluindo Viet Thanh Nguyen, Mosab Abu Toha, Jenan Matari e Daniel José Older, assinaram uma carta aberta em que se comprometem a boicotar a Indigo Books and Music, a maior rede de livrarias do Canadá. O movimento foi noticiado pelo Literary Hub na quinta-feira (29). Os autores prometem não promover a empresa de nenhuma forma e não participar de eventos sediados ou patrocinados pela livraria até que as exigências da campanha sejam atendidas.

A campanha, batizada de Boycott Indigo Books, exige que a fundadora e CEO da rede, Heather Reisman, e seu marido, Gerald Schwartz, encerrem a Fundação HESEG para Soldados Solitários ou vendam todas as suas ações da livraria. A HESEG é uma organização de caridade canadense criada pelo casal que oferece bolsas de estudo e auxílio financeiro para incentivar estrangeiros a se alistarem voluntariamente nas forças armadas de Israel. Segundo a carta, os dois doam em média 5 milhões de dólares por ano para a iniciativa, e em 2024 o valor chegou a 4,6 milhões.

O movimento de boicote contra a rede de livrarias já tem histórico no mercado editorial canadense. No final de 2025, após mais de dois anos de pressão de grupos ativistas da comunidade literária do país, o Prêmio Giller — a honraria literária mais prestigiosa e lucrativa do Canadá — encerrou silenciosamente sua parceria de longa data com a Indigo Books. Antes disso, o prêmio já havia cortado laços com seu patrocinador principal, o Scotiabank.

A nova carta aberta convoca todos os autores a se juntarem ao boicote, afirmando que é uma obrigação moral nomear e responsabilizar empresas que estão ajudando no massacre de palestinos. Os signatários argumentam que a fundação mantém seu status de caridade no Canadá, mesmo com as regras da agência de receita do país estipulando que apoiar as forças armadas de outra nação não é uma atividade de caridade. O documento destaca que a CEO não deu sinais de que pretende vender suas ações ou se afastar da fundação.

Dica pro Autor

Pesquise o histórico corporativo da empresa antes de fechar parcerias ou aceitar convites para eventos em grandes redes. O alinhamento político e financeiro dos donos pode respingar na imagem de quem associa sua obra à marca.

Fonte e apuração

Fonte original
Literary Hub, 29 OUT ↗
Data do fato
29 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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