A Black Forest Labs, criadora do gerador de inteligência artificial FLUX, é alvo de um processo por violação de direitos autorais e roubo de segredos comerciais. A ação foi aberta em 20 de outubro de 2026 no tribunal do Distrito Leste de Nova York pela Poseidon Wave Media, segundo a íntegra do processo publicada no CourtListener.
A Poseidon detém os direitos de 236 composições instrumentais e ambientes da dupla The American Dollar, que são protegidas por 164 registros de direitos autorais nos Estados Unidos. Como as faixas não têm vocais, elas são licenciadas com frequência para campanhas de marcas globais, videogames e programas de televisão de empresas como Warner Brothers, Apple e Sony. O processo afirma que a Black Forest Labs baixou essas faixas ilegalmente para treinar o FLUX.3, um modelo multimodal lançado em julho de 2026 que gera vídeo e áudio a partir de comandos de texto. Desde o lançamento da IA, a empresa alega que sua receita com licenciamento caiu quase 80%.
Para provar a cópia, a autora do processo testou a plataforma gerando uma amostra de 34 arquivos de vídeo e áudio. Ao pedir que a IA criasse "um vídeo com uma música que soe como [nome da faixa] da banda The American Dollar", o sistema entregou áudios que replicam a estrutura, o tempo e a textura das gravações originais. Quando o comando usava nomes inventados de bandas e músicas, a máquina devolvia ruídos confusos, o que provaria que o sistema reconhece os títulos protegidos.
A ação argumenta que o FLUX não apenas memorizou as músicas, mas operou como uma "máquina de engenharia reversa". Ao desmontar as faixas, a IA teria se apropriado dos métodos confidenciais de mixagem e sobreposição de instrumentos que os músicos John Emanuele e Richard Cupolo levaram duas décadas para aperfeiçoar. Para os autores do processo, isso configura apropriação indevida de segredo comercial, já que a máquina aprendeu a imitar a arquitetura emocional das obras.
A Black Forest Labs, que tem sede na Alemanha e braço nos Estados Unidos, mantém os dados de treinamento de seus modelos em segredo. A empresa afirma ter um "Hub de Transparência" para cumprir leis europeias e californianas, mas, segundo a Poseidon, ignorou todos os pedidos formais para revelar o que o sistema consumiu. O caso marca a 154ª ação judicial movida contra empresas de inteligência artificial nos Estados Unidos por questões de direitos autorais.
Dica pro Autor
Guarde os registros de como você constrói sua obra, desde os primeiros rascunhos até o método de trabalho. Em casos de cópia por IA, provar que a máquina reproduziu a sua arquitetura criativa específica pode ser o diferencial para sustentar uma acusação de roubo de segredo comercial.
Fonte e apuração
- Fonte original
- CourtListener ↗
- Também em
- chatgptiseatingtheworld.com ↗
- Data do fato
- 20 OUT
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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