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Biblioteca do Brooklyn financia projetos de jovens contra a censura de livros nos EUA

O programa Books Unbanned vai distribuir bolsas de 2,5 mil dólares para treinar adolescentes na defesa do direito à leitura.

Vista aérea da fachada monumental da Biblioteca Pública do Brooklyn com árvores ao fundo e rua em frente.
Wikimedia Commons/No machine-readable author provided. Pharos assumed (based on copyright claims). (CC BY 2.5)

A Biblioteca Pública do Brooklyn (BPL), em Nova York, abriu inscrições para financiar projetos de combate à censura de livros nos Estados Unidos, segundo o Book Riot. O anúncio, feito para o calendário de 2027, oferece bolsas únicas de 2,5 mil dólares para que bibliotecas de todo o país criem iniciativas voltadas a adolescentes defensores da literatura e do direito à leitura. As inscrições vão até 7 de dezembro, com os vencedores anunciados no início de janeiro.

O fundo faz parte do Books Unbanned, um programa da BPL que tem oferecido oportunidades para jovens de todo o país acessarem livros banidos desde 2022. A iniciativa original distribui cartões digitais gratuitos para que jovens de qualquer estado americano possam acessar o acervo online da instituição nova-iorquina e de outras cinco bibliotecas parceiras (como as de Boston, San Diego e Seattle), burlando restrições locais. Além dos cartões, o programa já oferecia materiais de apoio, como um kit de ação digital e um guia de defesa literária para adolescentes, que fornece mais de 16 horas de programação adaptável.

Agora, o foco é formar ativistas locais. Segundo Emma Karin Eriksson, gerente de engajamento cívico da BPL, o dinheiro deve ser usado em projetos com formato de estágio, nos quais os adolescentes participem de eventos contínuos que culminem em uma ação prática. O uso da verba é flexível e pode cobrir desde o pagamento dos próprios jovens até despesas com alimentação, distribuição de exemplares e cachês para palestrantes convidados. As bibliotecas também são incentivadas a fechar parcerias com outras organizações comunitárias.

A prioridade do edital são as bibliotecas pequenas, rurais ou situadas em comunidades que já sofreram com o banimento de obras. Na primeira rodada de financiamento, em 2025, os projetos aprovados incluíram desde uma série de jantares temáticos sobre livros censurados até eventos com palestrantes coordenados pelos próprios adolescentes, além de estágios que levaram os jovens a organizações locais para se conectarem com a história de sua comunidade.

Além do dinheiro, que tem origem em financiamento privado, as instituições selecionadas receberão mentoria da conselheira do projeto, Eriksson, e apoio da rede de bibliotecas que já participaram do projeto. O objetivo, de acordo com Eriksson, é compartilhar a experiência da BPL com unidades menores que desejam promover a liberdade intelectual, mas não têm tempo ou equipe para desenvolver os programas do zero.

Dica pro Autor

Busque o apoio de bibliotecários e mediadores de leitura locais caso a sua obra sofra tentativa de censura. Como o programa americano mostra, a defesa do livro ganha força quando a própria comunidade se organiza para garantir o acesso à história.

Fonte e apuração

Fonte original
Book Riot, 14 OUT ↗
Data do fato
14 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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