Direito e poder direitos autoraisinteligência artificial

Entidades globais lançam carta ética sobre IA para proteger autores

O documento busca definir regras para o uso de inteligência artificial generativa diante da falta de leis governamentais sobre o tema.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 07:41
Mulher vestindo toga jurídica sentada à mesa escrevendo em documentos, ao lado da estátua da Justiça e de um martelo de juiz.
Imagem ilustrativa · Foto: KATRIN BOLOVTSOVA/Pexels

A Society of Authors e outras entidades criativas globais lançaram uma carta ética sobre inteligência artificial nesta terça-feira (13), segundo a The Bookseller. O documento foi apresentado durante o Creators Emergency Summit, um evento realizado em Londres, na Inglaterra.

A Society of Authors atua como o sindicato britânico de escritores, ilustradores e tradutores. A iniciativa surge como uma resposta direta ao que as organizações envolvidas chamam de "vácuo de políticas governamentais" sobre o tema. O objetivo central do texto é definir como os serviços de inteligência artificial generativa devem ser implantados no mercado para proteger e apoiar os criadores humanos.

O movimento ganha força enquanto as leis de direitos autorais de diferentes países ainda não dão conta de regular o uso não autorizado de obras no treinamento de grandes modelos de linguagem.

O lançamento do documento acontece em um momento em que a própria The Bookseller registra a queda nas encomendas para escritores fantasmas e o aumento no volume de manuscritos escritos por máquinas. A publicação também destaca outras discussões recentes do mercado editorial, como o fato de que a primeira leitura de um editor não deve ser terceirizada para a inteligência artificial e a afirmação do CEO Tobias Wann de que a Toniebox nunca se tornará um brinquedo de IA.

Ao reunir entidades de alcance global, o documento sinaliza que a resposta aos desafios da inteligência artificial não pode depender apenas de legislações locais. A notícia sobre a carta foi assinada por Lauren Brown e Anna Ganley. A The Bookseller, que cobre o mercado editorial, também aponta que as conversas na Feira do Livro de Frankfurt de 2026 foram lideradas por temas como exportações em língua inglesa, inteligência artificial e caos nas viagens. Além disso, o Prêmio Caine iniciou um processo centrado no ser humano após um vencedor zimbabuano ser acusado de usar IA.

Dica pro Autor

Guarde uma cópia dos seus rascunhos e anotações originais para comprovar a autoria humana do seu texto. Verifique se há cláusulas que proíbem ou limitam o uso da sua obra para treinamento de inteligência artificial antes de assinar contratos com editoras ou plataformas.

Fonte e apuração

Fonte original
The Bookseller, 13 OUT ↗
Data do fato
13 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 14 out, 07:41
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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