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Concord v. Anthropic: juíza avalia hoje se treinar IA com letras de música é uso justo

A audiência na Califórnia é a primeira em mais de um ano a debater se o treinamento de modelos generativos viola direitos autorais.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 09:05
Martelo de juiz sobre mesa de madeira com magistrado ao fundo redigindo documento desfocado.
Imagem ilustrativa · Foto: KATRIN BOLOVTSOVA/Pexels

A juíza Eumi Lee conduz nesta quarta-feira (21) a audiência sobre os pedidos de julgamento sumário na ação de direitos autorais das editoras musicais contra a Anthropic, segundo o blog especializado Chat GPT Is Eating the World. A sessão, realizada no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, avalia se o uso de letras de músicas para treinar a inteligência artificial Claude se enquadra na doutrina de uso justo.

O processo, conhecido como Concord I, foi aberto em outubro de 2023 por empresas como Concord, Universal Music Publishing Group e ABKCO. As editoras acusam a Anthropic de treinar seu modelo de linguagem com as letras de cerca de 500 canções protegidas, de artistas que vão de Rolling Stones a Beyoncé, e alegam que o sistema é capaz de reproduzir os textos sob demanda. Em março de 2026, ambas as partes pediram julgamento sumário: as editoras querem que o tribunal declare a cópia como infração, enquanto a empresa de tecnologia defende que o treinamento é um uso transformativo.

A audiência marca a primeira vez em mais de um ano e meio que um juiz distrital analisa o uso justo no treinamento de IA generativa, desde os casos envolvendo autores de livros contra a própria Anthropic e a Meta. O debate ganha peso após uma decisão recente do Tribunal de Apelações do Terceiro Circuito no caso Thomson Reuters v. Ross, proferida no fim de setembro de 2026. Naquela ação, o tribunal decidiu que treinar uma IA não generativa para substituir o produto original não é uso justo, mas deixou em aberto como a regra se aplica a modelos que geram novas expressões.

Além da discussão sobre as letras, a Anthropic enfrenta uma segunda frente judicial movida pelas mesmas editoras musicais. Em janeiro de 2026, o grupo abriu o processo Concord II, que acusa a empresa e seus fundadores de usarem redes de torrent para baixar milhões de cópias não autorizadas de bibliotecas piratas, incluindo mais de 20 mil composições musicais, para alimentar seus sistemas.

Dica pro Autor

Antes de assinar contratos de edição ou distribuição, exija uma cláusula que autorize ou proíba expressamente o uso do seu texto para treinamento de inteligência artificial. A distinção que os tribunais farão entre aprender com a obra e reproduzi-la sob demanda é o que vai definir o valor desses direitos no futuro.

Fonte e apuração

Fonte original
Chat GPT Is Eating the World, 21 OUT ↗
Também em
topdisputes.com ↗
Também em
copyrightlately.com ↗
Também em
clearance-guide.com ↗
Data do fato
21 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 21 out, 09:05
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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