Mercado Beth Lew-WilliamsCundill History Prize

Cundill History Prize 2026 vai para Beth Lew-Williams por John Doe Chinaman

A obra resgata vozes de imigrantes chineses apagados pela burocracia dos Estados Unidos no século XIX e leva o prêmio de 75 mil dólares.

Mesa repleta de documentos históricos, certidões e fichas de identificação antigas em preto e branco.
Imagem ilustrativa · Foto: Emin Şen/Pexels

Beth Lew-Williams venceu a edição de 2026 do Cundill History Prize com o livro John Doe Chinaman: A Forgotten History of Chinese Life Under American Racial Law, publicado pela Belknap Press of Harvard University Press. O anúncio do prêmio, que celebra a excelência na escrita de obras de história, foi feito nesta sexta-feira (23), segundo a The Bookseller, durante um festival literário em Montreal, no Canadá, como informou o Literary Hub.

A premiação principal entregou 75 mil dólares à vencedora. Os outros dois autores finalistas desta edição, Jonathan Cheng e Alexander Lee, também foram reconhecidos pela organização e levaram para casa 10 mil dólares cada um.

A obra premiada de Lew-Williams investiga a fundo as leis raciais contra imigrantes chineses no oeste dos Estados Unidos, cobrindo o período histórico que vai da década de 1850 até a década de 1920. O livro analisa as intenções por trás dessas leis, os seus efeitos práticos na vida da população e a forma como os migrantes responderam à repressão do Estado americano, que fazia parte de um regime racial maior.

De acordo com a presidente do júri, Emily Greenwood, em declaração reproduzida pelo Literary Hub, a autora conseguiu desvendar os paradoxos desse regime racial usando uma combinação inovadora e flexível de algoritmos de dados para processar registros legais e burocráticos, aliada a uma narrativa incisiva. O resultado é uma obra descrita como deslumbrantemente inovadora e contundente, que documenta o apagamento dessas vidas nos registros oficiais, resgatando vozes chinesas para mostrar aos leitores um pouco do que estava faltando na história oficial.

O título do livro, John Doe Chinaman, faz referência direta a esse processo de apagamento institucional. As leis da época tinham como consequência conter e suprimir a vida dos migrantes, reduzindo indivíduos complexos a estereótipos anônimos e padronizados nos documentos do governo.

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Fonte e apuração

Fonte original
The Bookseller, 23 OUT ↗
Também em
lithub.com ↗
Data do fato
23 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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