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Sátira ambiental com Tom Cruise caminha para prejuízo de US$ 245 milhões

A comédia de humor sombrio custou caro e não encontrou público, mesmo com a defesa de grandes nomes de Hollywood.

Tom Cruise sorri vestindo terno e gravata-borboleta em evento público.
Wikimedia Commons/Gabriel Hutchinson (CC BY-SA 4.0)

A comédia de humor sombrio Digger, estrelada por Tom Cruise e dirigida por Alejandro González Iñárritu, caminha para um dos maiores prejuízos da história de Hollywood. A projeção de perdas pode chegar a US$ 245 milhões para a Warner Bros., segundo o Pipoca Moderna, que repercutiu dados da Variety no domingo (11). O filme sofreu uma queda de 60% na bilheteria em seu segundo fim de semana nos cinemas americanos.

O longa arrecadou até agora US$ 35,3 milhões mundialmente, um número distante do necessário para cobrir os custos. A produção consumiu entre US$ 160 milhões e US$ 180 milhões, além de cerca de US$ 100 milhões gastos em divulgação. Como os cinemas ficam com metade do valor dos ingressos, o estúdio precisaria que a bilheteria global atingisse entre US$ 300 milhões e US$ 350 milhões apenas para empatar o investimento.

Digger marca a tentativa de Tom Cruise de sair das franquias de ação. Com próteses e maquiagem, ele interpreta um magnata do petróleo que causa um desastre ambiental e tenta convencer o mundo de que é o único capaz de salvar o planeta. A recepção, no entanto, foi dividida: o filme amargou 51% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e uma nota C+ na pesquisa CinemaScore, que mede a reação do público nos Estados Unidos.

A Warner tentou usar a polarização a seu favor, criando anúncios que convidavam o espectador a formar a própria opinião, mas a estratégia não funcionou. O fracasso comercial gerou uma onda de defesa por parte de colegas de indústria. Nomes como Anne Hathaway, Jane Fonda e Guillermo del Toro foram às redes sociais elogiar a ambição artística da obra e a coragem do protagonista, pedindo que o público ignorasse os números e valorizasse a arte.

O projeto foi financiado integralmente pela Warner Bros., sem parceiros para dividir o risco. A aposta na união do prestígio de Iñárritu com o apelo comercial de Cruise acabou se tornando o último grande lançamento do estúdio antes da conclusão de sua fusão com a Paramount Skydance.

Dica pro Autor

Avalie se o gênero da sua história conversa com o tamanho do público necessário para pagá-la antes de planejar uma obra de escopo gigantesco.

Fonte e apuração

Fonte original
Pipoca Moderna, 11 OUT ↗
Também em
redir.folha.com.br ↗
Data do fato
11 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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