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Editoras reagem a críticas sobre descontos em livros e defendem Lei Cortez

Sindicato e grandes casas editoriais respondem às cobranças por controle de preços na Amazon e em feiras, mas evitam rompimentos.

Interior da Livraria Martins Fontes, em São Paulo, com estantes de livros, escada em caracol e leitores entre as mesas
Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons (CC0)

As grandes editoras brasileiras e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) começaram a se posicionar sobre a guerra de preços no mercado editorial, segundo coluna publicada pela Folha de S.Paulo em 2 de outubro. As reações respondem às críticas recentes de Alexandre Martins Fontes, presidente da Associação Nacional de Livrarias e dono da editora WMF Martins Fontes. Ele havia cobrado uma postura mais dura do setor contra as promoções agressivas da Amazon e de feiras universitárias, como a da USP.

O presidente do SNEL, Dante Cid, afirmou que a entidade não interfere nas práticas comerciais dos associados, mas defende a aprovação da Lei Cortez. O projeto, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, busca limitar os descontos aplicados a livros recém-lançados durante o seu primeiro ano de circulação. Para Cid, a regulação por lei é o caminho viável para evitar promoções extremas e proteger a diversidade de publicações e o ecossistema do livro no país.

Entre as cinco maiores editoras cobradas nominalmente por Martins Fontes para adotarem medidas decisivas, Companhia das Letras, Rocco e HarperCollins preferiram não se manifestar. Já a Sextante e o Grupo Record reconheceram o problema das políticas de desconto, mas apontaram a complexidade de bater de frente com as grandes varejistas e romper relações comerciais.

Marcos da Veiga Pereira, diretor da Sextante e ex-presidente do SNEL, concordou que o mercado está doente e revelou que a editora mantém uma equipe para monitorar diariamente os preços dos lançamentos e dos mais vendidos. No entanto, ele destacou a dificuldade de agir de forma isolada em um ambiente digital que cria eventos promocionais constantes e acostumou o consumidor a pagar mais barato.

Pelo Grupo Record, o diretor editorial Cassiano Elek Machado ressaltou que afastar canais de venda não é a saída em um país com baixos índices de leitura e inúmeras cidades sem livrarias físicas. Ele defendeu que e-commerce, plataformas digitais e lojas de rua têm papéis complementares. Para a Record, o desafio é buscar um equilíbrio comercial dentro da legislação concorrencial, sem transformar o preço na única ferramenta de competição, garantindo que a conta feche para todos os envolvidos.

Dica pro Autor

Confira no seu contrato se o royalty é calculado sobre o preço de capa ou sobre o que a editora recebe. No segundo caso, desconto maior para a loja pode virar royalty menor para você.

Fonte e apuração

Fonte original
Folha de S.Paulo, 02 OUT ↗
Data do fato
02 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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