A Elvis Presley Enterprises e detentores de catálogos musicais entraram com uma ação judicial na sexta-feira, 6 de novembro, no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia contra a empresa de inteligência artificial Suno, conforme a petição inicial disponibilizada pelo CourtListener. O processo acusa a plataforma de violar o direito de imagem e voz de Elvis Presley e de infringir os direitos autorais de 859 composições.
A ação se apoia no ELVIS Act (Ensuring Likeness, Voice, and Image Security), lei do estado do Tennessee criada para proteger o nome, a imagem e a voz de artistas contra o uso não autorizado por empresas de inteligência artificial. Além da Elvis Presley Enterprises, que controla com exclusividade os direitos de imagem e voz do cantor, assinam o processo a ABG EPE IP, a editora Raleigh Music Publishing e outros titulares de direitos sobre canções gravadas por Elvis, como Can't Help Falling in Love, All Shook Up, Don't Be Cruel e Return To Sender, além de músicas de outros artistas, como Let's Twist Again, de Chubby Checker.
No documento, os autores contestam a defesa que a Suno apresentou três dias antes, em 3 de novembro, em outro processo movido por músicos em Massachusetts (Isbell v. Suno). Naquele caso, a empresa afirmou ao tribunal que não permite comandos (prompts) com nomes de artistas específicos ou músicas protegidas e que suas faixas não replicam a voz real de nenhum cantor famoso.
Para rebater a empresa, a petição anexa dezenas de gravações geradas na plataforma. Segundo os autores, uma busca pelo termo "Elvis" na aba de exploração da Suno em 31 de outubro retornava álbuns e listas de reprodução com a voz sintética do cantor e capas geradas por IA com o rosto dele. Uma das faixas listadas, Elvis in The Jailhouse Rock, acumulava mais de 125 mil reproduções. Em outro teste citado, feito em 7 de outubro, bastou inserir uma letra mencionando o nome do cantor para o sistema gerar duas faixas com a voz de Elvis em estilo rockabilly.
O processo também aponta que a conta paga da plataforma (Suno Pro) permite salvar trechos vocais para reutilização em novas músicas comerciais, e cita uma faixa criada a partir de uma voz salva com o título "Elvis". Os autores pedem julgamento por júri.
Dica pro Autor
Se você pretende produzir o audiolivro da sua obra, exija em contrato que a produtora ou plataforma proíba o uso da voz gravada para treinar modelos de IA ou criar vozes sintéticas sem autorização expressa. Ao usar ferramentas de geração de áudio ou imagem na divulgação do livro, evite comandos com nomes de artistas reais ou trechos de obras protegidas.
Fonte e apuração
- Fonte original
- CourtListener, 07 NOV ↗
- Data do fato
- 06 NOV
- Cobertura no Brasil
- nenhuma matéria em português até 07 nov, 12:06
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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