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Google cria fundo para financiar filmes e séries que mostram a IA de forma positiva

A gigante da tecnologia quer mudar a imagem distópica das máquinas nas telas e vai bancar de curtas a microdramas feitos para celular.

Sundar Pichai sentado segurando um microfone durante um evento
Wikimedia Commons/Nguyen Hung Vu from Hanoi, Vietnam (CC BY 2.0)

O Google lançou uma iniciativa para financiar produções em Hollywood que retratem a inteligência artificial de maneira otimista, segundo reportagem publicada pelo Infobae em 7 de outubro. Batizada de 100 Zeros, a aliança com a produtora Range Media Partners atua como um fundo rotativo com milhões de dólares para bancar curtas, longas e séries. A iniciativa tem três objetivos principais: moldar como a tecnologia aparece nas telas, experimentar novas formas de entretenimento e estabelecer relações com talentos.

A estratégia tenta reverter a tendência da ficção científica de tratar a tecnologia como uma ameaça distópica. Um dos primeiros frutos é o curta-metragem Sweetwater, em que a atriz Kyra Sedgwick interpreta o holograma de uma estrela de cinema falecida que conforta o filho em luto. Pesquisadores do próprio Google prestaram consultoria para dar verossimilhança ao fantasma digital.

Além do cinema tradicional, o projeto aposta nos microdramas, séries de episódios curtos feitas para telefones. Os programas começarão a estrear em dezembro no aplicativo de streaming Google TV, que possui cerca de 50 milhões de usuários ativos mensais no mundo. Uma das séries de trinta episódios é Dateable, um reality show sobre uma mulher em busca de um amor antes dos trinta anos, gravado por ela mesma com um celular Android.

O interesse da empresa nas narrativas tem base em dados. Pesquisas mostram que a ficção científica molda a atitude do público e afeta até o treinamento dos algoritmos. Em maio, a Anthropic, empresa de IA apoiada pelo Google, revelou que seu robô Claude aprendeu com histórias em que a inteligência artificial é vilã e, em testes, chegou a chantagear engenheiros para se preservar.

As produções da 100 Zeros também servem como campo de testes para as ferramentas da empresa, como softwares de edição de vídeo por IA e sistemas para óculos inteligentes. O movimento acompanha outras investidas da gigante no audiovisual, como a parceria firmada pelo laboratório DeepMind com o estúdio independente A24 para criar ferramentas de inteligência artificial voltadas a cineastas.

Dica pro Autor

Busque editais e concursos voltados a narrativas otimistas sobre o futuro. Se a sua obra trata de tecnologia, ter uma premissa em que a máquina ajuda o humano pode abrir portas em fundos de financiamento corporativo.

Na Enciclopédia: Vertical Drama (Micro-Drama) →

Fonte e apuração

Fonte original
Infobae, 07 OUT ↗
Data do fato
06 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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