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Hachette Book Group cresce 4% no terceiro trimestre puxado por best-sellers

O grupo editorial registrou alta nas vendas nos Estados Unidos, enquanto a matriz Lagardère bateu recorde para o período com obras em inglês e espanhol.

Estande da Hachette Book Group em feira de livros, com a marca da editora em destaque e mesas ao redor.
Wikimedia Commons/ActuaLitté (CC BY-SA 2.0)

As vendas da editora Hachette Book Group (HBG) nos Estados Unidos cresceram 4% no terceiro trimestre de 2026, segundo balanço da Lagardère, dona do grupo, noticiado na quinta-feira (15) pela Publishers Weekly, impulsionadas por grandes lançamentos comerciais.

O diretor-executivo da empresa, David Shelley, atribuiu a alta a uma série de best-sellers que chegaram ao mercado durante o período. Entre os títulos que puxaram as vendas estão Gilded Blade, de Jennifer Lynn Barnes, Counterrevolution, de Victor Davis Hanson, Perilous Fight, de Colin Kaepernick, e PlantYou Quickies, de Carleigh Bodrug.

Além dos lançamentos tradicionais de não ficção e fantasia, o executivo destacou o desempenho de um nicho específico. Shelley apontou que a editora registrou vendas enormes no segmento de livros de passatempo e quebra-cabeças, citando nominalmente os títulos Murdoku e The Killer Isn't Alice como sucessos do trimestre. O formato de áudio também ajudou a impulsionar os números da filial norte-americana, conforme o Publishers Lunch.

O resultado positivo da operação nos Estados Unidos ajudou a matriz, a Lagardère Publishing, a alcançar um novo recorde para o período. O grupo global registrou um faturamento total de 836 milhões de euros (cerca de 936 milhões de dólares) no terceiro trimestre, um aumento de 3,1% em relação aos 811 milhões de euros reportados no mesmo período de 2025.

A Lagardère explicou que o crescimento global foi impulsionado pelo forte desempenho da literatura geral em língua inglesa e espanhola. Na divisão que engloba a Espanha e a América Latina, a receita do terceiro trimestre saltou 3%, enquanto o mercado interno na França sofreu uma queda de 4%. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, as vendas totais do grupo editorial subiram 0,9%, atingindo a marca de 2,179 bilhões de euros (cerca de 2,4 bilhões de dólares).

O balanço da matriz também foi beneficiado por fatores externos e movimentos de mercado. A recuperação do dólar e da libra esterlina após uma queda no início do ano gerou um efeito cambial positivo de 5 milhões de euros. Além disso, o aumento na receita reflete em parte a aquisição da editora Kogan Page, comprada pelo grupo neste ano.

Dica pro Autor

Mapeie os selos das grandes editoras se a sua obra foge da literatura tradicional. O balanço mostra que nichos específicos, como livros de passatempo e quebra-cabeças, geram volume de vendas suficiente para sustentar o trimestre de um grupo global.

Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Weekly, 14 OUT ↗
Também em
lunch.publishersmarketplace.com ↗
Data do fato
15 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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