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Autor best-seller Kevin Kelly defende OpenAI na Justiça contra processo de escritores

O cofundador da revista Wired entrou com um documento na corte argumentando que o treinamento de inteligência artificial é uso justo e não viola direitos.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 12:05
Retrato em preto e branco de Kevin Kelly de braços cruzados olhando para o lado
Wikimedia Commons/Christopher Michel (CC BY-SA 4.0)

O escritor best-seller e cofundador da revista Wired, Kevin Kelly, entrou na Justiça americana para defender a OpenAI no processo em que autores acusam a empresa de violação de direitos autorais. A petição de amicus curiae — quando uma parte externa ao processo oferece informações à corte — foi protocolada antes do prazo final de outubro, em apoio ao uso justo de obras no treinamento de inteligência artificial, segundo o portal Chat GPT Is Eating the World.

A ação faz parte de um litígio em massa em que escritores e o sindicato Authors Guild processam empresas como OpenAI, Meta e Anthropic por usarem seus livros sem licença ou pagamento. Kelly, no entanto, argumenta o oposto dos colegas de profissão. Em um ensaio publicado em setembro em sua newsletter, ele defendeu que a inteligência artificial não armazena cópias dos livros. Em vez disso, ela transforma as expressões humanas em uma abstração matemática chamada "espaço latente", que funciona mais como uma sintaxe do que como um texto protegido por direitos.

Para o autor, esse processo é irreversível e cria uma nova categoria de uso, o que configuraria o "uso justo" (fair use) previsto na lei americana. Ele afirma que a cópia feita pela máquina é apenas transitória, semelhante ao que acontece quando um navegador carrega uma página da web. Além disso, Kelly argumenta que o valor de um único livro no meio de milhões de textos é quase incalculável devido à redundância das informações, e que o benefício público dessa tecnologia justifica a prática.

A posição de Kelly não é apenas teórica. Em março de 2026, ele revelou ao jornal The San Francisco Standard que quatro de seus livros estavam nas bases de dados usadas pela Anthropic. Embora tenha se registrado na ação coletiva apenas para ver o que aconteceria, afirmando que não precisava ou queria o dinheiro, ele comemorou a inclusão de suas obras. Na visão do autor, as IAs funcionarão como as bibliotecas do futuro, comprimindo todo o conhecimento humano. Para ele, o perigo para um escritor não é ser copiado pela máquina, mas sim ser deixado de fora da conversa e perder a chance de influenciar as respostas que a inteligência artificial dará aos usuários.

Dica pro Autor

Avalie a sua estratégia de longo prazo antes de decidir bloquear o uso da sua obra para treinamento de IA nas plataformas de publicação. Pese se a sua prioridade é proteger o direito autoral a qualquer custo ou garantir que suas ideias e histórias alimentem as ferramentas de busca e criação do futuro.

Fonte e apuração

Fonte original
Chat GPT Is Eating the World, 17 OUT ↗
Também em
kevinkelly.substack.com ↗
Também em
sfstandard.com ↗
Data do fato
16 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 17 out, 12:05
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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