Mercado Bienal do Livro do RioRegina Bilac Pinto

Morre Regina Bilac Pinto, criadora da Bienal do Livro do Rio

A primeira mulher a presidir o sindicato dos editores ajudou a transformar uma feira de hotel em um dos principais encontros do mercado editorial brasileiro.

Público circula entre estandes e uma instalação de livros abertos suspensos no pavilhão da Bienal do Livro do Rio, em 2025
Foto: JCunha (WMB)/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A editora Regina Bilac Pinto, responsável pela criação da Bienal do Livro do Rio e primeira mulher a presidir o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), morreu na quarta-feira (7), aos 90 anos, segundo o PublishNews. A trajetória de Regina no mercado começou na década de 1960, quando foi convidada pelo pai para trabalhar na Fundo de Cultura, editora da família. Mais tarde, ela atuou na Editora Forense, onde conviveu com grandes autores da área jurídica.

Em 1981, ainda sob a ditadura militar e em um momento de censura a livros, ela assumiu a presidência do Snel. A escolha, articulada pelo editor Alfredo Machado, marcou a primeira vez que uma mulher comandou um sindicato no Brasil, em um setor até então dominado por homens. Durante seu primeiro mandato, em 1983, Regina organizou a primeira Feira Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

O evento ocupou um salão de 1.400 metros quadrados no hotel Copacabana Palace e atraiu grande atenção da mídia, contando com a presença do então governador Leonel Brizola na abertura. O sucesso da iniciativa fortaleceu o sindicato financeiramente, atraiu novos associados e deu origem à atual Bienal carioca. Um acordo posterior com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) estabeleceu a alternância que vigora até hoje: a feira no Rio de Janeiro nos anos ímpares e a de São Paulo nos anos pares.

Além de consolidar a Bienal em seu segundo mandato, de 1990 a 1993, a editora enfrentou problemas que ainda pautam o mercado editorial, como a concorrência internacional, o preço do papel e a reprodução não autorizada de obras. Sobre a pirataria, ela costumava lembrar de quando, ainda estudante de Direito, ouviu um professor recomendar o uso de fotocópias e exigiu uma retratação sob ameaça de processo. Formada na área, Regina também seguiu carreira jurídica e chegou a atuar como juíza do Trabalho.

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Fonte e apuração

Fonte original
PublishNews, 07 OUT ↗
Data do fato
07 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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