IA e tecnologia inteligência artificialPangram

Verificador de plágio da Pangram usa livros pirateados como fonte, diz site

Detector de IA sinalizou frases de um manuscrito inédito e revelou que compara textos com arquivos vazados em aplicativos privados de anotação.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 12:05
Pessoa vista de cima trabalhando em uma mesa branca com notebook, caderno de anotações e livros abertos.
Imagem ilustrativa · Foto: ThisIsEngineering/Pexels

O verificador de similaridade da Pangram, ferramenta conhecida por detectar textos gerados por inteligência artificial, está usando bases de dados questionáveis que incluem livros pirateados para fazer suas checagens, segundo revelou o Publishers Lunch nesta sexta-feira (23).

O caso veio à tona depois que um escritor decidiu testar um manuscrito ainda não publicado no verificador de plágio da plataforma, recurso que a empresa oferece desde agosto de 2025. Durante a análise, o sistema da Pangram sinalizou duas linhas do texto inédito como sendo muito parecidas com outras obras. As frases apontadas eram expressões comuns, e não correspondências exatas de orações inteiras.

O problema apareceu quando o autor clicou nos links que a ferramenta indicou como sendo as fontes originais do suposto plágio. O primeiro link levava a uma postagem comum em um fórum online. Já o segundo direcionava o usuário para um manuscrito completo e pirateado de um livro já publicado.

Para piorar a situação, a cópia pirata estava hospedada no Notability, um aplicativo de anotações que, em tese, funciona como um espaço privado para o usuário, e não como um repositório de conteúdo aberto para buscas na internet.

A Pangram se vende no mercado como o modelo de detecção comercial mais preciso disponível, com foco em ajudar recrutadores e instituições acadêmicas a flagrar currículos e redações feitos por inteligência artificial. Ao promover seu detector de plágio, a empresa afirma que o sistema compara o texto enviado contra "bilhões" de fontes.

A descoberta de que a ferramenta vasculha repositórios privados e indexa arquivos pirateados levanta dúvidas sobre como a empresa coleta os dados que alimentam seu sistema de comparação. O caso expõe a falta de transparência das empresas de tecnologia sobre a origem dos textos que formam suas bases de dados, um problema que já atinge o treinamento de modelos de inteligência artificial e agora alcança as ferramentas de verificação.

Dica pro Autor

Antes de colar seu manuscrito inédito em verificadores de plágio ou detectores de IA, leia os termos de uso para saber se o seu texto não vai alimentar a base de dados da ferramenta. Vale evitar plataformas que não dizem de onde tiram os textos com os quais comparam o seu.

Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Lunch, 23 OUT ↗
Também em
pangram.com ↗
Data do fato
23 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 23 out, 12:05
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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