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Proudly Human cobra US$ 60 para certificar livros sem IA

Serviço australiano passa manuscritos por quatro detectores e dá QR code de verificação; EDItEUR já inclui campo de autoria humana no ONIX.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 12:06
Pessoa segurando folhas de papel com caligrafia em uma mesa com frascos de tinta e canetas bico de pena.
Imagem ilustrativa · Foto: cottonbro studio/Pexels

A empresa australiana Proudly Human lançou um serviço que cobra US$ 60 por título para certificar que um livro foi escrito por uma pessoa e não por inteligência artificial, segundo reportagem publicada pela Publishers Weekly em 6 de novembro. A taxa é paga apenas se a obra for aprovada, vale por toda a vida do livro em qualquer formato e gera um número único com um QR code que leva a uma página de verificação. Por enquanto, a avaliação funciona apenas para textos em inglês.

Para pedir o selo, o autor primeiro declara que o uso de IA foi mínimo — permitido para pesquisa, chuva de ideias e correção ortográfica, mas proibido para redigir frases ou parágrafos, num critério adaptado das diretrizes do Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos. Depois, o manuscrito passa por quatro detectores comerciais de IA. A empresa descarta as pontuações fora da curva e tira uma média do restante: livros com menos de 10% passam, acima de 30% reprovam e a faixa intermediária leva a uma conversa com o autor. A Proudly Human promete não usar os arquivos enviados para treinar sistemas de IA.

O serviço foi fundado no fim de 2025 por Alan Finkel, ex-cientista-chefe do governo da Austrália. A ideia surgiu em fevereiro de 2023, quando ele terminou seu livro Powering Up poucos meses após o lançamento do ChatGPT e pediu à editora Black Inc. uma declaração de origem humana na página de créditos. Como prova de conceito, a empresa certificou o livro Maps of Hope, do Papa Leão XIV, e hoje trabalha com empresas como a editora digital suíça Quibble, além de oferecer certificação para jornalistas por US$ 10 mensais.

O mercado de selos humanos já tem concorrentes e chega aos metadados. A marca Human Authored, da Authors Guild, baseia-se na autodeclaração do autor e já aparece em cerca de 6.500 livros. No Reino Unido, a startup Books by People acaba de receber aprovação do órgão britânico de propriedade intelectual para distribuir seu selo. Segundo Finkel, duas das cinco maiores editoras americanas já usam o sistema internamente, mas relutam em tornar isso público. Enquanto isso, a EDItEUR, organização que mantém o padrão internacional de metadados ONIX, adicionou um campo específico para autoria humana verificada.

Dica pro Autor

Guarde os rascunhos, versões antigas e o histórico de edição dos seus originais: com a chegada do campo de autoria humana verificada ao padrão ONIX, editoras e lojas passam a ter onde exigir e exibir essa comprovação.

Na Enciclopédia: ONIX for Books →

Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Weekly, 05 NOV ↗
Data do fato
06 NOV
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 06 nov, 12:06
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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