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Public Access Afterworld, romance de estreia de Jane Schoenbrun, chega às lojas

A diretora de cinema encerra sua trilogia sobre telas com um livro de terror de 608 páginas, elogiado pela crítica americana.

Jane Schoenbrun, de óculos e blazer vermelho, diante de um muro grafitado
Wikimedia Commons/PhilipRomanoPhoto (CC BY-SA 4.0)

O romance de estreia de Jane Schoenbrun, nome do cinema independente americano, Public Access Afterworld, chegou às livrarias dos Estados Unidos nesta terça-feira (27), segundo resenha publicada pela BookPage. Lançada pela Hogarth, selo da Random House, a obra de terror e ficção especulativa tem 608 páginas e foi recebida com elogios pela crítica literária americana.

A história acompanha uma rede de televisão secreta e misteriosa que atrai vítimas para dentro de sua estática. A trama cruza décadas e realidades, começando com um apresentador de previsão do tempo que tira a própria vida ao vivo na TV em 1988. O enredo passa por dois adolescentes obcecados por televisão que descobrem o sinal pirata em 2009, durante a transição do sinal analógico para o digital, até chegar a Bethany, uma moderadora de conteúdo trans que trabalha no turno da noite de uma grande corporação de tecnologia no presente e se torna a heroína improvável da narrativa.

Schoenbrun, que ganhou destaque no cinema independente com os filmes We're All Going to the World's Fair e I Saw the TV Glow, concebeu o projeto literário inicialmente para as telas. Foram cerca de 1.600 páginas de roteiro para as duas primeiras temporadas de uma série de televisão planejada em três. O projeto chegou perto de ser produzido pela HBO, mas acabou não avançando. Sem o apoio do estúdio, Schoenbrun decidiu reaproveitar o material em prosa e dedicou um ano e meio a aprender, por conta própria, o ofício de escrever romances.

O esforço resultou em um volume que Schoenbrun descreve como a conclusão de sua "trilogia das telas" e um épico sobre a descoberta da identidade trans. A transição de formato foi elogiada pelos resenhistas. Veículos como a BookPage e a Kirkus classificaram a estreia como o anúncio de uma nova e importante voz literária, destacando a habilidade de Schoenbrun em traduzir para o papel a mesma atmosfera de horror, obsessão e estranheza que marca seus trabalhos cinematográficos.

Dica pro Autor

Avalie adaptar para a prosa um roteiro ou projeto audiovisual seu que esbarrar nos altos custos de produção de um estúdio, aproveitando o formato literário para construir universos complexos e longos sem depender do orçamento de terceiros.

Na Enciclopédia: Terror →

Fonte e apuração

Fonte original
BookPage, 27 OUT ↗
Também em
bookmarks.reviews ↗
Também em
indiewire.com ↗
Também em
bloody-disgusting.com ↗
Data do fato
27 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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