O romance de estreia de Jane Schoenbrun, nome do cinema independente americano, Public Access Afterworld, chegou às livrarias dos Estados Unidos nesta terça-feira (27), segundo resenha publicada pela BookPage. Lançada pela Hogarth, selo da Random House, a obra de terror e ficção especulativa tem 608 páginas e foi recebida com elogios pela crítica literária americana.
A história acompanha uma rede de televisão secreta e misteriosa que atrai vítimas para dentro de sua estática. A trama cruza décadas e realidades, começando com um apresentador de previsão do tempo que tira a própria vida ao vivo na TV em 1988. O enredo passa por dois adolescentes obcecados por televisão que descobrem o sinal pirata em 2009, durante a transição do sinal analógico para o digital, até chegar a Bethany, uma moderadora de conteúdo trans que trabalha no turno da noite de uma grande corporação de tecnologia no presente e se torna a heroína improvável da narrativa.
Schoenbrun, que ganhou destaque no cinema independente com os filmes We're All Going to the World's Fair e I Saw the TV Glow, concebeu o projeto literário inicialmente para as telas. Foram cerca de 1.600 páginas de roteiro para as duas primeiras temporadas de uma série de televisão planejada em três. O projeto chegou perto de ser produzido pela HBO, mas acabou não avançando. Sem o apoio do estúdio, Schoenbrun decidiu reaproveitar o material em prosa e dedicou um ano e meio a aprender, por conta própria, o ofício de escrever romances.
O esforço resultou em um volume que Schoenbrun descreve como a conclusão de sua "trilogia das telas" e um épico sobre a descoberta da identidade trans. A transição de formato foi elogiada pelos resenhistas. Veículos como a BookPage e a Kirkus classificaram a estreia como o anúncio de uma nova e importante voz literária, destacando a habilidade de Schoenbrun em traduzir para o papel a mesma atmosfera de horror, obsessão e estranheza que marca seus trabalhos cinematográficos.
Dica pro Autor
Avalie adaptar para a prosa um roteiro ou projeto audiovisual seu que esbarrar nos altos custos de produção de um estúdio, aproveitando o formato literário para construir universos complexos e longos sem depender do orçamento de terceiros.
Na Enciclopédia: Terror →Fonte e apuração
- Fonte original
- BookPage, 27 OUT ↗
- Também em
- bookmarks.reviews ↗
- Também em
- indiewire.com ↗
- Também em
- bloody-disgusting.com ↗
- Data do fato
- 27 OUT
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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