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Ryu Murakami, autor de Azul Quase Transparente e Audição, morre aos 74 anos

O escritor japonês explorou a violência e a alienação da sociedade em mais de 40 obras e levou suas próprias histórias para o cinema.

Máquina de escrever antiga em preto e branco sobre uma mesa de madeira.
Imagem ilustrativa · Foto: DΛVΞ GΛRCIΛ/Pexels

O escritor e cineasta japonês Ryu Murakami morreu aos 74 anos no dia 17 de outubro, segundo anúncio da editora Gentosha repercutido pelo the Guardian na sexta-feira (23). A causa da morte não foi divulgada, e o funeral ocorreu em cerimônia reservada à família.

Conhecido por explorar o lado sombrio, violento e marginalizado do Japão pós-Guerra, Murakami estreou na literatura em 1976 com Azul Quase Transparente. O livro, escrito enquanto ele ainda era estudante universitário, acompanha um grupo de jovens que vive entre o sexo, as drogas e a violência perto de uma base militar americana em Tóquio. A obra vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares e venceu o Prêmio Akutagawa, a honraria literária mais prestigiosa do país. No Brasil, o título foi republicado pela DarkSide Books.

Ao longo da carreira, o autor publicou mais de 40 romances e coleções de contos, sempre focados em conflitos sociais e comportamentos extremos. Ele não tem parentesco com o também escritor Haruki Murakami. Entre seus trabalhos mais conhecidos está Audição, um suspense psicológico sobre um viúvo que faz falsos testes de elenco para encontrar uma nova esposa. A história inspirou o filme de terror dirigido por Takashi Miike em 1999. Outro destaque é Miso Soup, lançado no Brasil pela Companhia das Letras, que retrata a paranoia urbana pelos olhos de um jovem guia sexual para estrangeiros.

Além de escrever, Murakami atuou diretamente na adaptação de suas histórias para as telas. Ele dirigiu cinco longas-metragens, incluindo a versão cinematográfica de Azul Quase Transparente (1979) e Tóquio em Decadência (1992). Neste último, usou a história de uma jovem garota de programa para expor as perversões de milionários entediados, consolidando uma obra que transita entre o mercado editorial e o audiovisual para criticar a sociedade.

Dica pro Autor

Se a sua obra explora temas pesados ou tabus, estude como Murakami usava a violência e a marginalização não apenas como choque, mas como ferramenta para criticar a sociedade à sua volta.

Na Enciclopédia: Terror psicológico →

Fonte e apuração

Fonte original
the Guardian, 23 OUT ↗
Também em
redir.folha.com.br ↗
Também em
estadao.com.br ↗
Data do fato
17 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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