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Terror trans vira aposta de grandes editoras após sucesso de Manhunt

O subgênero que usa tropos do terror para falar de marginalização saiu do risco para as listas da Simon & Schuster e da Bloomsbury.

Pessoa com maquiagem sombria e chifres segura e lê um livro aberto contra um fundo preto.
Imagem ilustrativa · Foto: Ángel Ramírez Flores/Pexels

O terror escrito por pessoas trans e focado em suas vivências está ganhando espaço nas listas das grandes editoras americanas, segundo a Publishers Weekly. O movimento ganhou força após o sucesso comercial de Manhunt, romance de Gretchen Felker-Martin sobre amigas trans numa odisseia de sobrevivência pós-apocalíptica. Lançado em fevereiro de 2022 por um selo novo, o Tor Nightfire, o livro já vendeu mais de 40 mil cópias físicas.

O subgênero usa tropos conhecidos do terror e do sobrenatural para expressar os medos reais da cisnormatividade. Quando a Tor Nightfire adquiriu Manhunt no início da pandemia, a editora Kelly Lonesome considerou a aposta um risco, já que não havia obras parecidas no mercado para usar como comparação de vendas. Hoje, Felker-Martin divide o catálogo do selo com nomes como Allison Rumfitt e T. Kingfisher.

O cenário de risco deu lugar à presença do subgênero nas listas das cinco grandes editoras americanas e além. A Saga Press, selo de terror da Simon & Schuster, publicou no último ano e meio obras de Andrew Joseph-White, Hailey Piper e Grace Byron. A Bloomsbury Archer, novo selo de ficção especulativa da Bloomsbury, também está comprando originais do tipo. A editora Rebecca Brewer afirma que o mercado agora apoia esses livros, e já programou The Body Remembers, de Gabe Converse, para o segundo semestre de 2027.

O crescimento do terror trans surfa numa onda de terror focado em identidade que ganha corpo pelo menos desde 2016, quando a Tordotcom publicou The Ballad of Black Tom, de Victor LaValle. A obra, que reconta uma história racista de H.P. Lovecraft pela perspectiva de um homem negro, provou que o gênero pode discutir raça, classe e cultura com uma urgência difícil de alcançar em outras prateleiras.

Além das vendas, o subgênero começa a colher reconhecimento crítico. No mês passado, o Center for Fiction, do Brooklyn, indicou Carrying, de Samantha Joseph, para o seu prêmio de romance de estreia. Para os editores que apostam na tendência, embora os livros lidem com a escuridão, a essência dessas histórias está na família encontrada e na segurança que se pode achar mesmo em meio ao terror.

Dica pro Autor

Destaque na sua carta de apresentação se a sua obra explora medos reais de grupos marginalizados por meio do terror. O mercado tradicional está buscando ativamente histórias que usem o gênero para discutir identidade.

Na Enciclopédia: Carta de apresentação para editora →

Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Weekly, 15 OUT ↗
Data do fato
16 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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