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Biblioteca Nacional premia romance de Paulliny Tort e poesia de Adélia Prado

A edição deste ano consagrou a obra Os Imortais por unanimidade e distribuiu R$ 30 mil aos vencedores de cada uma das treze categorias.

Vista aérea da fachada histórica do edifício da Fundação Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.
Wikimedia Commons/Halleypo (CC BY-SA 3.0)

O romance Os Imortais, da escritora brasiliense Paulliny Tort, venceu a categoria Romance do Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional de 2026. A lista com os ganhadores das treze categorias foi anunciada pela instituição na terça-feira (20), segundo a Folha de S.Paulo. O livro de Tort, publicado pela Fósforo, narra a trajetória de um clã de neandertais que adota uma criança sapiens e foi escolhido por unanimidade entre 409 obras inscritas.

Entre os veteranos, a poeta mineira Adélia Prado levou o prêmio de Poesia aos 90 anos com O Jardim das Oliveiras (Record), obra que rompeu um hiato de mais de uma década sem publicações inéditas. Na categoria Conto, a vencedora foi a paulista Maria Valéria Rezende, de 83 anos, por Recapitulações (Editora 34), livro em que dá novos destinos a personagens clássicos da literatura mundial.

A edição deste ano inaugurou a categoria Crônica, em homenagem a João do Rio, que premiou o músico e estreante na literatura DJ Dolores por Lugares para Chorar no Recife e Outros (Seja Breve). Nas Histórias de Tradição Oral, o cacique Raoni Metuktire foi o vencedor com sua autobiografia Memórias do Cacique (Companhia das Letras), feita em parceria com o antropólogo Fernando Niemeyer.

Em Ensaio Literário, o primeiro lugar ficou com a biografia de João Guimarães Rosa escrita por Leonencio Nossa (Nova Fronteira), enquanto em Ensaio Social o destaque foi Irmãs do Atlântico, de Ynaê Lopes dos Santos (Civilização Brasileira). Na categoria Histórias em Quadrinhos, o troféu ficou com Dormindo entre Cadáveres (Comix Zone), obra em que o médico Luís Moreira Gonçalves e o quadrinista Felipe Parucci relatam a rotina em um hospital de campanha durante a pandemia. Já em Tradução, o prêmio foi para Natália T.M. Okabayashi pelo trabalho em Sem Despedidas (Todavia), da sul-coreana Han Kang.

O prêmio avaliou livros publicados por editoras brasileiras entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026. Cada um dos treze vencedores recebe R$ 30 mil. A Biblioteca Nacional também divulga o segundo e o terceiro colocados de cada seleção, mas a premiação em dinheiro é exclusiva para o primeiro lugar.

Dica pro Autor

Programe o lançamento do seu livro considerando as janelas de elegibilidade dos prêmios nacionais. A Biblioteca Nacional, por exemplo, corta a avaliação em 30 de abril, o que exige que a obra já esteja publicada e circulando antes dessa data para concorrer na edição do mesmo ano.

Fonte e apuração

Fonte original
Folha de S.Paulo, 20 OUT ↗
Também em
quatrocincoum.com.br ↗
Também em
estadao.com.br ↗
Data do fato
20 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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