Mercado Alexander: God, King, ManBaillie Gifford

Edmund Richardson vence prêmio Baillie Gifford com biografia de Alexandre, o Grande

A obra sobre o líder é o primeiro livro de história antiga a levar o prêmio de não ficção, no valor de 50 mil libras.

Vários livros e manuscritos antigos abertos sobre uma superfície com caligrafia em árabe e outros alfabetos.
Imagem ilustrativa · Foto: Yerzhan Kamalov/Pexels

O professor de estudos clássicos Edmund Richardson venceu o prêmio Baillie Gifford de não ficção de 2026 com o livro Alexander: God, King, Man, segundo anúncio repercutido pelo the Guardian na quarta-feira (4). A obra, que narra a vida de Alexandre, o Grande, rendeu ao autor 50 mil libras e marcou a primeira vez que um título de história antiga levou a honraria.

Criado em 1999 como prêmio Samuel Johnson e patrocinado pela empresa de gestão de investimentos Baillie Gifford desde 2016, o troféu escolheu o vencedor deste ano a partir de uma lista de mais de 350 títulos elegíveis, publicados entre 1º de novembro de 2025 e 31 de outubro de 2026. A obra de Richardson superou outros cinco finalistas, incluindo London Falling, do ex-vencedor Patrick Radden Keefe, que investiga a morte de Zac Brettler, um adolescente britânico que caiu de um apartamento de luxo em Londres após se passar por filho de um rico oligarca russo. Também foram finalistas Andrea Wulf, Matthew Sweet, Nicholas Boggs e Anand Gopal.

O livro acompanha a trajetória de Alexandre desde os 20 anos, quando assumiu um reino à beira da falência em 336 a.C. e um exército quase incontrolável, até a sua morte na Babilônia, aos 32 anos, após conquistar o império persa. Para escrever a obra, Richardson, que é professor na Universidade de Durham e autor de livros anteriores como Alexandria: The Quest for the Lost City, pesquisou por mais de uma década em quatro continentes, traduziu fontes de 12 línguas antigas e incluiu registros recém-decodificados de astrônomos babilônicos da época de Alexandre.

A presidente do júri, a radialista Kirsty Lang, descreveu o trabalho como uma "história arrasa-quarteirão" com forte apelo narrativo. Segundo ela, o autor combinou novas tecnologias e descobertas arqueológicas recentes a um trabalho literário excepcional para contar a história de um líder extraordinário que conquistou um império que se estendia da Grécia antiga ao subcontinente indiano.

A vitória de Richardson coroa um ano de destaque para o mundo clássico no mercado cultural. O jornal britânico lembra que a adaptação cinematográfica de A Odisseia, dirigida por Christopher Nolan, impulsionou as vendas do épico de Homero, e que a poeta canadense Anne Carson, cujo trabalho é profundamente influenciado pela literatura grega antiga, venceu o prêmio Nobel no mês passado.

Dica pro Autor

Cruze a pesquisa tradicional com descobertas recentes ou novas tecnologias se a sua obra de não ficção trata de um tema histórico, trazendo um olhar inédito para assuntos já consagrados.

Na Enciclopédia: Não ficção →

Fonte e apuração

Fonte original
the Guardian, 04 NOV ↗
Data do fato
04 NOV
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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