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Macmillan faz festa para assistente de IA, mas abandona projeto no ano seguinte

Enquanto a Macmillan testa e descarta uma ferramenta de inteligência artificial, golpistas usam a tecnologia para mirar autores independentes.

Mão de uma pessoa apoiada no touchpad de um notebook aberto em ambiente escuro.
Imagem ilustrativa · Foto: Junior Teixeira/Pexels

A editora Macmillan chegou a dar uma festa de boas-vindas para uma nova funcionária de inteligência artificial chamada NOA ("No Ordinary Assistant"), mas descartou o projeto no ano seguinte. A história dos bastidores foi revelada pela revista Wired e repercutida na sexta-feira (30) pela newsletter do site Book Riot. Segundo um funcionário ouvido pela reportagem original, a ferramenta "era terrível e ninguém a usava".

O fracasso do robô corporativo na Macmillan ilustra a tensão atual entre o mercado editorial e a inteligência artificial. Enquanto autores já estabelecidos lutam contra suas próprias editoras para manter as ferramentas automatizadas longe de seus livros, a tecnologia tem sido usada com sucesso por golpistas. A mesma edição da newsletter destaca uma investigação da jornalista Snigdha Poonam, que passou uma década cobrindo fraudes transnacionais. Sua reportagem, intitulada "O Lucrativo Mundo dos Golpes Literários", foi publicada originalmente na revista The Dial e republicada pelo jornal The Guardian, mergulhando no submundo das fraudes após a própria autora receber e interagir com um convite fraudulento. O levantamento mostra que a indústria moderna de golpes se tornou um sistema altamente organizado.

O alvo principal e mais lucrativo dessas fraudes não são as grandes casas editoriais, mas sim os autores que publicam por conta própria, fora do circuito tradicional. Os criminosos se passam por grandes nomes do mercado editorial, enviando propostas falsas para escritores independentes. Até o momento, as cinco maiores editoras (as chamadas Big 5) ainda não entraram com processos judiciais contra os supostos falsificadores que usam seus nomes.

A audácia das falsificações atinge até os veículos de mídia que cobrem o setor. A própria equipe do Book Riot relatou ter recebido um e-mail de um falso representante do site, com um convite para destacar uma obra no "Read Harder Challenge", um desafio de leitura da marca. O detalhe irônico da fraude: o livro oferecido na mensagem, intitulado Start Here, havia sido escrito pela própria equipe da plataforma.

Dica pro Autor

Desconfie de abordagens ativas de grandes editoras. Verifique o endereço de e-mail do remetente e procure os canais oficiais da empresa para confirmar se a proposta é real.

Na Enciclopédia: Autopublicação →

Fonte e apuração

Fonte original
Book Riot, 30 OUT ↗
Data do fato
30 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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