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New York Times processa navegador Brave por vender textos a empresas de IA

O jornal acusa a empresa de agir como um receptador digital, burlando paywalls para alimentar modelos de inteligência artificial com jornalismo sem licença.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 14:06
Retrato de Brendan Eich sorrindo, usando óculos e terno escuro.
Wikimedia Commons/Darcy Padilla (CC BY-SA 3.0)

O jornal The New York Times abriu um processo por violação de direitos autorais contra a Brave Software nesta segunda-feira (2), acusando a empresa de copiar e distribuir seu conteúdo sem autorização, segundo a petição inicial publicada no CourtListener. A ação, protocolada em um tribunal federal de Nova York, afirma que a desenvolvedora do navegador Brave atua como uma espécie de receptadora digital, roubando material protegido para alimentar seus próprios produtos e vender acesso a outras companhias de inteligência artificial.

A Brave é conhecida por seu navegador focado em privacidade, que bloqueia anúncios tradicionais. No entanto, o jornal alega que a empresa construiu um índice de buscas com mais de 30 bilhões de páginas raspadas da internet, ignorando bloqueios e burlando os chamados paywalls — os muros de pagamento para assinantes. Com essa base de dados, a Brave alimenta o "Ask Brave", um assistente de IA que responde a perguntas dos usuários entregando resumos detalhados e trechos literais das reportagens do Times.

Além do uso próprio, o processo detalha que a Brave transformou esse acervo raspado em um negócio de prateleira. Por meio de uma interface de programação (API), a empresa vende o acesso em tempo real a esse conteúdo para gigantes da inteligência artificial, como Anthropic, Perplexity e Mistral. O jornal argumenta que essas empresas pagam à Brave para obter dados de alta qualidade e atualizados para treinar seus modelos de linguagem, terceirizando a raspagem e evitando o trabalho de violar as regras dos sites originais diretamente.

A petição destaca que a Brave promove ativamente seu serviço como uma fonte de notícias de veículos confiáveis, formatada exatamente para as necessidades de um modelo de linguagem, poupando os clientes de fazerem a própria coleta. Enquanto a desenvolvedora lucra vendendo o acesso aos textos e exibindo seus próprios anúncios por cima das páginas originais, os criadores do conteúdo não recebem nada, enquanto a Brave já lucrou mais de US$ 100 milhões. O The New York Times pede um julgamento com júri e responsabiliza a empresa por infração direta, contributiva e violação da lei de direitos autorais do milênio digital (DMCA).

Dica pro Autor

Inclua uma proibição expressa à raspagem de dados por robôs de terceiros nos termos de uso do seu site ou portfólio para evitar que o seu trabalho alimente ferramentas de inteligência artificial sem licença.

Fonte e apuração

Fonte original
CourtListener, 01 NOV ↗
Data do fato
02 NOV
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 02 nov, 14:06
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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