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New York Times diz à Justiça que OpenAI copia estilo e expressão, não apenas fatos

Em novo documento, jornais argumentam que a inteligência artificial não aprende apenas dados, mas rouba a voz e o ofício de quem escreve.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 16:06
Detalhe em primeiro plano de uma máquina de escrever verde com uma folha de papel em branco inserida.
Imagem ilustrativa · Foto: Markus Winkler/Pexels

O jornal The New York Times e outros veículos de imprensa argumentaram nesta sexta-feira (23) que a OpenAI copiou suas obras na íntegra para treinar inteligência artificial, segundo documento judicial publicado no CourtListener. A manifestação conjunta, que inclui também o Chicago Tribune e o The Intercept, faz parte do processo de violação de direitos autorais movido contra a criadora do ChatGPT e a Microsoft.

Na ação, que corre em um tribunal federal de Nova York, os jornais rebatem a defesa de "uso justo" (fair use) apresentada pelas empresas de tecnologia. Os veículos argumentam que suas obras incluem informações factuais e ideias, mas que o jornalismo reflete a expressão original dos autores sobre esses fatos e ideias.

Os veículos, no entanto, afirmam que a prática vai muito além da extração de dados brutos. O documento aponta que o treinamento dos grandes modelos de linguagem (LLMs) priorizou conteúdo jornalístico de alta qualidade justamente para capturar e replicar elementos expressivos. Isso inclui a escolha específica de palavras, a estrutura das frases e os padrões retóricos desenvolvidos por repórteres e editores ao longo de anos de profissão.

Para os jornais, a inteligência artificial não "destila fatos", mas simula a aparência de conhecimento ao imitar a forma e a voz do jornalismo. O texto destaca que o ofício de escrever envolve julgamento editorial, especialização e a capacidade de contar uma história de maneira envolvente. Ao treinar as máquinas com esse material, a OpenAI buscou dar aos seus robôs a habilidade de gerar respostas com a mesma roupagem narrativa das reportagens originais.

O grupo de mídia reforça que o propósito das obras originais e o propósito do treinamento da inteligência artificial são exatamente os mesmos: entregar conteúdo e notícias aos leitores de forma acessível. Segundo os advogados, essa sobreposição de objetivos derruba a defesa de uso justo das empresas de tecnologia.

Dica pro Autor

Guarde os rascunhos e os registros de edição do seu livro para comprovar o seu trabalho humano e as suas escolhas de estilo caso precise defender seus direitos autorais contra o uso não autorizado por uma inteligência artificial.

Fonte e apuração

Fonte original
CourtListener, 22 OUT ↗
Data do fato
23 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 23 out, 16:06
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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