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O Bosque Selvagem: diretor levou 16 anos para adaptar livro em stop-motion

Travis Knight leu o manuscrito antes da publicação e escolheu o caminho mais difícil para a animação como um ato de rebelião contra a arte gerada por IA.

Retrato em primeiro plano do diretor e animador Travis Knight olhando para a câmera.
Divulgação/LAIKA

O diretor Travis Knight levou dezesseis anos para transformar o livro de fantasia O Bosque Selvagem (Wildwood), escrito por Colin Meloy, em um filme de animação stop-motion, segundo entrevista publicada pelo The Irish Times no último sábado (24). Knight leu o manuscrito original da história antes mesmo de sua publicação oficial. Ele conta que a narrativa respirava o mesmo ar de clássicos que amava, como as obras de J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis, mas carregava a voz idiossincrática de Meloy, que é da banda indie americana The Decemberists.

A obra, ilustrada por Carson Ellis, acompanha Prue, uma adolescente que entra em uma floresta mágica e proibida nos arredores de Portland para resgatar o irmão caçula, sequestrado por um bando de corvos. Lá, ela encontra um mundo de animais falantes e facções em guerra. No Brasil, o longa produzido pelo estúdio Laika, o mesmo responsável pelo sucesso Coraline, tem estreia nos cinemas marcada para 29 de outubro, de acordo com o portal Omelete.

Quando conheceu o livro, Knight achou a adaptação complexa demais para as telas e não sabia como executá-la. O que o manteve focado no projeto por mais de uma década foi a emoção profunda que sustenta a trama. Para dar vida ao universo, o estúdio precisou esperar a tecnologia avançar: a equipe construiu 136 cenários físicos e usou 231 bonecos práticos. A produção culmina em cenas de batalha épicas que seriam quase impossíveis de recriar com atores reais.

Knight encara esse esforço monumental e tátil como um contraponto direto à atual busca da indústria do entretenimento por processos rápidos e sem atrito. Ele aponta que vivemos uma era em que a inteligência artificial permite gerar mundos inteiros a partir de um simples comando de texto, eliminando o esforço da equação. Para o diretor, fazer o filme do jeito mais estúpido, difícil e doloroso foi um ato silencioso de rebelião, pois é exatamente a presença de um artista humano por trás de cada escolha que confere alma à obra final.

Dica pro Autor

Enfrente o atrito ao estruturar seu mundo ou revisar um rascunho difícil. O tempo e a dificuldade de resolver um problema narrativo à mão são justamente o que dá alma e voz própria à sua história, algo que atalhos não conseguem replicar.

Na Enciclopédia: Direitos de Adaptação (Cinema e TV) →

Fonte e apuração

Fonte original
The Irish Times, 24 OUT ↗
Também em
ie.headtopics.com ↗
Também em
irishtimes.com ↗
Data do fato
24 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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