A OpenAI e seu diretor executivo, Sam Altman, são alvo de um processo judicial que acusa a empresa de saber que uma usuária planejava um ataque a tiros e de escolher não avisar as autoridades. A denúncia alterada foi protocolada em 29 de outubro no tribunal federal do norte da Califórnia, segundo o CourtListener. A ação foi movida por Deidre Rushlow, uma professora que sobreviveu ao massacre ocorrido em fevereiro de 2026 na cidade de Tumbler Ridge, no Canadá.
O ataque deixou oito vítimas mortas, incluindo a mãe e o irmão da atiradora, cinco crianças e uma assistente educacional, além de ferir gravemente outros dois estudantes na escola secundária local. De acordo com os autos, oito meses antes da tragédia, em junho de 2025, os sistemas de segurança da OpenAI sinalizaram a conta da atiradora, Jesse Van Rootselaar, de 17 anos na época, por conversas que descreviam cenários de violência armada.
A equipe de inteligência e investigações da plataforma revisou os registros do ChatGPT e concluiu que a jovem representava uma ameaça real. Os profissionais recomendaram que o caso fosse levado à Real Polícia Montada do Canadá. No entanto, o processo alega que a liderança da OpenAI vetou o aviso duas vezes. A justificativa interna seria o risco de expor como o produto exacerba ameaças, o que poderia prejudicar a avaliação de mercado da empresa, que preparava uma oferta pública inicial estimada em mais de um trilhão de dólares.
Em vez de contatar a polícia, a OpenAI apenas desativou a conta da usuária. A ação judicial aponta que a medida foi ineficaz, pois a atiradora criou um segundo perfil com outro e-mail e continuou usando a inteligência artificial para planejar o crime. O texto da denúncia argumenta que a empresa removeu intencionalmente as barreiras de segurança contra violência e automutilação em maio de 2024 para não prejudicar o engajamento dos usuários.
A professora Deidre Rushlow, que precisou se esconder com alunos durante os disparos, acusa a OpenAI de negligência, responsabilidade objetiva por produto defeituoso e cumplicidade em um tiroteio em massa.
Dica pro Autor
Se a sua obra envolve inteligência artificial ou crimes cibernéticos, acompanhe os desdobramentos deste caso. Vale observar como a justiça americana julgará a tese de que um modelo de linguagem pode ser considerado um produto defeituoso.
Fonte e apuração
- Fonte original
- CourtListener ↗
- Data do fato
- 29 OUT
- Cobertura no Brasil
- nenhuma matéria em português até 29 out, 20:06
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
- Achou um erro?
- Fale com a redação · Política de correções