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Baixa fantasia

Baixa fantasia (em inglês, low fantasy) é a fantasia que se opõe à alta fantasia, e o termo tem mais de um sentido: na formulação dos organizadores Robert Boyer e Kenneth Zahorski, numa antologia de 1977, é a que não se passa num mundo secundário nem se eleva no estilo literário. Para o crítico Brian Stableford, é aquela em que eventos mágicos invadem o mundo normal. Os sentidos estão lado a lado no guia sobre os subgêneros de fantasia, da página sobre fantasia.

Nesta página
  1. De onde vem o par alta e baixa fantasia?
  2. Quais sentidos a baixa fantasia tem?
  3. Como a fantasia francesa se encaixa na baixa fantasia?
  4. E no Brasil?

De onde vem o par alta e baixa fantasia?

A Encyclopedia of Fantasy (1997) conta que a introdução de The Fantastic Imagination (antologia de 1977), organizada por Boyer e Zahorski, define a alta fantasia e deixa implícita a baixa como o oposto: fantasias que não se passam em mundos secundários e não são elevadas no estilo. No exemplo da enciclopédia, a classificação muda de um volume para outro da mesma série, Samella, do escritor John Brosnan: o primeiro, Damned and Fancy (1995), não é baixa fantasia porque a ação ocorre num mundo de fantasia, mas a continuação, Have Demon, Will Travel (1996), é, porque se passa em Londres.

Quais sentidos a baixa fantasia tem?

Há pelo menos três sentidos em uso. No primeiro, o literário, Stableford, em The A to Z of Fantasy Literature (2009, p. 256), descreve a baixa fantasia como eventos irracionais que não são casuais porque ocorrem no mundo real, onde coisas assim não deveriam acontecer.

No segundo, o GURPS Fantasy (Steve Jackson Games, 2009), manual de RPG, define a baixa fantasia como mais próxima da ficção realista do que do mito, com foco na vida diária das pessoas e em objetivos práticos, e reconhece que alguns críticos chamam de "low fantasy" qualquer fantasia passada no mundo real. O terceiro é do escritor David Chandler, num texto de 2011 no SF Signal: a baixa fantasia em ascensão era a de pouca magia e muita brutalidade, reflexo da guerra ao terror.

Como a fantasia francesa se encaixa na baixa fantasia?

A fantasia francesa é, em boa parte, baixa fantasia, segundo o crítico David Ketterer em Canadian Science Fiction and Fantasy (1992, p. 27): o fantastique, sem tradição de dragões e magos; quando aparece a alta fantasia, usa-se le merveilleux ou le fantastique moderne.

E no Brasil?

A dissertação de Sara Duarte Peres (UFV, 2022, p. 30–31) aplica a divisão a livros brasileiros e põe Os Sete (André Vianco, 2000), em que vampiros despertam no Brasil, como baixa fantasia. O guia sobre os subgêneros traz os demais exemplos nacionais.

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O guia completoSubgêneros de fantasia: da alta fantasia ao isekai, quem deu cada nome e o que cada um pede — A Encyclopedia of Fantasy separa a alta e a baixa fantasia, a espada e feitiçaria, a fantasia sombria, a fantasia urbana e o portal fantasy; os códigos de mercado acrescentam a fantasia histórica, a cozy fantasy e o xianxia; e de fora da crítica vieram o grimd

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Autoria: Verse MediaRevisado em 30 out. 2026Passos conferidos em 30 out. 2026Publicado em 30 out. 20267 fontes · 2 no integral

Lidas no texto integral

Lidas em resumo ou pela referência

  • Robert H. Boyer e Kenneth J. Zahorski (orgs.), The Fantastic Imagination, 1977, introdução (pela entrada da enciclopédia).
  • David Chandler, "A Game of Subgenres", SF Signal, 08/12/2011.
  • Brian Stableford, The A to Z of Fantasy Literature, 2009, p. 256.
  • Stoddard, GURPS Fantasy, Steve Jackson Games, 2009, p. 6 e 13.
  • David Ketterer, Canadian Science Fiction and Fantasy, Indiana University Press, 1992, p. 27.
Cite esta página
VERSE MEDIA. Baixa fantasia. Enciclopédia Verse, 30 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/generos-e-tropes/fantasia/baixa-fantasia. Acesso em: [data].

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