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Substack como funciona: quanto custa, o que cede e quando escolher outra plataforma para a newsletter do livro

O Substack é uma plataforma de newsletter grátis para publicar, que só cobra quando o autor cobra do leitor: fica com 10% de cada assinatura paga, além da taxa do Stripe. Serve a quem quer crescer a lista e talvez cobrar depois, e menos a quem precisa de sequência automática de e-mails ou de design próprio. A lista é do autor, mas o Substack pode suspender o acesso à conta.

Você decidiu que o livro precisa de uma newsletter e abriu quatro abas: Substack, MailerLite, Mailchimp, beehiiv. Todas dizem ser grátis, nenhuma deixa claro até quando, e você só quer abrir a conta sem descobrir mais tarde que a lista não era sua. "Qual dessas eu abro hoje?"

O que você leva

saber se confia no Substack, para quê, e como ele funciona por dentro (o dinheiro, os termos, a saída da lista)

Pra quem é

quem decidiu ter newsletter quer escolher a ferramenta (Substack, MailerLite, Mailchimp, beehiiv: grátis até quanto, se dá para cobrar assinatura) e abrir a conta

Nesta página
  1. Como o Substack funciona e como ganha dinheiro?
  2. O que o autor cede ao Substack e o que continua dele?
  3. Substack, MailerLite, Mailchimp ou beehiiv: até quanto cada um é grátis?
  4. Como escolher e abrir a newsletter do livro?

Antes da ferramenta vem a decisão de ter a lista, que o guia sobre como construir audiência de leitores resolve; esta página trata só de onde ela mora.

Como o Substack funciona e como ganha dinheiro?

O Substack ganha quando o autor ganha: publicar e mandar a newsletter não custa nada, qualquer que seja o número de assinantes, e a empresa só cobra se a assinatura paga for ativada. Jane Friedman, que escreve sobre mercado editorial, resume o modelo assim: as ferramentas são de graça, e a empresa lucra se o autor começa a cobrar pela newsletter. A Kindlepreneur, site de marketing para autores, confirma que o autor não paga nada até ter um assinante pago.

Quem fundou a empresa e como ela cresceu está no verbete Substack. Para o autor, o fluxo é curto: escrever, publicar, e o texto aparece numa página limpa.

A cobrança de assinatura tem duas camadas. A primeira é do Substack, 10% de cada transação. A segunda é do Stripe, o processador de pagamentos: no cartão, a ajuda do Substack lista 2,9% + US$ 0,30 por transação e mais 0,7% de taxa de cobrança recorrente (valores de US$, atualizados em 16/12/2025). A taxa do Stripe depende do país em que a conta foi registrada; os valores acima são o exemplo de uma conta americana. O Substack indica abrir o Stripe, na aba Transações, para ver o corte de cada pagamento.

O crescimento rápido custa ferramenta: a rede social e as recomendações embutidas fazem a lista crescer mais rápido, na avaliação de Friedman, mas faltam a automação de serviços como o MailerLite e a personalização do design, segundo a Kindlepreneur, que registrou sequências automáticas anunciadas para o começo de 2026.

O que o autor cede ao Substack e o que continua dele?

Os Termos de Uso do Substack, atualizados em 6/10/2026, dizem que o autor é dono do que cria, e a lista de assinantes entra explicitamente nessa conta. Em troca, o autor concede ao Substack uma licença para traduzir, modificar, reproduzir e agir sobre os seus textos, que os termos descrevem como gratuita, perpétua, irrevogável e mundial, e só de licença, sem tirar a propriedade. O Substack também pode encerrar ou suspender o acesso à conta, e o autor pode apagá-la quando quiser. O preço da assinatura é o autor quem define e muda.

O risco de depender da plataforma já tem caso: o Revue, o serviço de newsletter do Twitter. Em 14/12/2022, a plataforma avisou os usuários de que fecharia: a conta deixaria de abrir em 18/01/2023 e os dados seriam apagados, mas a lista de assinantes, as edições antigas e as estatísticas podiam ser baixadas até lá. Quem não exportou a tempo perdeu a lista. Um serviço que "pertence" ao autor no papel ainda depende de ele ter a cópia no próprio computador.

As críticas que a imprensa fez à plataforma estão no verbete Substack; nenhuma impede o uso, e o vazamento de e-mails de 2020 é mais um motivo para guardar uma cópia da lista fora dela.

Substack, MailerLite, Mailchimp ou beehiiv: até quanto cada um é grátis?

O Substack não tem teto de assinantes no plano grátis, e os outros três limitam o tamanho da lista ou o número de envios. Os números de MailerLite, Mailchimp e beehiiv foram conferidos nas páginas de preço em 21/10/2026; os do Substack, na central de ajuda dele, em artigo atualizado em 16/12/2025.

Plataforma O que o plano grátis permite Para que serve melhor
Substack Publicar sem limite de assinantes; a cobrança só aparece com assinatura paga. Crescer a lista por recomendação e, se for o caso, cobrar depois.
MailerLite Até 250 assinantes, 2 usuários e 2.500 e-mails por mês; planos pagos a partir de US$ 12/mês. Escolha mais econômica e preferida dos autores, segundo Friedman (18/07/2026).
Mailchimp Até 250 contatos e 500 envios por mês ou 250 por dia; o envio pausa se o limite for passado. Friedman a usa para a newsletter paga.
beehiiv Até 2.500 assinantes e exportação de dados; assinatura paga só nos planos pagos. Quem quer cobrar sem que a plataforma fique com parte da receita (0%, além do Stripe).

Dois cuidados saem da tabela. O primeiro é a moeda: das plataformas conferidas, só o Mailchimp mostra preço em real para quem acessa do Brasil, e MailerLite e beehiiv publicam em dólar. O segundo é que "grátis" é um limite de uso, não uma promessa: o Mailchimp avisa que o envio é pausado quando o limite de contatos ou de envios é ultrapassado.

Friedman separa as escolhas por perfil. Para ela, o Substack é o mais popular entre jornalistas e freelancers e serve a quem pode querer cobrar depois; ela usa o Kit, antigo ConvertKit, para as newsletters grátis; e aponta o Buttondown para quem prefere fugir de serviço de grande empresa. Sobre o Substack em particular, o veredito dela é que ele serve melhor a quem escreve não ficção, e quem concluir que não é para si não perde nada. Para o romancista, pesa outro aviso dela: cobrar desde o começo pode atrapalhar a construção de público, porque sempre há mais leitores grátis que pagantes.

Como escolher e abrir a newsletter do livro?

Árvore de decisão com três perguntas que levam ao Substack, ao MailerLite ou ao beehiiv.
As três regras da escolha, na ordem em que aparecem no texto. Diagrama: Verse
Onde fazer a sua newsletter: escolha pelo que você precisa

Friedman lista os passos assim: montar o site, escolher o serviço, definir uma frequência que dê para manter, personalizar as mensagens de inscrição, confirmação e descadastro pedindo só e-mail e nome, pôr o endereço postal, embutir o formulário no site e decidir o que o leitor ganha ao se inscrever.

Na prática, três regras fecham a escolha:

  1. Quer crescer a lista por recomendação e talvez cobrar mais adiante, ou tem uma série para publicar? Escolha o Substack. Foi o caminho do romancista Salman Rushdie em 2021, com a novela em série grátis e extras para assinantes pagos; o caso está no guia sobre como escrever em folhetim.
  2. Precisa de sequência automática de e-mails? Escolha o MailerLite: a Kindlepreneur aponta nele a automação que falta ao Substack, e Friedman o chama de opção econômica preferida dos autores.
  3. A lista é grátis e o plano é cobrar mais adiante sem ceder parte da assinatura? O beehiiv fica com 0% da receita, além do Stripe, mas a assinatura paga só existe nos planos pagos dele.

Seja qual for a escolha, o resultado esperado no fim do primeiro dia é uma conta aberta e uma página de inscrição com o endereço no ar; a partir do primeiro assinante, o hábito é baixar a lista: no beehiiv a exportação de dados está no plano grátis, e a do Mailchimp, em CSV, está no guia sobre audiência de leitores. Friedman lembra que, ao contrário de um perfil de rede social, o autor é dono da lista.

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O guia-mãeComo ganhar leitores e construir sua audiência: newsletter, reader magnet e landing page — O autor que ninguém conhece ganha leitores publicando texto onde o leitor pode achá-lo, como uma newsletter, um post ou o fim do próprio livro, e trocando um pedaço da obra pelo e-mail de quem gostou; as peças são a isca, a página da inscrição, a lista e a new

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Quem fala sobre isso 6pessoas

  • Tammi Labrecqueautora, editora e publisher; escreve ficção sob vários pseudônimos e é autora de Newsletter Ninja: How to Become an Author Mailing List Expert; mantém o Newsletter Ninja, que vende cursos e serviço de newsletter para autores (bio do podcast, 2019; site newsletterninja.net, 2026)

    Obra sobre lista de e-mail e newsletter de autor: Newsletter Ninja e a entrevista "Author Email List And Newsletter Tips", The Creative Penn, 2019.

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  • Ricardo Fayetcofundador e diretor de marketing da Reedsy, plataforma que vende serviços editoriais e de marketing a autores; autor de dois guias de marketing para autores (bio do artigo, 2026)

    Obra sobre montar a lista de e-mail do autor: "How to Build an Author Email List in 6 Simple Steps", Reedsy, 2026.

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  • Jane Friedmantrabalha no mercado editorial com reportagem de negócios e formação de autores; edita a newsletter The Bottom Line desde 2015; autora de The Business of Being a Writer (bio do artigo, 2025)

    Obra sobre a base de leitores do autor: "A Definition of Author Platform", publicado em 2012 e atualizado em 2025.

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  • Kevin Kellyescritor; cofundador da revista Wired; escreve o blog The Technium (Wikidata e kk.org, 2026)

    Obra sobre quantos fãs um criador precisa para viver da obra: "1,000 True Fans", The Technium, 2008.

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  • Lulu Mendesautor; criou em 2022 a newsletter em prosa Fumódromo, que deu origem ao livro Magia do desejo suave (Minimalismos) (bio do ensaio, 2024)

    Obra sobre newsletter de autor: o ensaio "Um autor do seu tempo: sobre o potencial de newsletters para a criação literária", PublishNews, 2024.

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  • Gabriela Pereiraescritora e palestrante; fundadora do DIY MFA e autora do livro DIY MFA; apresenta o podcast DIY MFA Radio (bio do artigo, 2017)

    Obra sobre montar a lista de e-mail do autor: "Author Platform Building: How to Create a Valuable Email List For Your Book", Writer's Digest, 2017.

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O que a rede diz 5 vozes

  • Capa do post de Franco Mathson | Do Manuscrito ao Livro: Como Construir Audiência Como Escritor e Atrair Leitores VerdadeirosYouTube

    Fala a quem sente que publica os próprios textos no vazio e trata, de forma direta, de como criar uma comunidade literária em volta do que escreve, partindo do livro Tribos.

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    Fecha uma série sobre tipos de tráfego com o que pertence ao autor: depois de publicar o livro, trazer o leitor para o próprio blog, a página de vendas ou o perfil.

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    Propõe copiar a estratégia de Ali Abdaal para ter um canal direto com cada pessoa que compra o livro pela Amazon KDP, montando um funil que leva quem leu até o contato do autor.

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  • Capa do post de Darlan Evandro: A Nova Onda que está fazendo criadores RICOS (Sem depender do Algoritmo)YouTube

    Aconselha não construir toda a audiência nas redes sociais e aponta a newsletter, em plataformas como Substack e Ghost, como o jeito de o criador não depender do algoritmo.

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  • Capa do post de Adam Franklin: Tips to rapidly grow your readership and audienceYouTube

    Para quem começa do zero, dá duas dicas de crescer o público: escrever como convidado em blogs que já têm leitores e, no próprio site, chamar quem chega a se inscrever em troca de um conteúdo de destaque.

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Autoria: Verse MediaRevisado em 22 out. 2026Passos conferidos em 22 out. 2026Publicado em 22 out. 202612 fontes · 8 no integral

Os preços e limites de MailerLite, Mailchimp e beehiiv foram lidos nas páginas das empresas em 21/10/2026, e os do Substack no artigo de custos da central de ajuda dele, atualizado em 16/12/2025; mudam sem aviso, confira na tela antes de decidir. Os termos do Substack foram lidos na versão de 06/10/2026, por extração da página e sem consulta a um advogado. O parecer de Friedman e da Kindlepreneur é opinião de especialistas identificados, não medição. As páginas da central de ajuda do Substack sobre exportação da lista e países aceitos não abriram, por isso a página não descreve o passo a passo de tela nem a exportação da lista no Substack.

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Cite esta página
VERSE MEDIA. Substack como funciona: quanto custa, o que cede e quando escolher outra plataforma para a newsletter do livro. Enciclopédia Verse, 21 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/marketing-e-atribuicao/marketing-editorial/onde-fazer-a-newsletter-do-seu-livro. Acesso em: [data].

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