E-reader
E-reader é o aparelho dedicado à leitura de e-books e periódicos digitais, em geral com tela de papel eletrônico (E Ink) em vez de LCD, o que dá semanas de bateria e leitura nítida até no sol. A palavra "leitor" também nomeia aplicativos: o Priberam a define, em informática, como "aparelho ou software" que reproduz informações em suporte eletrônico, mas nesta página e-reader é o aparelho. As travas de DRM e os formatos que cada aparelho aceita são o assunto do guia sobre DRM e leitores digitais.
Nesta página
De onde vem o e-reader?
A ideia é anterior ao aparelho. Em 1930, o escritor Bob Brown imaginou, no manifesto The Readies, que as palavras seriam gravadas direto no "palpitating ether" (éter palpitante), e o New York Times o chamou de "Godfather of the E-Reader" em 2010. Em 25 de novembro de 1972, o jornal noticiou o método de dois inventores, George Yevick e Adnan Wally, para pôr um livro numa folha de microfilme; segundo a Mental Floss (2015), o invento foi ofuscado pelo computador pessoal e pelos e-books de Michael S. Hart e nunca chegou ao mercado.
O primeiro leitor comercial com tela de papel eletrônico foi o Sony Librié, lançado em 2004, segundo o Mobilemag de 25 de março daquele ano. O Sony Reader veio em 2006 e o Kindle da Amazon, em 2007; o Engadget registrou em 21 de novembro de 2007 que o Kindle esgotou em cinco horas e meia.
Quanto o mercado de e-readers chegou a vender?
Segundo a consultoria IDC, em março de 2011, foram vendidos 12,8 milhões de e-readers no mundo em 2010, e 48% eram Kindles. O pico foi de 23,2 milhões de aparelhos em 2011, segundo a CNET de dezembro de 2012, antes da concorrência dos tablets.
O que separa o e-reader do tablet?
A diferença mais comum está na tela e na bateria: o e-reader costuma usar papel eletrônico, e a CNET explicou em 2010 que isso rende bateria de semanas e legibilidade parecida com a do papel. Sobre o cansaço visual, um experimento com 12 pessoas, publicado na PLOS ONE em dezembro de 2013, mediu mais fadiga ao ler num LCD (um Kindle Fire HD) do que num Kindle Paperwhite ou no livro impresso; entre o E Ink e o papel não houve diferença. Com amostra tão pequena, vale como indício de um estudo, não como prova. Qualquer aparelho que mostre texto pode fazer o papel de e-reader, mas os dedicados podem otimizar peso, legibilidade e bateria para isso.
O que a lei brasileira diz sobre o e-reader?
Para efeito de imposto, o Supremo Tribunal Federal tratou o e-reader de uso exclusivo como suporte do livro. Em 2017, ao julgar o Tema 593 com repercussão geral, fixou que a imunidade tributária do art. 150, VI, "d", da Constituição vale para o livro eletrônico e para os suportes usados exclusivamente para fixá-lo. Segundo o Conselho Regional de Biblioteconomia da 6ª Região, a decisão alcança os e-readers de uso exclusivo e deixa de fora tablets e aparelhos multiuso; o ministro Dias Toffoli escreveu que o suporte da publicação "é apenas o continente".
Quando o e-reader chegou às livrarias brasileiras?
Em 2012, a Livraria Cultura lançou seu primeiro e-reader, o Kobo Touch, por R$ 399, com cerca de 12 mil e-books em português, segundo a Exame.
O que muda para quem publica e-book?
Cada aparelho abre certos formatos e certas travas. Quais formatos entregar está no guia sobre EPUB, MOBI, AZW3 e PDF; como as travas prendem o arquivo à loja e ao aparelho, no guia sobre DRM.
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O guia completoDRM no Kindle e no e-book: ativar ou não? — DRM no Kindle é a trava que a Amazon aplica ao e-book quando o autor marca essa opção no KDP: o livro passa a abrir só em aplicativos e aparelhos Kindle, e a escolha, feita livro a livro, pode ser trocada a qualquer momento.Também nesta enciclopédia
Termos vizinhos
Lidas no texto integral
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Lidas em resumo ou pela referência
- CRB-6, "STF decide que e-book e e-reader são livros" · https://crb6.org.br/artigos-materias-e-entrevistas/stf-decide-que-e-book-e-e-reader-sao-livros
- STF, "STF decide que livros digitais têm imunidade tributária", 08/03/2017 · https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-decide-que-livros-digitais-tem-imunidade-tributaria/ ; Tema 593 · https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/tema.asp?num=593
- Priberam, "leitor" · https://dicionario.priberam.org/pt-pt/leitor
- Ray, "The Weight of Memory", The New York Times, 24/10/2011 · https://www.nytimes.com/2011/10/25/science/25qna.html
- Falcone, "Kindle vs. Nook vs. iPad: Which e-book reader should you buy?", CNET, 06/07/2010
- Schuessler, "Bob Brown, Godfather of the E-Reader", The New York Times, 08/04/2010 · https://www.nytimes.com/2010/04/11/books/review/Schuessler-t.html
- Sullivan, "New Microfilm Method Puts Book on a Sheet of Film", The New York Times, 25/11/1972
- Greene, "The Forgotten Early E-Book", Mental Floss, 08/01/2015 · https://www.mentalfloss.com/article/61005/revolutionary-e-book-never-got-chance-be-read
- Flood, "Michael Hart, inventor of the ebook, dies aged 64", The Guardian, 08/09/2011
- "Sony LIBRIe – The first ever E-ink e-book Reader", Mobilemag, 25/03/2004
- Patel, "Kindle Sells Out in 5.5 Hours", Engadget, 21/11/2007 · https://www.engadget.com/2007/11/21/kindle-sells-out-in-two-days/
- IDC, comunicado de 10/03/2011; Tibken, CNET, 12/12/2012
- Benedetto, Drai-Zerbib, Pedrotti et al., "E-Readers and Visual Fatigue", PLOS ONE 8(12), 27/12/2013 · https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0083676
- Exame, "Livraria Cultura lança seu primeiro e-reader, o Kobo Touch", nov/2012
VERSE MEDIA. E-reader. Enciclopédia Verse, 29 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/producao-editorial/digital/e-reader. Acesso em: [data].
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