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Artistas cobram mudança no Ministério da Cultura e criticam foco em editais

Em manifesto para o próximo mandato de Lula, grupo da classe artística aponta falta de projeto e falha na gestão de leis de incentivo.

Palco de teatro com cortina vermelha iluminada por holofotes e fileiras de poltronas na plateia.
Imagem ilustrativa · Foto: Ann Hannes/Pexels

O Ministério da Cultura virou alvo de cobrança pública de uma parte da classe artística que apoiou a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a VEJA, um manifesto que circula desde a última terça-feira (3) pede uma renovação no comando e na condução da pasta a partir de janeiro de 2027, quando tem início o quarto mandato do petista.

O documento, que circula com o título "Manifesto por mudanças na Cultura Lula 4", reúne assinaturas de nomes do cinema, do teatro, da música, da literatura e das artes visuais. Entre os escritores que assinam o texto estão Ruth Rocha, Fernando Morais e Xico Sá. A lista também inclui os cineastas Anna Muylaert, Laís Bodanzky, Jefferson De e Eryk Rocha, os atores Bruno Gagliasso, Johnny Massaro e Marcélia Cartaxo, o artista plástico Paulo Bruscky e o fundador dos Racionais MC's, Milton Sales. Entidades como o Fórum Nacional de Dança e o Movuca, um movimento de trabalhadores da cultura do Rio de Janeiro, também aderiram ao pedido.

O texto do manifesto reconhece a importância da recriação do ministério, que havia sido extinto durante o governo de Jair Bolsonaro, mas aponta falhas na condução das políticas públicas. Os signatários afirmam que a pasta contou com recursos significativos nos últimos quatro anos, mas não conseguiu desenvolver um projeto para a cultura brasileira. Para o grupo, a atuação do ministério parece se resumir a "uma falida gestão de editais e de defesa de leis de renúncia fiscal". A atual ministra da Cultura, Margareth Menezes, não é citada nominalmente no documento.

Para justificar a cobrança por um novo rumo, os artistas usam as próprias palavras de Lula. O manifesto cita o discurso de vitória feito pelo presidente na noite de 25 de outubro, quando ele declarou que a eleição havia lhe ensinado lições e prometeu mudar o jeito de governar o país. O grupo defende que essa mudança prometida passe pela área cultural. "Nosso apoio não se deu pelo resultado da atual gestão do MinC nesses quatro anos. O que nos fez vencer esta eleição é o sentimento de que pertencemos ao mesmo povo, sem nos reduzir a grupos que se digladiam por recursos públicos", diz um trecho do manifesto.

Dica pro Autor

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Na Enciclopédia: Edital para publicação de livros: Lei Rouanet, PNAB e como financiar seu livro com incentivo →

Fonte e apuração

Fonte original
VEJA, 04 NOV ↗
Data do fato
03 NOV
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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