Direito e poder Authors Guildcensura

Censura nos EUA: mercado editorial vê chance de reverter restrições após eleições

Com a derrota de políticos que promoviam o banimento de obras no Texas e na Flórida, entidades preparam pressão sobre os novos governos estaduais.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 14:06
Pessoa segurando um livro aberto com páginas amarelas no colo.
Imagem ilustrativa · Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels

O mercado editorial e as entidades de defesa da liberdade de expressão dos Estados Unidos avaliam, segundo a Publishers Weekly, que as eleições de 3 de novembro abriram caminho para reverter a onda de banimento de livros no país. Com um mapa eleitoral mais favorável ao Partido Democrata, a PEN America espera reverter a censura educacional dos últimos cinco anos, enquanto a Authors Guild mantém litígios e apoia projetos de lei estaduais sobre o tema.

Defensores do direito à leitura avaliam o que a mudança nas lideranças nacionais, estaduais e locais pode significar para as escolas e bibliotecas públicas. A derrota de políticos conservadores que lideravam o banimento de obras mudou o cenário em estados decisivos. No Texas, o governador Greg Abbott e o vice Dan Patrick — que chegou a declarar que estava "indo atrás dos livros" — perderam seus cargos. Na Flórida, o deputado estadual Douglas Bankson, autor de projetos de censura em 2025 e 2026, não conseguiu a reeleição.

A mudança também alcançou o estado de Iowa, onde a lei de banimento de livros SF 496 já é alvo de processos judiciais movidos pela editora Penguin Random House. Com a eleição de Rob Sand para o governo estadual, ativistas locais planejam defender mudanças regulatórias que enfraqueçam a legislação restritiva. O diretor da força-tarefa de liberdade intelectual da Penguin Random House, Skip Dye, afirmou que a editora continuará com os processos judiciais em andamento enquanto estuda o novo cenário político.

Apesar do otimismo nos governos estaduais, o impacto nas bibliotecas locais foi misto. A organização EveryLibrary monitorou 60 votações municipais sobre o tema e apontou que 41 medidas de apoio foram aprovadas em 22 estados. No entanto, cortes de impostos aprovados na Flórida por meio da Emenda 3, que obteve 62% dos votos, reduzirão a arrecadação pública e ameaçam o orçamento das instituições. Referendos para aumentar o financiamento de bibliotecas também falharam no Arkansas, em Illinois, em Ohio e em Washington.

Para as entidades de classe, o momento é de desvincular a leitura da polarização política. A diretora-executiva da Authors Guild, Mary Rasenberger, declarou que a liberdade de ler e escrever não deveria ser tratada como uma questão partidária. A organização mantém ações judiciais contra o banimento de livros em cinco estados e incentiva a criação de projetos de lei estaduais que protejam o acesso às obras.

Dica pro Autor

Acompanhe as políticas locais de bibliotecas e escolas se a sua obra trata de temas sensíveis e você planeja publicá-la fora do Brasil.

Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Weekly, 04 NOV ↗
Data do fato
05 NOV
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 05 nov, 14:06
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
Achou um erro?
Fale com a redação · Política de correções

Leia também

Notas escritas com apoio de IA, conferidas e editadas por pessoas. Toda nota cita e linka a fonte original.