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Fabricante alemã de áudio infantil Tonies planeja chegar à América Latina até 2030

A empresa, que vende caixas de som sem tela para crianças, busca expandir o catálogo e diz que o tamanho da editora parceira não define o sucesso da obra.

Menino coloca um boneco Tonie em cima de uma Toniebox verde, a caixa de som sem tela da Tonies
Divulgação/Tonies

A fabricante alemã de tocadores de áudio infantis Tonies planeja entrar no mercado latino-americano entre 2027 e 2030, segundo o CEO Tobias Wann informou durante o painel CEO Talk na Feira do Livro de Frankfurt na quarta-feira (7), conforme reportou a Publishers Weekly. O executivo detalhou a meta de tornar a marca global até o fim da década e citou a América Latina como um alvo prioritário por ser um mercado massivo dominado por apenas dois idiomas.

A Tonies produz a Toniebox, uma caixa de som sem tela voltada para crianças. A empresa atua hoje em dez mercados oficiais e já vendeu cerca de 12 milhões de caixas, mas o produto circula em mais de cem países por meio de importação independente pelas famílias. Para este ano, a projeção de receita é de cerca de 800 milhões de euros.

A maior parte do catálogo da plataforma vem de licenciamento de obras de editoras e de produtores de conteúdo. Segundo Wann, o tamanho da propriedade intelectual não é o único fator de sucesso, desde que a história atenda às necessidades das famílias. A empresa tem um estúdio próprio para adaptar o material ao formato de áudio e já trabalha com grandes estúdios de cinema, como Disney e Paramount, com até três anos de antecedência para garantir que os bonecos cheguem junto com os filmes.

O executivo também rebateu a ideia de que o áudio afasta as crianças dos livros físicos. Ele citou um estudo feito com a Universidade de Wisconsin-Madison que indica que crianças expostas a cinco ou mais horas semanais de histórias em áudio assimilam melhor a estrutura narrativa, os personagens e o suspense. Segundo ele, isso as torna mais receptivas ao conceito do livro impresso.

Sobre o uso de novas tecnologias, a empresa testou histórias personalizadas geradas por inteligência artificial, mas o CEO descartou transformar a caixa em um "brinquedo de IA". Ele afirmou que os pais têm uma desconfiança justificada em relação a esse tipo de produto. Para manter o público engajado à medida que cresce, a marca aposta agora em conteúdos educacionais, jogos em áudio e séries focadas em esportes.

Dica pro Autor

Antes de assinar um contrato de edição, verifique se os direitos de áudio estão separados por formato e plataforma. Se a sua história infantil tem potencial sonoro, guarde a opção de licenciá-la para tocadores independentes no futuro.

Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Weekly, 07 OUT ↗
Data do fato
07 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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