A HarperCollins fechou o primeiro trimestre do seu ano fiscal de 2027 com um aumento de 9% na receita, que alcançou a marca de US$ 582 milhões, segundo o balanço divulgado pela News Corp na quarta-feira (4) e noticiado pela Publishers Weekly na quinta-feira (5). O lucro operacional da editora cresceu 29% no período encerrado em 30 de setembro, chegando a US$ 79 milhões.
O resultado foi impulsionado pela alta demanda por livros físicos e digitais nas categorias comercial e infantil, com destaque para as vendas de obras como Whistler, de Ann Patchett, Ransom, de Daniel Silva, e Taipei Story, de R.F. Kuang. O balanço também foi beneficiado pela ausência de um prejuízo contábil de US$ 13 milhões, registrado no ano anterior devido ao colapso da distribuidora independente Baker & Taylor.
As vendas digitais da editora subiram 6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, puxadas por um salto de 13% na comercialização de audiolivros. A News Corp, conglomerado dono da HarperCollins, creditou o crescimento no formato à sua parceria com o Spotify e aos esforços para melhorar a rentabilidade da escuta de livros. O catálogo antigo (backlist) manteve a força e respondeu por 66% da receita de consumo da editora, um ponto percentual acima do registrado um ano antes.
Apesar do aumento na receita, o fluxo de caixa livre da empresa foi mais fraco no trimestre. A diretora financeira da News Corp, Lavanya Chandrashekar, explicou que a queda se deveu ao momento das cobranças e ao aumento do estoque da HarperCollins. A editora reforçou seus armazéns para se preparar para a temporada de vendas de fim de ano, tentando contornar as preocupações contínuas com a cadeia de suprimentos global.
Durante a apresentação dos resultados, o CEO da News Corp, Robert Thomson, destacou a postura da empresa em relação à inteligência artificial. Ele afirmou que o grupo espera receber sua parte no acordo de US$ 1,5 bilhão da Anthropic, fruto de um processo de direitos autorais movido por autores, e ressaltou que a companhia mantém disputas legais contra empresas de tecnologia como Perplexity e Brave por uso indevido de propriedade intelectual.
Por outro lado, Thomson indicou que a própria editora vê vantagens na tecnologia. Segundo o executivo, os audiolivros da HarperCollins continuarão a evoluir à medida que plataformas como Spotify e Audible experimentam com a inteligência artificial, o que pode tornar a produção mais barata e sofisticada. Ele também apontou que a IA permitirá traduções mais econômicas para múltiplos idiomas, tanto em texto quanto em áudio, alcançando novos públicos e gerando novas receitas.
Dica pro Autor
Verifique, antes de assinar um contrato, se o documento separa os direitos de áudio dos de texto e se há cláusulas que autorizam ou proíbem a narração da sua obra por vozes geradas por inteligência artificial.
Na Enciclopédia: Direitos secundários →Fonte e apuração
- Fonte original
- Publishers Weekly, 04 NOV ↗
- Também em
- lunch.publishersmarketplace.com ↗
- Data do fato
- 04 NOV
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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