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Modelo de projeto cultural para livro: como escrever o seu para edital e Lei Rouanet

Um modelo de projeto cultural para livro tem oito campos, os que a Lei Rouanet e os editais de Goiás, Itajaí e Bahia pedem com nomes diferentes: objeto e objetivos, justificativa, especificação técnica do livro, ficha técnica com currículo, cronograma, planilha orçamentária, plano de distribuição e acessibilidade. Muda o nome do campo, o limite e o momento de entregar o resto. Aqui "projeto cultural" é a inscrição de um livro, não o projeto de uma escola ou empresa.

O edital abriu, o formulário pede "descrição do projeto", "plano de distribuição" e "planilha orçamentária", e o seu livro existe só como um arquivo de texto. Você abre um documento em branco e escreve o título, e a próxima linha não vem. "Por onde se começa um projeto?"

O que você leva

a peça de modelo de projeto cultural pronta para copiar ou adaptar, com o critério para escolher o que cada edital pede

Pra quem é

quem vai se inscrever precisa do documento em si (objeto, justificativa, cronograma, planilha orçamentária, portfólio) com um exemplo pronto

Nesta página
  1. O que um projeto cultural de livro precisa ter?
  2. Como escrever o projeto para pontuar no edital?
  3. Qual é o modelo de projeto cultural para copiar?
  4. Como adaptar o modelo ao seu edital?
Mão passa marca-texto verde numa página impressa marcada com uma aba amarela, ao lado de óculos e canetas.
Quem avalia lê o projeto contra uma lista, e escrever para essa lista é o trabalho do modelo. Foto de Kaboompics no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

O que um projeto cultural de livro precisa ter?

Quem avalia confere o projeto contra uma lista, e a lista se repete na Rouanet e nos três editais lidos. Na Rouanet, o parecer técnico verifica os documentos obrigatórios, o cronograma e a coerência entre objetivos e orçamento, as especificações técnicas dos produtos, a qualificação da equipe da ficha técnica, os preços e a suficiência da acessibilidade. A tabela cruza essa lista com o que os editais lidos pedem no formulário.

campo o que escrever onde aparece
Objeto e objetivos o livro (gênero, inédito ou não, tiragem) e o que o projeto entrega em Goiás, as regras da categoria precisam estar escritas principalmente nos objetivos
Justificativa o quê, por quê e como, e o que torna o projeto singular Creative Australia, na descrição do projeto em "o quê, por quê e como"
Especificação técnica número de páginas, dimensões, tipo de capa, orelha, verniz, papel, impressão em preto e branco ou cor, fitilho FAQ do edital Bahia que Escreve; na Rouanet, o parecer confere as "especificações técnicas dos produtos"
Ficha técnica e currículo quem faz o quê e a trajetória do proponente Rouanet, qualificação da equipe; Goiás, histórico com 2 anos de literatura em PDF único de até 20 MB, sem link de drive nem rede social
Cronograma etapas com datas, coerentes com os objetivos e o orçamento Rouanet; Goiás, publicação em até 12 meses; Bahia, execução até 30/06/2027 após o termo
Planilha orçamentária todos os itens, com preço adequado Rouanet, orçamento analítico; Bahia, Anexo IV
Plano de distribuição como os exemplares serão doados ou vendidos, com preço e categoria de acesso definição da IN MinC 29/2026; Goiás pede o plano de distribuição ou venda dos livros
Acessibilidade Libras, audiodescrição, linguagem simples, capacitação da equipe Bahia, Lei 13.146/2015; Itajaí dá até 10 pontos a recursos de acessibilidade

Dois itens entram só em algumas portas. Goiás tem um campo "Contrapartida", para uma palestra de até 2 horas ou uma oficina de até 4 horas em até um ano, e exige a entrega de 10% da tiragem à Secretaria. Na Rouanet, o proponente também anexa um portfólio com ao menos um tipo de prova (material de divulgação, nota fiscal ou contrato, matéria, post com o nome do proponente ou atestado) e documento com foto e CPF; o Anexo II da instrução normativa não tem bloco próprio para livro. Quem apresenta o primeiro projeto, de até R$ 200 mil, fica dispensado de comprovar atuação. A Rouanet só autoriza procurar patrocinador, e no edital quem ganha recebe; a diferença entre as duas portas está no guia sobre Lei Rouanet, PNAB e editais.

Como escrever o projeto para pontuar no edital?

No edital, o avaliador lê para dar nota, e a nota tem critério publicado. Em Itajaí, o edital Meu Primeiro Livro avalia de 0 a 100 pontos: o eixo Concepção vale até 50 (narratividade e uso da linguagem, até 20; consistência com o gênero, até 10; clareza e objetividade textual, até 10; criatividade e originalidade, até 5; projeto gráfico-editorial, até 5) e Abrangência e Acessibilidade vale até 20, com 5 pontos para a definição do público e 5 para a estratégia de sustentabilidade do livro. Escreva cada campo para pontuar no critério que o edital lista, e não para contar a história do livro por inteiro.

Parte do que derruba o projeto é formal e está escrita no edital. Na Bahia, texto incompleto desclassifica automaticamente, projeto com menos de 50 pontos ou nota 0 em critério obrigatório também, e documento enviado por link não é avaliado.

Uma parte da papelada espera a aprovação. Em Itajaí, certidões negativas e comprovantes de residência só são pedidos de quem foi aprovado, para assinar o Termo de Execução Cultural. Em Goiás, a declaração de autoria ou a autorização de publicação é pedida na Etapa 2, "caso o projeto seja aprovado". O que o formulário pede na inscrição (texto, planilha, plano) precisa estar pronto na inscrição.

Qual é o modelo de projeto cultural para copiar?

Copie o bloco abaixo e troque o que está entre colchetes. Os campos seguem a tabela acima; apague o que o edital escolhido não pede e acrescente o que ele pedir (Goiás, por exemplo, tem a contrapartida).

Copie o modelo do projeto cultural
PROJETO: [título do livro]
PROPONENTE: [nome, CPF ou CNPJ/MEI, cidade de residência]

1. OBJETO E OBJETIVOS
Objeto: publicação de [título], [gênero], [inédito ou reedição], tiragem de [número] exemplares.
Objetivos: [3 frases, uma por objetivo, cada uma com um verbo de ação e um resultado que se confere]

2. JUSTIFICATIVA
O quê: [o livro e o que o torna singular]
Por quê: [a razão do livro agora e o público que o lê]
Como: [como o projeto chega ao leitor]

3. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
Páginas: [número] · Formato: [largura × altura em cm] · Capa: [tipo, orelha, verniz]
Miolo: [papel, cor da impressão] · Acabamento: [brochura, costura, fitilho]

4. FICHA TÉCNICA E CURRÍCULO
[função: nome, o que fez antes, em uma linha]

5. CRONOGRAMA
Mês 1–[x]: [etapa] · Mês [x]–[y]: [etapa] · Mês [z]: lançamento e prestação de contas

6. PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
[item | quantidade | valor unitário | total | origem da cotação]

7. PLANO DE DISTRIBUIÇÃO
[tiragem dividida: doação, divulgação, venda com preço, categoria de acesso]

8. ACESSIBILIDADE
[medida | item do orçamento que a paga]

ANEXOS: texto integral do livro em PDF, capa e projeto gráfico (se o edital pedir), portfólio ou histórico do proponente, documento com foto e CPF, [o que mais o edital pedir]

Preenchido com uma obra de domínio público, o modelo fica assim. O exemplo usa O homem que sabia javanês, do escritor Lima Barreto (1881–1922), publicado na Gazeta da Tarde, do Rio de Janeiro, em 28/04/1911, e reunido na coletânea O homem que sabia javanês e outros contos, que traz também "A mulher do Anacleto", "O pecado" e "O caçador doméstico". Os números de tiragem, prazo e especificação abaixo são hipóteses nossas para mostrar o preenchimento; troque pelos do edital escolhido.

Objeto. Publicação da coletânea O homem que sabia javanês e outros contos, de Lima Barreto, em edição comentada, com tiragem de 1.000 exemplares. O conto-título tem 3.187 palavras, cerca de 13 páginas de miolo 14 × 21 cm a 250 palavras por página (cálculo nosso), abaixo de mínimos como as 64 páginas do edital paulista, por isso o objeto é a coletânea, e não o conto sozinho.

Objetivos. Publicar a coletânea em edição comentada, com tiragem de 1.000 exemplares; doar no mínimo 100 exemplares a escolas e bibliotecas públicas; pôr no mínimo 200 exemplares à venda por até R$ 50.

Justificativa. O que o torna singular: o narrador conta a um amigo, Castro, em uma confeitaria, como se fez passar por professor de javanês até ser despachado cônsul em Havana. Por quê: a sátira ao prestígio de fachada continua legível para o leitor de hoje (leitura nossa). Como: o livro chega a escolas e bibliotecas por doação e às livrarias por venda.

Especificação técnica. Formato 14 × 21 cm; páginas calculadas pelo texto da coletânea, a cerca de 250 palavras por página (cálculo nosso); capa em cartão com orelha, sem verniz; miolo em preto e branco; brochura, sem fitilho.

Ficha técnica. Organização e notas: o proponente, com o histórico de atuação em literatura que o edital pedir (Goiás exige 2 anos comprovados); revisão de texto; projeto gráfico e capa; consultoria de acessibilidade.

Plano de distribuição. Na Rouanet, a regra de distribuição manda reservar até 10% para os patrocinadores, até 10% para divulgação pelo proponente, no mínimo 10% grátis com caráter social ou educativo e no mínimo 20% à venda por no máximo R$ 50. Sobre 1.000 exemplares, isso dá até 100, até 100, no mínimo 100 e no mínimo 200, respectivamente. A tiragem do livro é limitada a 3.000 exemplares, salvo aprovação da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura.

Planilha orçamentária. Lance cada item com a cotação que o sustenta. Os valores vêm das cotações; aqui ficam os tetos que a Rouanet impõe: administração até 15% do projeto, acessibilidade e comunicação acessível até 20%, captação até 10% do valor e R$ 150 mil, e pagamento do proponente que presta serviço ao projeto até 20% do captado (30% se pessoa física ou MEI).

item quantidade valor unitário total origem da cotação
Impressão da tiragem 1.000 [cotação de gráfica] [total] orçamento da gráfica
Acessibilidade 1 [cotação] até 20% do projeto consultoria contratada
Administração 1 [cotação] até 15% do projeto tabela do proponente

Preparação e revisão de texto, projeto gráfico, capa e divulgação entram como linhas do mesmo formato. Como a obra está em domínio público, não há direito de autor a pagar (leitura nossa).

Acessibilidade. Versão digital acessível do livro e linguagem simples no material de divulgação, com consultoria de pessoa com deficiência, pagas na linha de acessibilidade da planilha.

Cronograma. Meses 1–2, edição do texto e notas; meses 3–4, projeto gráfico e capa; mês 5, gráfica; mês 6, lançamento e distribuição; mês 7, relatório e prestação de contas. Se o edital limita a publicação a 12 meses, como o de Goiás, o cronograma cabe com folga.

Como adaptar o modelo ao seu edital?

Comece pelo anexo do formulário do edital, e não pelo modelo. O modelo é um mapa dos campos que se repetem; o formulário do edital manda no nome, na ordem e no tamanho. Na Bahia, o Formulário de Inscrição é o próprio Plano de Trabalho, e a Planilha Orçamentária e os documentos de mérito vão em anexos separados.

Se a porta for a Rouanet, o orçamento analítico, o detalhamento das etapas e as fontes de recursos são cadastrados no Salic, o sistema on-line do Ministério da Cultura, na apresentação, com os documentos do Anexo II, e as propostas entram de 1º/02 a 31/10. Se for edital, confira se o texto integral é exigido já na inscrição, como na Bahia. Com o formulário aberto de um lado e este modelo do outro, cada campo tem uma resposta, e a que falta é a cotação do orçamento.

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O guia-mãeEdital para publicação de livros: Lei Rouanet, PNAB e como financiar seu livro com incentivo — Edital para publicação de livros é aberto por estados e municípios, nos casos recentes em geral com dinheiro federal da PNAB; a Funarte e a Biblioteca Nacional não têm edital que pague publicação, e a Lei Rouanet só autoriza procurar patrocinador.

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Quem fala sobre isso 3pessoas

  • Henilton Menezesjornalista; secretário de fomento do Ministério da Cultura em janeiro de 2023 e secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura de 2010 a 2013 (Poder360, 2023)

    Obra sobre o tema: Manual de Elaboração e Gestão de Projetos Culturais para a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com Suellen Moreira, Vale, 2021.

    Página ↗
  • Gigi Rosenbergescritora e ministrante de oficinas para artistas (bio da editora, 2010)

    Obra sobre o tema: The Artist's Guide to Grant Writing, Watson-Guptill, 2010, sobre como escrever pedidos de financiamento, com artistas literários no público.

    Página ↗
  • Natália Vieiraespecialista em vendas públicas no setor editorial; responsável pela consultoria Radar de Licitações (PublishNews, 2026)

    Sobre o tema maior: levantamento dos proponentes editoriais da Lei Rouanet, publicado pelo PublishNews em 2026, em que diz que muitas editoras não sabem escrever projetos.

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O que a rede diz 6 vozes

  • Capa do post de Adriana Donato dos Reis: Formatação de projeto culturalYouTube

    Antes de começar a escrever, propõe responder três perguntas básicas (o quê, por quê e como), que levam ao resumo, aos objetivos e à justificativa do projeto.

    Adriana Donato dos ReisYouTube ↗
  • Capa do post de @merciramosmpvTikTok

    Sobre a equipe do projeto, diz que não basta listar nomes e funções: é preciso contar a experiência de cada pessoa, explicar por que foi escolhida e mostrar o que ela traz.

    @merciramosmpvTikTok ↗
  • Capa do post de @mtodo.ms.captaoTikTok

    Trata a planilha orçamentária como etapa central do projeto para edital e lei de incentivo, porque mostra como o dinheiro público será usado; pede valores realistas, rubricas bem definidas e alinhamento com o cronograma.

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  • Capa do post de Kelly Lass: Começando um Projeto Cultural pela Planilha OrçamentáriaYouTube

    Propõe uma ordem de trabalho: começar a montar o projeto cultural pela planilha orçamentária.

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  • Capa do post de @avozdofelipeTikTok

    Na reta final das inscrições da Lei Paulo Gustavo, em 2023, reuniu cinco dicas para estruturar um projeto, apresentadas como válidas também para a Aldir Blanc e para qualquer edital de cultura.

    @avozdofelipeTikTok ↗
  • Capa do post de Flaviano Souza e Silva: PROJETO CULTURAL PRONTO - MÉTODO FÁCIL E RÁPIDO PARA VOCÊ TER O SEUYouTube

    Apresenta um passo a passo, que chama de método fácil e rápido, para ter um projeto cultural pronto, com as etapas básicas para inscrever em leis de incentivo e editais.

    Flaviano Souza e SilvaYouTube ↗

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A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.

Autoria: Verse MediaRevisado em 2 nov. 2026Passos conferidos em 2 nov. 2026Publicado em 2 nov. 20267 fontes · 6 no integral

Os campos do modelo vêm da Instrução Normativa MinC 29/2026, da Lei Rouanet, e de três editais lidos no texto (Goiás e Itajaí, e a Bahia pelo FAQ oficial do edital); o roteiro de redação, de um guia de conselho de artes estrangeiro. O exemplo preenchido usa uma obra de domínio público lida no texto integral, e os números de tiragem e prazo dele são hipóteses para ilustrar. A página não substitui o formulário do edital escolhido. Revisada em 02/11/2026.

Cite esta página
VERSE MEDIA. Modelo de projeto cultural para livro: como escrever o seu para edital e Lei Rouanet. Enciclopédia Verse, 2 nov. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/ecossistema-cultural/politica-e-regulacao/modelo-de-projeto-cultural-para-livro. Acesso em: [data].

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