Fantasia científica
Fantasia científica é uma das divisões temáticas que os pesquisadores Bruno Anselmi Matangrano e Enéias Tavares listam para a fantasia brasileira, em lista citada pela pesquisadora Sara Duarte Peres. O termo inglês science fantasy tem história própria: a Encyclopedia of Science Fiction o trata como gênero normalmente visto como mistura de elementos de ficção científica e de fantasia. Nenhuma das fontes consultadas diz que os dois termos são equivalentes.
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Quem lista a fantasia científica entre os subgêneros no Brasil?
Matangrano e Tavares, em Fantástico brasileiro: o insólito literário do romantismo ao fantasismo (Arte & Letra, 2018, p. 234), listam a fantasia científica entre as divisões da fantasia nacional, na forma citada por Peres em dissertação de 2022 (p. 31). A lista completa, com as outras divisões, está no guia sobre os subgêneros de fantasia, da página sobre fantasia.
O que a enciclopédia de ficção científica diz sobre science fantasy?
A Encyclopedia of Science Fiction (SFE, entrada atualizada em 23/03/2026) escreve que o termo, no sentido de algo distinto ou em parte distinto da ficção científica, nunca foi claramente definido. Em 1953, Joseph M. Crawford, James J. Donahue e Donald M. Grant, autores da bibliografia "333": A Bibliography of the Science-Fantasy Novel, tentaram sem muita sorte fazer dele um termo guarda-chuva para FC e fantasia.
Nos primeiros usos, o termo muitas vezes parecia sinônimo ou intercambiável com ficção científica: o número de outubro de 1931 de Author & Journalist descreve a Argosy como "an excellent market for science fantasy", e a Los Angeles Science Fiction League mudou de nome em 1940, sem outra alteração significativa, para Los Angeles Science Fantasy Society. O período em que o termo foi mais usado como designação teoricamente distinta foi o da revista britânica Science Fantasy, de 1950 a 1966.
Como reconhecer uma science fantasy?
A enciclopédia a descreve como um gênero normalmente visto como bastardo, que mistura ficção científica e fantasia, em geral colorido e muitas vezes bizarro, às vezes com elementos de horror, mas nunca centralmente horror. Diferente da espada e feitiçaria e da fantasia heroica, ela não precisa conter magia, deuses e demônios, heróis, mitologia ou criaturas sobrenaturais, e, quando contém, muitas vezes aparecem de forma quase racionalizada. Temas comuns, nenhum essencial, são mundos paralelos, outras dimensões, percepção extrassensorial, monstros, poderes psíquicos e super-homens. Muitas são também romances de aventura planetária e histórias de Terra Moribunda (Dying Earth), em que magia e ciência frequentemente se fundem.
Magia dura quer dizer magia científica?
Não, segundo o escritor Brandon Sanderson, autor de fantasia: em "Sanderson's First Law" (2007), hard e soft são as pontas de um contínuo, e hard não quer dizer científico, apenas indica o quanto o leitor entende o que a magia pode fazer. A distinção é desenvolvida no guia sobre as leis de Sanderson.
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O guia completoSubgêneros de fantasia: da alta fantasia ao isekai, quem deu cada nome e o que cada um pede — A Encyclopedia of Fantasy separa a alta e a baixa fantasia, a espada e feitiçaria, a fantasia sombria, a fantasia urbana e o portal fantasy; os códigos de mercado acrescentam a fantasia histórica, a cozy fantasy e o xianxia; e de fora da crítica vieram o grimdTermos vizinhos
Lidas no texto integral
Lidas em resumo ou pela referência
- Sara Duarte Peres, dissertação de 2022, p. 31 (que cita Matangrano e Tavares).
- Bruno Anselmi Matangrano e Enéias Tavares, Fantástico brasileiro: o insólito literário do romantismo ao fantasismo, Arte & Letra, 2018, p. 234 (só pela citação de Peres).
- Brandon Sanderson, "Sanderson's First Law", 2007, seções "Soft Magic" e "Hard Magic".
VERSE MEDIA. Fantasia científica. Enciclopédia Verse, 30 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/generos-e-tropes/fantasia/fantasia-cientifica. Acesso em: [data].
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