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Ficção pós-apocalíptica

Ficção pós-apocalíptica é, na Encyclopedia of Science Fiction (SFE), a ficção científica que se passa depois de uma catástrofe (desastre natural, holocausto causado por humanos ou alienígenas, ou pandemia) e se concentra no mundo que os sobreviventes constroem, mais do que no desastre. A SFE usa post-holocaust como termo guarda-chuva para essas histórias. O guia sobre os tipos de ficção científica mostra onde o pós-apocalipse fica entre os subgêneros e como ele aparece no Brasil.

Nesta página
  1. De onde vem a ficção pós-apocalíptica?
  2. O que mudou depois de Hiroshima?
  3. Onde acaba o pós-apocalipse?
  4. O que faz uma história pós-apocalíptica funcionar?
  5. O que isso muda para quem escreve?

De onde vem a ficção pós-apocalíptica?

A SFE considera o subgênero tão velho quanto a ficção científica e aponta como ponto de partida conveniente The Last Man (1826), da romancista Mary Shelley, em que uma peste atravessa a Europa e deixa um sobrevivente em Roma. Em The Air Battle (1859), do escritor Herrmann Lang, a civilização europeia é destruída por inundação e terremoto. Nas primeiras décadas do século XX, a catástrofe era, na maior parte das histórias, natural, como em The Scarlet Plague (1914), do escritor Jack London, e Deluge (1928), do escritor S. Fowler Wright.

O que mudou depois de Hiroshima?

Para a SFE, depois de Hiroshima a Terceira Guerra Mundial e a história pós-holocausto pareceram menos fantásticas, o gênero ficou mais popular e a atmosfera ficou apocalíptica, centrada nos efeitos da energia nuclear e da radiação. As catástrofes imaginadas passaram a ser sobretudo obra humana: guerra nuclear, biológica e química nos anos 1940 e 1950, e depois poluição, superpopulação e mudança climática. Entre os cenários pós-nucleares mais sombrios a SFE cita The Long Loud Silence (1952), do escritor Wilson Tucker, e Alas, Babylon (1959), do escritor Pat Frank, que ela vê como mais otimista que as outras obras do grupo sobre reorganizar a sociedade.

Onde acaba o pós-apocalipse?

A SFE avisa que os temas desse grupo se sobrepõem e que é impossível separá-los por completo. À medida que passam gerações e a memória da catástrofe se apaga, os cenários pós-holocausto se fundem quase sem emenda com a Terra em ruínas (Ruined Earth), de sociedade mais gentil e muitas vezes rusticamente estável. Para a SFE, a distância no tempo em relação ao cataclismo é o que separa uma coisa da outra: A Canticle for Leibowitz (1959), do escritor Walter M. Miller Jr., e Riddley Walker (1980), do escritor Russell Hoban, ocorrem tempo suficiente depois do cataclismo para saírem do pós-holocausto e irem para a Terra em ruínas. A ficção de sobrevivência (Survivalist Fiction), que a SFE descreve como escrita muitas vezes por homens para homens, com homens atirando em homens depois do colapso conveniente da civilização, é outro vizinho.

O que faz uma história pós-apocalíptica funcionar?

As versões maduras costumam extrair ressonância emocional, diz a SFE, da tensão entre perda e ganho: a simplicidade da nova ordem não compensa de todo as glórias e confortos meio lembrados do passado, caso de Earth Abides (1949), do escritor George R. Stewart. Nos anos 1980, ao contrário, o cenário virou pano de fundo bárbaro para aventura, e o cinema, após Mad Max (1979), fez um ciclo de filmes assim. Talvez a representação mais forte, até agora, do horror de curto prazo pós-catástrofe no século XXI seja The Road (2006), do escritor Cormac McCarthy, na avaliação da SFE.

O que isso muda para quem escreve?

Destruir o mundo apinhado e burocrático e reconstruí-lo oferece, na leitura da SFE, uma liberdade psíquica perigosamente empolgante, e é por isso que o tema atrai.

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Autoria: Verse MediaRevisado em 27 out. 2026Passos conferidos em 27 out. 2026Publicado em 27 out. 20262 fontes · 1 no integral
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VERSE MEDIA. Ficção Pós-Apocalíptica. Enciclopédia Verse, 26 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/generos-e-tropes/sci-fi/ficcao-pos-apocaliptica. Acesso em: [data].

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