Verse Enciclopédia

Goodreads para autores

Livros de Raphael Montes com página de título em português, como Suicidas (2012) e Uma família feliz (2024), somavam entre 6,5 mil e 11,6 mil avaliações no Goodreads em setembro de 2026, contagem que junta todas as edições de cada obra: há leitor de português no site, em número que ele não separa. Mas tudo o que o Goodreads vende ou premia para autor foi desenhado para o leitor dos Estados Unidos (e, no livro impresso, também do Canadá). O sorteio de ebook é para editoras e para autores independentes que publicam pelo KDP, da Amazon, e, segundo a ajuda oficial (vista só em resumo de busca), só chega a leitores dos EUA; o de livro impresso, aberto a qualquer autor, chega a leitores dos EUA e do Canadá; e o Goodreads Choice Awards só aceita livro publicado em inglês nos EUA. Para o livro só em português, o que o site oferece de útil é gratuito: reivindicar o perfil de autor, manter o catálogo certo e deixar as resenhas em paz. Na nossa leitura, a parte paga só começa a fazer sentido quando há edição à venda para o leitor dos EUA, o que na prática quer dizer edição em inglês. A fama de nota cruel tem meia razão: no único estudo comparativo achado, com 21 mil biografias, a média do Goodreads fica abaixo da da Amazon (3,88 contra 4,27) porque ele dá bem menos notas 5, mas também dá menos notas 1; e, num estudo com 558 mil livros do site, o que separava os best-sellers da Amazon dos outros era o volume de avaliações, não a média.

Você acha o seu livro no Goodreads, com avaliações se acumulando, e não sabe se isso significa alguma coisa. Foi ver o sorteio de ebook, o selo de autor, o prêmio anual do site, e cada um parecia escrito para quem lança em inglês nos Estados Unidos, não para quem escreve em português. Sobra a dúvida de quanto desse site inteiro serve, de fato, para o seu caso.

O que você leva

A lista do que fazer de graça no Goodreads (perfil de autor, catálogo certo, resenhas em paz), a resposta sobre quando vale pagar pelo sorteio, e a decisão de pôr o esforço em português primeiro no Skoob.

Pra quem é

O autor via o próprio livro acumulando avaliações no Goodreads sem saber se isso significava alguma coisa, e encontrava sorteio, selo de autor e prêmio anual desenhados para quem publica em inglês nos Estados Unidos.

Nesta página
  1. O Goodreads serve para quem escreve em português?
  2. Como virar autor no Goodreads?
  3. O que o autor pode e não pode fazer no Goodreads?
  4. Por que as notas do Goodreads são tão duras?
  5. Sorteio no Goodreads: quanto custa, quem pode e vale a pena?
  6. O autor consegue promover o livro dentro do Goodreads?
  7. Goodreads ou Skoob: onde o autor brasileiro põe o esforço?
  8. Perguntas frequentes
  9. O que fazer com isso
Pilhas de livros sobre um banco de madeira gasta ao ar livre, com mata ao fundo.
Um livro entra na estante de um leitor em qualquer parte do mundo antes que o autor saiba disso. Foto de Joerg Hartmann no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

O Goodreads serve para quem escreve em português?

Serve como termômetro e vitrine. O leitor de português está no Goodreads e dá nota ao livro brasileiro sem que o autor precise fazer nada, mas, ao que tudo indica, é minoria num site em inglês: quantos brasileiros usam o Goodreads, a empresa não publica, e o Skoob declara 10 milhões de cadastrados, o que faz dele, na nossa leitura, a casa desse leitor em escala.

O site é grande e mal medido de fora. Em setembro de 2023, a Penguin Random House dizia aos seus autores que o Goodreads tinha mais de 150 milhões de membros, número que a editora não atribui a nenhuma fonte nem auditoria; em março de 2013, quando a Amazon anunciou a compra do site, eram mais de 16 milhões. Nenhuma página da empresa aberta nesta pesquisa dá um número mais recente. Ser da Amazon desde 2013 ajuda a entender, na nossa leitura, o que vem adiante: o sorteio de ebook passa pelo KDP, e o anúncio de autoatendimento deu lugar ao da Amazon.

O leitor de português aparece nos números de cada livro. Em 24/09/2026, a busca do Goodreads mostrava quatro livros de Raphael Montes com título em português acima de 6 mil avaliações: Suicidas (2012), com 11.580; O Vilarejo, com 8.662; Uma mulher no escuro, com 7.803; e Uma família feliz (2024), com 6.567. Os brasileiros traduzidos vão mais longe: Crooked Plow, a tradução de Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, tinha 34.346 avaliações, e The Alchemist, de Paulo Coelho, 3,76 milhões. Esses números pedem uma ressalva: o Goodreads soma na mesma página todas as edições de uma obra, a original e as traduções, e por isso a contagem não separa quem leu em português de quem leu em inglês.

Onde esse leitor se concentra, a página de gênero dá uma pista. A estante "literatura brasileira" do Goodreads destacava, em setembro de 2026, clássicos e premiados, de Dom Casmurro e Vidas Secas a Torto Arado e O avesso da pele, e nenhum livro de ficção comercial recente; é um sinal, não uma contagem. O grupo "Goodreads Brasil" aparecia na busca com cerca de 5,1 mil membros. Quantos brasileiros usam o site, a empresa não publica, e um estudo sobre quem usa o Goodreads, dos pesquisadores de métricas da informação Mike Thelwall e Kayvan Kousha, com uma amostra de 50 mil membros, declara não ter dado de nacionalidade.

A interface não ajuda. Até 24/09/2026, esta pesquisa não localizou versão oficial do Goodreads em português. Em 2015, segundo um blog de leitura, a única interface em português era um aplicativo de terceiro para Windows 8 e Windows Phone. Em perguntas da comunidade de ajuda vistas só em resultado de busca, os pedidos por português aparecem sem resposta de que ele exista, e usuários dizem que muito pouco do site é traduzido.

Os autores brasileiros que falaram do site ao Tecnoblog, em 2021, o usavam de dois jeitos. Bel Rodrigues, autora de 13 Segundos, como leitora, marcando e avaliando o que lê; Lucas Rocha, autor de Você tem a vida inteira, que tem edição americana (Where We Go From Here), para acompanhar todo mês as resenhas e medir a recepção do livro. Na matéria, nenhum dos dois fala do site como canal de venda.

A escala do leitor brasileiro está em outra rede, o Skoob, e é a comparação com ele que decide onde o autor põe o esforço.

O valor de cada recurso que o Goodreads oferece ao autor muda com o idioma e o país do livro. A tabela reúne os recursos com o custo, quem pode usar e o estado em setembro de 2026, com a data de cada fonte.

O que o Goodreads oferece ao autor, e o que serve para o livro em português
recurso custo quem pode estado em set/2026 vale para livro só em português?
Perfil de autor (Goodreads Author Program) grátis qualquer autor, de qualquer país, com livro no catálogo ativo (página oficial de 2026) sim
Ask the Author (perguntas de leitores) grátis autor com perfil página no ar em 24/09/2026; uso recente não medido sim
Blog no perfil grátis autor com perfil listado na página do programa em 2026 sim
Sorteio de ebook Kindle US$ 119 (Standard) ou US$ 599 (Premium), preços de 2018 que apareciam iguais em 2022 e 2024 editoras, ou autor independente pelo KDP; leitores dos EUA, segundo a ajuda oficial em resumo de busca ativo só com o ebook no KDP (ou por editora), para leitores dos EUA
Sorteio de livro impresso os mesmos pacotes, segundo a ajuda oficial em resumo de busca, mais exemplares e frete qualquer autor ou editora; leitores dos EUA e do Canadá ativo; o autor manda os livros em até duas semanas só enviando exemplares para os EUA ou o Canadá
Anúncio de autoatendimento — — encerrado em fevereiro de 2020; a página do programa ainda lista "advertise your books" não existe mais
Goodreads Deals (e-mail de ebooks em promoção) não divulgado editoras, nos EUA (2016) não conferido em 2026 não, pela regra de 2016
Goodreads Choice Awards sem inscrição livro publicado em inglês nos EUA, indicado por dados do site edição anual no ar não
Listopia (listas de leitores) grátis qualquer membro; o autor não põe nem vota o próprio livro desde dezembro de 2015 no ar em set/2026; uso não medido sim, pelas mãos dos leitores

Tudo o que é gratuito na tabela começa pelo mesmo passo: o perfil de autor.

Como virar autor no Goodreads?

Livro aberto com as folhas em leque, apoiado sobre uma pilha de outros livros.
O perfil de autor começa pelo livro já certo no catálogo, não pelo cadastro em si. Foto de Pixabay no Pexels

Qualquer autor, de qualquer país, entra de graça no programa de autores do Goodreads, desde que o livro já esteja no catálogo do site. O trabalho está em outro lugar: deixar o catálogo certo e saber que parte da vitrine oficial do programa está desatualizada.

A página oficial do Goodreads Author Program diz, em 2026, que "Any author, anywhere in the world" pode entrar de graça; a condição é ter um livro publicado, ou prestes a sair, que já esteja no banco de dados do site. O caminho, pela mesma página, é curto: entrar na conta, buscar o livro pelo ISBN, pelo ASIN ou pelo título, clicar no nome do autor e, no pé da página do autor, usar o link "Is this you? Let us know!". A aprovação chega por e-mail em até dois dias úteis.

O pedido pode ser recusado, e a recusa não diz por quê. Títulos de perguntas na comunidade de ajuda do Goodreads mostram autores recusados várias vezes sem explicação. Num caso de janeiro de 2026, levado ao grupo de bibliotecários do site, a autora reproduziu o e-mail que recebeu: ele orienta a associar a conta ao e-mail oficial de autor e a mostrar esse e-mail no site do autor, e o pedido pode ser refeito. Para quem não tem site, a consequência (a leitura é nossa) é que um e-mail público num site próprio é a prova de identidade que a recusa pede.

Aprovado, o autor ganha um perfil de Goodreads Author e um painel de autor. A página do programa lista o que ele permite: trocar a foto, escrever a biografia, corrigir o cadastro dos livros, fazer sorteios, conectar um blog, anunciar os livros, responder leitores pelo Ask the Author e seguir resenhando e mostrando o que lê. Um item dessa lista não existe mais como autoatendimento: o anúncio que o autor comprava e gerenciava sozinho acabou em fevereiro de 2020, e a página continua a oferecê-lo. O Ask the Author, em que leitores fazem perguntas e o autor responde na própria página, estava no ar em 24/09/2026; a página não mostra datas, e o uso recente não foi medido.

O que uma editora grande pede aos seus autores no perfil é concreto. Em 2023, a Penguin Random House recomendava aos autores atualizar a foto e a biografia, escolher até três gêneros, ligar o Ask the Author no painel, comentar trechos do próprio livro pelas anotações do Kindle e participar do site como leitor, com estantes de recomendação, grupos e o desafio anual de leitura.

O perfil parte do livro que já está no catálogo, e é aí que costuma estar o trabalho. Desde 20/06/2022, membro comum não adiciona livro à mão: só bibliotecário ou autor; os feeds automáticos de importação seguem criando edições. Os bibliotecários são voluntários que editam os dados de livros e autores. O passo a passo de pôr o livro no catálogo com ou sem ISBN, pedir correção a um bibliotecário e reivindicar a autoria, no Goodreads e no Skoob, está em como cadastrar seu livro no Skoob e no Goodreads.

Com o perfil de autor vêm as regras de conduta, que o site escreveu depois de brigas públicas entre autores e leitores.

O que o autor pode e não pode fazer no Goodreads?

As regras do Goodreads para autores cabem em três proibições: não responder a quem não gostou, não influenciar resenha e não fazer spam. Várias delas vieram depois de brigas públicas entre autores e leitores, e protegem os dois lados: o leitor do autor e, desde 2013, o autor da resenha que fala dele e não do livro.

As diretrizes vigentes em 2026 são diretas. Uma manda não se envolver com quem deu nota ou resenha negativa e insiste: "We cannot stress this enough." Outra proíbe exigir resenha em troca de qualquer coisa ou tentar influenciá-la, e proíbe resenha paga ou incentivada de qualquer forma. Todas estão numa mesma lista de atividades que podem pôr a conta do autor em análise ("under review"), que também proíbe entrar em grupos só para divulgar o livro, contatar membros que puseram o livro (ou obra parecida) na estante e mandar pedidos de amizade em massa.

A regra de não se envolver com a nota negativa tem um antecedente famoso, meses antes das primeiras diretrizes. Em janeiro de 2012, a blogueira Wendy Darling deu uma estrela a The Selection, de Kiera Cass, no Goodreads; a agente da autora disse em público que tinha curtido todas as resenhas de quatro e cinco estrelas (o que, na nossa leitura, as faz subir na página), e a autora mandou à resenhista uma expressão oficial de pesar, segundo Darling contou à Publishers Weekly. Darling resumiu o incômodo como o de figuras públicas atacando cidadãos comuns. Em agosto de 2012 vieram as primeiras diretrizes de resenha, num anúncio do fórum do Goodreads que esta pesquisa não conseguiu abrir.

A segunda virada veio em setembro de 2013, meses depois do anúncio da compra pela Amazon. Em 20/09/2013, segundo a data registrada no tópico do fórum (não aberto nesta pesquisa), a equipe do Goodreads anunciou que resenhas centradas no comportamento do autor, e não no livro, até então só retiradas da página do livro, passariam a ser apagadas do site, junto com estantes e listas sobre o comportamento de autores; segundo o Daily Dot, a exclusão começou antes do aviso, e a reação passou de 65 páginas de comentários. Leitores contrários, citados pelo Daily Dot, argumentavam que o comportamento do autor, como plágio ou ataque a resenhista, entra na decisão de comprar um livro, e que a estante de autores a evitar servia de alerta entre eles. A regra passou a proteger o autor de resenha sobre a pessoa; resenha dura sobre o livro continuou permitida.

O caso extremo de autor contra resenhista é de outubro de 2014. A romancista americana Kathleen Hale contou no Guardian que o Goodreads mostrava ao autor logado, debaixo de toda resenha negativa do próprio livro, um aviso: não comente, nem para agradecer; se a resenha fere as regras, denuncie. Fora do site, ela foi atrás da resenhista que tinha dado uma estrela ao seu livro antes do lançamento: conseguiu o endereço, alugou um carro e foi até a casa dela, segundo a reconstituição da BuzzFeed News em 2019. À BuzzFeed, Hale disse que não tinha permissão de existir no Goodreads e que a carreira dela na literatura juvenil tinha acabado; a continuação do livro, de 2016, recebeu uma enxurrada de notas de uma estrela. Nenhuma declaração do próprio Goodreads sobre o banimento foi achada: a punição documentada é a que ela relata e a que os leitores aplicaram.

Outra regra veio em dezembro de 2015: o autor deixou de poder pôr ou votar o próprio livro nas listas da Listopia. No anúncio, feito no fórum de autores, a equipe justificou que os leitores viam isso como autopromoção, tentativa de manipular as listas ou spam, qualquer que fosse a intenção do autor.

Uma dúvida frequente não tem resposta oficial: se o autor pode avaliar o próprio livro. A página de diretrizes de 2026 não trata do assunto, nem para permitir nem para proibir, e a regra que circula, de que o autor pode avaliar uma edição de cada livro pela conta de autor, aparece em resumos de busca sem fonte primária localizada. Diante do silêncio, a escolha prudente, na nossa leitura, é não avaliar: a nota do autor não informa o leitor, e o site já tirou do autor o voto nas listas pelo mesmo motivo de aparência.

As editoras vão na mesma linha. A Penguin Random House orienta seus autores a não responder resenha individual e a entrar na conversa só quando o leitor chama o autor diretamente. As regras cobrem o autor que se comporta mal; o lado oposto, o das contas falsas usadas contra livros alheios, como no caso da estreante Cait Corrain, que em 2023 admitiu ter criado contas falsas contra livros de colegas, e o dos golpes que ameaçam o autor com uma avalanche de notas, está em fraudes na Amazon e no Goodreads. Como a resenha negativa funciona como prova social para outros leitores, e o que fazer com ela além de não responder, é tema de Skoob, Goodreads e clube do livro.

Não responder à nota baixa fica mais fácil quando se sabe o que ela mede.

Por que as notas do Goodreads são tão duras?

Gráfico de barras comparando a distribuição de notas de 1 a 5 estrelas entre Goodreads e Amazon.
O Goodreads não é mais cruel: ele só dá bem menos nota 5. Diagrama: Verse

No único estudo achado que comparou as duas plataformas nos mesmos livros, a média do Goodreads é menor porque ele dá menos notas 5, não porque dê mais notas 1: dá menos, e concentra as avaliações no 4. E, lidos juntos os estudos que olharam venda (a síntese é nossa), o que acompanha o sucesso é o volume de avaliações e de leitura.

A diferença mora nos extremos, mostra um estudo de pesquisadores de computação e de estudos literários, Stefan Dimitrov, Faiyaz Zamal, Andrew Piper e Derek Ruths, apresentado em 2015 no congresso ICWSM, de pesquisa sobre mídias sociais, com 21.394 biografias e 2,5 milhões de resenhas nos dois sites. A média por livro foi 3,88 no Goodreads e 4,27 na Amazon. Na Amazon, 63,60% das notas são 5 estrelas; no Goodreads, 31,55%, e a nota mais dada é 4, com 36,26%. A Amazon também tem mais notas 1: 4,82%, contra 2,84% no Goodreads. E o sentimento do texto das resenhas é quase idêntico nos dois sites: as pessoas dizem o mesmo sobre o livro e escolhem números diferentes. Os autores leem os extremos da Amazon como intenção de influenciar a compra; a resenha do Goodreads, mais curta e mais frequente por usuário (2,75 resenhas por pessoa, contra 1,51 na Amazon), eles a leem como registro de leitura, mais perto de um diário ou de uma conversa de comunidade. O estudo tem limites que importam para quem escreve ficção: é de um gênero só, a biografia, e é de 2015.

O que se escreve no Goodreads é juízo curto. Num estudo de 2017 sobre livros acadêmicos, Kayvan Kousha, Mike Thelwall e Mahshid Abdoli leram uma amostra de 250 resenhas do Goodreads, uma por livro: conforme a área, de 39% a 60% delas só expressavam opinião, positiva ou negativa, e a resenha completa era rara, 15% nas ciências sociais e 3% em artes e humanidades. É amostra de livro acadêmico, não de ficção. Os mesmos autores não acharam prova de manipulação sistemática, mas lembram que o autor pode criar contas com pseudônimo para se elogiar; por isso recomendam as métricas do site para o autor e a editora se avaliarem, não para provar algo a terceiros.

Quem avalia também mexe na média, mas pouco. Na amostra aleatória de 50 mil membros, tirada em 2015, Thelwall e Kousha estimaram pelo primeiro nome que cerca de 76% são mulheres, número que eles chamam de muito aproximado; elas registram mais livros e dão nota média um pouco menor que a dos homens, 3,81 contra 3,88, diferença que os autores dizem não ser grande.

A percepção de dureza tem outra fonte: a primeira resenha pesa mais que as seguintes. As pesquisadoras Melanie Walsh e Maria Antoniak observaram, num estudo de 2021 sobre os "clássicos" do Goodreads, que as cerca de 300 primeiras resenhas visíveis por padrão na página de um livro viram câmara de eco: a resenha que entra na ordenação padrão recebe mais curtidas e comentários e tende a ficar. Kathleen Hale descreveu o efeito na página do próprio livro, em 2014, quando a escala ali se polarizou como a da Amazon: as notas vinham "one star or five stars, with nothing in between" (uma ou cinco estrelas, nada no meio), e depois de uma resenha de uma estrela outros leitores diziam nos comentários que desistiriam de ler ou baixariam a própria nota. No mesmo estudo sobre os clássicos, uma resenhista escreve que falar contra um clássico intimida, mas que ali "People on here are fearless". Lidos juntos (a leitura é nossa), os dados dizem que o que parece dureza é o meio da escala, as notas 3 e 4 de quem registra o que leu, somado ao peso das primeiras resenhas; para o lançamento, a consequência é que a primeira leva de leitores define o que o leitor seguinte vê.

Quanto a nota do Goodreads pesa na venda, nenhum estudo achado mediu. O efeito causal medido é o da estrela da Amazon: Imke Reimers e Joel Waldfogel, economistas, estimaram na American Economic Review de 2021, com 7.947 títulos e dados diários de 2018, que a elasticidade das vendas à nota da Amazon é de cerca de 0,75, maior quando a nota se apoia em mais avaliações; o estudo não mede o Goodreads.

O que a pesquisa encontrou do lado do Goodreads é correlação com volume. Num conjunto de 558.563 livros do site, os cientistas da computação Suman Kalyan Maity, Abhishek Panigrahi e Animesh Mukherjee (2018) acharam que os best-sellers da Amazon não têm nota média diferente dos outros livros: recebem mais avaliações, com mais notas altas e baixas ao mesmo tempo. O comportamento de leitura registrado no site, como o ritmo de leitura e o número de leitores que postam atualizações, previu o best-seller um mês depois do lançamento melhor do que a nota e o número de resenhas; é previsão, não causa. O romancista de fantasia Mark Lawrence fez a conta com números próprios e de colegas num post de blog de 2015, atualizado em 2018 e 2021, que esta pesquisa leu em resumo: cada avaliação no Goodreads corresponderia a cerca de 7,7 exemplares vendidos em inglês em 2015, e a cerca de 4 nos livros mais recentes; é amostra de conveniência, útil só como ordem de grandeza. Para quem escreve, a leitura (nossa) é que a média baixa assusta mais do que pesa: o sinal que acompanha a venda é quantas pessoas põem o livro na estante e o leem.

Uma diferença de mecânica pesa no lançamento: no Goodreads qualquer usuário pode avaliar um livro antes de ele sair, o que a Amazon não permite; quando isso vira ataque coordenado, é o review bombing, tratado em fraudes na Amazon e no Goodreads.

As notas chegam de quem já leu. A ferramenta paga do Goodreads para chegar ao leitor antes é o sorteio.

Sorteio no Goodreads: quanto custa, quem pode e vale a pena?

O sorteio do Goodreads compra estante, não resenha: todo inscrito põe o livro na lista "Want to Read", mas, nos casos com número, as resenhas foram poucas. Para o autor brasileiro, ele só existe com o ebook publicado pelo KDP (ou por editora), para leitores dos EUA, ou com exemplares impressos mandados para os EUA ou o Canadá.

O sorteio (Giveaway) é pago desde janeiro de 2018. Antes, era grátis, e só editoras podiam sortear ebook Kindle; a mudança abriu o ebook aos autores do Kindle Direct Publishing e passou a cobrar tudo: US$ 119 no pacote Standard, até 100 cópias, e US$ 599 no Premium, que soma destaque na página de sorteios, com metade do preço no lançamento, até 31/01/2018. Os mesmos US$ 119 e US$ 599 apareciam numa matéria da Book Riot de 2022 e num guia da Book Launchers, empresa de serviços para autores, de agosto de 2024; a página de criação de sorteio, em 2026, não mostra o preço sem login.

Na página de criação, aberta em setembro de 2026, o sorteio de ebook vale só para editoras e autores que publicam pelo Kindle Direct Publishing, com até 100 cópias entregues pelo próprio Goodreads, sem custo de livro nem de frete; o de livro impresso é aberto a qualquer autor ou editora, com alvo nos mercados dos EUA e do Canadá, e o autor recebe os endereços dos ganhadores e tem duas semanas para mandar os exemplares. O artigo da ajuda sobre sorteios, que esta pesquisa leu só em resumo de busca, acrescenta que o ebook vai só para residentes nos EUA e que o livro tem de estar completo na conta KDP ligada ao perfil.

O que o autor compra está no anúncio de 2018: todo inscrito adiciona o livro automaticamente à estante "Want to Read", o que aparece para os amigos dele; os seguidores do autor e quem já tinha o livro na estante recebem aviso do sorteio; e os ganhadores recebem um lembrete para avaliar cerca de oito semanas depois. Nenhuma fonte aberta diz que o autor recebe a lista de inscritos; do sorteio de impresso, ele recebe os endereços de quem ganhou.

Os casos com número mostram o que isso rende. Em julho de 2017, ainda no modelo grátis e antes da marcação automática, a editora Little, Brown sorteou 100 ebooks de The Late Show, de Michael Connelly, dias antes do lançamento: 2.738 inscritos, 597 novas marcações "Want to Read", 11 resenhas no primeiro mês e 92 vendas atribuídas, segundo o estudo de caso que o próprio Goodreads publicou, parte interessada no resultado. A diretora de marketing da editora disse que o objetivo era maximizar a "shelving activity", a atividade de estante, e garantir resenhas positivas cedo. Pela nossa conta, as 597 novas marcações equivalem a cerca de 22% do número de inscritos, e as 11 resenhas, a 0,4%. Em 2018, já no modelo pago, a romancista D. E. Haggerty sorteou 50 exemplares de Searching for Gertrude: 307 adições à estante e uma resenha dos ganhadores; o conselho dela é pensar muito antes, se a meta for resenha. Relatos de autores num fórum do site, em 2015, ficam na mesma ordem de grandeza (dez exemplares, três resenhas; um exemplar, nenhuma), e a Scribe Media, empresa de serviços de publicação, diz que os sorteios de impresso dos seus livros têm mediana de 800 inscritos em três semanas, sem dizer quantas resenhas vieram. Não há dado agregado aberto sobre o modelo pago.

A regra de bolso de que 20% a 30% dos ganhadores escrevem resenha vem de um editor independente, Mike O'Mary, num texto convidado do blog de Jane Friedman, como algo razoável de esperar, sem dado próprio que a sustente. Jane Friedman, que escreve sobre o mercado editorial para autores, julga o sorteio pelo que vem depois: vale se leva a fã pagante mais adiante, como o leitor que chega ao segundo livro de uma série ou entra numa lista de e-mail; se não leva a nada, deve ser repensado. Autor de editora tem um passo antes: a Penguin Random House pede que ele fale com a equipe da editora antes de sortear ou pagar promoção.

Lidos juntos, os casos dão as condições (a síntese é nossa). O sorteio faz sentido quando o livro tem edição à venda nos EUA, quando a meta é estante antes do lançamento ou na pré-venda e quando há um próximo passo para quem se inscreve, como uma série. Não faz sentido para livro só em português, que não encontra seu leitor entre os inscritos possíveis, nem quando a meta é resenha. Para o autor brasileiro com edição em inglês, as portas são o ebook publicado pelo KDP, para leitores dos EUA, e o impresso, com o custo de mandar exemplares até os EUA ou o Canadá dentro do prazo.

A estante que o sorteio compra é o mesmo sinal que move o livro dentro do site.

O autor consegue promover o livro dentro do Goodreads?

Prateleiras de parede com livros de lombadas variadas, ao lado de uma janela com persiana por onde entra luz.
A estante do leitor, não o anúncio do autor, é o que move o livro dentro do site. Foto de Pew Nguyen no Pexels

Pouco, e cada vez menos: o que move o livro no Goodreads é a estante dos leitores. A Listopia fechou o voto do autor, o anúncio de autoatendimento acabou em 2020, e o Choice Awards indica os livros por dados de estante e nota, sem inscrição.

A estante é a unidade do site. Cada "Want to Read" aparece para os amigos do leitor e, no sorteio, dispara os avisos. As estantes que os usuários inventam viram também metadado: Walsh e Antoniak mostram que elas são vendidas como palavras-chave para anunciantes e que os usuários fazem de graça, para o Goodreads e a Amazon, o trabalho de classificar os livros. Nas listas da Listopia, o autor não põe nem vota o próprio livro desde 2015, como visto acima.

O prêmio anual votado pelos leitores do site também tem a estante como porta: não há inscrição, os indicados saem dos dados de livros adicionados, avaliados e resenhados, e só entra livro publicado em inglês nos EUA. As regras de cada edição e o que a indicação faz pela estante de um livro estão na página sobre o Goodreads Choice Awards.

O anúncio pago pelo autor saiu do alcance dele. O anúncio de autoatendimento, como visto, acabou em fevereiro de 2020; o anúncio direto continuou, e o autor independente passou a ser mandado para o anúncio da Amazon, segundo a Book Riot em 2022. O Goodreads Deals, e-mail de ebooks em promoção lançado em maio de 2016 só nos EUA, abria indicação apenas a editoras; o próprio anúncio dizia que ainda não estava aberto a autores. Se isso mudou até 2026, esta pesquisa não conseguiu conferir.

Se o que move o livro lá dentro é a estante, e a estante que conta para prêmio e promoção é a do livro em inglês nos EUA, o autor que escreve em português precisa decidir onde pôr o esforço.

Goodreads ou Skoob: onde o autor brasileiro põe o esforço?

Para o livro em português, o Skoob é a primeira casa, na nossa leitura: declara 10 milhões de cadastrados, contra um Goodreads que não diz quantos brasileiros tem; o Goodreads passa à frente quando existe edição em inglês. A diferença prática está na porta de entrada: o Skoob exige ISBN ou ASIN, e o Goodreads, segundo tópicos do grupo de bibliotecários que esta pesquisa leu só em resumo de busca, aceita livro sem ISBN se estiver completo e tiver extensão de livro.

O Skoob, rede de leitores lançada em 2009 e comprada em 2024 pela Skeelo, plataforma de ebooks e audiolivros, tinha em agosto daquele ano 10 milhões de usuários cadastrados, 1,3 milhão de usuários únicos por mês e cerca de 2 milhões de livros registrados. A porta de entrada é mais estreita: o Skoob só aceita livro com ISBN ou ASIN, e o espaço de autor lá é ligado aos livros pela equipe, por e-mail; o passo a passo nas duas redes, e por que um ebook vendido na Amazon basta para as duas, está em como cadastrar seu livro no Skoob e no Goodreads.

A comparação que uma autora brasileira fez ao Tecnoblog é de interação: a romancista Iris Figueiredo, autora de Céu sem estrelas, disse em 2021 que gostaria de ver o Goodreads traduzido e que o espaço de autor do Skoob fosse mais interativo, como o do Goodreads.

Fora do Brasil, o Goodreads tem concorrentes, apresentados na página sobre o Goodreads; para o autor, conta que o StoryGraph também faz sorteios de livros e que o LibraryThing, de 2005, é gratuito para todos desde 2020.

Perguntas frequentes

O Goodreads tem versão em português?

Não foi localizada versão oficial em português até setembro de 2026: a interface é em inglês, e pedidos por português na comunidade de ajuda, vistos em resultado de busca, aparecem sem resposta de que ela exista. O catálogo, porém, aceita livros em português, e livros brasileiros acumulam milhares de avaliações lá.

Dá para publicar um livro no Goodreads?

Não. O Goodreads é catálogo e rede de leitores: o livro entra como registro, com capa, dados e avaliações, e o texto é vendido ou publicado em outro lugar. Como pôr o livro no catálogo está em como cadastrar seu livro no Skoob e no Goodreads.

Como colocar meu livro no Goodreads?

Primeiro busque pelo ISBN, pelo ASIN ou pelo título: o livro pode já ter entrado pelas importações automáticas. Se não estiver, peça a inclusão ao grupo de bibliotecários, porque, desde junho de 2022, membro comum não adiciona livro à mão; com o livro no catálogo, reivindique a autoria pelo link "Is this you? Let us know!". O passo a passo, com e sem ISBN, está em como cadastrar seu livro no Skoob e no Goodreads.

Posso responder a uma resenha negativa no Goodreads?

Não: as diretrizes de autor mandam não se envolver com quem deu nota ou resenha negativa, e a infração pode pôr a conta em análise. A Penguin Random House dá a mesma orientação aos seus autores.

Posso avaliar meu próprio livro no Goodreads?

As diretrizes de autor não tratam do assunto, e a regra que circula não tem fonte oficial localizada. Na nossa leitura, o mais prudente é não avaliar.

Quanto custa um sorteio no Goodreads?

US$ 119 no pacote Standard, até 100 cópias, e US$ 599 no Premium, com destaque na página de sorteios; os preços são de 2018 e apareciam iguais em guias de 2022 e 2024. No sorteio de impresso, o autor ainda paga os exemplares e o frete.

Autor brasileiro pode fazer sorteio no Goodreads?

Só com o ebook publicado pelo KDP, que, segundo a ajuda do site, vai só para leitores dos EUA, ou mandando exemplares impressos para ganhadores nos EUA e no Canadá. Para livro só em português, o sorteio não alcança o leitor dele.

A nota do Goodreads afeta as vendas na Amazon?

Nenhum estudo achado mediu esse efeito. O efeito medido é o da estrela da própria Amazon, e, do lado do Goodreads, o que acompanha os best-sellers é o volume de avaliações.

Livro brasileiro pode concorrer ao Goodreads Choice Awards?

Só se tiver edição publicada em inglês nos EUA no período da premiação; não há inscrição, e os indicados saem dos dados de estante e nota do site. As regras de cada edição estão na página sobre o Goodreads Choice Awards.

O que fazer com isso

Para o livro só em português, o Goodreads pede pouco e devolve pouco, e o pouco é gratuito. Reivindique o perfil de autor e, se tiver site, deixe nele o e-mail de autor à vista: foi o que o e-mail de recusa pediu num caso de janeiro de 2026. Confira se o livro está no catálogo com os dados certos e peça correção a um bibliotecário quando não estiver. Não responda a resenhas, não avalie o próprio livro e não entre em grupos para divulgar. Leia as notas pelo volume e pela estante. Deixe o sorteio para quando houver edição à venda para o leitor dos EUA e um próximo passo para quem se inscreve. O esforço de rede em português vai primeiro para o Skoob.

Os passos vizinhos estão em outros guias: como ganhar leitores e dinheiro no Wattpad, onde o leitor se forma antes de virar resenha e estante, e ReelShort, DramaBox e o vertical drama, a porta mais nova para adaptar histórias; o panorama das plataformas está em tudo sobre Wattpad, Goodreads e as plataformas de leitura. A campanha de resenhas de um lançamento, com cópias antecipadas, está em como lançar um livro.

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Em breve

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Quem fala sobre isso 4pessoas

  • Mike Thelwallprofessor do Statistical Cybermetrics Research Group da University of Wolverhampton, Reino Unido (2016, afiliação da obra)

    Obra sobre quem usa o Goodreads: "Goodreads: A social network site for book readers", JASIST, 2016 (com Kayvan Kousha).

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  • Kayvan Koushapesquisador do Statistical Cybermetrics Research Group da University of Wolverhampton, Reino Unido (2017, afiliação da obra)

    Obra sobre as resenhas do Goodreads: "Goodreads reviews to assess the wider impacts of books", JASIST, 2017 (com Mike Thelwall e Mahshid Abdoli).

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  • Melanie Walshpós-doutoranda e professora visitante de Ciência da Informação na Cornell University em 2021 (bio da obra); professora assistente da Information School da University of Washington (site próprio, conferido em 2026)

    Obra sobre resenhas e estantes do Goodreads: "The Goodreads 'Classics': A Computational Study of Readers, Amazon, and Crowdsourced Amateur Criticism", Post45, 2021 (com Maria Antoniak).

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  • Mark Lawrenceromancista de fantasia, no blog próprio (2015, com atualizações em 2018 e 2021)

    Obra sobre notas do Goodreads e vendas: "What do Goodreads ratings say about sales?", blog do autor, 2015.

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O que a rede diz 5 vozes

  • Capa do post de @emycustodioTikTok

    Autora brasileira conta que foi registrar uma leitura no Goodreads e encontrou, no próprio perfil de autor, três livros que não eram dela, publicados com o mesmo nome, e pede ajuda para denunciá-los.

    @emycustodioTikTok ↗
  • Capa do post de @ameliacmorris_authorTikTok

    Autora de fantasia comemora a entrada no programa de autores do Goodreads e pede aos leitores que ponham o livro na lista de quero ler.

    @ameliacmorris_authorTikTok ↗
  • Capa do post de @charlottedavis343TikTok

    Criadora de dicas de marketing editorial reúne maneiras simples de o autor se promover no Goodreads sem entrar em pânico com as resenhas.

    @charlottedavis343TikTok ↗
  • Capa do post de @tesscurtisautoraTikTok

    Autora de língua espanhola chama o Goodreads de uma das páginas de resenha mais importantes para quem escreve, lembra que o leitor também o usa como estante e para desafios de leitura, e comemora 4 mil avaliações.

    @tesscurtisautoraTikTok ↗
  • Capa do post de Kindlepreneur: How to Set Up Your GoodReads Account (The Right Way)YouTube

    Canal de marketing para autores independentes mostra, passo a passo, como montar a conta do autor no Goodreads do jeito certo e promete que isso ajuda a vender o livro a longo prazo.

    KindlepreneurYouTube ↗

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Autoria: Verse MediaRevisado em 29 set. 2026Passos conferidos em 29 set. 2026Publicado em 29 set. 202642 fontes · 22 no integral

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Cite esta página
VERSE MEDIA. Goodreads para autores. Enciclopédia Verse, 24 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/plataformas-e-canais/plataformas-sociais-de-leitura/goodreads-para-autores. Acesso em: [data].

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