Skoob, Goodreads e clube do livro: onde a prova social nasce
No Brasil, a prova social que decide a compra de um livro nasce perto do leitor, em amigos e família (17%) e professores (10%), segundo a Retratos da Leitura de 2024; entre desconhecidos, ela fica registrada no Skoob, no Goodreads e nos clubes do livro. Ali, lidos juntos os estudos, pesa quem é visto por muitos: o número de avaliações pesa mais que a nota, a lista de mais vendidos move sobretudo o estreante, e até a resenha negativa vende o autor desconhecido.
Você lançou o livro, pediu aos amigos que avaliassem e passou a olhar a nota no Skoob subir e cair a cada resenha. Aí chegou uma de uma estrela, alguém comentou que clube do livro vende, e você não sabe se a estrela afunda o livro nem por onde se chega a um clube.
- Saber o que pesa na escolha do leitor brasileiro, com os números
- o que o Skoob mostra na página do livro
- por que o número de avaliações pesa mais que a nota
- quando a resenha negativa vende
- quanto um clube do livro vende de fato e por quanto tempo
- por que porta o livro entra num clube
- e a tabela das fontes de prova social com o que fazer em cada uma.
Lançou o livro, pediu avaliação a amigos, viu a nota no Skoob subir e cair a cada resenha, recebeu uma resenha de uma estrela e não sabe se ela afunda o livro; ouviu que clube do livro vende e não sabe como chegar a um.
Nesta página
- Como o leitor brasileiro escolhe um livro para comprar?
- Skoob para autores: o que a página do livro mostra?
- Nota ou número de avaliações: o que pesa mais na venda?
- Resenha negativa atrapalha as vendas? O que fazer com ela?
- Clube do livro vende livro?
- Como colocar o seu livro num clube do livro?
- De onde vem a prova social do livro
- Perguntas frequentes
- O que fazer com isso
Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.
Como o leitor brasileiro escolhe um livro para comprar?
O leitor brasileiro compra pelo assunto antes de comprar pela indicação, e, quando a indicação conta, ela vem de perto: amigo, família e professor passam à frente da crítica, da rede social e do clube. É a prova social medida no Brasil, na nossa leitura: tomar a escolha dos outros como sinal do que vale a pena.
Os números são da Retratos da Leitura no Brasil, pesquisa do Instituto Pró-Livro feita pelo Ipec, na edição de 2024, entre quem já comprou livro. Na hora de escolher um livro para comprar, o tema ou assunto aparece com 52%, o título com 27%, o autor com 20%, a recomendação de amigos ou familiares com 17%, o preço com 15% e a de professores com 10%; críticas ou resenhas ficam em 8%, recomendações em sites, blogs ou redes sociais em 5%, a indicação de influenciador digital em 3% e o clube de leitura em 1%. O que título e capa pesam nessa escolha está no guia sobre as partes de um livro.
De 2019 para 2024, críticas e resenhas caíram de 10% para 8%, sites e redes subiram de 3% para 5%, e amigos e família recuaram de 20% para 17%. Quem indicou o último livro lido, outra pergunta da mesma pesquisa, e o peso da rede social por idade estão no guia sobre BookTok, Bookstagram e BookTube.
O clube aparece pouco como critério e muito como porta. Entre os leitores de literatura, 15% dizem que começaram a se interessar por ela em grupos, oficinas ou clubes de leitura, na mesma Retratos de 2024. Na nossa leitura, o clube forma o leitor mais do que escolhe, a cada mês, o livro que ele compra.
O mecanismo é a prova social descrita pelo psicólogo Robert Cialdini em Influence (1984). Duas condições aumentam o efeito, segundo ele. A primeira é a incerteza: quando a situação é ambígua, a conduta dos outros pesa mais. A segunda é a semelhança: seguimos mais quem se parece conosco. Aplicadas à Retratos (a leitura é nossa), as duas condições explicam os números: perto do leitor decide o parecido, o amigo que tem o mesmo gosto; diante de um autor que ele não conhece, a incerteza faz pesar a contagem de desconhecidos, como avaliações, estantes, listas e clubes.
O próprio Cialdini aponta o avesso: o atalho responde de modo reflexo a evidência parcial ou falsa, como a risada gravada das comédias de televisão. A recomendação do amigo é pessoal. A de desconhecidos fica registrada em redes de leitores, e a maior delas no Brasil, segundo Andrei Cezar da Silva e Luzmara Curcino, pesquisadores da UFSCar que a estudaram, é o Skoob.
Skoob para autores: o que a página do livro mostra?
A página de um livro no Skoob, a rede social de leitores brasileira lançada em 2009, é, antes da nota, uma contagem pública de quem leu, está lendo, quer ler e abandonou o livro. Em 2017, a própria empresa passou a oferecer às editoras a contagem semanal de quantas vezes cada livro entra nas estantes.
O exemplo de Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, aberto em 17/10/2026, mostra o que aparece. A média era 4,5, sobre 56.638 avaliações; 79.975 pessoas tinham marcado o livro como lido, 7.234 como lendo, 56.939 como "quero ler" e 1.829 como abandonado; havia 11.622 resenhas, e a distribuição das estrelas era 56% de cinco, 33% de quatro, 9% de três, 1% de duas e quase nenhuma de uma. Uma resenha fica em destaque, com as curtidas e os comentários que recebeu; a página não mostra preço, link de loja nem ranking.
Pela nossa conta, a estante "quero ler", com 71% do tamanho da de quem já leu, é a lista de desejo do livro e o número que um lançamento pode mover primeiro.
Em maio de 2025, Rafael Lunes, vice-presidente executivo da Skeelo, dona do Skoob, deu à Mobile Time 11 milhões de usuários cadastrados, 9 milhões de resenhas publicadas e 1,3 milhão de usuários ativos por mês, o mesmo número de usuários ativos que a empresa informara em agosto de 2024. Todos são números da própria empresa; lidos lado a lado com os de 2024, que estão no guia Goodreads para autores, dizem que o cadastro cresceu e o uso mensal ficou parado.
A ferramenta de 2017 foi lançada em abril, quando o Skoob dizia ter 4 milhões de usuários, e mostrava também o perfil do leitor por faixa etária e região e a variação de preço em três meses; a PublishNews registrava que editoras já criavam páginas dentro da rede para ações de lançamento.
A resenha do Skoob também fala de quem a escreve. Silva e Curcino leram as resenhas de quatro obras juvenis na rede e acharam jovens leitores que declaram vergonha de ter lido tarde um livro que "deveria" ter sido lido na idade certa, ou orgulho de tê-lo lido cedo. Para o autor, a leitura (nossa) é que a nota e o texto da resenha dizem tanto sobre o lugar do leitor quanto sobre o livro.
O que falta é a prova de que o Skoob vende. Os trabalhos acadêmicos sobre a rede que esta pesquisa localizou vêm de Letras, Educação e Ciência da Informação, e nenhum anuncia medida de venda. A Retratos da Leitura também não pergunta por plataforma; na nossa leitura, o Skoob cabe, sem número próprio, em "críticas ou resenhas" e em "sites, blogs ou redes sociais". Como pôr o livro no catálogo e ligar o espaço de autor está em como cadastrar seu livro no Skoob e no Goodreads; onde o autor brasileiro põe mais esforço, Skoob ou Goodreads, e as regras do Goodreads para autor estão em Goodreads para autores.
A página põe a nota em destaque. Mas a nota costuma ser alta.
Nota ou número de avaliações: o que pesa mais na venda?
O número de avaliações pesa mais que a média na metanálise que juntou 96 estudos, e a média engana: avalia quem escolheu ler e, entre esses, sobretudo quem amou ou odiou. Lidos juntos, os estudos dizem que a contagem informa mais do que a estrela, e que ela precisa nascer cedo.
A metanálise, de 2015, é de Ana Babić Rosario, Francesca Sotgiu, Kristine De Valck e Tammo Bijmolt, pesquisadores de marketing, e juntou 1.532 tamanhos de efeito de 96 estudos, em 40 plataformas e 26 categorias de produto. O boca a boca eletrônico se correlaciona com a venda, mas o efeito médio é pequeno (r = 0,091); o volume de avaliações pesa mais que a nota média, e muita variação entre as notas prejudica.
A razão de a média enganar foi descrita por Nan Hu, Paul A. Pavlou e Jennifer Zhang, pesquisadores de sistemas de informação, num trabalho de 2007 sobre a distribuição das avaliações em forma de J (muitas notas cinco, um pico menor de notas um, quase nada no meio). Dois vieses a produzem: só compra, e portanto só avalia, quem já estava inclinado a gostar; e, entre os compradores, quem amou ou odiou escreve mais do que quem achou o livro mediano.
Os dados do mesmo trabalho mostram o J: na Amazon de fevereiro a julho de 2005, com 32.878 livros e 967.075 avaliações, cerca de 78% das avaliações de livros tinham quatro estrelas ou mais, e 78% dos livros tinham menos de 20 avaliações.
Quando todos os 66 estudantes de um experimento avaliaram o mesmo produto, um CD de música, as notas formaram um pico só, no meio, com média menor que a da Amazon para o mesmo disco; os autores atribuem o J a quem escolhe avaliar, e registram que a amostra era de estudantes. Eles mostram também que um modelo que lê a distribuição inteira prevê a venda melhor do que a média. Na nossa leitura, a página de Torto Arado no Skoob é esse J sem a perna de baixo: 89% das notas em quatro ou cinco, 1% em uma ou duas.
A estrela baixa pesa mais que a alta. Judith Chevalier e Dina Mayzlin compararam as avaliações e as vendas relativas dos mesmos livros na Amazon e na Barnes & Noble e acharam que melhorar a avaliação num site aumenta a venda naquele site, e que uma avaliação de uma estrela pesa mais para baixo do que uma de cinco pesa para cima; o estudo mede a diferença entre os dois sites, não quantas vendas vale cada estrela.
O Spiegel Research Center, da Universidade Northwestern, divulgou em 2017 uma síntese em que a probabilidade de compra atinge o pico com notas médias entre 4,0 e 4,7 e cai perto de 5,0, e em que um produto com cinco avaliações tem probabilidade de compra 270% maior que um sem nenhuma; o ganho de cada avaliação a mais, segundo a mesma síntese, cai depois das cinco primeiras. A página não publica o método e o dado não é específico de livro: serve só como sinal.
A lista de mais vendidos é a contagem pública levada ao extremo, e o economista Alan Sorensen mediu o efeito dela com 1.217 romances de capa dura acompanhados pela BookScan em 2001 e 2002. Para o livro médio, entrar na lista do New York Times rende pouco: um livro que aparece uma vez, na quarta semana, vende 13,7% a mais no primeiro ano do que um igual que não entrou. Para autores consagrados, o efeito não aparece; para os 11 estreantes que entraram, é forte: na simulação do autor, uma entrada única na quarta semana com o efeito médio desses estreantes daria 57% a mais de venda.
Sorensen lê o efeito como informação, e não como promoção na loja: a lista pode sinalizar qualidade ou o que os outros estão lendo, e os padrões, escreve ele, são consistentes com a hipótese de que ela só pesa quando a entrada é uma surpresa. Os 57% vêm de 11 casos, o que o próprio estudo registra.
O tempo também aperta. Na mesma amostra, 73,8% dos livros tiveram o pico de venda nas quatro primeiras semanas, com mediana na segunda, e o padrão vale para livros de autor estreante. Na nossa leitura, isso diz que a contagem que acompanha a venda precisa existir já no lançamento. Os estudos feitos com dados do próprio Goodreads, que chegam à mesma conclusão sobre volume e média, estão em Goodreads para autores.
Se a estrela baixa de leitor pesa mais que a alta, sobra a pergunta sobre a resenha negativa de crítico.
Resenha negativa atrapalha as vendas? O que fazer com ela?
A resenha negativa de crítico pode vender o livro de autor desconhecido, porque o leitor esquece o tom e lembra o título; a nota baixa de leitor na loja é outro caso, e pesa mais que a alta.
O estudo que mediu isso é de Jonah Berger, Alan Sorensen e Scott Rasmussen, pesquisadores de marketing e economia, publicado na Marketing Science em 2010, com as vendas semanais de 244 romances de capa dura lançados entre 2001 e 2003 e resenhados por extenso no New York Times. A resenha positiva aumentou a demanda entre 32% e 52%, para autor novo ou consagrado. A negativa derrubou a venda de autor consagrado em 15%, uma estimativa imprecisa, feita com só 23 livros, e aumentou em 45% a de autor relativamente desconhecido.
Os experimentos do mesmo artigo explicam o mecanismo: a resenha, mesmo ruim, faz o leitor saber que o livro existe; com o tempo, o tom se apaga da memória e fica o título, desde que haja um intervalo entre a resenha e a ocasião de compra.
O estudo trata de crítico em jornal de grande alcance; a estrela de leitor na loja, vista na seção anterior, pesa mais para baixo do que para cima. Os dois estudos dão a regra (a síntese é nossa): para quem ninguém conhece, ser falado, mesmo mal, vende quase tanto quanto ser elogiado; para quem o leitor já está decidindo comprar, a estrela baixa ao lado do botão pesa, e é a incerteza de Cialdini aparecendo nos dois.
O que fazer com a negativa começa pelo que não fazer. As diretrizes do Goodreads mandam não se envolver com quem deu nota ou resenha negativa; as regras e os casos que levaram a elas estão em Goodreads para autores.
O resto é análise nossa. Uma resenha negativa pode ser de gosto (o livro não era para aquele leitor), de ofício (o erro de revisão, a cena que não convence), de mal-entendido (o leitor esperava outro gênero) ou ataque à pessoa. A de gosto diz para quem o livro não é; a de ofício é a única que pede trabalho, no próximo livro ou numa edição corrigida; a de mal-entendido aponta para a capa, o título ou a sinopse; o ataque se denuncia na plataforma.
Contra a negativa, os estudos de volume sugerem um remédio (a ligação é nossa): ter mais leitores. Num livro com poucas avaliações, cada uma pesa muito; com muitas, uma nota que destoa pesa menos.
Comprar avaliação para compensar é, na nossa leitura, o caso de evidência falsa que Cialdini descreve com a risada gravada. As regras da Amazon, da FTC americana e do CONAR sobre avaliação paga e recebida estão no guia sobre booktoker, resenhista e ARC reader; o ataque coordenado de notas baixas, o review bombing, está em fraudes na Amazon e no Goodreads.
A resenha é um leitor falando. O clube é um grupo falando junto, e vende de outro jeito.
Clube do livro vende livro?
O clube do livro vende o título escolhido, não o mercado: a escolha de uma celebridade multiplica a venda de um livro e tira venda de outros, e no Brasil os casos achados são picos por escolha, sem venda acompanhada ano após ano.
O caso mais estudado é o clube de Oprah Winfrey, apresentadora de TV americana, criado em 1996 no programa dela, com a primeira escolha em 17/09/1996, The Deep End of the Ocean, de Jacquelyn Mitchard. Todo livro escolhido entre 1996 e 2002 entrou na lista de mais vendidos do USA Today por pelo menos alguns meses, segundo Richard Butler, Benjamin Cowan e Sebastian Nilsson, na Publishing Research Quarterly de 2005.
A indicação de Oprah tem um avesso, mostrou em 2014 Craig Garthwaite, da Universidade Northwestern, no American Economic Journal: Applied Economics: funciona como publicidade que rouba venda, aumenta a do título escolhido sem expandir o mercado e reduz a venda total de ficção adulta. Nas 12 semanas seguintes a uma indicação, essa venda caiu 2,5%, segundo a Mother Jones, que noticiou o estudo. Para o autor escolhido, o efeito transborda: outros livros dele, não indicados, também vendem mais.
O clube da atriz Reese Witherspoon tem um caso medido semana a semana. The Cactus, de Sarah Haywood, tinha vendido 354 exemplares em brochura desde maio de 2019; escolhido em junho, vendeu 6.219 numa semana, pelos dados da BookScan citados pela BuzzFeed News. Em 2023, as escolhas do clube venderam 2,3 milhões de exemplares impressos nos EUA, acima das de Oprah e da Read With Jenna, segundo a Circana, em números publicados pelo New York Times e repassados pela Shelf Awareness.
No Brasil, o caso com número é o do youtuber Felipe Neto. O clube dele começou em julho de 2024 com Fahrenheit 451, que vendeu mais de 5.500 exemplares em cinco dias depois do anúncio, segundo a editora Biblioteca Azul. Em setembro, outra escolha, Corpos secos (Alfaguara), de Luisa Geisler, Marcelo Ferroni, Natalia Borges Polesso e Samir Machado de Machado, estreou em segundo lugar em Ficção na Lista Nielsen-PublishNews.
Pouco mais de um ano depois do lançamento, em setembro de 2025, o clube de Felipe Neto foi encerrado; profissionais ligados ao projeto, ouvidos pela Folhapress, atribuíram o fim à falta de lucratividade. O clube da advogada e apresentadora Gabriela Prioli e do historiador Leandro Karnal, na quinta edição, emplacou em maio de 2025 dois títulos na lista de mais vendidos da PublishNews, Doze contos peregrinos, de Gabriel García Márquez, e Não se esqueça!, de Mario Sergio Cortella, numa temporada em que todos os livros saíram pelos selos do Grupo Editorial Record, parceiro do clube.
Em maio de 2026, a Exame escreveu que "não existe uma Reese Witherspoon local com poder equivalente" e que o papel ficou com o BookTok. Os casos brasileiros dão razão às duas leituras: há escolhas que sobem na lista, mas esta pesquisa não achou clube de celebridade com venda acompanhada ano após ano, e o de Felipe Neto fechou, segundo quem trabalhava nele, por não dar lucro.
O clube de assinatura de livros, em que o leitor paga para receber um livro escolhido por curadoria, também teve um pico. Segundo a Forbes Brasil, os clubes de livro venderam 2,19 milhões de exemplares em 2018, 4,67 milhões em 2020 e 2,78 milhões em 2021. A TAG chegou a 60 mil assinantes em 2020, segundo a Forbes Brasil, e tinha "aproximadamente 30 mil associados" em agosto de 2023, segundo a PublishNews; são números da própria empresa e, lidos juntos, sugerem uma queda de cerca de metade.
O clube de amigos vende de outro modo. Na pesquisa da BookBrowse com mais de 5 mil membros de clubes, publicada em 2019, 91% valorizam ler o que não teriam escolhido sozinhos. Na nossa leitura, é isso que o clube dá ao autor: um leitor que não o procuraria.
Se o clube decide o título, a pergunta do autor é como o livro chega à escolha.
Como colocar o seu livro num clube do livro?
A porta do clube grande é estreita; a que as fontes apontam ao autor é o clube pequeno, achado um a um, e o que os clubes dizem procurar num livro é a conversa que ele rende.
O que os clubes procuram está na pesquisa da BookBrowse publicada na Publishers Weekly em 2019: 97% querem livros que rendam boa conversa, 73% buscam livros desafiadores e 55%, livros controversos. Na maioria dos clubes, quem indica um livro precisa tê-lo lido; 43% escolhem os livros com quatro meses ou mais de antecedência, e a escolha informal começa na publicação, às vezes antes, pela leitura antecipada. Na nossa leitura, o livro que divide opinião rende mais conversa que o unânime, e chega tarde quem procura o clube só depois do lançamento.
No Brasil, as portas grandes que esta pesquisa leu não são abertas ao estreante. Em 2021, segundo o Correio Braziliense, a TAG tinha duas linhas: a Inéditos, com best-sellers de fora ainda inéditos no país, e a Curadoria, com obras escolhidas por grandes autores, em geral ficção pouco conhecida. No clube de Prioli e Karnal, todos os livros da temporada de 2025 saíram pela editora parceira.
As portas pequenas são abertas e se acham uma a uma. No Leia Mulheres, clube criado em 2015 em São Paulo para ler autoras, quem escolhe o livro é a mediadora de cada cidade (em São Paulo, as três fundadoras); em 2017 o projeto dizia estar em mais de 45 cidades de 20 estados.
Não há um lugar central onde os clubes se reúnem, avisa a Greenleaf Book Group, editora americana que publica com o autor: o trabalho é procurar grupos no Facebook, no Goodreads, no MeetUp e em sites de biblioteca, perguntar a livreiros e bibliotecários e entrar num clube como membro para entender o que se escolhe. A mesma editora aconselha o autor a se oferecer para mediar a conversa nos clubes que compram os exemplares. No Reino Unido, a Reading Agency registra grupos de leitura num site, para que novos membros os encontrem, e organiza visitas de autores aos grupos registrados.
O guia de discussão é a ferramenta que acompanha o livro até o clube, e a Penguin Random House mantém um diretório de guias gratuitos. O que vai num guia, onde publicá-lo e um modelo para o seu livro estão em perguntas para clube do livro.
No Brasil, o clube também toma a forma de leitura coletiva, conduzida por um criador. As Leituras Conjuntas de Taty Leite, idealizadora do projeto Vá Ler um Livro, reúnem leitores em encontros virtuais para ler clássicos nacionais, e o primeiro encontro foi visto por 857 pessoas no YouTube.
Lidas juntas, as fontes dão um roteiro mínimo (a síntese é nossa): escrever à mediadora local, ao clube da biblioteca ou ao da livraria, antes de pensar no clube de celebridade; fazer isso perto da publicação, porque parte dos clubes escolhe com meses de antecedência; levar o guia de discussão; e oferecer-se para mediar a conversa nos clubes que comprarem os exemplares. Quem não acha um clube para o próprio livro pode abrir um, e o caminho está em como criar um clube do livro.
De onde vem a prova social do livro
A tabela junta o que as seções mostraram. O peso no Brasil é o da Retratos da Leitura de 2024, entre os fatores para escolher um livro para comprar; "sem opção própria" quer dizer que a pesquisa não tem o item.
| fonte | peso na compra (Brasil, 2024) | o que a pesquisa mostra do efeito | o que o autor pode fazer | o que não fazer |
|---|---|---|---|---|
| Amigos, família e professores | 17% (amigos e família); 10% (professores) | seguimos mais quem se parece conosco (Cialdini, sobre comportamento em geral) | pôr o livro na mão de leitores do gênero, que falam a quem tem o mesmo gosto | contar a avaliação dos amigos como prova para desconhecidos |
| Crítica ou resenha | 8% (críticas ou resenhas, sem separar imprensa de leitor) | a positiva de crítico vende; a negativa vende o autor desconhecido e tira do consagrado (Berger, Sorensen e Rasmussen) | buscar a resenha, mesmo com risco | — |
| Nota e resenha de leitor (Skoob, Goodreads, loja) | sem opção própria (cabe em críticas ou resenhas, 8%, e em sites, blogs ou redes sociais, 5%) | o número de avaliações pesa mais que a média; a estrela baixa pesa mais que a alta | cuidar do catálogo; ter avaliações no lançamento | comprar avaliação; responder à resenha |
| Lista de mais vendidos | sem opção própria | pouco para o livro médio, nada para o consagrado, muito para o estreante que surpreende (Sorensen) | concentrar a venda nas primeiras semanas | ler a lista como prêmio de qualidade |
| Clube de amigos, de biblioteca ou de rede (Leia Mulheres) | 1% (clube de leitura) | 97% buscam livro que renda conversa e 43% escolhem com quatro meses ou mais (BookBrowse, EUA); forma leitor (15% começaram por grupos, oficinas ou clubes de leitura) | escrever à mediadora com guia de discussão, perto da publicação | procurar o clube depois do lançamento |
| Clube de celebridade ou influenciador | sem opção própria (o influenciador digital tem 3% como critério de compra) | multiplica o título escolhido, tira venda de outros, vende outros livros do autor; no Brasil, picos | ter editora que chegue a ele | contar com efeito contínuo |
| Clube de assinatura | sem opção própria | 4,67 milhões de exemplares em 2020, 2,78 milhões em 2021; curadoria por grandes autores (TAG, 2021) | ser indicado por um autor que faça a curadoria | esperar porta aberta ao estreante |
| Rede social | 5% (sites, blogs ou redes sociais) | quem indica e o peso por idade estão no guia sobre BookTok, Bookstagram e BookTube | ver o mesmo guia | ver o mesmo guia |
Perguntas frequentes
O Skoob ajuda a vender livro?
Nenhum estudo localizado mede o efeito do Skoob em venda, e a Retratos da Leitura não pergunta por plataforma. O que a página mostra é a contagem de quem leu, lê, quer ler e abandonou, e em 2017 a rede passou a oferecer às editoras a contagem semanal de entradas nas estantes.
Skoob ou Goodreads: onde ponho meu livro?
Para o livro só em português, o Skoob vem primeiro, na leitura do guia Goodreads para autores: é a rede de leitores brasileira, e o Goodreads, em inglês, passa à frente quando existe edição em inglês. O cadastro nas duas está em como cadastrar seu livro no Skoob e no Goodreads.
Quantas avaliações um livro precisa?
Nenhum dos estudos reunidos aqui dá um número mínimo para livro. Na Amazon de 2005, 78% dos livros tinham menos de 20 avaliações, e uma síntese do Spiegel Research Center, sobre produtos em geral, dá 270% mais chance de compra com cinco avaliações do que com nenhuma.
Devo responder a uma resenha negativa?
Não: as diretrizes do Goodreads para autores mandam não se envolver com quem deu nota ou resenha negativa. E a resenha negativa de crítico chegou a aumentar em 45% a venda de autores desconhecidos no estudo de Berger, Sorensen e Rasmussen, porque o leitor lembra o título e esquece o tom.
Vale pedir para amigos e família avaliarem o livro?
Pedir que leiam e avaliem com sinceridade é diferente de pagar ou trocar favores pela nota, o que as regras da Amazon e do Goodreads proíbem, como mostram os guias sobre booktoker, resenhista e ARC reader e Goodreads para autores. Na nossa leitura, a nota dos amigos convence menos o desconhecido do que o número de leitores: a incerteza aumenta o peso da conduta de muitos, e o volume de avaliações pesa mais que a média.
Como faço meu livro entrar num clube do livro?
Pelos clubes pequenos: a mediadora local, o clube da biblioteca ou o da livraria, com um guia de discussão, perto da publicação. Na pesquisa da BookBrowse, 43% dos clubes escolhem com quatro meses ou mais de antecedência, e quem não acha um pode criar o próprio.
Clube de assinatura escolhe livro de autor estreante?
Na TAG, não como porta aberta: as duas linhas descritas em 2021 escolhiam best-sellers estrangeiros inéditos no Brasil e obras escolhidas por grandes autores. Para o estreante, a porta que elas deixam é a indicação de um desses autores.
O clube de celebridade vende para sempre?
Não pelo que as fontes mostram: a indicação de Oprah vendia o título escolhido e outros livros do autor, sem fazer crescer o mercado de ficção. No Brasil, o clube de Felipe Neto, o caso com número de venda publicado, foi encerrado pouco mais de um ano depois de começar.
O que fazer com isso
Meça a prova social do livro pela contagem, não pela média: quantas pessoas leram, querem ler e avaliaram no Skoob e no Goodreads. Faça essa contagem nascer no lançamento: na amostra de Sorensen, a maioria dos romances teve o pico de venda nas quatro primeiras semanas, e 43% dos clubes escolhem com quatro meses ou mais de antecedência. Não responda à resenha negativa nem compre avaliação; leia a negativa para saber de que tipo ela é. Mire o clube pequeno, com um guia de discussão, antes de sonhar com o de celebridade.
Os guias vizinhos tratam das outras portas: BookTok, Bookstagram e BookTube, onde o leitor fala do livro em vídeo, e como o algoritmo recomenda livros, o que as plataformas fazem com essa contagem.
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Em breve
Quem fala sobre isso 6pessoas
- Luzmara Curcinoprofessora associada da Universidade Federal de São Carlos desde 2009, pesquisadora de discursos sobre a leitura (ORCID)
Obra sobre o Skoob: o artigo "Por que não li antes? Da vergonha ao orgulho de ler em postagens de jovens leitores na rede SKOOB", Estudos Linguísticos, 2023, com Andrei Cezar da Silva.
Página ↗ - Alan Sorenseneconomista; professor de Economia da University of Wisconsin-Madison (página dele, 2026)
Obra sobre a lista de mais vendidos e a resenha de livro: "Bestseller Lists and Product Variety" (2007) e, com Jonah Berger e Scott Rasmussen, "Positive Effects of Negative Publicity" (2010).
Página ↗ - Jonah Bergerprofessor de marketing da Wharton School, University of Pennsylvania; autor de Contagious (2013)
Obra sobre resenha e venda de livro: "Positive Effects of Negative Publicity: When Negative Reviews Increase Sales", Marketing Science, 2010, com Alan Sorensen e Scott Rasmussen.
Página ↗ - Judith Chevaliereconomista; professora de Finanças e Economia da Yale University
Obra sobre avaliação de leitor e venda de livro: "The Effect of Word of Mouth on Sales: Online Book Reviews", com Dina Mayzlin, 2003 (Journal of Marketing Research, 2006).
Página ↗ - Craig Garthwaiteeconomista; professor de Estratégia da Kellogg School of Management, Northwestern University (2026)
Obra sobre o efeito do clube do livro de Oprah na venda: "You Get a Book! Demand Spillovers, Combative Advertising, and Celebrity Endorsements", NBER, 2012 (American Economic Journal: Applied Economics, 2014).
Página ↗ - Davina Morgan-Wittspublisher da BookBrowse, site para leitores e clubes do livro fundado em 1997 (bio do artigo, 2019)
Obra sobre clubes do livro: "The Inner Lives of Book Clubs", Publishers Weekly, 2019, com a pesquisa da BookBrowse com mais de 5 mil membros de clubes.
Página ↗
O que a rede diz 6 vozes
TikTokO escritor Raphael Montes pergunta aos leitores qual aplicativo de leitura eles usam e pede que, seja qual for, falem do livro dele no Goodreads, para que leitores de fora do Brasil também o conheçam.
Raphael Montes (@raphael_montes)TikTok ↗
TikTokUm perfil de notícias sobre o Skoob reclama da falta da retrospectiva do ano na rede e pergunta aos seguidores se continuam por lá ou se mudaram para o Goodreads ou para o Maratona; o post juntou quase 200 comentários.
@pedrasembolsosTikTok ↗
TikTokDepois de testar Skoob, Maratona, Goodreads e Cabeceira, a criadora diz preferir o visual do Cabeceira, mas reconhece que ele perde para o Skoob no lado de rede social.
@marbooksofcTikTok ↗
TikTokA leitora conta que usa o Skoob desde antes dos smartphones, passou um tempo no Goodreads e voltou ao Skoob no fim do ano passado, e pede aos seguidores que digam as vantagens dos aplicativos que usam.
@cafe.livro.alineTikTok ↗
YouTubeO booktuber afirma que o Goodreads tem um problema sério e mostra, em vídeo, como é fácil manipular o sistema da plataforma.
Library of a VikingYouTube ↗
YouTubeO canal Me Acabei de Ler anuncia o próprio clube do livro, sustentado pelos apoiadores do projeto no Catarse.
Me Acabei de LerYouTube ↗
O que está acontecendo
- Goodreads' most requested feature in years is here, and it's going to change how people rate books ↗
Half and quarter stars let you nudge old ratings toward your true feelings
- Oprah’s 125th Book Club Pick Is a Debut Novel That’s Already Captivating Readers ↗
“It’s a provocative and beautiful read,” Oprah says of Hungered, Amanda Rizkalla’s debut coming-of-age novel about resilience, hope, and family.
- Watch out, Amazon: The Kobo eReader now has a Goodreads rival ↗
Kobo users can now automatically sync their reading progress to StoryGraph, making it easier to track books, reading stats, and challenges without relying on Amazon’s Goodreads.
- A nova era do clube do livro: como Dua Lipa e BookTok reinventaram o mercado ↗
Clube do livro de celebridade virou ferramenta bilionária de vendas, produção de conteúdo e captura de direitos de adaptação
- Book Quitters, Rejoice: Goodreads Just Announced a ‘Did Not Finish’ Shelf ↗
It celebrates prioritizing your interests and having fun reading.
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Lidas no texto integral
- Berger, Jonah; Sorensen, Alan T.; Rasmussen, Scott J. "Positive Effects of Negative Publicity: When Negative Reviews Increase Sales". Marketing Science, 29(5), 2010, p. 815–827.
- Cialdini, Robert B. Influence: The Psychology of Persuasion. Harper Collins (edição consultada no archive.org; 1ª ed. 1984), cap. 4, "Social Proof".
- Hu, Nan; Pavlou, Paul A.; Zhang, Jennifer. "Why do Online Product Reviews have a J-shaped Distribution? Overcoming Biases in Online Word-of-Mouth Communication". Versão de trabalho, fev. 2007.
- Sorensen, Alan T. "Bestseller Lists and Product Variety". Versão de trabalho, jul. 2006 (publicada no Journal of Industrial Economics, 55(4), 2007).
- Silva, Andrei Cezar da; Curcino, Luzmara. "Por que não li antes? Da vergonha ao orgulho de ler em postagens de jovens leitores na rede SKOOB". Estudos Linguísticos, 52(1), 2023, p. 265–282.
- Instituto Pró-Livro e Ipec. Retratos da Leitura no Brasil, 6ª edição, apresentação, 19 nov. 2024.
- Skoob. Página de Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, consultada em 17/10/2026.
- PublishNews. "Skoob lança ferramenta para que editores conheçam a fundo seus leitores", 19 abr. 2017.
- Medeiros, Henrique. "Skeelo/Skoob moderniza". Mobile Time, 20 maio 2025.
- Morgan-Witts, Davina (BookBrowse). "The Inner Lives of Book Clubs". Publishers Weekly, 3 maio 2019.
- Donnelly, Elisabeth. "Celebrity Book Clubs Are Actually Selling Books". BuzzFeed News, 23 set. 2019.
- Facchini, Talita. "Clube do Livro de Felipe Neto influencia a Lista Nielsen PublishNews". PublishNews, 18 set. 2024.
- Porto, Walter; Laviola, Isadora. "Felipe Neto encerra seu clube do livro depois de um ano e surpreende assinantes". Folhapress, 26 set. 2025 (republicada no Bahia Notícias).
- Sobota, Guilherme. "Clube do Livro Prioli Karnal emplaca dois livros na Lista de Mais Vendidos do PublishNews". PublishNews, 9 maio 2025.
- Vitorio, Tamires. "A nova era do clube do livro: como Dua Lipa e BookTok reinventaram o mercado". Exame, 13 maio 2026.
- Lima, Monique. "Clubes de livros podem salvar mercado editorial?". Forbes Brasil, 18 jul. 2022.
- Brasil, Millena. "Pandemia estimula aprimoramento dos clubes de assinatura de livros". Correio Braziliense, 29 maio 2021.
- PublishNews. "Livraria Dois Pontos e TAG anunciam fusão de suas operações", 16 ago. 2023.
- Paiva, Thais. "Ler mais mulheres". CartaCapital, 20 mar. 2017.
- Exame. "Mulheres criam clube de leitura focado em autoras", 4 jul. 2016.
- Greenleaf Book Group. "An Author's Guide to Connecting with Book Clubs", Learning Center, consultado em out. 2026.
- Read Manchester. "How to set up a book group", PDF da National Literacy Trust, 2017.
- Penguin Random House. "Reading Group Guides", página para bibliotecas, consultada em out. 2026.
- PublishNews. "As Leituras Conjuntas de Taty Leite no Podcast do PublishNews", 17 jan. 2022.
Lidas em resumo ou pela referência
- Babić Rosario, Ana; Sotgiu, Francesca; De Valck, Kristine; Bijmolt, Tammo H. A. "The Effect of Electronic Word of Mouth on Sales: A Meta-Analytic Review of Platform, Product, and Metric Factors". Journal of Marketing Research, 2015.
- Chevalier, Judith A.; Mayzlin, Dina. "The Effect of Word of Mouth on Sales: Online Book Reviews". Journal of Marketing Research, 43(3), 2006 (NBER Working Paper 10148, 2003).
- Spiegel Research Center (Northwestern University). "How Online Reviews Influence Sales", 2017.
- Butler, Richard J.; Cowan, Benjamin W.; Nilsson, Sebastian. "From obscurity to bestseller: Examining the impact of Oprah's Book Club selections". Publishing Research Quarterly, 20(4), 2005, p. 23–34.
- Garthwaite, Craig L. "Demand Spillovers, Combative Advertising, and Celebrity Endorsements". American Economic Journal: Applied Economics, 6(2), 2014, p. 76–104 (NBER Working Paper 17915, 2012).
- Drum, Kevin. "The Unintended Consequences of Oprah's Book Club". Mother Jones, 1º mar. 2012.
- Minzesheimer, Bob. "How the 'Oprah Effect' changed publishing". USA Today, 23 maio 2011.
- Shelf Awareness. "Reese Witherspoon, 'One of the Most Influential People' in the Book Business", 20 maio 2024 (citando o New York Times, 18 maio 2024, e a Circana BookScan).
- OpenAlex. Consulta "Skoob rede social leitores", 17 out. 2026 (levantamento de títulos acadêmicos).
VERSE MEDIA. Skoob, Goodreads e clube do livro: onde a prova social nasce. Enciclopédia Verse, 17 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/marketing-e-atribuicao/comunidade-e-discovery/skoob-goodreads-e-clube-do-livro. Acesso em: [data].
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