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As partes de um livro, da capa ao colofão

As partes de um livro, na ordem, são a parte de fora (primeira capa, orelhas, lombada, quarta capa, guardas), as páginas antes do texto (falsa folha de rosto, folha de rosto, página de créditos, errata, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, listas, sumário), prefácio ou apresentação, o texto e as páginas depois dele (posfácio, referências, glossário, apêndice, anexo, índice, colofão). A ordem é costume de oficina, não regra de lei. No Brasil, a lei só exige o ISBN na quarta capa, a ficha catalográfica e as menções de título, autor, editor e ano.

Você abriu o manuscrito pronto e ficou olhando pra lista de partes que baixou de algum lugar — capa, orelha, folha de rosto, colofão — sem saber qual vem antes de qual, e se pular alguma delas o livro fica errado. Cada tutorial que você abre nomeia as peças numa ordem diferente, e nenhum diz o que é exigência de verdade e o que é só costume de oficina.

O que você leva

A lista das partes de um livro na ordem certa, com o que cada uma exige por lei, por norma ou só por uso, para conferir antes de mandar o arquivo para a gráfica ou para a loja.

Pra quem é

Tentou montar a lista de partes do livro a partir de tutoriais que nomeiam e ordenam as peças de jeitos diferentes, sem saber o que é exigência de lei e o que é só costume de oficina.

Nesta página
  1. Quais são as partes de um livro, e em que ordem?
  2. Capa, contracapa, lombada e orelha: o que vai em cada uma?
  3. O que vem antes do texto, e por que nessa ordem?
  4. O que é obrigatório ter num livro?
  5. Prefácio ou apresentação: qual a diferença?
  6. O que vem depois do texto?
  7. O livro digital tem as mesmas partes?
  8. Quais são as partes de um livro infantil?
  9. Perguntas frequentes
  10. O que fazer com isso
Livro de capa dura aberto sobre uma mesa, com a guarda e as primeiras páginas à vista
Cada parte do livro tem função própria: por lei, por norma técnica ou só por costume de oficina. Foto de Suzy Hazelwood no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

Quais são as partes de um livro, e em que ordem?

Diagrama das quatro zonas de um livro: parte de fora, pré-textual, texto e pós-textual
A ordem física do livro segue essas quatro zonas, mas cada referência divide as peças de um jeito. Diagrama: Verse

As quatro zonas do livro são a parte de fora (capas, lombada, orelhas), o que vem antes do texto, o texto e o que vem depois dele. Uma forma de ler as zonas, nossa, é perguntar quem fala em cada peça e para quê. A capa e a folha de rosto dizem o que é o objeto e quem responde por ele; a dedicatória e o prefácio preparam a entrada; o índice e o glossário servem a quem já está lendo.

As referências dividem as mesmas peças de jeitos diferentes. A NBR 6029, norma da ABNT para a apresentação de livros, separa elementos externos, pré-textuais, textuais e pós-textuais, e põe o prefácio e a apresentação dentro do texto, como elementos opcionais que o antecedem. O Chicago Manual of Style, referência da edição americana, trata o prefácio como matéria preliminar e dá a capas e sobrecapas um bloco próprio, separado do miolo. O EPUB, formato do livro digital, transformou a divisão em código: capa, matéria preliminar, corpo e matéria final são partições com nome técnico.

A teoria literária chama de paratexto tudo o que cerca o texto. Na definição de Gérard Genette citada pela resenha da tradução brasileira, Paratextos editoriais, é aquilo por meio do qual um texto se torna livro, mais um limiar do que uma fronteira. A pesquisadora Roswitha Skare, que parte de Genette, mostra numa tabela que cada peça informa uma coisa diferente a quem pega o livro: a dedicatória, autoridade (quem avaliza a obra); o sumário, o assunto; o prefácio, o assunto, o contexto e a intenção.

A tabela abaixo segue a ordem física do livro impresso pela NBR 6029 e diz, para cada peça, quem a escreve e por que ela está lá: por lei, pela norma ou por uso. Na coluna "quem escreve", "editora" e "autor" descrevem o uso das casas editoriais; no livro autopublicado, o autor faz também o papel da editora.

Todas as partes do livro, na ordem
parte onde fica quem escreve ou responde é obrigatória?
Primeira capa frente do livro editora; traz autor, título e editora sim, pela NBR
Orelhas abas da capa ou da sobrecapa dobradas para dentro editora (uso); a NBR recomenda biografia do autor e comentário sobre a obra não
Segunda e terceira capas lados de dentro da capa editora (sem propaganda, pela NBR) não se aplica
Quarta capa face de trás editora: ISBN e, se houver, código de barras; pode ter resumo o ISBN, sim, por lei
Lombada dorso, onde as folhas se prendem editora sim, pela NBR, quando o livro a comporta
Guardas folhas coladas entre a capa e o miolo não levam texto só na capa dura
Falsa folha de rosto primeira página do miolo editora: só o título não
Folha de rosto página da direita (sempre, no KDP) editora: autor, título, tradutor e outros colaboradores, edição, editora, cidade, ano sim, pela NBR
Página de créditos verso da folha de rosto editora (©, créditos da equipe, dados da editora); bibliotecário (ficha catalográfica, com o registro no CRB) a ficha e as menções do editor, por lei, sem lugar fixo; o lugar e o resto, pela NBR
Errata folha avulsa ou encartada depois de impresso editora não
Dedicatória página ímpar autor não
Agradecimentos página ímpar (ou no fim, na Chicago) autor não
Epígrafe página ímpar autor, que escolhe a citação e dá a autoria não
Listas de ilustrações, tabelas, abreviaturas e símbolos antes do sumário editora ou autor (uso) não
Sumário último pré-textual editora (uso) sim, pela NBR; no ebook, pela Amazon (com exceções)
Prefácio antes do texto, página ímpar outra pessoa, que assina não
Apresentação antes do texto, página ímpar o próprio autor não
Texto capítulos, partes autor —
Posfácio logo depois do texto, página ímpar autor ou outra pessoa (uso) não
Referências, glossário, apêndice, anexo, índice nessa ordem autor (apêndice); outro autor (anexo) não
Colofão última folha do miolo editora ou gráfica: impressor, local, data, características gráficas não

O tipo de livro muda o que entra. No romance impresso, muitos livros que têm sumário no ebook o omitem, sobretudo quando os capítulos só têm número, enquanto a NBR o exige (a tensão está na seção sobre o que é obrigatório). Referências, glossário e índice servem a quem consulta, e por isso pesam mais na não ficção. No ebook, o guia da Smashwords manda enxugar as preliminares por causa da amostra da loja. No livro ilustrado infantil, capa, guardas e folha de rosto são planejadas junto com o texto e a ilustração. Quem procura "estrutura de um livro" pensando na história (atos, capítulos, pontos de virada) quer outra coisa: os modelos de enredo estão em como escrever um livro.

Capa, contracapa, lombada e orelha: o que vai em cada uma?

A quarta capa é o único lugar do livro que a Lei do Livro nomeia, para mandar que o ISBN conste dela no livro impresso. O resto da parte de fora é regulado pela NBR 6029, e "contracapa", palavra comum na busca por essas partes, é disputada até entre dicionários.

A norma chama de capa o revestimento externo, flexível na brochura e rígido no livro cartonado ou encadernado, e a divide em quatro faces: a primeira e a quarta são as de fora; a segunda e a terceira, os lados de dentro. Na primeira vão o nome do autor, o título e a editora; na segunda e na terceira não pode haver propaganda; na quarta, o ISBN e, se houver, o código de barras, com resumo do conteúdo e endereço da editora se o editor quiser. O nome do autor na capa não é só costume: ter o nome indicado em toda utilização da obra é direito moral do autor pela Lei 9.610, a lei de direitos autorais.

A lombada é obrigatória quando a espessura do livro a comporta; as orelhas são opcionais, e a norma recomenda nelas a biografia do autor e um comentário sobre a obra; as guardas, folhas que prendem o miolo às capas, só são obrigatórias na capa dura e não levam texto.

A confusão sobre a contracapa começa na própria norma, que intitula o item "Quarta capa ou contracapa" depois de definir a segunda e a terceira capas como as faces internas. O dicionário Caldas Aulete define contracapa como cada um dos lados internos da capa e anota que o termo é "equivocadamente empregado para designar a quarta capa"; o Michaelis só registra o sentido interno; o Priberam, de base portuguesa, põe em primeiro lugar justamente a parte de trás do livro. Com a gráfica e o designer, o nome que não deixa margem a erro é "quarta capa" para a face de trás e "segunda" e "terceira capa" para os lados de dentro.

Na lombada, a espessura decide o que cabe. A Amazon só imprime texto na lombada de livros com mais de 79 páginas, e a IngramSpark não imprime texto em brochura com menos de 48. A largura sai do número de páginas vezes a espessura de cada página no papel escolhido, e convém pedir à gráfica que ajuste a capa ao miolo real, porque a espessura do papel varia na produção. A conta passo a passo, com exemplo, está em como calcular a lombada de um livro.

O peso da parte de fora na decisão do leitor tem medida no Brasil. Na pesquisa Retratos da Leitura de 2024, 12% dos leitores apontam a capa como o fator que mais influencia a escolha do que ler, contra 30% que apontam o tema. Na hora de comprar, o tema é citado por 52% de quem já comprou livro, o título por 27% e a capa por 12%. A capa pesa menos que o tema; e, leitura nossa, o assunto chega a quem compra pela quarta capa, no livro físico, e pela descrição, na loja on-line; como escrever esse texto é assunto de como escrever a sinopse e o blurb do livro.

O que vem antes do texto, e por que nessa ordem?

Livro antigo aberto, com páginas amareladas e tipografia clássica
A folha de rosto herdou do colofão o papel de identificar a edição, ao longo do século XVI. Foto de Suzy Hazelwood no Pexels

As páginas iniciais foram montadas peça a peça, cada uma para resolver um problema, e as referências não concordam na ordem. O que é estável é o lado da página em que cada peça abre e o papel da folha de rosto como a identidade do livro.

A folha de rosto herdou esse papel do colofão. Nos primeiros livros impressos, os dados que identificam a edição ficavam no fim, e por isso, lembram John Carter e Nicolas Barker, autores do ABC for Book Collectors, quem examina um incunábulo começa pela última página, não pela primeira. De cerca de 1465 até o fim do século XVI, o nome do impressor, o lugar e a data iam no fim do volume, e com o desenvolvimento da folha de rosto, ao longo do século XVI, tenderam a passar para ela.

Na transição as duas conviveram e às vezes se contradiziam: o impressor veneziano Aldo Manúcio punha nos colofões a data da impressão e reservava a da publicação para a folha de rosto.

Outras peças nasceram de problemas práticos. A falsa folha de rosto, a página que traz só o título antes da folha de rosto completa, começou como uma folha em branco que protegia a folha de rosto da sujeira enquanto o livro esperava a encadernação; só na segunda metade do século XVII passou a trazer o título.

Carter e Barker registram dois fatos sobre as preliminares: costumavam ser impressas por último, e a paginação delas era, por costume, em algarismos romanos, separada da do texto (o próprio ABC não segue esse costume). Que um explique o outro é leitura nossa: a paginação à parte deixa a oficina imprimir o começo depois, sem refazer a numeração do miolo. A NBR 6029 resolve de outro modo: as folhas até o sumário são contadas e não numeradas, e a paginação é toda em algarismos arábicos.

A página de créditos, no verso da folha de rosto, tem ao menos uma âncora legal documentada. A lei de direito autoral dos Estados Unidos de 1909 mandava aplicar o aviso de copyright, nos livros, na folha de rosto ou na página imediatamente seguinte. Que essa lei explique sozinha a convenção seguida hoje em outros países é hipótese nossa; o texto mostra que, há mais de um século, aquele lugar já tinha consequência jurídica.

A NBR 6029 fixa a sequência para o Brasil: falsa folha de rosto, folha de rosto, errata, dedicatória, agradecimento, epígrafe, as listas de ilustrações, tabelas, abreviaturas e símbolos e, por último, o sumário; o prefácio já pertence ao texto.

As outras referências mexem sobretudo no lugar do sumário. O guia de formatação da Amazon para autores (KDP) põe elogios e resenhas logo depois da página de copyright, o sumário depois da dedicatória e antes do prefácio e dos agradecimentos, e inclui entre as preliminares o prólogo, que num romance já é parte da história. O guia da Smashwords sobe o sumário para logo abaixo da página de título e copyright, imediatamente antes do começo do livro. O Chicago Manual abre com as páginas de elogios, antes da falsa folha de rosto, e põe o foreword, o prefácio e os agradecimentos depois do sumário e das listas.

Nem os clássicos seguiam uma ordem só: na primeira edição de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), o "Ao leitor" está na página v e a dedicatória na vii, depois dele.

O que as referências compartilham é o lado da página. No KDP, a folha de rosto fica sempre numa página da direita e a página de copyright na primeira página da esquerda depois dela, e o capítulo um e a primeira peça do fim também abrem à direita; a NBR manda dedicatória, agradecimento e epígrafe para páginas ímpares, e o manual de Chicago, já na 3ª edição (1919), registrava que os números ímpares vão no recto, a página da direita. É por isso que um livro bem montado tem versos em branco: a peça seguinte precisa abrir à direita. Como fazer isso no arquivo do miolo é trabalho de diagramação de livro.

O verso da folha de rosto concentra as exigências da norma, do aviso de copyright à ficha catalográfica; o que é obrigatório, o que é opcional e o que cada item significa está em página de créditos.

Dedicatória e epígrafe são as peças do começo que, em geral, o autor escolhe em nome próprio. Pela NBR, a dedicatória é o texto em que o autor presta homenagem ou dedica o trabalho; a resenha brasileira de Paratextos editoriais registra que, para Genette, o dedicador nem sempre é o autor: numa tradução, pode ser o tradutor. Modelos para escrever a do seu livro estão em dedicatória de livro: exemplos. A epígrafe, pela NBR, é uma citação com autoria relacionada à matéria da obra, em página ímpar; a história e os usos dela estão no verbete epígrafe.

O que é obrigatório ter num livro?

Por lei, o livro brasileiro precisa carregar pouco, e a Lei do Livro não pune quem deixa de cumprir. Quem de fato cobra o resto, nas regras que se pode ler, são as plataformas que imprimem e vendem; a norma técnica fica no meio do caminho.

A Lei 10.753/2003, a Política Nacional do Livro, torna obrigatórios o ISBN e a ficha de catalogação na publicação e manda o ISBN constar da quarta capa do livro impresso; o texto inteiro da lei não tem artigo de multa ou sanção.

A Lei 9.610/1998 acrescenta o que o editor deve mencionar em cada exemplar: o título e o autor, o título original e o nome do tradutor quando for tradução, o ano de publicação e o nome ou a marca do editor. A regra está no capítulo do contrato de edição; no livro autopublicado, quem faz o papel de editor é o próprio autor, leitura nossa, porque a lei não trata do caso. Ter o nome indicado como autor é direito moral, e a omissão tem sanção: em publicação gráfica, errata nos exemplares ainda não distribuídos, além de danos morais.

A ficha catalográfica é documento de bibliotecário: por resolução do Conselho Federal de Biblioteconomia, só vale assinada por profissional registrado, e o número de registro dele no conselho regional vai abaixo da ficha. O depósito de exemplares na Biblioteca Nacional também é obrigatório, mas cabe ao impressor e não é uma parte do livro. Como se fazem a ficha, o CIP e o depósito está em ficha catalográfica, CIP e depósito legal, e o ISBN em como tirar ISBN no Brasil.

A NBR 6029 vai além da lei: obriga capa, lombada (quando o livro a comporta), folha de rosto, sumário e guardas na capa dura. O Código de Defesa do Consumidor proíbe pôr no mercado produto em desacordo com normas oficiais ou, se não houver, com as da ABNT. O advogado Caio Vinicius Carvalho de Oliveira, em artigo no Conjur, sustenta que o artigo não dá às normas da ABNT caráter cogente (de cumprimento obrigatório), mas que descumpri-las pode acarretar responsabilização no sistema do consumidor. A pesquisa desta página não achou caso de livro questionado por descumprir a NBR 6029.

As regras das plataformas, na nossa leitura, são as que mais pesam na prática. A Amazon exige sumário de navegação em todo ebook Kindle e recomenda a página de sumário, opcional na maioria dos infantis e quadrinhos em layout fixo; a Smashwords só publica livro com página de título e copyright; e a Amazon decide pelo número de páginas se a lombada leva texto.

O sumário mostra norma, prática e plataforma se cruzando. A NBR o exige em qualquer livro. Carol Saller, no blog que a University of Chicago Press mantém para o Chicago Manual, lembra que o manual permite omiti-lo em livros sem capítulos ou outras divisões e observa que, no romance impresso, ele vale pouco, sobretudo quando os capítulos só têm número; já as editoras de ebook e de audiolivro de ficção o exigem, e muitos romances que têm sumário no ebook o omitem no impresso. Para um romance brasileiro, o caminho seguro é seguir a NBR no impresso, com um sumário curto, e nunca dispensá-lo no ebook.

Prefácio ou apresentação: qual a diferença?

Pela norma brasileira, a diferença é quem assina. A NBR 6029 define o prefácio como texto de esclarecimento, justificação ou comentário "escrito por outra pessoa" e diz que ele se chama apresentação "quando escrito pelo próprio autor". O inglês corta ao contrário, e os nomes flutuam de livro para livro; o que não flutua é a assinatura.

No vocabulário do EPUB, que segue o uso de língua inglesa, foreword é o texto de abertura tipicamente não escrito pelo autor, e preface, o tipicamente escrito por ele. Posto ao lado da NBR, isso produz um falso cognato: o preface de um livro americano corresponde à apresentação brasileira, e o prefácio brasileiro corresponde ao foreword. Quem lê guia americano de publicação e aplica "preface" ao texto que um convidado escreveu troca as peças.

A teoria não ajuda a fixar os nomes. Genette, na leitura da resenha brasileira de Paratextos editoriais, chama de prefácio toda espécie de texto liminar, antes ou depois do texto, do autor ou de outra pessoa, e trata o posfácio como uma variedade do prefácio. O serviço de perguntas do Chicago Manual aceita livro com três forewords e rótulos inventados, mas fixa uma regra: toda peça que não é do autor do livro leva o nome de quem a escreveu, no começo ou no fim.

Os clássicos brasileiros mostram os nomes flutuando. Em Memórias póstumas de Brás Cubas, o texto "Ao leitor" é assinado por Brás Cubas, o narrador morto, e discute o próprio gênero: "o melhor prologo é o que contém menos cousas". Numa edição posterior, a terceira, Machado de Assis acrescentou um prólogo em nome próprio, em que fala do "meu Brás Cubas", e chamou o texto do narrador de "o prólogo dele que vai adiante": dois prefácios empilhados, um do autor real e outro do autor inventado. Pela NBR, quando uma nova edição traz prefácio novo, ele vem antes dos antigos, do mais recente ao mais antigo, com o número da edição no título.

A "Nota preliminar" de Os sertões (1902) é uma apresentação no sentido da NBR, escrita pelo próprio Euclides da Cunha, que conta ter escrito o livro nos intervalos de folga de uma carreira fatigante e ter mudado a feição dele porque a publicação atrasou. Em Iracema (1865), de José de Alencar, o texto de abertura se chama prólogo, é do próprio autor e tem forma de carta: Alencar convida um amigo a abrir "este livrinho".

Já a "Breve notícia" de Recordações do escrivão Isaías Caminha, nota de 1916 escrita para a segunda edição, é assinada pelo próprio Lima Barreto, que se apresenta como o editor que começou a publicar numa pequena revista as recordações de um amigo, Isaías, o narrador: o autor real assina com o próprio nome, mas como editor das memórias de outro, e o prefácio passa a pertencer à ficção.

A regra prática sai desses casos. Quando o texto pertence à história, com a voz do narrador ou de um personagem, ele segue as regras do livro, como o "Ao leitor" de Brás Cubas; quando fala sobre o livro, é prefácio, apresentação ou posfácio, e precisa dizer quem fala. Como escrever o seu, em que tamanho e em que tom, está em como escrever um prefácio; a definição e a história da palavra, no verbete prefácio.

O que vem depois do texto?

Depois do texto fica o que só serve a quem já leu: posfácio, referências, glossário, apêndice, anexo e índice, nessa ordem pela NBR 6029, e por fim o colofão, que sobreviveu como formalidade; no livro autopublicado, o fim ganhou também o convite para o próximo livro. O sumário, que já morou ali, a norma brasileira fixou na frente.

O apêndice é texto do próprio autor; o anexo, de outra autoria; a diferença, com exemplos, está no verbete apêndice. O Chicago Manual inclui na matéria final peças que a NBR não prevê, como cronologia, créditos de ilustração, guia para clube de leitura e nota biográfica, e põe no fim a errata, que a NBR põe no começo.

O sumário já morou atrás. Nas primeiras edições de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), Dom Casmurro (1899) e Os sertões (1902), o "Índice" dos capítulos vem depois do último capítulo; o de Os sertões é analítico e resume cada capítulo em frases curtas. O serviço de perguntas do Chicago Manual registra que a edição em língua inglesa põe nas preliminares tudo o que serve de chave para navegar o texto, a começar pelo sumário, e que as editoras francesas costumam pô-lo no fim. A NBR escolheu o lado inglês: o sumário é o último pré-textual.

O posfácio tem uma vantagem que o prefácio não tem: supõe a leitura feita. A carta de José de Alencar ao Dr. Jaguaribe, no fim de Iracema, diz logo na abertura: "Já leu o livro e as notas", e passa a discutir com franqueza o projeto do romance. Pela NBR, o posfácio é a matéria posterior à conclusão que altera ou confirma o conteúdo, e começa em página ímpar. O que o distingue do epílogo, que ainda é parte da história, está no verbete posfácio.

O colofão mudou de função uma vez e sobreviveu: nasceu como a identidade do livro, passou a formalidade quando a folha de rosto assumiu esse papel. O Saltério de Mainz, de Johann Fust e Peter Schoeffer (1457), é apontado pela biblioteca Bridwell, da Southern Methodist University, como o primeiro livro impresso com colofão que declara os nomes de quem o fez e a data. Depois disso, o colofão persistiu, segundo Carter e Barker, nos livros cujo impressor a editora julga (ou ele mesmo se julga) importante o bastante para a formalidade.

Hoje a NBR o define como a indicação, no fim do livro, do impressor, do local e da data da impressão e, eventualmente, de outras características tipográficas, e recomenda imprimi-lo na última folha do miolo; o EPUB mantém o termo para as notas de produção da edição, como a fonte usada. Modelos para escrever o do seu livro estão em exemplos de colofão.

No livro autopublicado, o fim ganhou outra função. Mark Coker, no guia de estilo que escreveu para a Smashwords, pede que o autor não termine o ebook no ponto final: o leitor que chegou ao fim merece matéria final, com pedido de resenha, "sobre o autor", lista de outros títulos e até capítulos de amostra do próximo livro.

Os agradecimentos ficam em uma ponta ou na outra, conforme a casa. A NBR os põe entre os pré-textuais, em página ímpar, e permite que apareçam também na apresentação ou no prefácio; a Chicago os admite no fim. Sloane Tanen, em artigo na revista para escritores Poets & Writers, dá um critério de conteúdo: agradecer a gente demais dilui o agradecimento, e a lista longa, se for inevitável, vai para a página de agradecimentos, não para a dedicatória.

O livro digital tem as mesmas partes?

Tem, e com nome técnico, mas no ebook a ordem disputa espaço com a amostra da loja: o que vem antes do capítulo um é o que o leitor vê antes de decidir a compra.

O EPUB, padrão do livro digital publicado pelo W3C, divide a publicação em capa, matéria preliminar, corpo e matéria final, dá nome a cada peça (folha de rosto, página de copyright, dedicatória, agradecimentos, colofão) e tem uma lista de atalhos, os landmarks, que leva o leitor direto a partes recorrentes como a capa, o sumário e o começo do texto. A Amazon pede dois sumários no Kindle: uma página no começo do livro, com links para os capítulos, e o sumário de navegação, no menu do aparelho, acessível de qualquer ponto.

A amostra muda o cálculo. Na Amazon ela corresponde a 10% do arquivo no ebook e a 20% no impresso, e o autor não ajusta o percentual nem esconde páginas; como a amostra começa pelo começo, preliminar longa empurra o texto para fora dela. Mark Coker diz isso no guia de estilo da Smashwords: a maioria das lojas libera só os primeiros 5 a 10% do livro como amostra grátis, e por isso as preliminares devem ser breves; depoimentos e elogios, que ocupam páginas na frente, vão melhor na descrição da loja ou no fim do livro.

A Amazon puxa para o outro lado num ponto. As diretrizes de publicação do Kindle mandam pôr o sumário no começo e não no fim, porque a posição errada prejudica o recurso que guarda a última página lida e tira o sumário das amostras. Entre autores independentes, o conselho de enxugar varia de grau: Dorothy Grant, em texto de 2015 no Mad Genius Club, blog coletivo de autores, recomenda mandar para o fim ou tirar tudo o que não for mapa, para o leitor da amostra não achar só três parágrafos de história, mas mantém a dedicatória e os agradecimentos na frente.

A marcação do arquivo tem uma armadilha para o ebook em português: como o EPUB usa preface para o texto do autor e foreword para o de outra pessoa, o prefácio escrito por um convidado deve ser marcado como foreword. A conversão, as ferramentas e a validação do arquivo estão em como fazer um ebook.

Quais são as partes de um livro infantil?

Um livro ilustrado de 32 páginas tem, na gráfica, dois cadernos de 16 (ou quatro de 8), e as guardas não entram na conta, segundo Danielle Carnito, diretora de arte da editora americana Lerner. Nesse espaço curto, as preliminares deixam de ser burocracia e passam a ser planejadas junto com a história.

Ilustradores, autores, editores e designers trabalham capa, sobrecapa, guardas, falsa folha de rosto, folha de rosto e dedicatória junto com o texto e as imagens, para um efeito de conjunto: é o que descrevem Lawrence Sipe e Caroline McGuire, que estudaram as guardas do livro ilustrado em artigo de 2006 na revista Children's Literature in Education. As guardas desenhadas são mais novas que o livro ilustrado: toda capa dura precisa delas, mas os primeiros livros ilustrados infantis reconhecidos, os toy books de Walter Crane e Randolph Caldecott, saíam com capa mole de cartão e não as tinham; só no começo do século XX o livro ilustrado passou a trazê-las ilustradas com frequência.

Os casos analisados por eles mostram as preliminares contando a história. Na versão de Steven Kellogg de Jack and the Beanstalk (1991), as guardas da frente mostram o gigante roubando o ouro, a harpa e a galinha, e a folha de rosto continua a cena; em The Napping House, de Audrey Wood (1984), a história começa numa noite de chuva e termina com o dia claro, e as guardas vão do cinza-escuro, na frente, ao azul-celeste, no fim. Os autores notam que muitos professores passam de leve pela capa e pela folha de rosto e pulam as guardas de todo; na prática, tratam como fora do livro o que foi desenhado como parte dele.

Um caso publicado no Brasil mostra o que acontece com as peças do começo. Na Chapeuzinho Vermelho dos irmãos Grimm ilustrada por Susanne Janssen (Cosac & Naify, 2004), analisada por André Luiz Ming Garcia em tese de doutorado na USP (2019), a folha de rosto já é ilustração e apresenta a personagem a caminho da casa da avó; a dedicatória não tem página própria e ocupa a página da esquerda da dupla em que o texto começa (o texto abre na página 3); a ficha catalográfica e os dados técnicos vão para a última página.

As fontes abertas para esta página não dão uma regra de onde vão créditos e dedicatória dentro das 32 páginas; o livro de Janssen é uma solução, não a regra.

Perguntas frequentes

O que vem depois da capa de um livro?

Na capa dura, vêm primeiro as guardas; depois, se houver, a falsa folha de rosto, só com o título, e a folha de rosto, com autor, título, editora, cidade e ano, que tem no verso a página de créditos e a ficha catalográfica. Seguem as peças opcionais (dedicatória, agradecimentos, epígrafe) e o sumário.

Contracapa é a mesma coisa que quarta capa?

Depende de quem responde. A NBR 6029 usa as duas palavras para a face de trás, o Aulete chama de contracapa os lados de dentro da capa e considera equivocado o uso para a quarta capa, e o Priberam dá a parte de trás como primeiro sentido. Para não haver engano, diga "quarta capa".

Os agradecimentos vão no começo ou no fim do livro?

Nos dois lugares, conforme a casa. A NBR os põe no começo, em página ímpar, e a Chicago os admite no fim; e, se a lista de nomes for longa, ela vai para os agradecimentos, não para a dedicatória.

Sumário é obrigatório em romance?

Pela NBR 6029, sim, em qualquer livro. Muitos romances que têm sumário no ebook o omitem no impresso, sobretudo quando os capítulos só têm número; no ebook, as editoras de ficção o exigem, e a Amazon também.

Como escrever a dedicatória do livro?

Com o nome de quem recebe o livro e, se o leitor precisar, a razão numa oração; exemplos por tipo e um modelo para preencher estão em dedicatória de livro: exemplos.

Como calcular a lombada do livro?

Multiplique o número de páginas pela espessura de cada página no papel escolhido e peça à gráfica o ajuste final, porque o papel varia na produção. A fórmula com exemplo está em como calcular a lombada de um livro.

O que escrever no colofão?

O colofão diz quem imprimiu o livro, onde e quando, e pode trazer as características gráficas, como a fonte usada; pela NBR, convém que vá na última folha do miolo. Modelos em exemplos de colofão.

Como escrever um prefácio?

Primeiro, saiba quem assina: pela NBR, o texto de outra pessoa é prefácio, e o do próprio autor, apresentação. O passo a passo está em como escrever um prefácio.

Onde fica a epígrafe?

Numa página ímpar do começo, depois da dedicatória e dos agradecimentos e antes do sumário, e pode se repetir nas aberturas de capítulo. Mais no verbete epígrafe.

O que fazer com isso

Antes de mandar o arquivo para a gráfica ou para a loja, confira as três coisas que a lei pede ao livro: o ISBN impresso na quarta capa, a ficha catalográfica (que, pela resolução do conselho de biblioteconomia, só vale assinada por bibliotecário) e as menções de título, autor, editor e ano de publicação (e, se for tradução, o título original e o tradutor).

O resto é decisão: escolha cada peça pela função que ela cumpre para o leitor, com a tabela do começo desta página, lembre que no ebook cada página do começo gasta amostra, e deixe no fim o que só serve a quem já leu. Os passos seguintes do livro físico são escolher formato, papel e acabamento, decidir entre capa dura, brochura ou bolso, diagramar o miolo e entender como funciona a impressão.

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TermoElementos pré e pós-textuaisElementos pré-textuais são, pela definição da NBR 6029, a norma brasileira para a apresentação de livros e folhetos, os elementos que antecedem o texto e trazem informações que ajudam na sua identificação e na sua utilização; elementos pós-textuais são os elemTermoOrelha do livroOrelha é cada uma das extremidades da capa ou da sobrecapa de um livro que ficam dobradas para dentro e que, em geral, trazem um texto sobre o autor ou sobre o livro, na definição da NBR 6029, a norma da ABNT para a apresentação de livros.TermoSobrecapaSobrecapa é a cobertura solta, em geral de papel, que protege a capa de um livro; é um elemento opcional e, quando o livro a usa, ela tem primeira e quarta capas e orelhas próprias.Termo**Quarta capa** é a face externa de trás do livro, onde a lei brasileira manda constar o ISBN, e a norma técnica manda, se houver, também o código de barras, podendo a face trazer ainda um resumo do conteúdo e o endereço da editora. É a única parte do livro cuja posição uma lei federal fixa diretamente: a Lei 10.753/2003, a Política Nacional do Livro, determina que o ISBN "constará da quarta capa do livro impresso".Quarta capa é a face externa de trás do livro, onde a lei brasileira manda constar o ISBN, e a norma técnica manda, se houver, também o código de barras, podendo a face trazer ainda um resumo do conteúdo e o endereço da editora.TermoLombada do livroLombada é a parte do livro oposta ao corte das folhas, onde os cadernos se costuram ou se colam, também chamada de dorso ou lombo, segundo o Dicionário Caldas Aulete.TermoGuardaGuarda é a folha de papel dobrada ao meio que prende o miolo às capas de um livro de capa dura, colada de um lado à parte interna da capa e livre do outro.TermoFolha de rostoFolha de rosto é a página ímpar do começo do livro, logo depois da falsa folha de rosto quando ela existe, que traz o nome do autor, o título, os colaboradores, a edição, a editora, a cidade e o ano, pela norma brasileira de apresentação de livros.TermoPágina de créditosPágina de créditos é a página do livro, em geral o verso da folha de rosto, que reúne o aviso de direito autoral, a regra de reprodução, os nomes de quem trabalhou na edição e os dados que identificam a publicação.Termo**Dedicatória** é o texto em que o autor presta homenagem a alguém ou dedica o trabalho a essa pessoa; no Brasil, a norma que descreve o livro a define exatamente assim. Fica entre os elementos pré-textuais opcionais, sempre em página ímpar, na ordem entre a errata e o agradecimento; no Chicago Manual, referência da edição americana, ocupa a seção 1.40 da matéria preliminar, também antes do texto. É opcional: cabe ao autor decidir se inclui.Dedicatória é o texto em que o autor presta homenagem a alguém ou dedica o trabalho a essa pessoa; no Brasil, a norma que descreve o livro a define exatamente assim.TermoAgradecimentosAgradecimentos é o elemento pré-textual opcional em que o autor nomeia quem contribuiu de modo relevante para a obra, sem ser coautor dela.TermoSumárioSumário é a lista das divisões de um livro ou documento (partes, capítulos, seções) na mesma ordem e com a mesma grafia em que aparecem no texto, segundo a NBR 6027, a norma da ABNT para ele; ao lado de cada divisão vai a página.TermoPrefácioPrefácio é o texto de esclarecimento, justificação ou comentário que antecede o texto principal de um livro, escrito por outra pessoa que não o autor.Termo**Posfácio** é a matéria informativa ou explicativa posterior à conclusão do texto que, de algum modo, altera ou confirma seu conteúdo; pela norma brasileira, começa em página ímpar, logo depois dos elementos textuais. É o primeiro dos elementos pós-textuais, antes das referências, do glossário, do apêndice, do anexo, do índice e do colofão.Posfácio é a matéria informativa ou explicativa posterior à conclusão do texto que, de algum modo, altera ou confirma seu conteúdo; pela norma brasileira, começa em página ímpar, logo depois dos elementos textuais.TermoBibliografiaBibliografia é a lista de referências — autor, título, local, editora e outros dados — que identifica cada obra citada ou usada num texto.TermoGlossárioGlossário é a lista, em ordem alfabética, de palavras ou expressões técnicas, de uso restrito ou de sentido obscuro, usadas num texto, acompanhadas das respectivas explicações.TermoApêndiceApêndice é a matéria suplementar que se junta ao texto de um livro, em geral depois do fim, para esclarecê-lo ou documentá-lo.Termo**Índice remissivo** é a lista, no fim do livro, dos assuntos ou termos citados no texto com a página em que aparecem — diferente da [concordância](/enciclopedia/e/concordancia), que lista as palavras exatas do texto, e do [sumário](/enciclopedia/e/sumario), que segue a ordem das páginas em vez do assunto. No Brasil, é elemento pós-textual opcional, feito conforme a NBR 6034, e vem depois do posfácio, das referências, do glossário, do apêndice e do anexo, só antes do colofão.Índice remissivo é a lista, no fim do livro, dos assuntos ou termos citados no texto com a página em que aparecem — diferente da concordância, que lista as palavras exatas do texto, e do sumário, que segue a ordem das páginas em vez do assunto.TermoColofãoColofão é a nota, geralmente no fim do livro, que registra quem o imprimiu, onde e quando — na definição da norma brasileira para livros, a "indicação, no final do livro ou folheto, do nome do impressor, local e data da impressão e, eventualmente, outras caracTermoLivroLivro é o nome de um objeto, o volume de folhas manuscritas ou impressas, reunidas em cadernos e presas num dos lados, e também o da obra que esse volume reúne.Termo**Nota de rodapé** é a indicação, observação ou aditamento ao texto feito pelo autor, tradutor ou editor, geralmente ao pé da página, mas também podendo ficar na margem esquerda ou direita da mancha. A nota de rodapé não se confunde com a nota de fim: a de fim reúne as notas no final do capítulo ou do livro, sem alterar a diagramação de cada página, o que a torna mais simples de produzir. O símbolo tradicional para marcar a nota, quando não se usa número, segue uma sequência fixa — asterisco, obelisco, obelisco duplo, parágrafo, barra dupla e pilcrow. Um exemplo antigo é a Bíblia dos Bispos, impressa por Richard Jugge em 1568, com chamadas "(f)" e "(g)" no livro de Jó remetendo a notas no pé da página.Nota de rodapé é a indicação, observação ou aditamento ao texto feito pelo autor, tradutor ou editor, geralmente ao pé da página, mas também podendo ficar na margem esquerda ou direita da mancha.

Em breve

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Quem fala sobre isso 4pessoas

  • Gérard Genette †teórico literário (1930–2018); a bio da Seuil o apresenta como ex-diretor de estudos da EHESS e diretor da coleção Poétique

    Publicou Seuils (1987; no Brasil, Paratextos editoriais, Ateliê, 2009), estudo dos elementos que cercam o texto no livro: apresentação editorial, nome do autor, títulos, dedicatórias, epígrafes, prefácios, notas.

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  • Roswitha Skareprofessora titular de estudos de documentação na UiT – Universidade Ártica da Noruega (bio do artigo, 2020; ORCID conferido em 25/09/2026)

    Escreveu o verbete 'Paratext' da Knowledge Organization (2020), que define o conceito de Genette e compara a função de cada elemento paratextual do livro.

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  • Dennis Duncanescritor, tradutor e professor de inglês na University College London (bio da OUP reproduzida em 19/08/2023)

    Organizou com Adam Smyth Book Parts (Oxford University Press, 2019), 22 ensaios sobre as partes do livro, da folha de rosto ao índice; assina o capítulo sobre índices.

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  • Adam Smythprofessor de literatura inglesa e história do livro no Balliol College, Universidade de Oxford (perfil da Faculdade de Inglês, conferido em 25/09/2026)

    Organizou com Dennis Duncan Book Parts (Oxford University Press, 2019), que o perfil dele descreve como ensaios sobre a história das partes do livro; assina o capítulo sobre erratas.

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O que a rede diz 6 vozes

  • Capa do post de Bruna está lendo: PARTES DE UM LIVRO #BrunaExplica | Bruna Miranda #031YouTube

    Booktuber pergunta se o leitor sabe o que é colofão, que um livro tem quatro capas e qual a diferença entre folha de guarda e folha de rosto.

    Bruna está lendoYouTube ↗
  • Capa do post de Laura Brand: AS PARTES DE UM LIVRO | Laura BrandYouTube

    Criadora abre o vídeo com as perguntas que ouve: o que é lombada, qual a diferença entre prefácio e introdução, o que é guarda, o que é colofão.

    Laura BrandYouTube ↗
  • Capa do post de Gleice Couto: As partes do livro - sobre tipos de capas, miolo e mais!YouTube

    Autora pergunta se o público sabe o que é luva, sobrecapa, colofão e canoa, e fala de tipos de capa e do miolo.

    Gleice CoutoYouTube ↗
  • Capa do post de @rodrigo_borgespTikTok

    Criador resume as partes com imagens: a capa é a primeira impressão, a lombada mantém o livro de pé, a orelha conta tudo antes da hora e o miolo é cérebro e coração.

    @rodrigo_borgespTikTok ↗
  • Capa do post de Selo Táctil: Quais são as partes do livro? O que um livro precisa ter?YouTube

    Selo editorial explica as partes do livro impresso tradicional e os elementos burocráticos que ele precisa ter para ser identificado e circular.

    Selo TáctilYouTube ↗
  • Capa do post de @ay_nanitaTikTok

    Criadora de língua espanhola apresenta a anatomia do livro para quem quer parecer profissional ao falar com a gráfica.

    @ay_nanitaTikTok ↗

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Autoria: Verse MediaRevisado em 26 set. 2026Passos conferidos em 26 set. 2026Publicado em 26 set. 202625 fontes · 16 no integral

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VERSE MEDIA. As partes de um livro, da capa ao colofão. Enciclopédia Verse, 24 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/producao-editorial/fisico/partes-de-um-livro. Acesso em: [data].

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