Tipos de papel para livro: como escolher papel, formato e acabamento
Nas plataformas e gráficas consultadas, o miolo de livro sai quase sempre em um de quatro papéis: o offset branco, o off-white (creme, como o Pólen e o Avena), o couché, que tem revestimento, e o groundwood, de pasta mecânica, mais leve e mais barato. A capa da brochura é um cartão ou couché de 220 a 300 g/m² coberto por laminação.
Você chegou ao formulário de orçamento da gráfica ou da plataforma de impressão sob demanda e travou nos campos: papel do miolo, gramatura, laminação da capa, formato fechado. Cada opção muda o peso do livro e a sensação dele na mão, e o formulário não diz o que essas siglas significam nem qual delas serve ao seu livro.
A ficha de especificação preenchida (papel do miolo, papel e acabamento da capa, formato) pronta para levar à gráfica ou escolher no cardápio da plataforma de impressão sob demanda, decidida na ordem em que cada escolha limita a seguinte.
O leitor abriu o formulário de orçamento da gráfica ou o cardápio da plataforma de impressão sob demanda e travou nos campos de papel, gramatura e acabamento, sem saber o que cada sigla significa nem qual opção serve ao próprio livro.
Nesta página
- Quais são os tipos de papel para livro?
- Papel branco ou creme: qual o melhor para o miolo?
- Qual gramatura usar no miolo do livro?
- Miolo preto e branco ou colorido?
- Qual papel usar na capa do livro?
- Quais são os acabamentos de capa, e quando valem a pena?
- Como escolher o formato do livro?
- Gráfica ou sob demanda: o que você escolhe de verdade em cada uma?
- Que especificação pedir à gráfica para cada tipo de livro?
- Perguntas frequentes
- O que fazer com isso
No miolo de um livro de texto, nenhuma pesquisa achada mostrou que o creme se lê melhor que o branco: os dois testes dos anos 1930 relatados por Paterson e Tinker acharam empate ou leve desvantagem do papel tingido, nenhuma fonte achada mediu cansaço em leitura longa, e o creme do romance ficou como convenção de editoras e plataformas. Para quem imprime sob demanda, a plataforma já fixou quase tudo (uns poucos papéis, formatos de tabela, capa laminada), e basta uma imagem colorida para o miolo inteiro mudar de tinta, de papel e de preço. O que foge da tabela (formato especial, hot stamping, pintura das bordas) pede gráfica, com o custo diluído na tiragem, ou um adicional por exemplar, e virou edição especial vendida mais cara.
Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.
Quais são os tipos de papel para livro?
Três perguntas separam os papéis de miolo de livro: se o papel tem revestimento, se a pasta é química ou mecânica e que tom ele tem. As marcas que aparecem nos orçamentos (Pólen, Avena, Lux Cream, Chambril) são variações dentro dessas famílias.
O não revestido de pasta química é o que as gráficas brasileiras chamam de papel offset. A Gráfica Rocha o descreve como papel branco, sem revestimento, que absorve bem a tinta. Na nomenclatura internacional é o papel "wood-free", de pasta química; a composição está no verbete papel offset. O off-white, na maior parte dos casos, é o mesmo offset com tom não branco: é assim que o blog da Biblioteca Brasileira de Mangás o explica aos leitores, ao listar as marcas que aparecem nos mangás publicados aqui (Avena, Lux Cream, Pólen, Munken). O Pólen é a marca da Suzano para esse papel, indicada para livros, cadernos e agendas, segundo o resumo da loja da empresa que aparece na busca; a Avena é o papel das light novels da editora NewPOP. A troca do Pólen Soft pelo Pólen Natural, em 2022, está contada em exemplos de colofão, porque os colofões registram o papel de cada livro.
O revestido é o couché, papel com uma camada de pigmento na superfície, que a Lulu descreve pela camada fina que preserva a qualidade da imagem; como ele é feito está em papel couché. O groundwood fica no outro extremo: é papel de pasta mecânica, com a lignina que o offset não tem. A IngramSpark, plataforma americana de impressão sob demanda, o oferece com 56,2 g/m² e cor parecida com a do creme, só que menos brilhante. É parente do papel jornal, que os mangás brasileiros usavam até a NewPOP passar tudo para offset em 2010; depois da crise de papel de 2015, o off-white virou o preferido das editoras nos lançamentos. E o papel-bíblia é o caso extremo do fino, opacificado para caber muita página num volume só: a Bibliothèque de la Pléiade, coleção de clássicos da Gallimard criada em 1931 e com a mesma maquete desde então, usa papel-bíblia opacificado de 36 g/m² cor camurça, segundo reportagem da franceinfo com a AFP.
A brancura engana. O tipógrafo Jan Tschichold escreveu em 1951, num ensaio reunido em The Form of the Book, que o leigo erra ao achar que papel bom tem de ser branco puro: há papel branco que amarela em dez anos e papel cinzento da melhor qualidade. Quem amarela é a lignina que fica no papel de pasta mecânica: Rolf Dahlø, do serviço de bibliotecas da Noruega (Riksbibliotektjenesten), lembra que no papel com lignina é de esperar mudança de cor. Por isso o groundwood tem duas caras. A Barnes & Noble Press, braço de autopublicação da livraria americana, o recomenda porque ele dá volume ao livro curto sem aumentar o peso, barateia o frete e é mais opaco que o creme e o branco; o amarelamento não aparece entre os argumentos. O KDP, da Amazon, o cobra cerca de 5% mais barato por página.
Para quem quer o livro durando, existem normas de papel permanente. A americana ANSI/NISO Z39.48-1992 pede, segundo o resumo publicado por Ellen McCrady, editora do boletim Alkaline Paper Advocate, pH entre 7,5 e 10 no papel não revestido, reserva alcalina de 2% e no máximo 1% de lignina; a internacional ISO 9706 aperta o limite da lignina e, como explicou Dahlø numa conferência da IFLA, a federação internacional de bibliotecas, em 1998, por isso não precisa de nenhum requisito sobre mudança de cor. Na nossa leitura, as duas normas deixam de fora o papel de pasta mecânica. Papel durável também não precisa ser luxo: Dahlø conta o caso de uma grande gráfica dinamarquesa que padronizou o estoque em papel permanente, e ali o livro em groundwood passou a sair mais caro. A Library of America, que publica as obras completas de autores americanos, anuncia seus volumes em papel sem ácido acima do requisito da norma americana e promete que ele não vai amarelar nem ficar quebradiço por séculos. O papel ácido feito de pasta de madeira pode ficar quebradiço em 30 a 100 anos, conforme a fabricação e a guarda, segundo reportagem do Literary Hub.
Papel branco ou creme: qual o melhor para o miolo?
Velocidade de leitura não separa branco de marfim nem fosco de brilhante. O creme no romance é convenção de editoras e plataformas; o fosco no texto corrido tem a preferência medida do leitor; e a imagem colorida pede branco.
Um conselho que se repete em fabricantes, gráficas e editoras é que o creme cansa menos a vista. Segundo a descrição da loja da Suzano, tal como aparece no resumo da busca, o tom do Pólen reflete menos luz e deixa a leitura mais confortável; a Gráfica Rocha diz o mesmo do Pólen e do Avena, a NewPOP escolheu o Avena pelo "tom pastel que ajuda a não cansar a vista", e a IngramSpark usa o argumento para vender o groundwood, que cansaria menos os olhos em muito texto ("easier on the eyes"). Nenhuma dessas fontes cita estudo.
A pesquisa que existe é antiga e não confirma o conselho. Donald Paterson e Miles Tinker, que mediram a legibilidade de impressos na Universidade de Minnesota, relatam em How to Make Type Readable (1940) um estudo de Stanton e Burtt (1935) em que texto preto em papel branco e em papel marfim foi lido com a mesma velocidade. Outro estudo que eles relatam, de Luckiesh e Moss (1938), com 20 leitores, achou o fundo bege muito claro 3,8% mais lento que o branco; Paterson e Tinker criticam o método, e concluem que tinta preta em fundo claro tingido perde só um pouco de legibilidade. A regra deles é ignorar a cor e buscar contraste de brilho: tinta escura em fundo claro. Nenhum dos estudos relatados ali mediu cansaço em horas de leitura, e a linha de pesquisa mais recente sobre cor como ajuda à leitura, a das lâminas coloridas postas sobre o papel, não endossa efeito nenhum: uma revisão de 51 publicações feita em 2016 achou efeitos pequenos e parecidos com os de placebo. A revisão testou lâminas, e o que ela mostra é que a cor usada como remédio de leitura, onde foi testada, não teve efeito que se sustente.
A mesma pesquisa separa desempenho de preferência, e é aí que está a regra útil. Em dois experimentos com 190 e 255 universitários, o papel fosco e o couché brilhante deram velocidades de leitura sem diferença significativa. Mas, quando 224 leitores escolheram o papel mais legível, 75% dos votos de primeiro lugar foram para o fosco, e Paterson e Tinker recomendaram usar papel fosco mesmo assim, porque "it is good business to give the readers what they want" (é bom negócio dar ao leitor o que ele quer). Os próprios autores avisam que os testes eram de leitura curta. Daí, na nossa leitura, o couché brilhante não servir bem ao romance: nos testes de 1940 não atrasou a leitura, mas os leitores preferiram o fosco; e a Gráfica Rocha lembra que o couché é ruim para escrever.
Para o creme, nenhuma fonte achada mediu a preferência do leitor. O que existe é convenção: a Lulu, plataforma americana de sob demanda, indica o creme para romances e livros só de texto; o Clube de Autores recomenda para romance "offset 90 ou pólen"; o clube de assinatura TAG, segundo o blog da empresa, pode trocar o papel por creme nas edições que faz para os assinantes. A raiz da convenção é um juízo de designer. Tschichold condenava o branco puro no miolo porque ele "like snow, it blinds the eye" (como a neve, ofusca) e parece recuar para outro plano, separado do texto; para ele, o offset branco nasceu para a impressão em cores. Ele também ligava o tom à fonte: quanto mais antiga a letra, mais escuro e áspero o papel.
Quatro situações decidem por você:
- Imagem colorida: o KDP imprime todo livro colorido em papel branco, que dá mais contraste à imagem.
- Imagem junto com texto em creme: o fabricante inglês Spalding & Hodge já avisava, em 1905, que o couché branco combinado a um miolo creme tem às vezes um efeito destoante ("jarring"), e estocava um couché de tom creme para esses livros.
- Livro de imagem: o revestido entra no miolo quando a imagem é o conteúdo: a Lulu indica o branco revestido para livro de fotografia e quadrinhos, e na UICLAP, plataforma brasileira de sob demanda, o miolo colorido só sai em couché fosco.
- Transparência: o offset branco e fino deixa ver o verso; a NewPOP subiu seus mangás para 90 g/m² por isso.
Qual gramatura usar no miolo do livro?
A gramatura pesa na transparência, no peso e no frete, mas não mede qualidade nem opacidade. No miolo de texto, as plataformas e gráficas consultadas ficam entre 74 e 90 g/m² (o groundwood americano desce a 56–60); o miolo colorido vai de 88 a 105 g/m² no KDP e chega a 150 no couché do Clube de Autores.
As faixas das plataformas são estreitas. O KDP imprime o miolo preto e branco em papel creme ou branco de 74 a 90 g/m², o groundwood em 60 g/m² e o miolo colorido em branco de 88 a 105 g/m². A UICLAP oferece offset 75, Avena 80 e couché fosco 90; o Clube de Autores, pólen, offset 75, offset 90 e couché de 90 e de 150. Nos mangás, em 2016, a NewPOP usava offset 90 e a JBC 75 ou menos, segundo o blog da Biblioteca Brasileira de Mangás. A exceção é o papel-bíblia: os 36 g/m² da Pléiade.
Gramatura é massa por área, e a espessura se mede à parte; como as duas se combinam para dar a lombada está em como calcular a lombada de um livro. A opacidade também é outra medida: a norma ISO 2471 a define comparando a reflexão de uma folha sobre fundo preto com a de uma pilha grossa da mesma folha. Por isso um papel mais leve pode ser mais opaco. A Barnes & Noble Press dá ao seu groundwood de 56 g/m² opacidade 94 e diz que ele é mais opaco que o creme e o branco que ela oferece; um volume da Pléiade chega a 1.664 páginas em papel de 36 g/m² que leva opacificante. Quando a queixa é transparência, subir a gramatura é o remédio mais simples, como fez a NewPOP; trocar de papel é o outro.
A gramatura também não diz o volume. Papel "de volume", de superfície mais áspera para engordar o livro, já estava no catálogo do fabricante londrino Spalding & Hodge em 1905, com tabelas de quantas polegadas davam 320 páginas em cada gramatura. Hoje é o que separa o Pólen Bold, mais encorpado, do Soft na mesma gramatura; quantos milímetros isso dá na lombada está em como calcular a lombada de um livro.
Quem compra papel ou lê o KDP em inglês esbarra na libra. O "50 lb" americano depende do tamanho-base da resma, que muda por classe de papel: papel de livro se converte multiplicando por 1,480, papel de capa por 2,704, segundo a tabela de um distribuidor americano baseada na norma TAPPI T410. O próprio KDP dá as duas unidades: 50–61 lb são 74–90 g/m².
No bolso, a gramatura pesa pelo frete. A tarifa de impresso dos Correios sobe em degraus de 50 g (a tabela de 2020 ia de R$ 3,65 entre 150 e 200 g a R$ 7,10 entre 450 e 500 g, mais o registro módico), então alguns gramas a mais por exemplar podem mudar a faixa de preço de cada envio.
Papel mais grosso para o livro "parecer mais importante" tem pouco apoio. Num estudo dos psicólogos David Hauser e Norbert Schwarz, em que as pessoas seguraram o mesmo livro com e sem peso extra, o mais pesado só foi julgado mais importante quando a importância já estava na cabeça delas. O efeito geral do peso sobre esse tipo de julgamento é pequeno e contestado: pesquisadores da UnB, com um colega da Universidade de Tilburg, não o replicaram em três experimentos sobre julgamento moral, e uma meta-análise feita por eles apontou viés de publicação nos estudos que o acharam; outra equipe, de Hans IJzerman, relatou replicação.
Miolo preto e branco ou colorido?
Basta uma imagem colorida para o miolo inteiro mudar de tinta, de papel e de preço. No sob demanda, a cor não se compra por página.
O KDP manda escolher tinta colorida se qualquer imagem do livro precisar sair em cor, e o livro colorido sai inteiro em papel branco. Na UICLAP, o miolo colorido só existe em couché fosco de 90 g/m²; offset e Avena são só preto e branco. A IngramSpark oferece quatro níveis de tinta (preto e branco, cor, cor premium e cor ultra premium).
O preço acompanha. Na tabela do KDP para a Amazon americana, a página preta custa US$ 0,012, a colorida padrão US$ 0,0255 e a colorida premium US$ 0,065, sobre um custo fixo de US$ 1,00 por livro: a página colorida sai 2,1 a 5,4 vezes mais cara. Pela nossa conta com essa tabela, uma brochura de 200 páginas custa US$ 3,40 para imprimir em preto, US$ 6,10 em cor padrão e US$ 14,00 em cor premium. A UICLAP não publica preço por página; o custo aparece na calculadora do painel do autor.
Na gráfica, a cor se escreve no orçamento como número de cores de cada lado da folha: "1×1" é preto e branco na frente e no verso; "4×0", colorido só na frente, como a capa. Na gráfica, em princípio, dá para concentrar a cor num caderno ou num encarte e deixar o resto em preto; as fontes abertas não trazem quanto isso custa. Pela nossa conta com a mesma tabela do KDP, entre 110 e 300 páginas o livro inteiro sai de 1,6 a 1,9 vez o preço do preto na cor padrão e de 3,5 a 4,5 vezes na premium; livro de texto com poucas imagens sai bem mais barato com elas em tons de cinza do que com o miolo inteiro colorido.
Qual papel usar na capa do livro?
Na brochura, a capa é cartão ou couché de 220 a 300 g/m² sob laminação, e quase sempre já vem definida pela plataforma ou pela gráfica; na capa dura, o papel impresso só reveste o papelão.
Os números das plataformas mostram a faixa. O KDP imprime a capa em cartão branco de 220 g/m²; a Lulu, em cartão "100#" laminado, sem que o autor escolha o papel; o Clube de Autores, em couché de 300 g/m² com laminação fosca. Uma gráfica brasileira de sob demanda, a Edição por Demanda, põe no orçamento-padrão cartão Supremo de 230 g/m², impresso em cores só na frente e laminado brilho ou fosco. A NewPOP usa cartão triplex de 250 g/m² nos mangás, "o balanço perfeito que achamos entre maleabilidade e proteção". Os fabricantes separam os cartões pela pasta: a sueca Iggesund chama de SBB o cartão feito só de pasta química branqueada, em geral revestido, e de FBB o que tem camadas de pasta mecânica no meio.
Na capa dura, a rigidez vem do papelão, e o papel impresso só o reveste: no Clube de Autores, é papelão Paraná forrado com couché fosco de 170 g/m². Escolher entre capa dura e brochura é decisão de edição, tratada em capa dura, brochura ou bolso. As orelhas entram no papel da capa e mudam o tamanho aberto dela: a Edição por Demanda usa duas de 6 cm.
Quais são os acabamentos de capa, e quando valem a pena?
Nas plataformas de autopublicação, o acabamento é brilho ou fosco, às vezes sem escolha. Hot stamping, verniz localizado, relevo e pintura das bordas pedem gráfica, ou um custo por exemplar, e viraram edição especial vendida mais cara, sem que se tenha medido quanto vendem a mais.
Nas plataformas, a laminação é brilho ou fosca: a UICLAP deixa escolher entre as duas, e o Clube de Autores, pela ajuda de 2026, lamina a brochura em fosco. A aveludada (soft touch) é uma terceira via, fora do cardápio delas. A comparação, com a convenção de gênero do KDP e o que cada uma faz no uso, está em laminação fosca ou brilho.
Os acabamentos especiais trabalham sobre a capa já impressa:
- Verniz localizado: brilho só em pontos, como o título ou uma ilustração; a Gráfica Rocha o indica para combinar com a laminação fosca.
- Hot stamping: palavras ou traços metalizados, dourados, prateados ou holográficos, aplicados a quente sobre a capa.
- Relevo e gofragem: segundo o Boletim Tatuí, a ÔZé Editora usou gofragem para dar a um offset comum a textura de um papel fino, em O espaço entre as folhas da relva.
- Pintura das bordas: as bordas do miolo pintadas à mão, impressas ou com aerógrafo (o sprayed edge, que a Intrínseca vende como pintura trilateral).
Esses acabamentos viraram produto. A Intrínseca lançou Alchemised, de SenLinYu, em duas versões: a especial, com capa dura, hot stamping, pintura trilateral e fita marcadora, a R$ 149,90; a comum, a R$ 99,90. A Publishers Weekly aponta Fourth Wing, de Rebecca Yarros, com bordas pintadas na primeira tiragem, como o começo da onda de edições especiais, que saem em tiragens limitadas. No site de revenda Pangobooks, segundo o Book Riot, os exemplares de Fourth Wing com borda pintada chegaram a cerca de US$ 120, contra US$ 33 dos sem pintura, e responderam por 63% das vendas do título. A sequência, Onyx Storm, saiu com quatro edições especiais diferentes.
Nada disso mede se o acabamento faz vender o livro novo: o dado da Pangobooks é de revenda, e a tiragem limitada mistura escassez com acabamento. O estudo com rastreamento ocular que achou atenção mais rápida em peças com hot stamping foi feito com embalagem, e as fontes abertas não trazem estudo com capa de livro. Na nossa leitura, o acabamento especial cabe em edição que se vende como objeto (colecionador, fã, clube de assinatura), e nas plataformas de autopublicação quase não existe: a exceção achada é uma gráfica britânica, a Bookvault, que cobra £5 a £6 por exemplar pela borda pintada, a partir de um exemplar. No Brasil, o simulador da Fábrica do Livro, que aceita pedidos a partir de 4 exemplares, lista o verniz localizado entre os acabamentos, sem dizer se ele vale para a tiragem mínima. O custo desses acabamentos na gráfica brasileira não tem preço publicado nas fontes abertas.
Como escolher o formato do livro?
O formato sai de três perguntas: como o livro vai ser segurado e levado, quantas páginas o texto dá e quanto da folha da gráfica se aproveita. A ordem é leitura nossa do manual de Hugh Williamson, e no sob demanda a terceira pergunta vira a tabela da plataforma.
A função vem primeiro: como o livro vai ser usado, segurado, apoiado e guardado, diz Hugh Williamson em Methods of Book Design (Oxford University Press, 1956). O fólio é grande demais para segurar no colo, o quarto já não se carrega com conforto, e os octavos menores se carregam com facilidade. Depois vem o conteúdo: com o tamanho do original, estima-se quantas palavras cabem por página e quantas páginas o livro terá, e se forem páginas demais ou de menos, muda-se a página. A poesia mostra como o conteúdo muda a conta: como o verso é mais estreito que a prosa, uma página estreita na mesma altura faz caber, no exemplo dele, 96 páginas numa folha de impressão um quinto maior, em vez de 64.
O terceiro critério é a folha. O nome do formato vem da folha de fabricação, e o que foge das folhas-padrão esbarra na largura da máquina de papel e na da impressora. Papel em tamanho especial costuma ser fabricado em lotes de uma tonelada ou mais; mesmo assim, Williamson avisa que, se o formato for torcido para servir à gráfica ou à fábrica, "the reader is the loser" (quem perde é o leitor). No Brasil, a Gráfica Rocha explica o 14 × 21 cm como "praticamente um A5", cortado para aproveitar a folha de 66 × 96 cm, e diz que o formato quadrado aproveita pior o papel e pode inviabilizar o projeto pelo desperdício no corte; o 16 × 23 dá, segundo ela, cerca de 20% mais área impressa sem grande aumento do custo unitário.
Os critérios estéticos brigam com os econômicos. Tschichold preferia as proporções 2:3 e 3:4 e achava o A5 largo demais e deselegante na mão. O 14 × 21 que a Rocha chama de "praticamente um A5" é, na nossa conta, exatamente 2:3, a proporção que Tschichold defendia. Cada gráfica e plataforma dá uma medida um pouco diferente para o "padrão", com a largura indo de 13,8 a 14,8 cm, e a tabela com as medidas de cada uma está em tamanho padrão de livro.
Coleções mostram o formato como identidade. A Library of America escolheu o seu (cerca de 12,4 × 20 cm) pela seção áurea e para o livro ser lido com uma mão. A Pléiade mantém o mesmo projeto desde 1931. A Carambaia faz o contrário na sua Edição Numerada: cada título ganha projeto próprio, "do formato ao tipo de papel".
Uma regra de fabricação vale para qualquer formato: a fibra do papel tem de correr paralela à lombada, no miolo, nas guardas e na capa. Para Tschichold, livro que não abre ou não fecha direito é sempre fibra no sentido errado, e não culpa do encadernador.
Gráfica ou sob demanda: o que você escolhe de verdade em cada uma?
No sob demanda, escolhe-se num cardápio da plataforma, com preço fixo por exemplar; na gráfica, tudo é possível, e o preço do papel (livre de imposto, mas sujeito a crise) pesa na tiragem.
Os cardápios cabem numa linha cada. A UICLAP oferece três papéis de miolo (offset 75 e Avena 80 em preto, couché fosco 90 em cor), cinco formatos sugeridos e laminação brilho ou fosca. O Clube de Autores oferece cinco formatos, pólen, offset e couché no miolo, e brochura com ou sem orelha, capa dura ou espiral. O KDP oferece creme, branco ou groundwood, capa brilho ou fosca; a tabela oficial de custo de impressão dele não lista a Amazon.com.br entre as lojas. A Lulu, creme ou branco não revestido de 60# e branco revestido de 80#.
Na gráfica, o limite é a tiragem, e onde o digital deixa de compensar e o offset passa a valer está em como funciona a impressão de um livro. Há gráficas que imprimem sob demanda e ainda assim abrem o cardápio: o simulador da Fábrica do Livro aceita pedidos a partir de 4 exemplares, com escolha de formato, papel e verniz localizado.
O papel de livro tem regime próprio no Brasil. A Constituição proíbe cobrar impostos sobre "livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão" (art. 150, VI, d). Para controlar esse papel, a Receita Federal exige o Registro Especial para Papel Imune (REGPI) de quem fabrica, distribui, importa ou usa papel imune, com categoria própria para a gráfica que imprime livros, e os estados mantêm o RECOPI Nacional, que registra cada operação com o papel. Na nossa leitura das duas regras, quem se credencia é a gráfica ou a editora que compra o papel; o autor que imprime numa gráfica recebe o benefício no preço dela.
Imune de imposto não quer dizer estável. Em 2020, a demanda de papel de imprimir e escrever caiu 19% no Brasil, e um pedido da livraria levava de 90 a 120 dias para chegar ao planejamento da fábrica de papel, segundo a Suzano ouvida pelo PublishNews. Em 2022, o papel acumulava alta de 30% no ano e de 67% desde 2020, segundo a Abigraf citada pelo Diário do Nordeste, e o Sindlivros, sindicato do livro ouvido pelo jornal, dizia que tiragens de 3.000 exemplares tinham caído para 1.000, encarecendo cada um. A crise de 2015 nos mangás mostra o efeito no papel escolhido: com o papel jornal caro e difícil de comprar, as editoras passaram ao off-white, e houve reajustes de preço de capa. Papel reciclado também custa mais: a Raincoast, editora canadense, estimou em até 5% o sobrecusto de imprimir Harry Potter and the Half-Blood Prince em papel 100% reciclado, em 2005.
Que especificação pedir à gráfica para cada tipo de livro?
A gráfica entende o livro por uma ficha de campos fixos, e escolher papel, formato e acabamento é preencher essa ficha. Os campos abaixo são os do pré-orçamento da Edição por Demanda e do simulador da Fábrica do Livro, com o exemplo-padrão da primeira. O modelo em branco para copiar e mandar à gráfica está em gráfica para imprimir livro; aqui fica o que escrever em cada campo.
| campo | o que escrever | exemplo (padrão da Edição por Demanda) |
|---|---|---|
| formato fechado | largura × altura do livro pronto | A5, 14,8 × 21 cm |
| páginas | número de páginas do miolo, sem a capa | (o do seu livro) |
| papel do miolo | tipo e gramatura | offset 75 g/m² branco |
| cores do miolo | cores na frente × no verso | 1×1 (preto e branco) |
| papel da capa | tipo e gramatura | cartão Supremo 230 g/m² |
| cores da capa | cores na frente × no verso | 4×0 (colorida só na frente) |
| acabamento da capa | laminação e especiais | laminação brilho ou fosca |
| orelhas | sim ou não, e a largura | duas, de 6 cm |
| encadernação | brochura colada, costurada, capa dura | brochura dobrada e colada (hotmelt) |
| tiragem | quantos exemplares | a partir de 4 no simulador da Fábrica do Livro |
A escolha entre colada, costurada e capa dura está em capa dura, brochura ou bolso.
O que vai em cada campo depende do tipo de livro. A tabela junta o que as plataformas e as editoras indicam, com a origem de cada célula; onde nenhuma fonte fala, a célula diz isso.
| tipo de livro | formato | miolo | capa e acabamento | no sob demanda brasileiro | de onde vem |
|---|---|---|---|---|---|
| romance, ficção longa | 14 × 21 ou A5 | pólen/off-white ou offset, 75–90 g/m², preto e branco | cartão ou couché de 220–300 g/m², laminação fosca (a convenção de ficção no KDP) | UICLAP 13,8 × 21 em offset 75 ou Avena 80; Clube "A5 + offset 90 ou pólen" | Gráfica Rocha; Clube de Autores; Lulu; Edição por Demanda; KDP; UICLAP |
| poesia | bolso ou página estreita | como o romance | como o romance | o Clube de Autores indica o formato de bolso para poesia; a UICLAP tem bolso 11,5 × 18, sem indicar gênero | Clube de Autores; Williamson (1956); UICLAP |
| não ficção longa, negócios | 16 × 23 | offset, preto e branco | laminação brilho (a convenção de não ficção no KDP) | UICLAP 16 × 23 ("padrão") | Gráfica Rocha; UICLAP; KDP |
| didático, caderno de exercícios | 21 × 29,7 | offset (couché é ruim para escrever) | laminação brilho | UICLAP 21 × 29,7 | UICLAP; Gráfica Rocha; KDP |
| infantil ilustrado | quadrado, 20 × 20 (aproveita pior a folha) | couché, colorido | laminação brilho | UICLAP 20 × 20 em couché fosco 90; Clube "couché + quadrado" | Clube de Autores; UICLAP; Gráfica Rocha; KDP |
| HQ, mangá | (sem fonte) | offset branco de cerca de 50 a 90 g/m²; páginas coloridas em couché brilho 115 g/m² (a Lulu indica branco revestido) | cartão triplex 250 g/m² | nenhuma fonte trata | blog da Biblioteca Brasileira de Mangás; NewPOP; Lulu |
| livro de arte, fotografia | 21 × 29,7 | couché, colorido (a Lulu indica branco revestido) | (sem fonte) | UICLAP 21 × 29,7 em couché fosco 90; o Clube de Autores tem couché 150 no cardápio, sem indicar gênero | UICLAP; Clube de Autores; Lulu |
| edição especial | o da edição comum | papel creme (a TAG pode trocar) | capa dura, hot stamping, pintura trilateral, fita | não oferecem | Intrínseca; TAG |
Perguntas frequentes
Qual o melhor papel para livro?
Depende do que está na página. Livro de texto vai bem em papel não revestido, offset branco ou off-white como o pólen, de 75 a 90 g/m²; livro em que a imagem é o conteúdo (infantil ilustrado, fotografia, arte) pede couché. Qualquer imagem colorida leva o miolo para papel branco.
Papel creme cansa menos a vista?
Nenhum estudo achado mostra isso. Os testes clássicos de legibilidade acharam o preto sobre marfim tão rápido de ler quanto sobre branco, ou um pouco mais lento, e nenhum mediu cansaço em leitura longa. O creme no romance é convenção de editoras e plataformas.
Qual a gramatura do papel de livro?
No miolo de texto, de 74 a 90 g/m² nas plataformas e gráficas consultadas (o groundwood americano tem 56–60); no miolo colorido, de 88 a 105 g/m² no KDP e até 150 no couché do Clube de Autores. Na capa da brochura, de 220 a 300 g/m².
O que significam 1×1 e 4×0 no orçamento?
São as cores de cada lado da folha: o primeiro número é a frente, o segundo o verso. "1×1" é preto e branco dos dois lados (o miolo comum); "4×0" é colorido só na frente, como a capa.
Papel couché serve para romance?
Serve, mas não é a escolha comum. Nos testes de 1940, o couché brilhante empatou em velocidade de leitura com o papel fosco, mas três em cada quatro votos de primeiro lugar dos leitores foram para o fosco; e o couché é ruim para escrever. Nas plataformas, ele fica para livros de imagem.
Qual o tamanho padrão de um livro?
No Brasil, o formato mais oferecido para livro de texto é o 14 × 21 cm (ou o A5, 14,8 × 21), e muda um pouco de plataforma para plataforma. A tabela com os formatos está em tamanho padrão de livro.
Laminação fosca ou brilho?
Nas plataformas de sob demanda são as duas opções, e a escolha é de convenção e de gosto; a comparação está em laminação fosca ou brilho.
O que é papel imune?
É o papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, sobre o qual a Constituição proíbe cobrar impostos. A Receita (REGPI) e os estados (RECOPI) controlam quem o compra e usa; para o autor que imprime numa gráfica, o benefício vem embutido no preço.
Qual a diferença entre pólen e offset?
O pólen é um papel off-white, de tom creme, da Suzano; o offset comum é branco. Os dois são papéis sem revestimento, e a diferença que importa é o tom. O que muda de uma marca de pólen para outra está no verbete papel pólen.
O que fazer com isso
Decida na ordem em que uma escolha limita a seguinte. Primeiro, o conteúdo: se alguma imagem precisa sair colorida, o miolo inteiro vai para papel branco e custa bem mais por página. Depois, o processo: sob demanda (cardápio curto, preço fixo por exemplar) ou tiragem na gráfica (cardápio aberto, preço por exemplar que cai com a quantidade). Então o formato, pela mão do leitor e pelo número de páginas; o papel e a gramatura, pela transparência e pelo frete; e por último a capa e o acabamento, que é onde a edição especial gasta. Com isso preenchido, a ficha de orçamento está pronta. Os passos vizinhos do livro físico são diagramar o miolo, escolher entre capa dura, brochura ou bolso, entender como funciona a impressão e conferir as partes de um livro.
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Também nesta enciclopédia
Termos usados nesta página
Quem fala sobre isso 5pessoas
- Jan Tschichold †tipógrafo e designer de livros (1902–1974); diretor de tipografia da Penguin Books de 1947 a 1949
Obra sobre forma e proporção do livro: The Form of the Book (ensaios; ed. inglesa 1991).
Na Wikipedia ↗ - Rolf Dahløbibliotecário da Riksbibliotektjenesten (Oslo) em 1998
Obra sobre papel: "The rationale of permanent paper", 64ª Conferência Geral da IFLA, 1998.
Página ↗ - Ellen McCrady †editora do Abbey Newsletter e do Alkaline Paper Advocate e publisher da Abbey Publications; morreu em 2008, aos 81 anos
Obra sobre papel permanente: texto sobre a norma ANSI/NISO Z39.48, 1998.
Página ↗ - Lyndsie Manusoscolaboradora sênior do Book Riot em 2025; autora da novela From These Abodes (2024)
Obra sobre acabamento: artigo sobre bordas pintadas e edições especiais, Book Riot, 2025.
Página ↗ - David H. Headleycofundador (1999) e diretor-geral da livraria Goldsboro Books, que vende edições especiais; fundador da DHH Literary Agency (2008)
Obra sobre acabamento: "Special Editions & Sprayed Edges: A Modern Revival", blog da Goldsboro Books, 2024.
Página ↗
O que a rede diz 5 vozes
YouTubeAutor e editor independente explica qual papel usar no miolo do livro impresso, comparando pólen, offset e couché e dizendo quando cada um serve.
Drak TutoriaisYouTube ↗
YouTubeCanal voltado a escritor independente lembra que, na hora de fechar com a gráfica, vem a pergunta "qual papel você quer?", e mostra quatro tipos e suas diferenças.
How about a coffee?YouTube ↗
YouTubeCanal literário ensina o leitor a reconhecer o papel do livro que tem nas mãos, explicando a diferença entre offset e off-white.
Cabine LiteráriaYouTube ↗
YouTubeAutor compara os tipos de gráfica (online, digital e offset) e diz para que tipo de livro cada uma serve.
Lucas de LuccaYouTube ↗
TikTokAutora independente americana mostra lado a lado o papel comum e o papel creme da impressão sob demanda, para quem publica por conta própria.
@tammybordenauthorTikTok ↗
O que está acontecendo
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A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.
Lidas no texto integral
- Jan Tschichold, The Form of the Book: Essays on the Morality of Good Design (Hartley & Marks, 1991), ensaios "Printing Paper: White or Tinted?" (1951), "The Book Page & Type Area" e "Books with Illustrations". archive.org.
- Spalding & Hodge Ltd., Printing Papers: A Handbook for the Use of Publishers and Printers (Londres, 1905). archive.org.
- Hugh Williamson, Methods of Book Design: The Practice of an Industrial Craft (Oxford University Press, 1956), cap. 1 "Format". archive.org.
- Donald G. Paterson e Miles A. Tinker, How to Make Type Readable (Harper, 1940), caps. "Color of Print and Background" e "Printing Surfaces" (com os estudos de F. N. Stanton e H. E. Burtt, 1935, e de M. Luckiesh e F. K. Moss, 1938, lidos pelo relato de Paterson e Tinker). archive.org.
- ISO 2471:2008, Paper and board — Determination of opacity (paper backing), na adoção IS/ISO 2471:2008 do Bureau of Indian Standards. archive.org.
- Rolf Dahlø, "The rationale of permanent paper", 64ª Conferência Geral da IFLA, Amsterdã, 1998.
- Brasil, Constituição Federal de 1988, art. 150, VI, d. planalto.gov.br.
- Receita Federal, "Registro Especial para Papel Imune (REGPI)", gov.br; Secretaria da Economia de Goiás, "RECOPI Nacional".
- Correios, "Encomendas nacionais"; ODGraph, "Como enviar seu livro pelos Correios pagando pouco" (10/06/2020).
- Amazon KDP, páginas de ajuda "Print Options", "Paperback printing costs".
- Lulu, "Cover and Interior Paper Stocks"; IngramSpark, "Why Should I Use Groundwood Paper for My Book?" (04/10/2023) e "Print".
- UICLAP, "Miolo: formato, páginas, arquivo e papel", "Acabamento e Precificação" e "Como funciona a calculadora UICLAP".
- Juliano Loureiro, "Tipos e formatos de um livro: descubra quais as opções do Clube de Autores", Blog Clube de Autores (2022, atual. 2024).
- Edição por Demanda, "Pré-orçamento"; Paulo Maeda, "Como usar o simulador de orçamento da Fábrica do Livro" (07/08/2025).
- Gráfica Rocha, e-book para autores (2022).
- Worldpac Paper, "Basic sizes — Factors for converting ream and basis weights to grammage" (tabela baseada na TAPPI T410).
- Library of America, "Editions".
- NewPOP Editora, "Nosso acabamento!"; Biblioteca Brasileira de Mangás, "Desmistificando: Offset não é papel de luxo!" (11/01/2016).
- PublishNews, "Do papel à impressão" (26/04/2021); Associated Press, "Made in Canada: Potter on 100% recycled paper" (NBC News, 14/07/2005).
- Editora Carambaia, "Edições Numeradas".
- Chloe Vassot, "The Little-Known 'Slow Fire' That's Destroying All Our Books", Literary Hub (17/10/2019).
Lidas em resumo ou pela referência
- Ellen McCrady, "The ANSI/NISO Z39.48 Standard", Alkaline Paper Advocate (1998) — resumo da norma ANSI/NISO Z39.48-1992; a norma e a ISO 9706 não foram abertas.
- Suzano, loja oficial, descrições do Pólen; Sylvamo, "Chambril".
- Holmen/Iggesund, "General Technical Information About Paperboard".
- Clube de Autores, "Quais são os materiais e especificações das capas nos livros do Clube?" (central de ajuda, 11/03/2026) e "Detalhes de impressão que o autor deve se atentar antes de publicar um livro" (abr. 2024).
- Bookvault, "Sprayed Edge Printing: Now Available on BookvaultBespoke" (ago. 2024).
- Intrínseca, loja oficial, "Alchemised — Edição especial (capa dura + pintura trilateral)".
- Publishers Weekly, "Special Editions of Books Take a Special Touch" (2024); Lyndsie Manusos, "What Does The Trend of Sprayed Edges and Special Editions Say About the State of Publishing?", Book Riot (15/10/2025); David Headley, "Special Editions & Sprayed Edges: A Modern Revival", Goldsboro Books (01/08/2024).
- franceinfo Culture/AFP, "La fabrication des livres de la Pléiade" (02/03/2023).
- Blog da TAG, "As edições especiais e exclusivas da TAG" (01/12/2016); Boletim Tatuí, "Estreia coluna sobre produção gráfica de livros" (29/01/2025).
- Biblioteca Brasileira de Mangás, "BBM Responde: o que é esse tal de papel Off white?" (29/06/2018); Lucas Nascimento, "Opinião: Até onde vai a Panini?", JBox (26/03/2019).
- Diário do Nordeste, "Livros devem ficar mais caros em 2023 com alta de 30% no preço do papel" (28/09/2022).
- Barnes & Noble Press, "Why Choose Groundwood Paper for Your Book" (19/09/2024).
- Philip G. Griffiths et al., "The effect of coloured overlays and lenses on reading: a systematic review of the literature", Ophthalmic and Physiological Optics 36 (2016).
- David J. Hauser e Norbert Schwarz, "Situated embodiment" (preprint PsyArXiv, 2020); André L. A. Rabelo et al., "No Effect of Weight on Judgments of Importance in the Moral Domain and Evidence of Publication Bias from a Meta-Analysis", PLOS ONE 10(8), 2015; Hans IJzerman, Irene Padiotis e Sander Koole, preprint SSRN (2013).
- Pela referência: Hurley et al., Journal of Applied Packaging Research 8(2), 2016.
VERSE MEDIA. Tipos de papel para livro: como escolher papel, formato e acabamento. Enciclopédia Verse, 24 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/producao-editorial/fisico/tipos-de-papel-para-livro. Acesso em: [data].
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