Diagramação de livro: como diagramar um livro para impressão
Os números que circulam para diagramar um livro vêm, na nossa leitura, de três fontes que os guias costumam misturar: o mínimo técnico da gráfica ou da plataforma, que só garante que nada seja cortado; a regra de ofício dos tipógrafos, firmada em séculos de livros; e a norma brasileira de trabalho acadêmico, feita para monografia e transplantada para o romance. A diferença importa porque o mínimo de uma plataforma não é a margem que se lê bem, e porque os erros que fazem recolher um livro ou rejeitar um arquivo não são de estética: são o texto que não era a versão final, a fonte que não foi incorporada ao arquivo, o preto que vira cinza na impressão.
Você já teria diagramado o livro fazia tempo se os guias que abriu concordassem entre si: cada um dá uma margem, uma fonte e uma entrelinha diferente, sem explicar de onde tirou o número. Ontem você quase fechou o arquivo assim mesmo, mas parou com medo de a gráfica devolver o PDF ou o miolo sair com a letra apertada.
A ordem de trabalho completa da diagramação, do texto fechado ao PDF aprovado, com a margem, a fonte, a entrelinha e o parágrafo decididos e comparados entre as normas, mais um checklist para conferir na prova impressa.
Tentou seguir os guias que encontrou sobre margem, fonte e entrelinha e travou porque cada um dá um número diferente sem dizer de onde tirou, com medo de a gráfica rejeitar o arquivo ou o miolo sair com a letra apertada.
Nesta página
- Como diagramar um livro para impressão, passo a passo?
- Quais margens usar no livro?
- Qual fonte, tamanho e entrelinha usar no miolo?
- Recuo, justificado e hifenização: como formatar o parágrafo do livro?
- Como abrir capítulos e numerar as páginas do livro (cabeçalho e número)?
- Como preparar o arquivo do livro para a gráfica?
- Quais erros de diagramação param o livro, e como achá-los na prova?
- Diagramar sozinho ou contratar um diagramador?
- Checklist de diagramação para impressão
- Perguntas frequentes
- O que fazer com isso
Diagramação é a distribuição do texto e das imagens nas páginas de um formato já escolhido; esta página trata do miolo de texto corrido de um livro impresso, do manuscrito fechado ao PDF que a gráfica aceita. Na prática, diagramar é fechar o texto e a especificação do destino, definir a mancha e os estilos, correr o texto, exportar o PDF e ler a prova impressa.
Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.
Como diagramar um livro para impressão, passo a passo?
A diagramação começa quando duas coisas estão fechadas: o texto, já revisado, e o destino do livro (formato, papel, gráfica ou plataforma). Toda mudança depois disso reflui a paginação, e a ordem de trabalho que evita retrabalho vai do geral (mancha e estilos) ao particular (quebras de linha, viúvas, prova).
O texto fechado é a condição que as gráficas e plataformas pressupõem. O guia de arquivos da IngramSpark, plataforma americana de impressão sob demanda, avisa que ela espera arquivos prontos para imprimir, não faz revisão, edição nem composição, processa o arquivo como ele chega, sem conferência prévia, e só aceita revisão com o reenvio do arquivo inteiro, não de páginas soltas. Uma gráfica offset brasileira, o Grupo Corgraf, diz o mesmo pelo lado dela: cada ajuste feito depois do envio gera atrito. Um caso do que acontece quando a versão errada chega à composição é o de Freedom, do romancista americano Jonathan Franzen: segundo a ABC News, que reproduz declarações dadas ao Guardian, a primeira tiragem britânica, de 2010, foi recolhida; a editora atribuiu o problema a um erro de composição, com cerca de 50 erros de pontuação e grafia, e Franzen falou em algumas centenas de diferenças de palavra, de frase e de fato.
A segunda condição é o destino. Formato, papel e acabamento decidem o tamanho da página e a espessura do livro, e são escolhas anteriores à diagramação: estão em como escolher papel, formato e acabamento. O destino decide as especificações do arquivo, que mudam de uma gráfica para outra e de uma plataforma para outra (a seção sobre o arquivo final e o quadro do fim desta página comparam as principais); como cada processo de impressão funciona está em como funciona a impressão de um livro.
Com as duas coisas fechadas, a ordem de trabalho que sai das fontes desta página, na nossa leitura, é esta:
- Guardar a versão final do texto e não mexer mais nela fora do arquivo de diagramação.
- Baixar a especificação do destino (margens mínimas, sangria, formato de PDF, número de páginas).
- Definir a mancha, a área da página ocupada pelo texto, e as margens (próxima seção).
- Definir fonte, corpo, entrelinha e o parágrafo, e gravar tudo em estilos.
- Montar as páginas do começo e do fim na ordem das partes de um livro.
- Montar as aberturas de capítulo, os cabeços e a numeração.
- Correr o texto e acertar as quebras: viúvas, hifens, páginas que terminam mal.
- Exportar o PDF e conferir o arquivo.
- Pedir uma prova impressa e ler o livro nela.
Os estilos são o que torna essa ordem possível. Um estilo aplica um conjunto de formatações de uma vez, e quando ele muda, todo o texto que o usa muda junto, como explica a documentação do Word. É a versão de programa de uma prática antiga: o tipógrafo Jan Tschichold, que redesenhou os livros da Penguin entre 1947 e 1949, escreveu regras da casa para a composição (House Rules for Typesetting), que o editor entregava ao compositor, com o espaço entre palavras, o recuo de parágrafo e o uso de travessões decididos antes de a primeira página ser composta, e as Penguin Composition Rules, de 1947, fazem o mesmo em quatro páginas. Na nossa leitura, decidir antes, por escrito, é o que impede que o capítulo 3 saia diferente do capítulo 12.
O próprio Tschichold lembra que a página calculada precisa ser vista em papel. A solução que ele dava para acertar a margem interna era um boneco: o par de páginas impresso, recortado e colado, porque não há fórmula infalível para quanto a encadernação come. A prova impressa do passo 9 cumpre a mesma função no fim do processo.
Quais margens usar no livro?
A margem de um livro tem três pisos diferentes: o que evita que o texto seja cortado, o que dá proporção à página e o que economiza papel. Na regra de ofício, a margem interna, a medianiz, é a menor de cada página; nas plataformas ela é a maior, porque é a única que precisa crescer com o número de páginas: é ela que some na dobra.
O mínimo técnico é o que as plataformas publicam, e ele é pequeno. No KDP, a plataforma de impressão da Amazon, a margem externa mínima é de 0,25 polegada (6,4 mm) num livro sem sangria, e a interna cresce com a espessura: 0,375 polegada (9,6 mm) de 24 a 150 páginas, até 0,875 polegada (22,3 mm) de 701 a 828 páginas. A IngramSpark recomenda meia polegada (13 mm) em todos os lados e admite uma variação de corte de 2 mm em todo livro, o que explica a folga: texto perto demais da borda pode sair cortado. As plataformas brasileiras pedem mais. A UICLAP recomenda de 1,5 a 2 cm nas margens de fora e de 2 a 2,5 cm na interna, e mais de 2,5 cm acima de 500 páginas; o Clube de Autores, 2,0 cm na externa e 2,5 cm na interna.
A proporção tem uma regra de ofício antiga. Tschichold, em The Form of the Book, reconstruiu o cânone que atribuía aos copistas medievais: numa página de proporção 2:3, a margem interna é um nono da largura da página, a externa dois nonos, a de cima um nono da altura e a de baixo dois nonos, e a mancha sai com a mesma proporção da página e com a altura igual à largura dela. Raúl Rosarivo e J. A. van de Graaf chegaram à mesma mancha por construções geométricas diferentes, e Tschichold admite ter aplicado a figura de Van de Graaf à página 2:3, "which van de Graaf does not use". A progressão que resulta, 2:3:4:6 (interna, superior, externa, inferior), circula como receita, mas o próprio Tschichold escreveu que ela só é possível numa folha de proporção 2:3 e que o segredo de uma página harmoniosa não está necessariamente em números simples. O 14 × 21 cm é uma página 2:3, como mostra a página sobre formato e papel.
A economia puxa para o outro lado, e tem defensor com obra. Hugh Williamson, autor do manual Methods of Book Design (1956), escreveu que margens largas podem agradar, mas são certamente antieconômicas, e que a ajuda que dão à leitura é duvidosa; para ele, a função principal da margem larga e bem proporcionada é causar admiração, e o padrão deve se subordinar à função. Williamson chama de dogma, herdado de William Morris, a regra, elevada à força de lei, de puxar as duas páginas abertas para o centro e para cima. Mas mantém a ordem que o cânone também respeita: a medianiz é a menor, a de cima um pouco maior, a externa maior ainda e a de baixo a maior de todas, e a medianiz de cada página deve parecer metade da externa, porque as duas medianizes se leem como um canal só. E pede que o livro grosso e de encadernação rígida afaste a mancha do lombo.
A tensão aparece em número quando se aplica cada régua ao mesmo 14 × 21 cm (conta nossa). Pelo cânone de Tschichold, a mancha tem 9,33 × 14 cm; pelas margens recomendadas pela UICLAP, fica entre 9,5 × 17 cm e 10,5 × 18 cm. A mancha canônica é de cerca de um quinto a quase um terço menor, e o mesmo texto ocuparia, grosso modo, de 24% a 45% mais páginas. Há um segundo choque: a medianiz canônica de 1,56 cm fica abaixo da interna que a UICLAP recomenda para livros de mais de 60 páginas e abaixo do mínimo do KDP a partir de cerca de 300 páginas (0,625 polegada, 1,59 cm). O cânone puro, num livro grosso, fura o mínimo técnico, e somar à medianiz é o que o próprio Tschichold manda: ele admite que a medianiz calculada quase nunca basta, porque só estaria certa se o livro abrisse chapado, e que livro grosso pede mais espaço.
Os livros de editora mostram as duas escolhas. O Decameron da Cosac Naify (2013), com projeto gráfico de Elaine Ramos e Tereza Bettinardi, teve as margens definidas pelo diagrama de Villard de Honnecourt, com texto em duas colunas como nos manuscritos da época de Boccaccio, segundo a análise de Luise Fialho em trabalho de conclusão de curso na UFRGS (2016). Era um livro de 128 páginas, em capa dura e 18,6 × 27,7 cm; na nossa leitura, poucas páginas e preço de objeto são a condição em que a margem generosa cabe. Na Coleção Portátil, de bolso, da mesma editora, Fialho registra margens, corpo e entrelinha escolhidos para a legibilidade, "sem economia de espaço". Na outra ponta, o romancista americano Jordan M. Poss, que diagrama os próprios livros, conta que o livro de cujas margens mais gosta tem 0,9 polegada na medianiz, 0,7 na externa e na de baixo e 0,6 na de cima.
As margens de 3 cm em cima e à esquerda e 2 cm embaixo e à direita vêm do trabalho acadêmico: são as do guia de normalização da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que segue a NBR 14724, norma da ABNT para a apresentação de trabalhos acadêmicos. O guia trata de uma folha A4; no livro, a medianiz alterna de lado a cada página, e o 3/2 aplicado a um 14 × 21 (com os 3 cm da esquerda na medianiz) dá uma mancha de 9 × 16 cm sem nenhuma relação com a espessura do volume (conta nossa).
A mancha decidida aqui define a medida da linha, que é o assunto da seção seguinte: a largura da mancha, dividida pela largura média das letras na fonte escolhida, dá quantos caracteres cabem por linha.
Qual fonte, tamanho e entrelinha usar no miolo?
O nome da fonte pesa menos do que os guias sugerem. Corpo, entrelinha e comprimento de linha têm faixas largas de conforto na pesquisa feita em papel e faixas mais estreitas nas regras de ofício, e é entre essas duas réguas que a decisão se faz.
As regras de ofício convergem para uma linha de cerca de dez palavras. Tschichold pedia de 8 a 12 palavras por linha ("more is a nuisance"), mais entrelinha para linhas mais longas, e chamava a composição sem entrelinha de tortura para o leitor. Williamson registra dez palavras como a medida usual da prosa inglesa. Robert Bringhurst, autor de The Elements of Typographic Style, dá a versão em caracteres, no trecho reproduzido na adaptação de Richard Rutter para a web: de 45 a 75 caracteres por linha é amplamente considerado satisfatório numa página de uma coluna, e 66 caracteres, contando letras e espaços, é tido como o ideal.
A pesquisa de legibilidade em papel deu faixas mais largas. Donald Paterson e Miles Tinker, que reuniram em How to Make Type Readable (1940) testes de velocidade de leitura em papel feitos com universitários, concluíram que o corpo pode variar de 8 a 12 pontos sem afetar muito a velocidade; no segundo estudo deles, o corpo 11 foi lido significativamente mais rápido que o 10, e 224 leitores escolheram o 11 como o mais legível, com o 10 e o 12 logo atrás. Para o corpo 10 numa linha de 19 paicas (cerca de 8 cm), 2 pontos de entrelinha trouxeram o ganho e mais do que isso não ajudou: com 4 pontos, a leitura foi pouco melhor do que sem entrelinha nenhuma. E a medida da linha não teve ponto ótimo, e sim uma faixa de legibilidade igual que depende do corpo: de 14 a cerca de 31 paicas no corpo 10 com 2 pontos de entrelinha, e de 17 a 41 paicas no corpo 12, em que a largura da linha quase não fez diferença. Os mesmos testes mediram que texto todo em caixa-alta é lido 12% mais devagar e que o itálico, embora lido quase tão rápido quanto o redondo, perde na preferência dos leitores, o que o deixa para a ênfase.
Lidas juntas, as duas réguas dizem coisas diferentes: a pesquisa mostra que o leitor tolera muito, e o ofício escolhe, dentro dessa tolerância, o que dá uma página regular. A entrelinha de 2 pontos no corpo 10 é a composição "10/12", 120% do corpo (conta nossa); o Clube de Autores fala em entrelinha de 1,15 a 1,5 "linha" e a UICLAP em 1,5.
A serifa é disputa antiga e de prova fraca. Dois estudos de laboratório, lidos pelo resumo, não acharam efeito da serifa sozinha: os pesquisadores Aries Arditi e Jianna Cho (2005) compararam a mesma fonte com e sem serifa e não viram diferença na velocidade de leitura, e os pesquisadores Katsumi Minakata e Sofie Beier (2022), com quatro fontes desenhadas para o teste, acharam efeito do contraste entre traços grossos e finos, não da serifa, numa tarefa de reconhecimento de palavras. Nenhum dos dois mediu a leitura de um livro. A preferência pela serifada no miolo tem outra origem, que é a história do ofício: Tschichold, que em 1928 pregava a letra sem serifa, passou ao romano serifado para livros e escreveu depois que, para adultos, a sem serifa é mais difícil de ler. E a doutrina por trás do miolo discreto é a da tipografia invisível, de Beatrice Warde, da Monotype, que comparava o tipógrafo de livro a quem ergue uma janela entre o leitor e a paisagem das palavras do autor: um vitral pode ser belíssimo e falhar como janela.
As empresas brasileiras consultadas não separam a regra do ofício da preferência. O Clube de Autores sugere corpo de 10 a 12 pontos e lista, entre as fontes possíveis, Arial e Helvetica ao lado de Garamond e Georgia; a Gráfica Rocha indica Garamond e Baskerville para o miolo. Um exemplo de miolo de editora: o Bonsai, de Alejandro Zambra, na Cosac Naify (2013), com projeto de Flávia Castanheira, compõe o texto justificado, numa coluna, em Arnhem, uma serifada, com entrelinha folgada, segundo a análise de Fialho. No piso técnico, o KDP aceita corpo a partir de 7 pontos; nas regras da Penguin, as notas de rodapé iam 2 pontos menores que o corpo do texto.
A licença da fonte também entra na escolha. A SIL Open Font License, licença de boa parte das fontes do Google Fonts, permite incorporar a fonte a um documento, e o documento feito com ela, o livro, não fica sujeito à licença. Fonte comercial pede a leitura do contrato de licença dela antes de ir para um livro vendido. O desenho das letras, as famílias e a história dos tipos são assunto de tipografia.
Recuo, justificado e hifenização: como formatar o parágrafo do livro?
O parágrafo de livro impresso é justificado e marcado por recuo, sem linha em branco entre um e outro. O inimigo é o espaço frouxo entre palavras, e a hifenização é o que o evita, com uma regra de divisão própria do português.
O recuo é a marca do parágrafo. Tschichold o considerava obrigatório, de um eme (a largura do corpo da letra), e chamava de erro a composição sem recuo; recuo maior só em linha muito longa, porque um recuo grande pode ficar mais comprido que a última linha do parágrafo anterior. As regras da Penguin tiram o recuo da primeira linha do primeiro parágrafo de um texto e do parágrafo que vem depois de um intertítulo. O blog da UICLAP recomenda recuo de 1,25 cm e entrelinha 1,5 para romance, citando a NBR 14724, a norma de trabalho acadêmico. O guia da UCS, que também segue a norma, dá 1,5 cm. Num corpo 11, um eme mede cerca de 0,39 cm: nos dois casos, o recuo acadêmico é três a quatro vezes o tipográfico (conta nossa).
O espaço entre palavras deve ser apertado e constante. Tschichold pedia um terço de eme ou menos e dizia que a maior parte da composição, em quase todos os países, era frouxa demais; depois do ponto final, o mesmo espaço usado entre as palavras da linha, sem espaço duplo. As Penguin Composition Rules vão além: quebrar palavras é menos danoso para a página do que abrir espaços largos, e por isso elas podem ser quebradas sempre que necessário.
A justificação só atrapalha em certas condições. Os pesquisadores Margaret Gregory e E. C. Poulton (1970), segundo o resumo do estudo, testaram 86 pessoas e acharam que, em linhas curtas, de cerca de sete palavras, o texto justificado piorou a compreensão dos leitores mais fracos e não mudou nada para os bons; em linhas de cerca de doze palavras, a desvantagem sumiu, e os autores a atribuíram à irregularidade dos espaços que a justificação cria na linha curta. Um estudo de 1981, dos pesquisadores A. J. Campbell, F. M. Marchetti e D. J. K. Mewhort, também pelo resumo, achou que justificar distribuindo o espaço extra entre e dentro das palavras melhorou a velocidade de leitura. Na nossa leitura, o que atrapalha é justificar em medida curta, sem hifenização, com espaços que abrem buracos, o que devolve o assunto à mancha da seção anterior.
A hifenização em português segue a Base XX do Acordo Ortográfico de 1990: divide-se a palavra pela soletração, e quando a quebra cai no hífen de uma palavra composta, o hífen se repete no começo da linha seguinte (ex- / -alferes). Onde ligar e regular a hifenização no Word está em como diagramar um livro no Word. A documentação do Word consultada não trata do hífen repetido, e por isso ele é um item para conferir na prova.
Viúvas e órfãs, as linhas isoladas de um parágrafo no alto ou no pé da página, são o ajuste fino que se faz depois de o texto correr, e os nomes não são estáveis. Bringhurst chama de viúva a sobra de linha que fica quando um parágrafo termina na primeira linha de uma página, uma linha que, no original reproduzido por Rutter, tem "a past but not a future" (passado, mas não futuro). Outras fontes, como a página da Adobe em português, usam os nomes de outro jeito, e a diferença entre eles está no verbete. Para o trabalho de diagramação, basta ajustar pela posição: não deixar a última linha de um parágrafo sozinha no alto da página.
Os travessões também são regra da casa. Tschichold, nas regras da casa, reservava o travessão longo às tabelas e mandava usar a meia-risca no resto; as regras da Penguin trocam o travessão longo colado pela meia-risca com espaço dos dois lados. Qual sinal abre a fala no diálogo e qual separa um inciso é uma decisão que precisa estar escrita nos estilos antes da diagramação, porque trocá-la depois mexe no comprimento de todas as linhas.
Como abrir capítulos e numerar as páginas do livro (cabeçalho e número)?
Abertura de capítulo, cabeço e número de página seguem convenções de casa editorial: a plataforma só cobra o lado da página, e o resto o projeto decide. Bons projetos dobram essas convenções de propósito.
As regras da Penguin, de 1947, dão um exemplo de padrão de casa: o cabeço (o título que corre no alto das páginas) em versaletes levemente espacejados, com o título do livro na página da esquerda e o do capítulo na da direita, e o número da página no mesmo corpo e na mesma fonte do texto, em algarismos arábicos. O KDP pede as páginas pares à esquerda e as ímpares à direita. Em qual página cada peça do livro abre, e por que o começo do livro tem numeração própria, está em partes de um livro; aqui interessa o que fazer no arquivo: quebrar a seção antes de cada capítulo, inserir a página em branco que falta para o capítulo abrir no lado certo e tirar cabeço e número dessa página e das páginas em branco (procedimento de arquivo nosso; a regra de não numerar a página capitular é a do parágrafo seguinte).
A quebra de seção sem título tem uma regra prática nas Penguin Composition Rules: além do espaço extra, sempre um ou mais asteriscos, porque sem eles não se vê se a parte terminou no pé da página. É um problema que só aparece depois de o texto correr: a quebra que cai no fim de uma página desaparece para o leitor.
Dois livros da Cosac Naify analisados por Fialho mostram a regra e a exceção. No Bonsai da Cosac Naify, segundo a análise de Fialho, cada capítulo tem página de abertura própria e sem número, seguindo a indicação de Emanuel Araújo, em A construção do livro, de não numerar as páginas capitulares, e os cabeços, "contrariando o padrão", ficam junto ao número da página, com o título do livro de um lado e o do capítulo do outro. No Decameron da mesma editora, a página de abertura de capítulo fica sempre à esquerda, ocupada por uma ilustração de Alex Cerveny do tamanho da mancha, e o texto começa na direita.
Como preparar o arquivo do livro para a gráfica?
Nos destinos consultados, o miolo de um romance vai em geral em PDF de páginas simples, com todas as fontes incorporadas e o texto em preto puro; as imagens vão em escala de cinza ou em CMYK, conforme o destino. Fora disso, cada destino tem a sua especificação, e elas se contradizem em pontos que parecem detalhe: formato de PDF, sangria, marcas de corte e múltiplo de páginas.
A fonte não incorporada é motivo de rejeição declarado. A IngramSpark exige todas as fontes incorporadas em todos os PDFs, rejeita o arquivo que não as tem e avisa que a predefinição "Standard" do Acrobat não incorpora as 14 fontes básicas; para conferir, o guia manda abrir as propriedades do arquivo, na aba de fontes, e ver se cada uma está marcada como incorporada. O KDP pede o mesmo, sem exigir um tipo específico de PDF, e ainda aceita Word, RTF ou HTML quando o livro não tem sangria.
A cor do texto é um erro que não aparece na tela. Para miolo em preto e branco, a IngramSpark pede imagens em tons de cinza a 300 ppi, desenhos de traço a 600 ppi e PDF/X-1a ou PDF/X-3; o KDP pede no mínimo 300 DPI. Imagem enviada em RGB ou CMYK é convertida para cinza na impressão e pode mudar de tom, e por isso a IngramSpark recomenda convertê-la antes. No miolo colorido, o texto de até 24 pontos deve ser só preto 100%, e o guia avisa que perfil de cor aplicado ao texto preto costuma virar um cinza. A Gráfica Rocha, no tutorial de fechamento de arquivo, pede PDF/X-1a com tudo em CMYK. Na nossa leitura, os dois conselhos não se contradizem: o arquivo pode estar em CMYK desde que o texto seja só o canal do preto, a 100%; o que estraga é o preto convertido por perfil de cor, que pode virar um cinza. Fios mais finos que 0,125 ponto ou em cinza saem irregulares.
A sangria só existe quando alguma coisa encosta na borda. É a área impressa além da linha de corte, que a guilhotina remove, e o texto comum em fundo branco não precisa dela, como lembra a UICLAP. A medida muda: 3 mm na IngramSpark, 3,2 mm (0,125 polegada) no KDP, 5 mm na UICLAP, de 3 a 5 mm no Clube de Autores, no mínimo 3 mm na Gráfica Rocha e na Corgraf. Na IngramSpark ela vai só em três lados, nunca no da lombada, e o arquivo não pode ter marcas de corte nem páginas duplas lado a lado; na Gráfica Rocha, as marcas de corte devem ser aplicadas na exportação do PDF, nunca desenhadas à mão. O Bonsai da Cosac Naify fez desse detalhe técnico um elemento do projeto: as marcas de corte, que guiam a guilhotina no acabamento, aparecem impressas em todas as páginas do miolo.
O número de páginas obedece à dobra da folha. Na UICLAP, cada folha dobrada forma um caderno de quatro páginas, e se o miolo não for múltiplo de 4 o sistema completa com páginas em branco; a plataforma desaconselha páginas de fundo preto e avisa que, acima de 5% delas, a produção pode ser inviabilizada. A IngramSpark guarda todo miolo com número par de páginas, o mesmo que entra na conta da lombada, e o KDP pede no mínimo 24. Na offset, a conta segue os cadernos de cada gráfica; pergunte a ela antes de fechar o arquivo. A última página reservada pela gráfica sob demanda para os dados de impressão é tratada em exemplos de colofão.
A capa é outro arquivo, com outra especificação: a largura da lombada sai do número final de páginas, e a conta está em como calcular a lombada de um livro; a arte, em como fazer a capa de um livro.
Quais erros de diagramação param o livro, e como achá-los na prova?
Os erros que as plataformas listam como motivo de rejeição são de arquivo: página faltando, paginação errada, fonte não incorporada. O texto que não é o final não para nada: vai impresso. Os erros de aparência que respeitam o mínimo técnico (margem de monografia, fonte de escritório, espaço frouxo) também não param nada e ficam no livro, e por isso a prova impressa é o último filtro.
Entre os motivos de rejeição que o KDP lista para o miolo estão páginas faltando, excesso de páginas em branco, paginação incorreta e marcas de corte no arquivo, segundo a página de requisitos do arquivo. A plataforma oferece uma prova impressa, com a marca "Not for Resale", pensada como exemplar de teste para revisar antes de publicar; a cópia de autor, pedida depois, já é o livro publicado e não inclui mudanças ainda em rascunho.
A lista abaixo junta os erros que as seções anteriores tratam, cada um com o lugar onde se resolve:
- a versão do texto que foi para a diagramação não é a final (primeira seção);
- margens copiadas de trabalho acadêmico, ou a mínima da plataforma tomada como recomendada, com a medianiz que não cresce com o número de páginas (margens);
- linha longa demais para o corpo, sem entrelinha, ou fonte escolhida pelo nome (fonte e entrelinha);
- parágrafo sem recuo ou com linha em branco entre um e outro, espaço duplo depois do ponto, justificado sem hifenização, hífen de palavra composta que não se repete na linha seguinte (parágrafo);
- cabeço ou número em página de abertura e em página branca, quebra de seção que some no pé da página (capítulos);
- fonte não incorporada, texto preto convertido por perfil de cor, imagem em baixa resolução, sangria no lado da lombada, número de páginas que não fecha a conta do destino (arquivo).
Na prova impressa, a leitura que sai das seções anteriores confere, página a página (roteiro nosso): se algum texto some na dobra; se cada capítulo abre no lado certo; se há cabeço ou número em página de abertura ou em página em branco; se o preto saiu cinza; se a última linha de um parágrafo abre uma página; se há hifens empilhados no fim de várias linhas seguidas ou hífen de palavra composta que não se repetiu na linha de baixo.
O romancista Jordan M. Poss diz que ainda não está satisfeito com as margens do primeiro romance que publicou. Na nossa leitura, é o tipo de problema que a tela esconde e o livro impresso mostra.
Diagramar sozinho ou contratar um diagramador?
Para um romance de texto corrido, o programa pesa menos que as decisões desta página, e um autor que as controla consegue um miolo correto sozinho. O diagramador vale pelo que o programa não decide (a mancha, as quebras, a prova), e o livro com imagem, tabela, notas ou índice muda a conta.
O caso de Jordan Poss mostra o limite de cima do fazer sozinho: ele diz ter diagramado todos os livros no Word e lista as correções que precisou controlar, do espaço entre parágrafos à medianiz e à escolha da fonte. O limite de baixo é o de quem não sabe que as decisões existem. As regras da casa de Tschichold existiam porque o compositor ainda trabalhava com regras ruins: a editora fixava de antemão o espaçamento e os detalhes da composição, e deixava fora delas a entrelinha e a mancha. Na nossa leitura, quem contrata um diagramador compra, em boa parte, esse tipo de decisão.
Fazer sozinho custa tempo, e contratar compra esse tempo (leitura nossa); o caso extremo é o de quem resolveu fazer a própria ferramenta. Donald Knuth, cientista da computação, começou a escrever o TeX, sistema de composição tipográfica, em 1977, insatisfeito com as provas da edição revista do segundo volume de The Art of Computer Programming; ao que parece, achou que resolveria em um ano sabático e, segundo uma resenha de Digital Typography (1999), o trabalho tomou uma parte substancial da vida dele.
Qual programa usar (Word, Google Docs, Canva, InDesign, Affinity, ferramentas com IA) é assunto de programas para diagramar livro; os passos no Word e no Canva estão em como diagramar um livro no Word e como diagramar um livro no Canva; um arquivo de partida está em modelo de diagramação de livro; e o preço por página, em quanto custa diagramar um livro. Quem é o profissional que faz esse trabalho, e como é a profissão, está em quem produz o livro.
Checklist de diagramação para impressão
Os três quadros abaixo são o resumo prático da página. O primeiro diz de onde vem cada número; o segundo aplica as três réguas ao mesmo formato; o terceiro junta a especificação de cada destino.
Quadro 1: de onde vem cada número
| item | mínimo técnico (quem exige) | regra de ofício (quem diz) | o que a pesquisa em papel mediu | norma de trabalho acadêmico |
|---|---|---|---|---|
| margem externa | 6,4 mm (KDP, sem sangria); 13 mm recomendados (IngramSpark) | dois nonos da largura na página 2:3 (Tschichold) | não medido | 2 cm à direita (guia UCS) |
| medianiz | 9,6 a 22,3 mm, crescendo com as páginas (KDP) | um nono da largura, mais o que a encadernação come (Tschichold); metade da externa (Williamson) | não medido | 3 cm à esquerda (guia UCS) |
| corpo | 7 pt no mínimo (KDP) | — | 8 a 12 pt sem grande diferença; 11 preferido (Paterson e Tinker) | — |
| entrelinha | — | mais entrelinha para linha mais longa (Tschichold) | 2 pt no corpo 10 (10/12) | 1,5 (guia UCS) |
| medida da linha | — | 8 a 12 palavras (Tschichold); 45 a 75 caracteres (Bringhurst) | faixa larga, que depende do corpo | — |
| recuo | — | um eme; sem recuo no primeiro parágrafo (Tschichold, Penguin) | não medido | 1,5 cm (guia UCS) |
| espaço depois do ponto | — | o mesmo da linha (Tschichold) | não medido | — |
| sangria | 3 a 5 mm, conforme o destino | — | — | — |
| imagens | 300 ppi; traço a 600 | — | — | — |
| cor do texto | preto 100%, sem perfil de cor | — | — | — |
Quadro 2: o mesmo 14 × 21 cm em três réguas (conta nossa)
| régua | margens | mancha | área da mancha |
|---|---|---|---|
| cânone de Tschichold | medianiz 1,56 cm; externa 3,11; cabeça 2,33; pé 4,67 | 9,33 × 14 cm | ≈ 131 cm² |
| margens recomendadas pela UICLAP | medianiz 2 a 2,5 cm; externas 1,5 a 2 cm | de 9,5 × 17 a 10,5 × 18 cm | ≈ 162 a 189 cm² |
| margens do guia de trabalho acadêmico aplicadas ao livro | 3 cm em cima e na medianiz (a esquerda do guia); 2 cm embaixo e fora | 9 × 16 cm | 144 cm² |
A diferença entre a primeira e a segunda linha é de cerca de um quinto a quase um terço da área de texto por página: é o preço, em páginas e em papel, da margem canônica.
Quadro 3: especificação por destino
| KDP | IngramSpark | UICLAP | Clube de Autores | gráfica offset brasileira | |
|---|---|---|---|---|---|
| arquivo | PDF (Word, RTF, HTML ou TXT aceitos sem sangria) | PDF/X-1a:2001 ou PDF/X-3:2002, arquivo único em páginas simples | PDF de até 150 MB | não especificado | PDF/X-1a (Gráfica Rocha; Corgraf: PDF/X) |
| fontes | incorporadas | incorporadas; sem elas, rejeição | não especificado | não especificado | incorporadas ou em curvas |
| imagens | 300 DPI no mínimo | cinza a 300 ppi; traço a 600 | não especificado | não especificado | 300 dpi (Corgraf) |
| sangria | 3,2 mm | 3 mm, só em três lados | 5 mm | 3 a 5 mm | no mínimo 3 mm |
| marcas de corte | proibidas | proibidas | não especificado | não especificado | aplicadas na exportação (Rocha) |
| margens | externa 6,4 mm; medianiz de 9,6 a 22,3 mm | 13 mm recomendados | externas 1,5 a 2 cm; medianiz 2 a 2,5 cm | externa 2,0 cm; medianiz 2,5 cm | sem especificação publicada encontrada |
| páginas | 24 no mínimo | número par | múltiplo de 4, completado pelo sistema | de 20 a 700; até 40, grampeado | cadernos: sem especificação publicada encontrada |
Não especificado: a plataforma não publica o dado na ajuda consultada; pergunte antes de enviar.
Perguntas frequentes
O que é diagramação de livro?
É a distribuição do texto e das imagens nas páginas do livro, com margens, fonte, espaçamento e numeração, para o miolo ir à gráfica. A definição, a origem da palavra e a diferença para projeto gráfico estão no verbete diagramação.
Qual a margem ideal para um livro 14 × 21?
Não há uma só: o KDP aceita 6,4 mm na externa e a IngramSpark recomenda 13 mm; UICLAP e Clube de Autores recomendam de 1,5 a 2 cm fora e de 2 a 2,5 cm na medianiz. O cânone clássico dá medianiz de 1,56 cm e externa de 3,11 cm num 14 × 21, e em livro grosso a medianiz precisa crescer.
Qual fonte e tamanho usar num livro?
Uma fonte de texto, em corpo de 10 a 12 pontos com cerca de 2 pontos de entrelinha, numa linha de 8 a 12 palavras. A pesquisa em papel não achou vantagem clara de corpo dentro dessa faixa, e os estudos de laboratório que isolaram a serifa, feitos em tela, não acharam efeito dela sozinha; a serifada no miolo é convenção do ofício.
Dá para diagramar um livro no Word?
Dá, para romance de texto corrido, se você controla estilos, margens espelhadas, hifenização e a exportação do PDF com as fontes incorporadas. O passo a passo está em como diagramar um livro no Word.
Dá para diagramar um livro no Canva?
Dá, desde que o PDF final cumpra a especificação do destino: fontes incorporadas, sangria quando houver imagem na borda e o número de páginas que o destino pede. Os passos e os limites da ferramenta estão em como diagramar um livro no Canva.
O número de páginas precisa ser múltiplo de 4?
Depende do destino. Na UICLAP, sim, e o sistema completa as páginas que faltam; na IngramSpark basta um número par; na offset, a conta segue os cadernos da gráfica, e vale perguntar a ela antes de fechar o arquivo.
Quanto custa diagramar um livro?
Depende do número de páginas e da complexidade do miolo: texto corrido, imagens, tabelas e notas pedem trabalhos diferentes. As faixas de preço por página estão em quanto custa diagramar um livro.
Livro infantil se diagrama do mesmo jeito?
Não: no livro ilustrado, texto e imagem são planejados juntos, e até as páginas do começo entram no desenho da história, como mostra a seção sobre o livro infantil em partes de um livro. O caminho está em como diagramar um livro infantil.
Como fazer a capa?
A capa é um arquivo separado do miolo, com a lombada calculada pelo número final de páginas. O processo está em como fazer a capa de um livro.
O que fazer com isso
Antes de abrir o programa, feche o texto e baixe a especificação do seu destino; depois, decida a mancha pela medida da linha que você quer, e não pela margem que o Word sugere, grave fonte, corpo, entrelinha e parágrafo em estilos, corra o texto, acerte as quebras, exporte o PDF com as fontes incorporadas e o texto em preto puro, e leia a prova impressa antes de aprovar. Os passos vizinhos do livro físico são escolher formato, papel e acabamento, ordenar as partes do livro, decidir entre capa dura, brochura ou bolso e entender como funciona a impressão. Para o livro digital, o trabalho é outro: está em como fazer um ebook.
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Termos usados nesta página
Em breve
Quem fala sobre isso 6pessoas
- Jan Tschichold †tipógrafo e designer de livros (1902–1974); diretor de tipografia da Penguin Books de 1947 a 1949
Obra sobre composição e página do livro: The Form of the Book (ed. inglesa 1991) e as regras de composição da Penguin (1947).
Na Wikipedia ↗ - Robert Bringhursttipógrafo, poeta e tradutor canadense, autor de The Elements of Typographic Style (1992; 4ª ed. 2012)
Obra sobre tipografia do livro: The Elements of Typographic Style, 1992.
Na Wikipedia ↗ - Beatrice Warde †tipógrafa e publicista da Monotype Corporation (1900–1969)
Obra sobre tipografia de impressão: palestra "The Crystal Goblet, or Printing Should Be Invisible", 1930.
Na Wikipedia ↗ - Donald E. Knuthcientista da computação, criador do sistema de composição TeX (1977), professor emérito de Stanford
Dado e obra: criou o TeX e publicou Digital Typography (CSLI, 1999).
Página ↗ - Miles A. Tinker †pesquisador de legibilidade da impressão na Universidade de Minnesota (1893–1977)
Obra sobre legibilidade do texto impresso: How to Make Type Readable, 1940 (com Donald G. Paterson).
Na Wikipedia ↗ - Sofie Beierpesquisadora do Centre for Visibility Design da Royal Danish Academy (2022)
Obra sobre legibilidade de fontes: artigo sobre serifa × contraste de traço, Acta Psychologica, 2022 (com Katsumi Minakata).
Página ↗
O que a rede diz 5 vozes
TikTokDesigner editorial responde à dúvida que mais recebe: afinal, o que um designer faz na diagramação de um livro.
@senaradesignerTikTok ↗
TikTokLeitora comenta que a diagramação pode fazer 20 páginas parecerem 60.
@magalhaesbeatriceTikTok ↗
TikTokAutora pergunta a outros escritores se diagramam o próprio livro ou contratam alguém.
@ferleitelivrosTikTok ↗
TikTokAutora diz que aprendeu a diagramar o livro na base do tempo e do estresse até chegar ao resultado que queria.
@isaeditorialTikTok ↗
YouTubeEscritor compara InDesign, Affinity, Scribus, Canva e Word para dizer qual ferramenta serve melhor para diagramar um livro impresso.
LeandroVSilvaYouTube ↗
O que está acontecendo
- Autora independente paga pela impressão de 500 livros e, depois de enviar os primeiros exemplares, descobre que o último capítulo ficou de fora ↗
EM FOCO Resumo da matéria 01 Erro apareceu tarde A ausência do capítulo só ficou evidente depois que a tiragem
- Livro descobre inspiração para capas da editora José Olympio, marco da literatura brasileira ↗
‘Padrões e Variações’, resultado da tese de doutorado de Carla Fontana, imprimiu trajetória capista de uma das editoras mais importantes da história nacional
- The Painted Book Cover Is Back ↗
The recent shift toward figuration on book covers may reflect a broader desire for physical presence — proof of the artist’s hand in the digital age.
- Book charms: conheça tendência dos mini livros em formato de chaveiro que cresce na Bienal do Livro ↗
A novidade surgiu de uma parceria entre editora e marca de luxo americana. Agora, editoras brasileiras como Rocco e Planeta apostam no formato para unir moda, literatura e público jovem engajado
- Por que as vendas de livros crescem no Brasil enquanto os leitores diminuem? ↗
Num cenário em que 53% dos brasileiros não são leitores, segundo pesquisa, redes sociais e áudio impulsionam o mercado editorial
A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.
Lidas no texto integral
- Jan Tschichold, The Form of the Book: Essays on the Morality of Good Design (Hartley & Marks, 1991; introdução de Robert Bringhurst), ensaios sobre a página e a mancha, sobre tipografia e "House Rules for Typesetting".
- Jan Tschichold, Penguin Composition Rules (Penguin Books, 1947), transcrição de 4 páginas.
- Hugh Williamson, Methods of Book Design (Oxford University Press, 1956), §§ 9 e 11–14.
- Donald G. Paterson e Miles A. Tinker, How to Make Type Readable (Harper, 1940).
- Beatrice Warde, "The Crystal Goblet, or Printing Should Be Invisible", em The Crystal Goblet (1955).
- IngramSpark, File Creation Guide.
- Gráfica Rocha, e-book para autores (2022).
- Luise Cristine Spieweck Fialho, Design comunica: o projeto gráfico nos livros da Cosac Naify, trabalho de conclusão de curso, UFRGS, 2016.
- Universidade de Caxias do Sul, Biblioteca, "Normas ABNT para trabalhos acadêmicos" (oficina de normalização).
- Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), Base XX.
- Microsoft Support, "Control hyphenation" e "Customize or create new styles" (Word).
- Amazon KDP, ajuda: "Set Trim Size, Bleed, and Margins" e "Proof and Author Copies".
Lidas em resumo ou pela referência
- Robert Bringhurst, The Elements of Typographic Style, §§ 2.1.2 e 2.4.8, pelos trechos reproduzidos em Richard Rutter, The Elements of Typographic Style Applied to the Web (webtypography.net).
- Amazon KDP, ajuda: "Paperback Manuscript (Interior) File Requirements".
- UICLAP, Central de suporte, "Miolo: tamanho, quantidade de páginas, tipo de arquivo e papel".
- UICLAP, Central de suporte, "Margens, sangrias e o caminho para uma impressão perfeita"; Blog UICLAP, "Como escolher o espaçamento e as margens ideais para um livro".
- Juliano Loureiro, Blog Clube de Autores, "Detalhes de impressão que o autor deve se atentar antes de publicar um livro" (17/04/2024) e "Quais as melhores fontes para usar na diagramação de um livro?" (17/10/2024).
- Gráfica Rocha, "[Tutorial] Fechamento de Arquivo - Saída de PDF".
- Grupo Corgraf, "Arte final e fechamento de arquivo para gráfica offset sem erros começa antes da exportação do PDF" (10/03/2026).
- SIL International, SIL Open Font License, versão 1.1 (2007).
- Adobe, "Linhas órfãs e viúvas na tipografia" (Adobe Brasil).
- Aries R. Arditi e Jianna Cho, "Serifs and font legibility", Vision Research 45 (2005), resumo.
- Katsumi Minakata e Sofie Beier, "The dispute about sans serif versus serif fonts", Acta Psychologica 228 (2022), resumo.
- Margaret Gregory e E. C. Poulton, "Even versus Uneven Right-hand Margins and the Rate of Comprehension in Reading", Ergonomics 13 (1970), resumo.
- A. J. Campbell, F. M. Marchetti e D. J. K. Mewhort, "Reading speed and text production: A note on right-justification techniques", Ergonomics 24 (1981), resumo.
- ABC News (Austrália), "Franzen's Freedom recalled in UK", 04/10/2010.
- Resenha de Donald E. Knuth, Digital Typography (CSLI, 1999), The Knowledge Engineering Review 19 (2004).
- Jordan M. Poss, "Five basic typesetting fixes for self-publishing", blog do autor, 12/12/2025.
VERSE MEDIA. Diagramação de livro: como diagramar um livro para impressão. Enciclopédia Verse, 24 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/producao-editorial/fisico/diagramacao-de-livro. Acesso em: [data].
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