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Diagramação de livro: como diagramar um livro para impressão

Os números que circulam para diagramar um livro vêm, na nossa leitura, de três fontes que os guias costumam misturar: o mínimo técnico da gráfica ou da plataforma, que só garante que nada seja cortado; a regra de ofício dos tipógrafos, firmada em séculos de livros; e a norma brasileira de trabalho acadêmico, feita para monografia e transplantada para o romance. A diferença importa porque o mínimo de uma plataforma não é a margem que se lê bem, e porque os erros que fazem recolher um livro ou rejeitar um arquivo não são de estética: são o texto que não era a versão final, a fonte que não foi incorporada ao arquivo, o preto que vira cinza na impressão.

Você já teria diagramado o livro fazia tempo se os guias que abriu concordassem entre si: cada um dá uma margem, uma fonte e uma entrelinha diferente, sem explicar de onde tirou o número. Ontem você quase fechou o arquivo assim mesmo, mas parou com medo de a gráfica devolver o PDF ou o miolo sair com a letra apertada.

O que você leva

A ordem de trabalho completa da diagramação, do texto fechado ao PDF aprovado, com a margem, a fonte, a entrelinha e o parágrafo decididos e comparados entre as normas, mais um checklist para conferir na prova impressa.

Pra quem é

Tentou seguir os guias que encontrou sobre margem, fonte e entrelinha e travou porque cada um dá um número diferente sem dizer de onde tirou, com medo de a gráfica rejeitar o arquivo ou o miolo sair com a letra apertada.

Nesta página
  1. Como diagramar um livro para impressão, passo a passo?
  2. Quais margens usar no livro?
  3. Qual fonte, tamanho e entrelinha usar no miolo?
  4. Recuo, justificado e hifenização: como formatar o parágrafo do livro?
  5. Como abrir capítulos e numerar as páginas do livro (cabeçalho e número)?
  6. Como preparar o arquivo do livro para a gráfica?
  7. Quais erros de diagramação param o livro, e como achá-los na prova?
  8. Diagramar sozinho ou contratar um diagramador?
  9. Checklist de diagramação para impressão
  10. Perguntas frequentes
  11. O que fazer com isso
Livro impresso aberto sobre uma mesa, com as duas páginas de texto corrido iluminadas de lado
O mínimo técnico da plataforma, a regra de ofício e a norma acadêmica dão números diferentes para a margem dessa página. Foto de 🇻🇳🇻🇳 Việt Anh Nguyễn 🇻🇳🇻🇳 no Pexels

Diagramação é a distribuição do texto e das imagens nas páginas de um formato já escolhido; esta página trata do miolo de texto corrido de um livro impresso, do manuscrito fechado ao PDF que a gráfica aceita. Na prática, diagramar é fechar o texto e a especificação do destino, definir a mancha e os estilos, correr o texto, exportar o PDF e ler a prova impressa.

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

Como diagramar um livro para impressão, passo a passo?

A diagramação começa quando duas coisas estão fechadas: o texto, já revisado, e o destino do livro (formato, papel, gráfica ou plataforma). Toda mudança depois disso reflui a paginação, e a ordem de trabalho que evita retrabalho vai do geral (mancha e estilos) ao particular (quebras de linha, viúvas, prova).

O texto fechado é a condição que as gráficas e plataformas pressupõem. O guia de arquivos da IngramSpark, plataforma americana de impressão sob demanda, avisa que ela espera arquivos prontos para imprimir, não faz revisão, edição nem composição, processa o arquivo como ele chega, sem conferência prévia, e só aceita revisão com o reenvio do arquivo inteiro, não de páginas soltas. Uma gráfica offset brasileira, o Grupo Corgraf, diz o mesmo pelo lado dela: cada ajuste feito depois do envio gera atrito. Um caso do que acontece quando a versão errada chega à composição é o de Freedom, do romancista americano Jonathan Franzen: segundo a ABC News, que reproduz declarações dadas ao Guardian, a primeira tiragem britânica, de 2010, foi recolhida; a editora atribuiu o problema a um erro de composição, com cerca de 50 erros de pontuação e grafia, e Franzen falou em algumas centenas de diferenças de palavra, de frase e de fato.

A segunda condição é o destino. Formato, papel e acabamento decidem o tamanho da página e a espessura do livro, e são escolhas anteriores à diagramação: estão em como escolher papel, formato e acabamento. O destino decide as especificações do arquivo, que mudam de uma gráfica para outra e de uma plataforma para outra (a seção sobre o arquivo final e o quadro do fim desta página comparam as principais); como cada processo de impressão funciona está em como funciona a impressão de um livro.

Com as duas coisas fechadas, a ordem de trabalho que sai das fontes desta página, na nossa leitura, é esta:

  1. Guardar a versão final do texto e não mexer mais nela fora do arquivo de diagramação.
  2. Baixar a especificação do destino (margens mínimas, sangria, formato de PDF, número de páginas).
  3. Definir a mancha, a área da página ocupada pelo texto, e as margens (próxima seção).
  4. Definir fonte, corpo, entrelinha e o parágrafo, e gravar tudo em estilos.
  5. Montar as páginas do começo e do fim na ordem das partes de um livro.
  6. Montar as aberturas de capítulo, os cabeços e a numeração.
  7. Correr o texto e acertar as quebras: viúvas, hifens, páginas que terminam mal.
  8. Exportar o PDF e conferir o arquivo.
  9. Pedir uma prova impressa e ler o livro nela.

Os estilos são o que torna essa ordem possível. Um estilo aplica um conjunto de formatações de uma vez, e quando ele muda, todo o texto que o usa muda junto, como explica a documentação do Word. É a versão de programa de uma prática antiga: o tipógrafo Jan Tschichold, que redesenhou os livros da Penguin entre 1947 e 1949, escreveu regras da casa para a composição (House Rules for Typesetting), que o editor entregava ao compositor, com o espaço entre palavras, o recuo de parágrafo e o uso de travessões decididos antes de a primeira página ser composta, e as Penguin Composition Rules, de 1947, fazem o mesmo em quatro páginas. Na nossa leitura, decidir antes, por escrito, é o que impede que o capítulo 3 saia diferente do capítulo 12.

O próprio Tschichold lembra que a página calculada precisa ser vista em papel. A solução que ele dava para acertar a margem interna era um boneco: o par de páginas impresso, recortado e colado, porque não há fórmula infalível para quanto a encadernação come. A prova impressa do passo 9 cumpre a mesma função no fim do processo.

Quais margens usar no livro?

Diagrama comparando a mancha de texto num livro 14 × 21 cm segundo o cânone de Tschichold, a UICLAP e a norma acadêmica
O mesmo formato rende manchas de tamanhos bem diferentes, conforme a régua aplicada. Diagrama: Verse

A margem de um livro tem três pisos diferentes: o que evita que o texto seja cortado, o que dá proporção à página e o que economiza papel. Na regra de ofício, a margem interna, a medianiz, é a menor de cada página; nas plataformas ela é a maior, porque é a única que precisa crescer com o número de páginas: é ela que some na dobra.

O mínimo técnico é o que as plataformas publicam, e ele é pequeno. No KDP, a plataforma de impressão da Amazon, a margem externa mínima é de 0,25 polegada (6,4 mm) num livro sem sangria, e a interna cresce com a espessura: 0,375 polegada (9,6 mm) de 24 a 150 páginas, até 0,875 polegada (22,3 mm) de 701 a 828 páginas. A IngramSpark recomenda meia polegada (13 mm) em todos os lados e admite uma variação de corte de 2 mm em todo livro, o que explica a folga: texto perto demais da borda pode sair cortado. As plataformas brasileiras pedem mais. A UICLAP recomenda de 1,5 a 2 cm nas margens de fora e de 2 a 2,5 cm na interna, e mais de 2,5 cm acima de 500 páginas; o Clube de Autores, 2,0 cm na externa e 2,5 cm na interna.

A proporção tem uma regra de ofício antiga. Tschichold, em The Form of the Book, reconstruiu o cânone que atribuía aos copistas medievais: numa página de proporção 2:3, a margem interna é um nono da largura da página, a externa dois nonos, a de cima um nono da altura e a de baixo dois nonos, e a mancha sai com a mesma proporção da página e com a altura igual à largura dela. Raúl Rosarivo e J. A. van de Graaf chegaram à mesma mancha por construções geométricas diferentes, e Tschichold admite ter aplicado a figura de Van de Graaf à página 2:3, "which van de Graaf does not use". A progressão que resulta, 2:3:4:6 (interna, superior, externa, inferior), circula como receita, mas o próprio Tschichold escreveu que ela só é possível numa folha de proporção 2:3 e que o segredo de uma página harmoniosa não está necessariamente em números simples. O 14 × 21 cm é uma página 2:3, como mostra a página sobre formato e papel.

A economia puxa para o outro lado, e tem defensor com obra. Hugh Williamson, autor do manual Methods of Book Design (1956), escreveu que margens largas podem agradar, mas são certamente antieconômicas, e que a ajuda que dão à leitura é duvidosa; para ele, a função principal da margem larga e bem proporcionada é causar admiração, e o padrão deve se subordinar à função. Williamson chama de dogma, herdado de William Morris, a regra, elevada à força de lei, de puxar as duas páginas abertas para o centro e para cima. Mas mantém a ordem que o cânone também respeita: a medianiz é a menor, a de cima um pouco maior, a externa maior ainda e a de baixo a maior de todas, e a medianiz de cada página deve parecer metade da externa, porque as duas medianizes se leem como um canal só. E pede que o livro grosso e de encadernação rígida afaste a mancha do lombo.

A tensão aparece em número quando se aplica cada régua ao mesmo 14 × 21 cm (conta nossa). Pelo cânone de Tschichold, a mancha tem 9,33 × 14 cm; pelas margens recomendadas pela UICLAP, fica entre 9,5 × 17 cm e 10,5 × 18 cm. A mancha canônica é de cerca de um quinto a quase um terço menor, e o mesmo texto ocuparia, grosso modo, de 24% a 45% mais páginas. Há um segundo choque: a medianiz canônica de 1,56 cm fica abaixo da interna que a UICLAP recomenda para livros de mais de 60 páginas e abaixo do mínimo do KDP a partir de cerca de 300 páginas (0,625 polegada, 1,59 cm). O cânone puro, num livro grosso, fura o mínimo técnico, e somar à medianiz é o que o próprio Tschichold manda: ele admite que a medianiz calculada quase nunca basta, porque só estaria certa se o livro abrisse chapado, e que livro grosso pede mais espaço.

Os livros de editora mostram as duas escolhas. O Decameron da Cosac Naify (2013), com projeto gráfico de Elaine Ramos e Tereza Bettinardi, teve as margens definidas pelo diagrama de Villard de Honnecourt, com texto em duas colunas como nos manuscritos da época de Boccaccio, segundo a análise de Luise Fialho em trabalho de conclusão de curso na UFRGS (2016). Era um livro de 128 páginas, em capa dura e 18,6 × 27,7 cm; na nossa leitura, poucas páginas e preço de objeto são a condição em que a margem generosa cabe. Na Coleção Portátil, de bolso, da mesma editora, Fialho registra margens, corpo e entrelinha escolhidos para a legibilidade, "sem economia de espaço". Na outra ponta, o romancista americano Jordan M. Poss, que diagrama os próprios livros, conta que o livro de cujas margens mais gosta tem 0,9 polegada na medianiz, 0,7 na externa e na de baixo e 0,6 na de cima.

As margens de 3 cm em cima e à esquerda e 2 cm embaixo e à direita vêm do trabalho acadêmico: são as do guia de normalização da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que segue a NBR 14724, norma da ABNT para a apresentação de trabalhos acadêmicos. O guia trata de uma folha A4; no livro, a medianiz alterna de lado a cada página, e o 3/2 aplicado a um 14 × 21 (com os 3 cm da esquerda na medianiz) dá uma mancha de 9 × 16 cm sem nenhuma relação com a espessura do volume (conta nossa).

A mancha decidida aqui define a medida da linha, que é o assunto da seção seguinte: a largura da mancha, dividida pela largura média das letras na fonte escolhida, dá quantos caracteres cabem por linha.

Qual fonte, tamanho e entrelinha usar no miolo?

O nome da fonte pesa menos do que os guias sugerem. Corpo, entrelinha e comprimento de linha têm faixas largas de conforto na pesquisa feita em papel e faixas mais estreitas nas regras de ofício, e é entre essas duas réguas que a decisão se faz.

As regras de ofício convergem para uma linha de cerca de dez palavras. Tschichold pedia de 8 a 12 palavras por linha ("more is a nuisance"), mais entrelinha para linhas mais longas, e chamava a composição sem entrelinha de tortura para o leitor. Williamson registra dez palavras como a medida usual da prosa inglesa. Robert Bringhurst, autor de The Elements of Typographic Style, dá a versão em caracteres, no trecho reproduzido na adaptação de Richard Rutter para a web: de 45 a 75 caracteres por linha é amplamente considerado satisfatório numa página de uma coluna, e 66 caracteres, contando letras e espaços, é tido como o ideal.

A pesquisa de legibilidade em papel deu faixas mais largas. Donald Paterson e Miles Tinker, que reuniram em How to Make Type Readable (1940) testes de velocidade de leitura em papel feitos com universitários, concluíram que o corpo pode variar de 8 a 12 pontos sem afetar muito a velocidade; no segundo estudo deles, o corpo 11 foi lido significativamente mais rápido que o 10, e 224 leitores escolheram o 11 como o mais legível, com o 10 e o 12 logo atrás. Para o corpo 10 numa linha de 19 paicas (cerca de 8 cm), 2 pontos de entrelinha trouxeram o ganho e mais do que isso não ajudou: com 4 pontos, a leitura foi pouco melhor do que sem entrelinha nenhuma. E a medida da linha não teve ponto ótimo, e sim uma faixa de legibilidade igual que depende do corpo: de 14 a cerca de 31 paicas no corpo 10 com 2 pontos de entrelinha, e de 17 a 41 paicas no corpo 12, em que a largura da linha quase não fez diferença. Os mesmos testes mediram que texto todo em caixa-alta é lido 12% mais devagar e que o itálico, embora lido quase tão rápido quanto o redondo, perde na preferência dos leitores, o que o deixa para a ênfase.

Lidas juntas, as duas réguas dizem coisas diferentes: a pesquisa mostra que o leitor tolera muito, e o ofício escolhe, dentro dessa tolerância, o que dá uma página regular. A entrelinha de 2 pontos no corpo 10 é a composição "10/12", 120% do corpo (conta nossa); o Clube de Autores fala em entrelinha de 1,15 a 1,5 "linha" e a UICLAP em 1,5.

A serifa é disputa antiga e de prova fraca. Dois estudos de laboratório, lidos pelo resumo, não acharam efeito da serifa sozinha: os pesquisadores Aries Arditi e Jianna Cho (2005) compararam a mesma fonte com e sem serifa e não viram diferença na velocidade de leitura, e os pesquisadores Katsumi Minakata e Sofie Beier (2022), com quatro fontes desenhadas para o teste, acharam efeito do contraste entre traços grossos e finos, não da serifa, numa tarefa de reconhecimento de palavras. Nenhum dos dois mediu a leitura de um livro. A preferência pela serifada no miolo tem outra origem, que é a história do ofício: Tschichold, que em 1928 pregava a letra sem serifa, passou ao romano serifado para livros e escreveu depois que, para adultos, a sem serifa é mais difícil de ler. E a doutrina por trás do miolo discreto é a da tipografia invisível, de Beatrice Warde, da Monotype, que comparava o tipógrafo de livro a quem ergue uma janela entre o leitor e a paisagem das palavras do autor: um vitral pode ser belíssimo e falhar como janela.

As empresas brasileiras consultadas não separam a regra do ofício da preferência. O Clube de Autores sugere corpo de 10 a 12 pontos e lista, entre as fontes possíveis, Arial e Helvetica ao lado de Garamond e Georgia; a Gráfica Rocha indica Garamond e Baskerville para o miolo. Um exemplo de miolo de editora: o Bonsai, de Alejandro Zambra, na Cosac Naify (2013), com projeto de Flávia Castanheira, compõe o texto justificado, numa coluna, em Arnhem, uma serifada, com entrelinha folgada, segundo a análise de Fialho. No piso técnico, o KDP aceita corpo a partir de 7 pontos; nas regras da Penguin, as notas de rodapé iam 2 pontos menores que o corpo do texto.

A licença da fonte também entra na escolha. A SIL Open Font License, licença de boa parte das fontes do Google Fonts, permite incorporar a fonte a um documento, e o documento feito com ela, o livro, não fica sujeito à licença. Fonte comercial pede a leitura do contrato de licença dela antes de ir para um livro vendido. O desenho das letras, as famílias e a história dos tipos são assunto de tipografia.

Recuo, justificado e hifenização: como formatar o parágrafo do livro?

O parágrafo de livro impresso é justificado e marcado por recuo, sem linha em branco entre um e outro. O inimigo é o espaço frouxo entre palavras, e a hifenização é o que o evita, com uma regra de divisão própria do português.

O recuo é a marca do parágrafo. Tschichold o considerava obrigatório, de um eme (a largura do corpo da letra), e chamava de erro a composição sem recuo; recuo maior só em linha muito longa, porque um recuo grande pode ficar mais comprido que a última linha do parágrafo anterior. As regras da Penguin tiram o recuo da primeira linha do primeiro parágrafo de um texto e do parágrafo que vem depois de um intertítulo. O blog da UICLAP recomenda recuo de 1,25 cm e entrelinha 1,5 para romance, citando a NBR 14724, a norma de trabalho acadêmico. O guia da UCS, que também segue a norma, dá 1,5 cm. Num corpo 11, um eme mede cerca de 0,39 cm: nos dois casos, o recuo acadêmico é três a quatro vezes o tipográfico (conta nossa).

O espaço entre palavras deve ser apertado e constante. Tschichold pedia um terço de eme ou menos e dizia que a maior parte da composição, em quase todos os países, era frouxa demais; depois do ponto final, o mesmo espaço usado entre as palavras da linha, sem espaço duplo. As Penguin Composition Rules vão além: quebrar palavras é menos danoso para a página do que abrir espaços largos, e por isso elas podem ser quebradas sempre que necessário.

A justificação só atrapalha em certas condições. Os pesquisadores Margaret Gregory e E. C. Poulton (1970), segundo o resumo do estudo, testaram 86 pessoas e acharam que, em linhas curtas, de cerca de sete palavras, o texto justificado piorou a compreensão dos leitores mais fracos e não mudou nada para os bons; em linhas de cerca de doze palavras, a desvantagem sumiu, e os autores a atribuíram à irregularidade dos espaços que a justificação cria na linha curta. Um estudo de 1981, dos pesquisadores A. J. Campbell, F. M. Marchetti e D. J. K. Mewhort, também pelo resumo, achou que justificar distribuindo o espaço extra entre e dentro das palavras melhorou a velocidade de leitura. Na nossa leitura, o que atrapalha é justificar em medida curta, sem hifenização, com espaços que abrem buracos, o que devolve o assunto à mancha da seção anterior.

A hifenização em português segue a Base XX do Acordo Ortográfico de 1990: divide-se a palavra pela soletração, e quando a quebra cai no hífen de uma palavra composta, o hífen se repete no começo da linha seguinte (ex- / -alferes). Onde ligar e regular a hifenização no Word está em como diagramar um livro no Word. A documentação do Word consultada não trata do hífen repetido, e por isso ele é um item para conferir na prova.

Viúvas e órfãs, as linhas isoladas de um parágrafo no alto ou no pé da página, são o ajuste fino que se faz depois de o texto correr, e os nomes não são estáveis. Bringhurst chama de viúva a sobra de linha que fica quando um parágrafo termina na primeira linha de uma página, uma linha que, no original reproduzido por Rutter, tem "a past but not a future" (passado, mas não futuro). Outras fontes, como a página da Adobe em português, usam os nomes de outro jeito, e a diferença entre eles está no verbete. Para o trabalho de diagramação, basta ajustar pela posição: não deixar a última linha de um parágrafo sozinha no alto da página.

Os travessões também são regra da casa. Tschichold, nas regras da casa, reservava o travessão longo às tabelas e mandava usar a meia-risca no resto; as regras da Penguin trocam o travessão longo colado pela meia-risca com espaço dos dois lados. Qual sinal abre a fala no diálogo e qual separa um inciso é uma decisão que precisa estar escrita nos estilos antes da diagramação, porque trocá-la depois mexe no comprimento de todas as linhas.

Como abrir capítulos e numerar as páginas do livro (cabeçalho e número)?

Página dupla de um livro impresso aberto sobre uma mesa
O cabeço e o número seguem convenção de casa editorial; a plataforma só cobra o lado da página em que cada capítulo abre. Foto de berna no Pexels

Abertura de capítulo, cabeço e número de página seguem convenções de casa editorial: a plataforma só cobra o lado da página, e o resto o projeto decide. Bons projetos dobram essas convenções de propósito.

As regras da Penguin, de 1947, dão um exemplo de padrão de casa: o cabeço (o título que corre no alto das páginas) em versaletes levemente espacejados, com o título do livro na página da esquerda e o do capítulo na da direita, e o número da página no mesmo corpo e na mesma fonte do texto, em algarismos arábicos. O KDP pede as páginas pares à esquerda e as ímpares à direita. Em qual página cada peça do livro abre, e por que o começo do livro tem numeração própria, está em partes de um livro; aqui interessa o que fazer no arquivo: quebrar a seção antes de cada capítulo, inserir a página em branco que falta para o capítulo abrir no lado certo e tirar cabeço e número dessa página e das páginas em branco (procedimento de arquivo nosso; a regra de não numerar a página capitular é a do parágrafo seguinte).

A quebra de seção sem título tem uma regra prática nas Penguin Composition Rules: além do espaço extra, sempre um ou mais asteriscos, porque sem eles não se vê se a parte terminou no pé da página. É um problema que só aparece depois de o texto correr: a quebra que cai no fim de uma página desaparece para o leitor.

Dois livros da Cosac Naify analisados por Fialho mostram a regra e a exceção. No Bonsai da Cosac Naify, segundo a análise de Fialho, cada capítulo tem página de abertura própria e sem número, seguindo a indicação de Emanuel Araújo, em A construção do livro, de não numerar as páginas capitulares, e os cabeços, "contrariando o padrão", ficam junto ao número da página, com o título do livro de um lado e o do capítulo do outro. No Decameron da mesma editora, a página de abertura de capítulo fica sempre à esquerda, ocupada por uma ilustração de Alex Cerveny do tamanho da mancha, e o texto começa na direita.

Como preparar o arquivo do livro para a gráfica?

Nos destinos consultados, o miolo de um romance vai em geral em PDF de páginas simples, com todas as fontes incorporadas e o texto em preto puro; as imagens vão em escala de cinza ou em CMYK, conforme o destino. Fora disso, cada destino tem a sua especificação, e elas se contradizem em pontos que parecem detalhe: formato de PDF, sangria, marcas de corte e múltiplo de páginas.

A fonte não incorporada é motivo de rejeição declarado. A IngramSpark exige todas as fontes incorporadas em todos os PDFs, rejeita o arquivo que não as tem e avisa que a predefinição "Standard" do Acrobat não incorpora as 14 fontes básicas; para conferir, o guia manda abrir as propriedades do arquivo, na aba de fontes, e ver se cada uma está marcada como incorporada. O KDP pede o mesmo, sem exigir um tipo específico de PDF, e ainda aceita Word, RTF ou HTML quando o livro não tem sangria.

A cor do texto é um erro que não aparece na tela. Para miolo em preto e branco, a IngramSpark pede imagens em tons de cinza a 300 ppi, desenhos de traço a 600 ppi e PDF/X-1a ou PDF/X-3; o KDP pede no mínimo 300 DPI. Imagem enviada em RGB ou CMYK é convertida para cinza na impressão e pode mudar de tom, e por isso a IngramSpark recomenda convertê-la antes. No miolo colorido, o texto de até 24 pontos deve ser só preto 100%, e o guia avisa que perfil de cor aplicado ao texto preto costuma virar um cinza. A Gráfica Rocha, no tutorial de fechamento de arquivo, pede PDF/X-1a com tudo em CMYK. Na nossa leitura, os dois conselhos não se contradizem: o arquivo pode estar em CMYK desde que o texto seja só o canal do preto, a 100%; o que estraga é o preto convertido por perfil de cor, que pode virar um cinza. Fios mais finos que 0,125 ponto ou em cinza saem irregulares.

A sangria só existe quando alguma coisa encosta na borda. É a área impressa além da linha de corte, que a guilhotina remove, e o texto comum em fundo branco não precisa dela, como lembra a UICLAP. A medida muda: 3 mm na IngramSpark, 3,2 mm (0,125 polegada) no KDP, 5 mm na UICLAP, de 3 a 5 mm no Clube de Autores, no mínimo 3 mm na Gráfica Rocha e na Corgraf. Na IngramSpark ela vai só em três lados, nunca no da lombada, e o arquivo não pode ter marcas de corte nem páginas duplas lado a lado; na Gráfica Rocha, as marcas de corte devem ser aplicadas na exportação do PDF, nunca desenhadas à mão. O Bonsai da Cosac Naify fez desse detalhe técnico um elemento do projeto: as marcas de corte, que guiam a guilhotina no acabamento, aparecem impressas em todas as páginas do miolo.

O número de páginas obedece à dobra da folha. Na UICLAP, cada folha dobrada forma um caderno de quatro páginas, e se o miolo não for múltiplo de 4 o sistema completa com páginas em branco; a plataforma desaconselha páginas de fundo preto e avisa que, acima de 5% delas, a produção pode ser inviabilizada. A IngramSpark guarda todo miolo com número par de páginas, o mesmo que entra na conta da lombada, e o KDP pede no mínimo 24. Na offset, a conta segue os cadernos de cada gráfica; pergunte a ela antes de fechar o arquivo. A última página reservada pela gráfica sob demanda para os dados de impressão é tratada em exemplos de colofão.

A capa é outro arquivo, com outra especificação: a largura da lombada sai do número final de páginas, e a conta está em como calcular a lombada de um livro; a arte, em como fazer a capa de um livro.

Quais erros de diagramação param o livro, e como achá-los na prova?

Folhas impressas de um livro sobre uma mesa, uma delas marcada com caneta
A prova impressa é o último filtro: o que a tela esconde, o papel mostra. Foto de PNW Production no Pexels

Os erros que as plataformas listam como motivo de rejeição são de arquivo: página faltando, paginação errada, fonte não incorporada. O texto que não é o final não para nada: vai impresso. Os erros de aparência que respeitam o mínimo técnico (margem de monografia, fonte de escritório, espaço frouxo) também não param nada e ficam no livro, e por isso a prova impressa é o último filtro.

Entre os motivos de rejeição que o KDP lista para o miolo estão páginas faltando, excesso de páginas em branco, paginação incorreta e marcas de corte no arquivo, segundo a página de requisitos do arquivo. A plataforma oferece uma prova impressa, com a marca "Not for Resale", pensada como exemplar de teste para revisar antes de publicar; a cópia de autor, pedida depois, já é o livro publicado e não inclui mudanças ainda em rascunho.

A lista abaixo junta os erros que as seções anteriores tratam, cada um com o lugar onde se resolve:

  • a versão do texto que foi para a diagramação não é a final (primeira seção);
  • margens copiadas de trabalho acadêmico, ou a mínima da plataforma tomada como recomendada, com a medianiz que não cresce com o número de páginas (margens);
  • linha longa demais para o corpo, sem entrelinha, ou fonte escolhida pelo nome (fonte e entrelinha);
  • parágrafo sem recuo ou com linha em branco entre um e outro, espaço duplo depois do ponto, justificado sem hifenização, hífen de palavra composta que não se repete na linha seguinte (parágrafo);
  • cabeço ou número em página de abertura e em página branca, quebra de seção que some no pé da página (capítulos);
  • fonte não incorporada, texto preto convertido por perfil de cor, imagem em baixa resolução, sangria no lado da lombada, número de páginas que não fecha a conta do destino (arquivo).

Na prova impressa, a leitura que sai das seções anteriores confere, página a página (roteiro nosso): se algum texto some na dobra; se cada capítulo abre no lado certo; se há cabeço ou número em página de abertura ou em página em branco; se o preto saiu cinza; se a última linha de um parágrafo abre uma página; se há hifens empilhados no fim de várias linhas seguidas ou hífen de palavra composta que não se repetiu na linha de baixo.

O romancista Jordan M. Poss diz que ainda não está satisfeito com as margens do primeiro romance que publicou. Na nossa leitura, é o tipo de problema que a tela esconde e o livro impresso mostra.

Diagramar sozinho ou contratar um diagramador?

Para um romance de texto corrido, o programa pesa menos que as decisões desta página, e um autor que as controla consegue um miolo correto sozinho. O diagramador vale pelo que o programa não decide (a mancha, as quebras, a prova), e o livro com imagem, tabela, notas ou índice muda a conta.

O caso de Jordan Poss mostra o limite de cima do fazer sozinho: ele diz ter diagramado todos os livros no Word e lista as correções que precisou controlar, do espaço entre parágrafos à medianiz e à escolha da fonte. O limite de baixo é o de quem não sabe que as decisões existem. As regras da casa de Tschichold existiam porque o compositor ainda trabalhava com regras ruins: a editora fixava de antemão o espaçamento e os detalhes da composição, e deixava fora delas a entrelinha e a mancha. Na nossa leitura, quem contrata um diagramador compra, em boa parte, esse tipo de decisão.

Fazer sozinho custa tempo, e contratar compra esse tempo (leitura nossa); o caso extremo é o de quem resolveu fazer a própria ferramenta. Donald Knuth, cientista da computação, começou a escrever o TeX, sistema de composição tipográfica, em 1977, insatisfeito com as provas da edição revista do segundo volume de The Art of Computer Programming; ao que parece, achou que resolveria em um ano sabático e, segundo uma resenha de Digital Typography (1999), o trabalho tomou uma parte substancial da vida dele.

Qual programa usar (Word, Google Docs, Canva, InDesign, Affinity, ferramentas com IA) é assunto de programas para diagramar livro; os passos no Word e no Canva estão em como diagramar um livro no Word e como diagramar um livro no Canva; um arquivo de partida está em modelo de diagramação de livro; e o preço por página, em quanto custa diagramar um livro. Quem é o profissional que faz esse trabalho, e como é a profissão, está em quem produz o livro.

Checklist de diagramação para impressão

Os três quadros abaixo são o resumo prático da página. O primeiro diz de onde vem cada número; o segundo aplica as três réguas ao mesmo formato; o terceiro junta a especificação de cada destino.

Quadro 1: de onde vem cada número

Confira o arquivo e a prova antes de enviar
item mínimo técnico (quem exige) regra de ofício (quem diz) o que a pesquisa em papel mediu norma de trabalho acadêmico
margem externa 6,4 mm (KDP, sem sangria); 13 mm recomendados (IngramSpark) dois nonos da largura na página 2:3 (Tschichold) não medido 2 cm à direita (guia UCS)
medianiz 9,6 a 22,3 mm, crescendo com as páginas (KDP) um nono da largura, mais o que a encadernação come (Tschichold); metade da externa (Williamson) não medido 3 cm à esquerda (guia UCS)
corpo 7 pt no mínimo (KDP) — 8 a 12 pt sem grande diferença; 11 preferido (Paterson e Tinker) —
entrelinha — mais entrelinha para linha mais longa (Tschichold) 2 pt no corpo 10 (10/12) 1,5 (guia UCS)
medida da linha — 8 a 12 palavras (Tschichold); 45 a 75 caracteres (Bringhurst) faixa larga, que depende do corpo —
recuo — um eme; sem recuo no primeiro parágrafo (Tschichold, Penguin) não medido 1,5 cm (guia UCS)
espaço depois do ponto — o mesmo da linha (Tschichold) não medido —
sangria 3 a 5 mm, conforme o destino — — —
imagens 300 ppi; traço a 600 — — —
cor do texto preto 100%, sem perfil de cor — — —

Quadro 2: o mesmo 14 × 21 cm em três réguas (conta nossa)

régua margens mancha área da mancha
cânone de Tschichold medianiz 1,56 cm; externa 3,11; cabeça 2,33; pé 4,67 9,33 × 14 cm ≈ 131 cm²
margens recomendadas pela UICLAP medianiz 2 a 2,5 cm; externas 1,5 a 2 cm de 9,5 × 17 a 10,5 × 18 cm ≈ 162 a 189 cm²
margens do guia de trabalho acadêmico aplicadas ao livro 3 cm em cima e na medianiz (a esquerda do guia); 2 cm embaixo e fora 9 × 16 cm 144 cm²

A diferença entre a primeira e a segunda linha é de cerca de um quinto a quase um terço da área de texto por página: é o preço, em páginas e em papel, da margem canônica.

Quadro 3: especificação por destino

KDP IngramSpark UICLAP Clube de Autores gráfica offset brasileira
arquivo PDF (Word, RTF, HTML ou TXT aceitos sem sangria) PDF/X-1a:2001 ou PDF/X-3:2002, arquivo único em páginas simples PDF de até 150 MB não especificado PDF/X-1a (Gráfica Rocha; Corgraf: PDF/X)
fontes incorporadas incorporadas; sem elas, rejeição não especificado não especificado incorporadas ou em curvas
imagens 300 DPI no mínimo cinza a 300 ppi; traço a 600 não especificado não especificado 300 dpi (Corgraf)
sangria 3,2 mm 3 mm, só em três lados 5 mm 3 a 5 mm no mínimo 3 mm
marcas de corte proibidas proibidas não especificado não especificado aplicadas na exportação (Rocha)
margens externa 6,4 mm; medianiz de 9,6 a 22,3 mm 13 mm recomendados externas 1,5 a 2 cm; medianiz 2 a 2,5 cm externa 2,0 cm; medianiz 2,5 cm sem especificação publicada encontrada
páginas 24 no mínimo número par múltiplo de 4, completado pelo sistema de 20 a 700; até 40, grampeado cadernos: sem especificação publicada encontrada

Não especificado: a plataforma não publica o dado na ajuda consultada; pergunte antes de enviar.

Perguntas frequentes

O que é diagramação de livro?

É a distribuição do texto e das imagens nas páginas do livro, com margens, fonte, espaçamento e numeração, para o miolo ir à gráfica. A definição, a origem da palavra e a diferença para projeto gráfico estão no verbete diagramação.

Qual a margem ideal para um livro 14 × 21?

Não há uma só: o KDP aceita 6,4 mm na externa e a IngramSpark recomenda 13 mm; UICLAP e Clube de Autores recomendam de 1,5 a 2 cm fora e de 2 a 2,5 cm na medianiz. O cânone clássico dá medianiz de 1,56 cm e externa de 3,11 cm num 14 × 21, e em livro grosso a medianiz precisa crescer.

Qual fonte e tamanho usar num livro?

Uma fonte de texto, em corpo de 10 a 12 pontos com cerca de 2 pontos de entrelinha, numa linha de 8 a 12 palavras. A pesquisa em papel não achou vantagem clara de corpo dentro dessa faixa, e os estudos de laboratório que isolaram a serifa, feitos em tela, não acharam efeito dela sozinha; a serifada no miolo é convenção do ofício.

Dá para diagramar um livro no Word?

Dá, para romance de texto corrido, se você controla estilos, margens espelhadas, hifenização e a exportação do PDF com as fontes incorporadas. O passo a passo está em como diagramar um livro no Word.

Dá para diagramar um livro no Canva?

Dá, desde que o PDF final cumpra a especificação do destino: fontes incorporadas, sangria quando houver imagem na borda e o número de páginas que o destino pede. Os passos e os limites da ferramenta estão em como diagramar um livro no Canva.

O número de páginas precisa ser múltiplo de 4?

Depende do destino. Na UICLAP, sim, e o sistema completa as páginas que faltam; na IngramSpark basta um número par; na offset, a conta segue os cadernos da gráfica, e vale perguntar a ela antes de fechar o arquivo.

Quanto custa diagramar um livro?

Depende do número de páginas e da complexidade do miolo: texto corrido, imagens, tabelas e notas pedem trabalhos diferentes. As faixas de preço por página estão em quanto custa diagramar um livro.

Livro infantil se diagrama do mesmo jeito?

Não: no livro ilustrado, texto e imagem são planejados juntos, e até as páginas do começo entram no desenho da história, como mostra a seção sobre o livro infantil em partes de um livro. O caminho está em como diagramar um livro infantil.

Como fazer a capa?

A capa é um arquivo separado do miolo, com a lombada calculada pelo número final de páginas. O processo está em como fazer a capa de um livro.

O que fazer com isso

Antes de abrir o programa, feche o texto e baixe a especificação do seu destino; depois, decida a mancha pela medida da linha que você quer, e não pela margem que o Word sugere, grave fonte, corpo, entrelinha e parágrafo em estilos, corra o texto, acerte as quebras, exporte o PDF com as fontes incorporadas e o texto em preto puro, e leia a prova impressa antes de aprovar. Os passos vizinhos do livro físico são escolher formato, papel e acabamento, ordenar as partes do livro, decidir entre capa dura, brochura ou bolso e entender como funciona a impressão. Para o livro digital, o trabalho é outro: está em como fazer um ebook.

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Guias que saem daqui

GuiaComo diagramar um livro infantil (livro ilustrado para imprimir)Diagramar um livro infantil ilustrado, o livro de história e não o didático, é decidir, antes da arte final, o que vai em cada página dupla e onde cai cada virada de página: o texto é repartido pelas duplas num boneco de miniaturas, e só depois se desenha, se GuiaComo fazer a capa de um livro (para imprimir e publicar)Fazer a capa do livro que você vai publicar (não encapar um livro pronto, que é trabalho de artesanato) é resolver duas coisas que pedem habilidades diferentes: a imagem da frente, que precisa dizer de que gênero é o livro e mostrar o título mesmo pequena na tGuiaProgramas para diagramar livro: grátis, online, com IA e InDesignPara o miolo de um romance, o programa certo é o que faz o que a gráfica cobra, e não o mais caro: páginas espelhadas, com a margem de dentro diferente da de fora, hifenização em português, PDF com as fontes incorporadas e, quando o destino pede, PDF/X.GuiaComo diagramar um livro no WordDá para diagramar o miolo de um romance no Word instalado no computador, desde que o livro seja de texto corrido e o destino aceite o que o Word entrega: o KDP recebe o próprio arquivo do Word quando o livro não tem sangria, e a IngramSpark exige um PDF/X que GuiaQuanto custa diagramar um livro?No Brasil, diagramar o miolo de um livro custa de R$ 4 a R$ 100 por página, do piso da UICLAP (2024) ao livro de arte na tabela da ADEGRAF-DF (2021), e a conta muda de tabela para tabela porque cada uma cobra por unidade diferente — página do livro pronto, lauGuiaComo diagramar um livro no CanvaNo Canva, um livro se diagrama criando um design de tamanho personalizado em centímetros, ativando margens e sangria pelo menu Configurações, colando o texto por página ou por bloco de capítulo — nunca o livro inteiro numa caixa só — e baixando o arquivo em PDGuiaModelo de diagramação de livro (template e exemplos)Quem busca um modelo de diagramação de livro, em Word ou em PDF, quer uma de duas coisas: um arquivo já com os estilos do miolo prontos, para editar por cima do próprio texto, ou um exemplo já diagramado, para ver como aquelas regras viram página.

Também nesta enciclopédia

Termos usados nesta página

TermoDiagramaçãoDiagramação, também chamada de paginação ou, em certos contextos, layout, é a organização visual de textos, imagens e outros elementos gráficos numa página, tela ou outra superfície de publicação, geralmente a serviço de um objetivo de comunicação.TermoMiolo (do livro)Miolo, no livro, é o conjunto de folhas, reunidas quase sempre em cadernos, que forma o corpo da publicação — a definição da norma brasileira para livros e folhetos.TermoViúvas e órfãs (tipografia)Viúvas e órfãs são os nomes que a tipografia dá às linhas de um parágrafo que ficam isoladas, sozinhas, no alto ou no pé de uma página ou coluna — não pessoas, apesar do nome.TermoProjeto gráfico (design de livros)Projeto gráfico, ou design de livro, é a disciplina que decide os elementos visuais — tipografia, margens, ilustrações, diagramação — e físicos — formato, papel, tipo de impressão, encadernação — que dão a um livro sua forma final; o trabalho começa só depois TermoTipografia (fonte do livro)Tipografia, no sentido usado nesta página, é a arte e a técnica de organizar tipos para tornar a língua escrita legível e passível de leitura quando exibida — a definição do tipógrafo Robert Bringhurst, que inclui a escolha da fonte, do corpo, do comprimento dTermoCapa de livroA capa de livro é o revestimento externo, de material flexível ou rígido, que envolve e protege o miolo de um livro — elemento obrigatório na estrutura de uma publicação impressa, segundo a norma brasileira de apresentação de livros.TermoISBN impresso vs ebookISBN impresso vs ebook é a comparação entre os números que identificam cada formato de uma mesma obra: pela regra da Agência Internacional do ISBN, cada edição e cada formato de um livro — impresso, ebook, audiolivro, brochura, capa dura — recebe um número pró

Em breve

quem produz o livrocomo fazer um ebook

Quem fala sobre isso 6pessoas

  • Jan Tschichold †tipógrafo e designer de livros (1902–1974); diretor de tipografia da Penguin Books de 1947 a 1949

    Obra sobre composição e página do livro: The Form of the Book (ed. inglesa 1991) e as regras de composição da Penguin (1947).

    Na Wikipedia ↗
  • Robert Bringhursttipógrafo, poeta e tradutor canadense, autor de The Elements of Typographic Style (1992; 4ª ed. 2012)

    Obra sobre tipografia do livro: The Elements of Typographic Style, 1992.

    Na Wikipedia ↗
  • Beatrice Warde †tipógrafa e publicista da Monotype Corporation (1900–1969)

    Obra sobre tipografia de impressão: palestra "The Crystal Goblet, or Printing Should Be Invisible", 1930.

    Na Wikipedia ↗
  • Donald E. Knuthcientista da computação, criador do sistema de composição TeX (1977), professor emérito de Stanford

    Dado e obra: criou o TeX e publicou Digital Typography (CSLI, 1999).

    Página ↗
  • Miles A. Tinker †pesquisador de legibilidade da impressão na Universidade de Minnesota (1893–1977)

    Obra sobre legibilidade do texto impresso: How to Make Type Readable, 1940 (com Donald G. Paterson).

    Na Wikipedia ↗
  • Sofie Beierpesquisadora do Centre for Visibility Design da Royal Danish Academy (2022)

    Obra sobre legibilidade de fontes: artigo sobre serifa × contraste de traço, Acta Psychologica, 2022 (com Katsumi Minakata).

    Página ↗

O que a rede diz 5 vozes

  • Capa do post de @senaradesignerTikTok

    Designer editorial responde à dúvida que mais recebe: afinal, o que um designer faz na diagramação de um livro.

    @senaradesignerTikTok ↗
  • Capa do post de @magalhaesbeatriceTikTok

    Leitora comenta que a diagramação pode fazer 20 páginas parecerem 60.

    @magalhaesbeatriceTikTok ↗
  • Capa do post de @ferleitelivrosTikTok

    Autora pergunta a outros escritores se diagramam o próprio livro ou contratam alguém.

    @ferleitelivrosTikTok ↗
  • Capa do post de @isaeditorialTikTok

    Autora diz que aprendeu a diagramar o livro na base do tempo e do estresse até chegar ao resultado que queria.

    @isaeditorialTikTok ↗
  • Capa do post de LeandroVSilva: Qual a MELHOR FERRAMENTA para DIAGRAMAR um LIVRO IMPRESSO? INDESIGN AFFINITY SCRIBUS CANVA WORDYouTube

    Escritor compara InDesign, Affinity, Scribus, Canva e Word para dizer qual ferramenta serve melhor para diagramar um livro impresso.

    LeandroVSilvaYouTube ↗

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Autoria: Verse MediaRevisado em 26 set. 2026Passos conferidos em 26 set. 2026Publicado em 26 set. 202628 fontes · 12 no integral

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VERSE MEDIA. Diagramação de livro: como diagramar um livro para impressão. Enciclopédia Verse, 24 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/producao-editorial/fisico/diagramacao-de-livro. Acesso em: [data].

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