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Quem produz o livro: diagramador de livro, capista, ilustrador e narrador

Quatro profissionais transformam o texto revisado em livro: o diagramador monta as páginas do miolo, o capista faz a capa, o ilustrador cria as imagens e o narrador grava a versão em áudio. O preço é o que os orçamentos comparam, mas o que separa os quatro é o que o autor leva para casa: capa e ilustração são obras com autor, a voz é interpretação protegida por lei, e o que o autor recebe de cada um, dos arquivos do miolo à gravação, é o que o contrato diz.

O texto finalmente está revisado e você abriu três orçamentos que não conversam entre si: um cobra por página, outro pelo projeto, outro por hora de áudio. No meio deles, ninguém diz se a capa e os desenhos que você vai pagar passam a ser seus, nem o que acontece se um dia quiser trocar de gráfica ou de loja.

O que você leva

Saber quais dos quatro profissionais o livro precisa, em que ordem eles entram, o que cada um entrega e cobra, e a lista do que pedir por escrito para ficar com o que pagou.

Pra quem é

O texto está pronto, os orçamentos não se comparam (um cobra por página, outro por projeto, outro por hora finalizada) e ninguém diz se a capa e a arte pagas passam a ser do autor.

Nesta página
  1. O que faz um diagramador de livro?
  2. O que o capista entrega, e o autor tem a palavra final?
  3. Quem escolhe o ilustrador do livro, a editora ou o autor?
  4. O que faz um narrador de audiobook, e como ele é pago?
  5. Quanto custam diagramação, capa, ilustração e narração de um livro?
  6. Quem fica dono da capa, das ilustrações e da voz?
  7. Como contratar diagramador, capista, ilustrador e narrador?
  8. Como ser diagramador ou capista de livros?
  9. Perguntas frequentes
  10. O que fazer com isso
Mesa de trabalho com páginas de livro impressas, lápis e provas espalhadas sob luz lateral
Diagramação, capa, ilustração e narração são ofícios diferentes, cada um com seu profissional. Foto de Ron Lach no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

O que faz um diagramador de livro?

Livro impresso aberto em página dupla, com texto corrido e margens visíveis
O diagramador decide como o texto ocupa a página. Foto de artmoon no Pexels

O diagramador transforma o texto em páginas, e por isso só deve entrar com o original fechado. Na descrição da Reedsy, plataforma que liga autores a editores e designers autônomos, o trabalho do miolo só começa quando o texto está totalmente editado e revisado (fully edited and proofread); aí o diagramador escolhe a fonte, a entrelinha e as margens, posiciona as imagens, resolve viúvas e órfãs e entrega os arquivos prontos para subir na plataforma de publicação. Na mesma lista, o e-book refluível aparece como item opcional, cobrado à parte.

O design do livro entra quando autor e editor fecham o original e o texto passa para a produção; é ali que se decidem, com a gráfica, tipografia, margens, formato, papel e encadernação, como descreve Marshall Lee, autor de um manual americano de produção editorial, em Bookmaking (2004). Diagramação é o nome dessa organização de texto e imagem na página, e o conjunto de decisões que a guia é o projeto gráfico.

A Reedsy não diz por que pede o texto fechado; o motivo, que cada frase mudada depois da diagramação empurra linhas e pede prova nova, está no guia sobre como diagramar um livro para impressão, e o autor que manda o texto ainda em revisão arrisca pagar o trabalho duas vezes.

Depois do diagramador vem a revisão de provas, feita sobre o texto já paginado, que é trabalho do revisor e está no guia sobre quem edita seu texto. Quem quer diagramar o próprio livro encontra o passo a passo nesse mesmo guia; o arquivo do e-book, em como formatar e converter seu e-book; e o livro com imagem em cada página, que pede outro tipo de trabalho, em como diagramar um livro infantil.

O que o capista entrega, e o autor tem a palavra final?

Quem contrata um capista compra conceitos e rodadas de ajuste, não a capa que imaginou; e, quando o livro sai por editora americana, o contrato raramente dá ao autor mais que o direito de ser consultado. O fluxo descrito pela Reedsy tem três passos: uma rodada de conceitos iniciais para o autor escolher a direção, rodadas de refinamento sobre o conceito escolhido e a entrega dos arquivos finais prontos para as lojas; o número de conceitos e o preço de uma rodada extra precisam estar na proposta. Segundo a Reedsy, a maioria dos designers profissionais inclui no preço base um número fixo de conceitos iniciais e de rodadas de revisão.

O tamanho da entrega também muda. A capa só da frente, que basta para o e-book, é a mais simples; a capa impressa inteira, com frente, lombada e quarta capa, é entrega maior, e a capa feita com foto de banco e tipografia custa menos que a que pede ilustração sob encomenda. A largura da lombada sai do número de páginas do miolo, conta explicada no guia sobre como calcular a lombada de um livro.

O resultado depende do pedido. A Reedsy lista o que o capista precisa receber: gênero e público, capas que o autor admira, uma sinopse com os temas e os personagens principais, os formatos (digital, brochura, capa dura) e as exigências técnicas da loja ou da gráfica; e lembra que nem todo capista é ilustrador de capa, de modo que arte original é outro escopo. O que a capa precisa dizer ao leitor e como montar o arquivo para KDP, IngramSpark e UICLAP estão em como fazer a capa de um livro.

Na editora tradicional americana, a palavra final costuma ser da casa. Jane Friedman, ex-editora e autora de um site de referência sobre o mercado editorial americano, escreve que o contrato de edição raramente dá ao autor aprovação de título e capa, só consulta, e conta que, na editora em que trabalhou, a reunião de capa era conduzida pelo marketing, com a opinião de todos pesando mais ou menos igual. Quem se autopublica tem a palavra final, e com ela a responsabilidade de escrever no pedido o que quer receber.

Quem escolhe o ilustrador do livro, a editora ou o autor?

Quem escolhe o ilustrador depende de quem publica: no livro ilustrado de editora, nos Estados Unidos, a casa escolhe e o ilustrador recebe parte dos royalties; na autopublicação, o autor contrata e paga um valor fechado, e é o contrato que diz de quem é a arte. Harold Underdown, ex-editor de livros infantis e autor de um guia americano sobre publicar para crianças, responde a quem escreve o texto que é a editora que seleciona o ilustrador, e que ela pode envolver pouco o autor, de propósito, para o ilustrador desenvolver a própria visão. O que isso muda no original que o autor envia está no guia sobre como diagramar um livro infantil.

Nesse arranjo, o ilustrador recebe tipicamente metade dos royalties do livro, e mandar o texto com desenhos de um ilustrador não profissional reduz uma chance que já é pequena, segundo o mesmo guia de Underdown.

Na autopublicação a conta muda de mão. O autor procura, orça e paga; no livro ilustrado infantil, o orçamento do ilustrador costuma incluir dos rascunhos à tipografia, o miolo e a capa, segundo a Reedsy. Onde achar, como comparar portfólios e quanto se paga estão no guia sobre como encontrar e contratar um ilustrador de livro infantil; quem desenha e quer entrar nesse mercado tem o caminho em como ser ilustrador de livro infantil.

No Brasil, o que pesa é a lei. A Lei 9.610, de direito autoral, protege como obra intelectual os desenhos e as ilustrações (art. 7º, VIII e IX), e o ilustrador que tem o nome na obra é coautor do livro, com a parte dele separável: mantém sobre ela as faculdades de obra individual, desde que não prejudique a exploração da obra comum (art. 15, § 2º). Pelo art. 49, a transmissão total e definitiva só vale com contrato escrito, e o que o contrato não especifica se interpreta restritivamente (os limites da cessão estão no guia sobre direitos de adaptação para cinema e TV); na nossa leitura, pagar pelos desenhos não equivale a ser dono deles.

O que faz um narrador de audiobook, e como ele é pago?

Microfone de estúdio com filtro anti-pop diante de um livro aberto em um suporte
O narrador grava o texto inteiro em estúdio, de preferência com direção. Foto de https://kaboompics.com/ no Pexels

O narrador interpreta o livro em voz alta, e a forma de pagar decide quanto o autor fica preso a ele: a hora finalizada é paga quando o audiolivro fica pronto; o royalty share não custa nada na entrada, mas exige distribuição exclusiva e prende o acordo por sete anos. Nos Estados Unidos, segundo reportagem da McClatchy de 2011, o narrador costumava receber por hora finalizada (per finished hour, PFH): se levou 20 horas para produzir um livro de 5 horas de áudio, recebia por 5. A gravação junta narrador, engenheiro de som e diretor, e já então muitos narradores gravavam em estúdio próprio, por conta própria.

O ACX, mercado da Audible (Amazon) lançado em 2011 para ligar narradores a autores e editoras, oferece as duas formas: hora finalizada ou royalty share, este pago mês a mês sobre as vendas. O contrato do ACX (versão revista em 26/05/2026) detalha o segundo: a Audible paga metade dos royalties ao titular do livro e a outra metade ao narrador, por sete anos contados da conclusão do audiolivro, e durante esse prazo inicial o titular só encerra o acordo com o consentimento do narrador.

O royalty share exige distribuição exclusiva pela Audible, sem volta para a não exclusiva, e o titular se compromete a não autorizar outra gravação do livro fora do ACX.

Nos dois modos, o mesmo contrato diz que, perante a Audible, o titular do livro retém o copyright do livro e o da gravação. Há ainda um meio-termo, o Royalty Share Plus: o narrador recebe um valor por hora finalizada e divide os royalties meio a meio; desde outubro de 2020, o projeto que paga no mínimo US$ 100 por hora finalizada pode contratar ator do SAG-AFTRA, o sindicato americano de atores, com contribuição aos fundos de saúde e aposentadoria dele.

No Brasil, a lei chama de artista intérprete quem recita ou declama obra literária; na nossa leitura, quem narra um livro em voz alta se enquadra nessa definição. A narração por voz sintética tem regra própria: o ACX exige narração humana, salvo autorização. Custo de produção e voz artificial estão no guia sobre como fazer um audiobook, e o caminho de quem quer narrar, em como ser narrador de audiobook.

Quanto custam diagramação, capa, ilustração e narração de um livro?

Os quatro cobram em unidades que não se convertem (o miolo por página ou por projeto, a capa por capa, a ilustração pelo livro, a narração por hora de áudio ou por royalty), e a única comparação honesta é pelo livro inteiro, com o contrato junto. A tabela põe lado a lado a referência mais recente com dono e data.

Os quatro lado a lado
papel entra quando entrega como cobra referência de preço o que fica com ele
diagramador texto editado e revisado miolo paginado, provas, arquivos para a gráfica ou a plataforma; e-book à parte por página ou por projeto média de US$ 800 por projeto de miolo na Reedsy (atual. 13/08/2026); preços brasileiros por página e por lauda em quanto custa diagramar um livro combine por escrito quais arquivos você recebe (PDF para a gráfica, arquivo aberto, e-book)
capista com o gênero e a sinopse; a lombada depende do miolo pronto conceitos, rodadas de ajuste, arquivos finais (frente para e-book; frente, lombada e quarta para o impresso) por capa mediana de US$ 930 na Reedsy, com mais da metade entre US$ 630 e US$ 1.200 (atual. 13/08/2026), somada às outras etapas em quanto custa escrever um livro; referência brasileira em quanto custa publicar um livro a autoria da arte; a imagem de banco e a fonte seguem licenciadas
ilustrador quando o livro se apoia em imagem rascunhos, artes finais; no infantil, o pacote costuma incluir miolo e capa valor fechado (autopublicação) ou parte dos royalties (editora) de US$ 1.540 a US$ 4.950 cobrados pelo ilustrador médio por livro ilustrado de 24 páginas na Reedsy, nos últimos três anos (atual. 14/10/2025); preço por página e em reais em como contratar um ilustrador de livro infantil; no livro ilustrado de editora americana, tipicamente metade dos royalties (Underdown) a coautoria e a parte separável da obra
narrador quando o autor decide lançar o áudio audiolivro gravado e editado por hora finalizada ou royalty share royalty share: metade dos royalties por 7 anos (ACX); Royalty Share Plus: valor por hora finalizada mais metade dos royalties (mínimo de US$ 100 por hora para contratar ator do SAG-AFTRA); no Brasil, R$ 15 a 20 mil é o custo médio de produção de um audiolivro de 10 a 15 horas nas produções menos complexas, não o cachê do narrador direitos de intérprete sobre a interpretação e a voz

Os números em dólar vêm do marketplace da Reedsy e do ACX e dizem o que se cobra nessas plataformas, e não no mercado brasileiro. O custo de audiolivro brasileiro é de uma pesquisadora da UFRJ, Eliane Hatherly Paz, apresentado no congresso da Intercom de 2024: vale para as produções menos complexas, soma todas as etapas, da escolha da voz à masterização, e a autora não diz de onde vem a média. Para capa, a referência brasileira é o quadro do Clube de Autores, plataforma brasileira de impressão sob demanda, comparado com as outras etapas no guia sobre quanto custa publicar um livro.

Quem fica dono da capa, das ilustrações e da voz?

Diagrama com capa, ilustrações e voz gravada ligadas a quem detém os direitos de cada uma conforme o contrato
Sem contrato escrito, o direito sobre cada peça continua com quem a criou. Diagrama: Verse

Cada papel entrega uma camada diferente de direito, e a transmissão total e definitiva ao autor só vale por escrito. A regra geral da Lei 9.610 vale para todos: os limites da cessão (total só por contrato escrito, cinco anos no máximo sem ele, leitura restritiva do que não foi especificado) estão no guia sobre direitos de adaptação para cinema e TV, e as cláusulas de cessão de uma obra encomendada, no guia sobre o contrato de ghostwriter. O que muda de um profissional para outro é o que existe para ceder.

Na capa e na ilustração, existe uma obra, com a coautoria do ilustrador vista acima. Mas a capa pode carregar coisas que nem o capista possui. A imagem de banco é licenciada, não comprada: a licença padrão da Adobe Stock, por exemplo, permite reproduzir a imagem em até 500 mil cópias e incluí-la num produto desde que ela não seja o valor principal dele, mas não cobre pôster, camiseta ou caneca; passar de 500 mil cópias e criar produtos para revenda pede a licença estendida.

Com a fonte acontece algo parecido. Na página de licenças de uma família tipográfica vendida pela MyFonts, loja de fontes da Monotype, a licença Desktop, paga uma vez, cobre criar, imprimir e distribuir material estático, e embutir a fonte num e-book ou PDF comercial pede outra licença, a Electronic Doc, cobrada por ano. Vale conferir a licença antes de embutir no EPUB a fonte que funcionou no impresso.

Na narração, existe uma interpretação. A Lei 9.610 dá ao artista intérprete o direito exclusivo de autorizar ou proibir a fixação e a reprodução da interpretação e de colocá-la à disposição do público, estende a proteção à reprodução da voz associada à atuação e mantém com ele os direitos morais de integridade e de paternidade mesmo depois de ceder os patrimoniais.

No ACX, o contrato de publicação diz que, entre o titular e a Audible, o titular retém o copyright do livro e o da gravação. Numa gravação contratada fora dele, com narrador brasileiro, valem esses direitos do intérprete; na nossa leitura, isso pede a autorização por escrito e o crédito do narrador no livro.

Nos Estados Unidos, a Graphic Artists Guild, associação americana de ilustradores e designers, defende que o contratante de um autônomo não pode impor nem presumir work made for hire, a obra encomendada que nasce do contratante e cujas regras estão no guia sobre o contrato de ghostwriter, sem contrato escrito assinado pelas duas partes, na linha do caso CCNV v. Reid (1989). E há prestadores que fazem o caminho inverso: o WritersWeekly, site americano de serviços para autores que também vende capas, alerta que muitas editoras de impressão sob demanda passaram a reivindicar os arquivos de produção do autor, capa incluída, e recomenda não pagar a editora para fazer a capa. Quem paga a capa a uma editora de serviços precisa ler de quem ficam os arquivos antes de assinar.

Como contratar diagramador, capista, ilustrador e narrador?

A ordem que decorre do que cada um precisa receber é a do próprio livro: texto fechado, depois a diagramação, a capa impressa, que fecha depois do miolo, e o áudio, que grava o texto final. O que se pede por escrito protege mais que o preço. Os profissionais se acham em marketplaces como a Reedsy, por portfólio ou por indicação, e uma amostra de trabalho no gênero do livro ajuda a comparar dois deles.

Dois sinais pedem cuidado. Orçamento que não diz quais arquivos o autor recebe (PDF para a gráfica, arquivo aberto, e-book) deixa a pergunta para depois do pagamento; e o mesmo vale para a editora de serviço que reivindica os arquivos de produção. No áudio, o royalty share não custa nada na entrada e amarra a distribuição por sete anos.

O pedido e o contrato, papel por papel

papel o que mandar no pedido de orçamento o que pôr por escrito
diagramador formato do livro, número de páginas ou de caracteres, cor do miolo, papel, impresso e e-book, ISBN e ficha catalográfica, prazo número de provas incluídas e preço da prova extra; arquivos entregues (PDF para a gráfica, arquivo aberto, e-book); licença das fontes no seu nome, com o e-book previsto
capista gênero, público, capas de referência, sinopse com temas e personagens, formatos, exigências da loja ou da gráfica número de conceitos e de rodadas e preço da rodada extra; licença da imagem de banco e da fonte, com a tiragem e o e-book previstos; cessão por escrito, com as modalidades; crédito na ficha técnica
ilustrador número de ilustrações e de páginas, página dupla ou simples, estilo de referência, se inclui miolo e capa cronograma de rascunho e arte final; cessão ou licença, com prazo e usos (livro, divulgação, produtos); crédito e coautoria (art. 15)
narrador duração estimada (palavras do livro), gênero, vozes e sotaques, prazo forma de pagamento (hora finalizada ou royalty share e os 7 anos); autorização para fixar, reproduzir e pôr à disposição do público a gravação (art. 90); crédito do narrador (art. 92); se cabe voz sintética

Como ser diagramador ou capista de livros?

A profissão de designer não é regulamentada no Brasil, e quem diagrama ou faz capas entra pelo design gráfico: na Classificação Brasileira de Ocupações, o código 2624-10, "desenhista industrial gráfico (designer gráfico)", tem "desenhista de editorial" entre os sinônimos, segundo a reprodução da CBO no agregador Buscador NCM. A regulamentação chegou perto: o PLC 24/2013, que restringia o registro a quem tivesse curso superior em áreas como comunicação visual e desenho industrial ou mais de três anos de experiência, foi aprovado pelo Senado em 2015 e vetado integralmente pela presidente Dilma Rousseff no mesmo ano, sob o argumento de que só se restringe uma profissão quando há risco de dano à sociedade.

O salário de quem trabalha com carteira assinada dá uma referência, não um retrato do livro. Pela consolidação do Buscador NCM sobre o Novo CAGED (setembro de 2025 a agosto de 2026), a mediana de admissão do designer gráfico foi de R$ 2.782 por mês, num dado que junta todas as áreas do design e não separa o editorial. Quem cobra por serviço precisa conhecer as unidades do lado de quem contrata, por página, por lauda ou por projeto, que estão comparadas no guia sobre quanto custa diagramar um livro. O ilustrador e o narrador têm guias próprios: como ser ilustrador de livro infantil e como ser narrador de audiobook.

Perguntas frequentes

Diagramador e designer gráfico são a mesma coisa?

Na CBO são ocupações diferentes: o diagramador está entre os nomes do código 7661-20, editor de texto e imagem, e o designer gráfico tem o 2624-10; a diferença está no verbete diagramador.

Preciso de diagramador para publicar só o e-book?

Não do miolo impresso, mas o arquivo do e-book precisa ser montado por alguém. Na Reedsy, o e-book refluível, que se ajusta à tela do leitor, é item opcional, cobrado à parte do miolo impresso; a conversão do arquivo está no guia sobre como formatar e converter seu e-book.

Quanto cobra um ilustrador de livro infantil?

Depende do estilo e da quantidade e do tamanho das ilustrações: na autopublicação o ilustrador cobra valor fechado pelo livro, e no livro ilustrado de editora americana recebe tipicamente metade dos royalties. As faixas de preço por livro estão no guia sobre quanto cobra e como contratar um ilustrador de livro infantil.

Quem escolhe a capa e o ilustrador quando o livro sai por editora?

A editora, nas fontes americanas lidas. Harold Underdown, ex-editor de livros infantis, diz que a editora seleciona o ilustrador e pode envolver pouco o autor (mais em como diagramar um livro infantil), e Jane Friedman, ex-editora americana, escreve que o contrato de edição raramente dá ao autor aprovação da capa, só consulta.

Posso usar narração por inteligência artificial?

No ACX, só com autorização: a plataforma exige narração humana e testa com narradores a Voice Replica, uma réplica da voz do próprio narrador, rotulada na página do livro. Custos e caminhos da voz sintética estão no guia sobre como fazer um audiobook.

Como virar narrador de audiobook ou ilustrador de livro?

O narrador entra no mercado americano pelo ACX, que liga narradores a autores e editoras; curso, vagas e ganhos estão no guia sobre como ser narrador de audiobook. No livro de editora é a editora que escolhe o ilustrador, e o caminho de quem desenha para crianças está no guia sobre como ser ilustrador de livro infantil.

O que fazer com isso

Decida primeiro quais dos quatro o livro precisa: em geral, o livro impresso precisa de diagramação e de capa; ilustração só entra se o livro se apoia em imagem, e narração só se o autor vai lançar o áudio. Contrate na ordem do livro e mande a cada um o pedido da tabela acima, porque é o pedido que torna dois orçamentos comparáveis. Antes de pagar, confira por escrito o que fica com você: arquivos, licenças, cessão e crédito.

Antes dessa etapa vem a edição do texto, no guia sobre quem edita seu texto; depois dela, a venda, no guia sobre quem vende seu livro, e a divulgação pelos leitores, no guia sobre booktoker, resenhista e ARC reader. Quem precisa de alguém que escreva ou traduza o texto encontra os guias sobre o ghostwriter e o tradutor literário.

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Termos usados nesta página

TermoDiagramadorDiagramador é o profissional de artes gráficas especialista em diagramação, a organização visual de textos, imagens e outros elementos gráficos na página.TermoDesigner de capaDesigner de capa, também chamado de capista, é a pessoa que trabalha em design e cria capas de livros, discos, revistas ou outras publicações, segundo o Dicionário Priberam.TermoIlustrador de livroIlustrador de livro é o desenhador que cria as ilustrações de um livro.TermoNarrador de audiobookNarrador de audiobook é o profissional que responde pelo audiolivro pronto, da gravação à masterização, segundo a central de ajuda do ACX.TermoViúvas e órfãs (tipografia)Viúvas e órfãs são os nomes que a tipografia dá às linhas de um parágrafo que ficam isoladas, sozinhas, no alto ou no pé de uma página ou coluna — não pessoas, apesar do nome.TermoDiagramaçãoDiagramação, também chamada de paginação ou, em certos contextos, layout, é a organização visual de textos, imagens e outros elementos gráficos numa página, tela ou outra superfície de publicação, geralmente a serviço de um objetivo de comunicação.TermoProjeto gráfico (design de livros)Projeto gráfico, ou design de livro, é a disciplina que decide os elementos visuais — tipografia, margens, ilustrações, diagramação — e físicos — formato, papel, tipo de impressão, encadernação — que dão a um livro sua forma final; o trabalho começa só depois TermoIlustrador de capaIlustrador de capa é o ilustrador, o "desenhador (de ilustrações)", que faz a arte original da capa de um livro.TermoDireitos de Adaptação (Cinema e TV)Direitos de adaptação são os direitos do autor de autorizar, ou de transferir por licença ou cessão, que sua obra vire outra obra, como filme ou série.

Em breve

como fazer um audiobook

Quem fala sobre isso 3pessoas

  • Harold Underdowneditor de livros infantis; mantém o site The Purple Crayon e é autor de The Complete Idiot's Guide to Publishing Children's Books, 3ª ed. (site dele, 2026)

    Obra sobre o texto e a ilustração no livro ilustrado, e sobre quem escolhe o ilustrador: "Picture Book Manuscripts and Illustrations", The Purple Crayon, 2006-2017.

    Página ↗
  • Marshall Leedesigner de livros e produtor de coedições internacionais (bio na página de autor da W. W. Norton, consultada em 2026)

    Obra sobre edição, design e produção do livro: Bookmaking: Editing, Design, Production, 3ª ed., W. W. Norton, 2004.

    Página ↗
  • Eliane Hatherly Pazdoutora em Letras, professora do curso de Produção Editorial da ECO/UFRJ; revisora de audiolivros há sete anos e jurada do Prêmio Bookwire de Melhor Audiolivro de 2024 (bio e texto do artigo, 2025)

    Obra sobre a narração de audiolivros: o artigo "Como julgar um audiolivro? Notas e reflexões sobre uma experiência", Intercom, 2025.

    Página ↗

O que a rede diz 4 vozes

  • Capa do post de Editora Seguinte: Do autor ao leitor: o passo a passo da produção de um livroYouTube

    A equipe de uma editora mostra o caminho de uma história dentro da casa, do original do autor até a estante do leitor, e quantas pessoas trabalham no livro pelo caminho.

    Editora SeguinteYouTube ↗
  • Capa do post de Editora Rocco: RoccoCast - Episódio 13 -  Você sabe como se produz um livro?YouTube

    No podcast da editora, o diretor de produção José Jardim percorre as etapas que um livro atravessa até chegar ao leitor, da escolha do papel ao design de capa e aos acabamentos.

    Editora Rocco (RoccoCast, com José Jardim)YouTube ↗
  • Capa do post de Tatiany Leite: VLOG: Como se produz um livro?YouTube

    Em vlog, mostra o bastidor de dois livros que está produzindo ao mesmo tempo como profissional contratada: as notas de uma coleção de clássicos para uma editora e um trabalho freelancer para outra.

    Tatiany Leite (Vá ler um Livro)YouTube ↗
  • Capa do post de SescTV: Saiba como se produz um livro artesanalYouTube

    Uma produtora gráfica, uma editora e um editor contam como se faz o livro artesanal, de edição especial e tiragem pequena, às vezes publicado pelo próprio autor; a produtora lembra que a autopublicação vem dos modernistas dos anos 1920.

    SescTV (com Gisela Creni, Fernanda Grigolim e Ivan Larraguibel)YouTube ↗

O que está acontecendo

Como esta página foi feita

A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.

Autoria: Verse MediaRevisado em 9 out. 2026Passos conferidos em 9 out. 2026Publicado em 9 out. 202624 fontes · 13 no integral

Esta página partiu da base de pesquisa da Verse sobre os profissionais do livro (evidências com fonte e data, incluindo as fontes que a Wikipedia aponta) e de duas frentes de pesquisa feitas em outubro de 2026, uma sobre o que cada profissional entrega e o lado brasileiro, outra sobre contratos, licenças e a política do ACX. A concorrência em português e inglês foi lida para medir o que falta, não como fonte. Cada afirmação de fato foi conferida contra a fonte aberta ou apontada; as lidas só em resumo estão separadas na lista. Preços mudam: as datas estão em cada número.

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VERSE MEDIA. Quem produz o livro: diagramador de livro, capista, ilustrador e narrador. Enciclopédia Verse, 9 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/pessoas-e-papeis/profissionais-do-livro/quem-produz-o-livro. Acesso em: [data].

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