Quem vende seu livro: agente literário, publicista, scout e distribuidor
Quatro profissionais vendem um livro, cada um a um comprador: o agente literário oferece o original às editoras, o publicista leva o livro à imprensa, o scout indica livros a editoras estrangeiras e a distribuidora leva exemplares às livrarias. O que os separa é quem paga: o agente fica com parte do que a editora paga ao autor, e nada se o livro não vende; o publicista cobra a campanha sem garantir resultado; scout e distribuidora são pagos por editoras e estúdios.
Alguém escreveu oferecendo agenciar o seu livro mediante uma taxa, outra empresa promete levá-lo às livrarias, e um conhecido jura que sem assessoria de imprensa ninguém vai saber que ele existe. Você não sabe quem dessas pessoas trabalharia para você e quem trabalha para a editora, nem qual dessas cobranças é normal.
Saber qual dos quatro profissionais o livro precisa, quem paga cada um e quanto, e reconhecer a cobrança que não devia existir.
O autor ouviu falar de agente, assessoria e distribuidora, recebeu proposta de alguém que cobra para agenciar e não sabe quem trabalha para ele e quem trabalha para a editora.
Nesta página
- O que faz um agente literário?
- Quanto cobra um agente literário?
- Existe agente literário no Brasil?
- Assessoria de imprensa para livro: o que faz o publicista e quanto custa?
- Quem contrata um scout literário, e o autor precisa de um?
- O que faz uma distribuidora de livros, e o autor independente precisa de uma?
- Quem paga o agente, o publicista, o scout e a distribuidora?
- Quem vende os direitos do livro para outros países e para o cinema?
- Como saber se um agente literário é golpe?
- Como ser agente literário?
- Perguntas frequentes
- O que fazer com isso
Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.
O que faz um agente literário?
O agente literário é o filtro de entrada das editoras que dependem dele, e o trabalho dele continua depois do sim: negociar o contrato, decidir que direitos ficam com o autor e cobrar o que a editora deve. Regina Brooks, presidente da Association of American Literary Agents (AALA), a associação dos agentes dos Estados Unidos, resumiu o papel em 2024 como ajudar o autor a fechar o contrato, negociar os termos e administrar os direitos e os royalties.
O filtro é estreito. Kristin Nelson, agente americana, calculou em 2006 que recebia cerca de 500 consultas por semana, perto de 24 mil por ano, e assinava quatro ou cinco clientes novos num ano bom. Feita a venda, a Reedsy, plataforma que liga autores a profissionais editoriais, descreve o agente negociando adiantamento, cláusulas especiais e direitos subsidiários, cobrando da editora adiantamento e royalties e acompanhando a publicação inteira; se o livro não é vendido, o agente não recebe.
Os relatos dos dois países diferem. Brooks diz que autores às vezes esperam do agente que cuide de toda a carreira, inclusive marketing, divulgação e agenda de eventos. No Brasil, o pesquisador Marcello Stella, em artigo de 2022 na revista Interseções, da UERJ, registra agentes assumindo funções antes exclusivas da editora, como procurar autores novos, revisar e dar consultoria criativa ao texto, numa rotina que uma agente descreveu como cerca de 150 e-mails respondidos por dia. Lidos juntos, os dois relatos mostram escopos diferentes: lá, o autor espera do agente tarefas que vão além do contrato; aqui, o agente assume parte do trabalho editorial.
Nem toda publicação passa por agente. Ele é a porta das editoras que só recebem originais por agência; chamadas públicas, prêmios e autopublicação recebem o autor direto, como mostra o guia sobre como publicar um livro.
Quanto cobra um agente literário?
O agente cobra uma comissão sobre o que o autor recebe, e nada antes. Nos Estados Unidos, a comissão mais comum é de 15% e o agente de boa reputação não cobra taxa adiantada, escreveu Robert Lee Brewer, da Writer's Digest, em 2020. Na venda para fora ela sobe: o Writer Beware, serviço de alerta da associação americana de escritores de ficção científica e fantasia (SFWA), aceita, na página atualizada em 2025, de 20% a 30% nas vendas para o exterior ou feitas com outro agente, e 15% no próprio país; a Authors Guild, associação americana de autores, dá em 2025 o número usual: 20% quando entra um subagente, 15% quando não entra.
No código de ética da AALA, na versão de 2022, o associado não pode cobrar taxa de leitura para avaliar uma obra e deve se esforçar para repassar o dinheiro do cliente em até dez dias úteis depois de compensado, e nunca depois de 21 dias; o código não fixa porcentagem, e os 15% são prática de mercado. A revisão que entrou em vigor em setembro de 2026 manteve a proibição da taxa de leitura, segundo o Writer Beware. O resto se acerta no contrato de agência, que o Writer Beware quer por escrito, sem cláusula que prenda o autor por prazo indeterminado e com regra explícita para os direitos de autopublicação.
No Brasil, Stella descreve a comissão do agente em torno de 10% a 20%, em média, de cada contrato fechado, seja de edição, de tradução ou de adaptação. O mesmo estudo traz duas diferenças. A porcentagem parecida rende pouco, porque tiragens e traduções baixas deixam o valor por contrato bem abaixo do que um agente inglês negocia, e uma agente resume a ficção brasileira como fonte de muito pouco dinheiro. E, segundo o pesquisador, muitos agentes daqui cobram até pela primeira conversa com o escritor, mesmo sem fechar contrato. Nos Estados Unidos, a Authors Guild diz que, diante de taxa de leitura, o autor deve considerar seriamente procurar outro agente.
Uma conta nossa dá a ordem de grandeza. A praxe de remuneração do autor no contrato de edição brasileiro é de 10% do preço de capa, segundo o advogado de direito autoral Gustavo Martins de Almeida, em artigo de 2011 na PublishNews, praxe que o guia sobre como publicar um livro compara com as outras formas de publicar. Num livro de R$ 60, isso dá R$ 6 por exemplar ao autor; a 15%, o agente fica com R$ 0,90. Como o adiantamento funciona e como conferir os royalties está no guia sobre quanto uma editora paga ao autor.
Existe agente literário no Brasil?
Existe, e é um ofício recente. Segundo Stella, os primeiros agentes no país, dos anos 1950 aos 1970, foram sobretudo estrangeiros; as primeiras agências de brasileiros surgem nos anos 1990 e 2000, e o agenciamento tem o primeiro crescimento súbito em 2010. Em janeiro de 2022, a PublishNews noticiou a nova agência da agente Eliana Sá, voltada à ficção. A lista de agências e como abordar cada uma ficam em como conseguir um agente literário no Brasil.
Assessoria de imprensa para livro: o que faz o publicista e quanto custa?
O publicista vende esforço, não resultado: leva o livro à imprensa, presta contas do que tentou e é pago pela campanha, com ou sem matéria publicada. Kathleen Schmidt, publicista americana, escreveu em 2013 que nenhum publicista sério garante resultado e que o plano de campanha já traz o preço do trabalho. Jennifer Richards e Rachel Tarlow Gul, publicistas da agência Over the River, lembraram na Publishers Weekly, em 2019, que entrevistas caem por causa de notícia urgente e resenhas são adiadas ou canceladas, e mandaram desconfiar de quem garante.
Na editora, o publicista é um cargo interno, e o assessor da casa muitas vezes toca várias campanhas ao mesmo tempo; segundo as mesmas autoras, o publicista independente pode entrar para complementar o plano do autor e da editora, de preferência seis meses antes da publicação. Os números da própria Schmidt, publicista nos Estados Unidos: em 2023, pelo menos US$ 1.500 a 3.000 pelos serviços mais simples e, em estimativa, de US$ 15 mil a 25 mil por uma campanha inteira, com metade adiantada e metade perto do lançamento, ou por mensalidade; em 2025, o pacote mais barato dela partia de US$ 5 mil.
No Brasil, a assessoria de imprensa de livro também aparece nos dois formatos, a interna da editora e a terceirizada, com atrito entre elas; o assessor entrega pautas, lista de contatos de imprensa e gerenciamento de crise, segundo uma coluna da PublishNews de 2014.
O nome do serviço vendido ao autor é que confunde: quem pede assessoria literária pode receber imprensa, leitura crítica ou edição, e o pedido de orçamento precisa dizer qual. A divulgação feita pelo próprio autor está no guia sobre como divulgar e vender seu livro.
Quem contrata um scout literário, e o autor precisa de um?
Quem contrata o scout literário são editoras de outros países e estúdios de cinema, que pagam uma mensalidade fixa; o autor não o contrata nem o paga. Emily Williams, ex-scout, descreveu o trabalho na Publishing Perspectives, em 2009: o scout acompanha o mercado de Nova York para editoras estrangeiras, identifica originais promissores antes de ficarem conhecidos e avisa os clientes de outros territórios; recebe por retainer, sem comissão por negócio, e atende uma editora por território. Quem são os scouts está no verbete scout literário.
Na nossa leitura, isso diz ao autor onde o scout encontra livros: entre agentes e editores, que fazem os originais circular antes da publicação; o caminho até ele passa pelo agente ou pela editora.
O que faz uma distribuidora de livros, e o autor independente precisa de uma?
A distribuidora é a equipe de vendas da editora junto às livrarias: oferece os títulos às lojas, atende os pedidos e cuida de devoluções, em troca de uma parte grande do preço de capa, e escolhe os clientes, o que raramente inclui o autor sem editora.
Cathy Clamp, autora americana, separou os papéis num texto publicado no blog da SFWA em 2010: o distribuidor faz o que faria um vendedor contratado, e o atacadista funciona como o correio, que mantém o livro na lista e o despacha se alguém pedir. Na conta dela, cerca de um terço do preço de capa ia para o distribuidor, que dificilmente aceitava autor autopublicado ou editora pequena e não aceitava como cliente editora com menos de dez títulos.
No Brasil, a distribuidora é um canal de peso para as editoras: em 2025, respondeu por 17,2% do faturamento delas com livro impresso vendido ao mercado, R$ 776 milhões, 12,6% a mais que no ano anterior, segundo a pesquisa da Nielsen BookData para a CBL e o SNEL. O desconto só aparece em depoimento: o editor Tomaz Adour relatou em 2021, na PublishNews, que um distribuidor lhe repassava 50% do preço de capa. Na outra ponta estão as 2.972 livrarias que a Associação Nacional de Livrarias contou no anuário publicado em 2023, onde trabalham o livreiro independente e o comprador de livraria.
Na nossa leitura, uma distribuidora que escolhe editoras pelo catálogo não é a porta do autor sem editora, que tem um título só. O caminho do autor independente até as lojas digitais está no guia sobre como distribuir seu livro em todas as lojas, e até a livraria física, no guia sobre como colocar seu livro em livraria física. A consignação, em que a livraria só paga o que vende, está no guia sobre como funciona a impressão de um livro.
Quem paga o agente, o publicista, o scout e a distribuidora?
Os quatro se separam por quem paga e por quando o dinheiro anda.
| papel | trabalha para | quem paga | como cobra | quando entra | o autor contrata? | sinal de alerta |
|---|---|---|---|---|---|---|
| agente literário | o autor | o autor, com parte do que a editora paga a ele | comissão: 15% no próprio país e 20% com subagente no exterior, nos EUA (2025); 10% a 20% em média no Brasil (Stella, 2022) | antes da editora, quando o original vai ser oferecido | sim, por contrato de agência | cobrar para ler; procurar o autor oferecendo representação |
| publicista | quem o contrata: a editora (cargo interno) ou o autor | quem o contrata | por campanha ou por mês; nos EUA, de US$ 1.500 a 25 mil (Schmidt, 2023) | de preferência seis meses antes do lançamento | pode, para complementar a editora | garantia de matéria ou de resenha |
| scout | editoras estrangeiras e estúdios | os clientes | mensalidade fixa, sem comissão | antes de o livro ficar conhecido | não | cobrança ao autor: o scout é pago pelos clientes (leitura nossa) |
| distribuidora | a editora | a editora, com parte do preço de capa | parte do preço de capa: cerca de um terço nos EUA, na conta de Cathy Clamp (2010); um editor brasileiro relata que o distribuidor lhe repassa 50% do preço de capa (2021) | quando a editora tem catálogo | raramente: nos EUA, segundo Clamp (2010), não aceitava editora com menos de dez títulos | atacadista vendido como distribuidor: lista o livro, mas não o oferece às lojas (leitura nossa) |
Quem vende os direitos do livro para outros países e para o cinema?
Vende os direitos de tradução e de cinema quem ficou com eles no contrato. Se o autor os reteve, o agente os vende e pode nomear subagentes para os mercados que não alcança sozinho, segundo o guia de contratos de agência da Authors Guild. Se o autor os cedeu à editora, quem vende é o departamento de direitos dela: na Hachette, as equipes vão às feiras de Frankfurt, Londres e Bolonha negociar traduções com editoras estrangeiras, e a receita é dividida com o autor conforme o contrato, abatendo antes o adiantamento. Os cargos que cuidam disso nas editoras estão em gerente de direitos internacionais e gerente de direitos subsidiários.
A escolha pesa no dinheiro. No contrato-modelo da Authors Guild, a receita de direitos estrangeiros e de tradução cedidos à editora fica de 20% a 25% com ela e de 75% a 80% com o autor; para quem tem agente e publica por editora pequena ou média, a Guild recomenda tentar reter esses direitos, porque muitas dessas casas não têm recursos ou intenção de explorá-los. Do lado brasileiro, vender para fora é difícil mesmo com agente: a agente Lucia Riff, da Agência Riff, contou em 2022 ter vendido um livro da escritora Lygia Fagundes Telles para a Eslováquia, e resumiu: "A venda pra fora é um sonho que a gente compartilha e é muito frustrante".
No cinema, o agente pode procurar produtores junto com as editoras: a agente Jillian Davis contou a Jane Friedman, consultora americana de mercado editorial, em 2026, que costuma mandar o original a produtores ao mesmo tempo que às editoras, e que intermediou uma opção de TV para um original. Como funciona a opção está no guia sobre direitos de adaptação para cinema e TV; as feiras de direitos, em Frankfurt, Bolonha e Londres; e as cláusulas que decidem quem fica com cada direito, em cláusulas que merecem atenção.
Como saber se um agente literário é golpe?
Agente de verdade quase nunca procura o autor, e o Writer Beware chama a abordagem não solicitada de primeiro sinal de golpe; quem aborda oferecendo representação e ainda cobra antes de vender junta esse sinal à cobrança que o mesmo serviço condena.
O Writer Beware escreve que a renda do agente deve vir de comissões sobre vendas, não de taxas cobradas dos clientes, e lista os sinais: taxa de leitura junto com o envio, taxa de marketing ou de submissão na assinatura, exigir que o candidato compre leitura crítica e indicar serviço de edição pago, conflito de interesse que piora quando o agente é dono do serviço. Na nossa leitura, é a versão, para o agente, do teste de quem paga que o guia sobre como publicar um livro chama de lei de Yog.
Um golpe mais elaborado usa o cinema. Victoria Strauss, do Writer Beware, documentou em 2021 a Page Turner Press and Media, que se passava por agentes literários e por estúdios como Universal, Netflix e Warner, criava produtoras de fachada e cobrava US$ 3.500 por um trailer cinematográfico e US$ 1.099 por um relicenciamento do livro, antes de pedir outras taxas. A regra que ela tira do caso: estúdio interessado paga ao autor, e não o contrário, e a abordagem não solicitada é o primeiro sinal de golpe. Na nossa leitura, quem procura um agente que leve o livro à Netflix é o alvo exato desse tipo de oferta.
No Brasil, a dúvida aparece em outra forma: há agência que vende análise crítica ao lado do agenciamento, como mostra a tabela de agências em como conseguir um agente literário. Vender serviço não é golpe; a pergunta, pelo critério do Writer Beware, é se a representação depende de comprar o serviço, e o código revisto da AALA proíbe o associado de condicionar a representação à compra e de responder a quem só pede representação oferecendo serviço pago. Outros golpes contra autores, de prêmios falsos a marketing predatório, estão no guia sobre golpes contra autores.
Como ser agente literário?
O ofício não tem porta formal: os agentes chegaram pelo jornalismo, pela editora, pelos negócios e, mais recentemente, pelo ensino. No Brasil, a geração de agentes dos anos 1990 e 2000 veio sobretudo do jornalismo e das áreas de contratos e marketing das editoras, com algumas pessoas do mundo dos negócios sem ligação prévia com o livro, segundo Stella. Luciana Villas-Boas é o exemplo da trilha pela editora: formada em História, foi jornalista, dirigiu a área editorial da Record de 1995 a 2012 e saiu para abrir a própria agência. Há também quem chegue pelo ensino: a Carreira Literária, escola de escrita fundada por Flavia Iriarte em 2015, passou a funcionar também como agência em 2025, caso contado em como conseguir um agente literário.
Nos Estados Unidos, a porta da associação dos agentes ficou mais larga. Até cerca de 2021, era preciso ser indicado para entrar na AALA, o que barrava quem era novo no ofício, contou Brooks em entrevista de 2024; hoje qualquer pessoa que trabalhe numa agência literária americana pode se candidatar, sujeita a aprovação e ao código de ética, com anuidade de US$ 175 para quem tem cinco anos ou mais de agência e de US$ 75 para quem tem menos. A própria Brooks chegou por outro lado: fez o curso de seis semanas do Howard University Publishing Institute, trabalhou em vendas na John Wiley & Sons e com livros de computação na McGraw Hill antes de fundar a agência.
Quem entra precisa contar com renda baixa quando trabalha com autor de língua portuguesa, pela conta de tiragens pequenas vista na comissão; as agências focadas em brasileiros dependem de muitos clientes e estrutura enxuta, segundo Stella.
Perguntas frequentes
O agente literário trabalha para o autor ou para a editora?
Para o autor, que o contrata e de quem ele recebe uma parte do que a editora paga. O agente negocia com a editora os termos do contrato e administra os direitos e os royalties do autor; o texto, dentro da editora, fica com o editor e os revisores, no guia sobre quem edita seu texto.
Agente literário cobra para ler o original?
Não deveria. O código de ética da AALA proíbe taxa de leitura aos associados, e a Authors Guild diz que, diante dessa cobrança, o autor deve considerar seriamente procurar outro agente; no Brasil, o pesquisador Marcello Stella registra agentes que cobram até pela primeira conversa.
Quanto custa um publicista de livro?
Nos Estados Unidos, a publicista Kathleen Schmidt deu, em 2023, pelo menos US$ 1.500 a 3.000 pelos serviços mais simples e de US$ 15 mil a 25 mil por uma campanha inteira. Nenhum publicista sério garante matéria ou resenha.
Autor independente consegue distribuidora?
Nos Estados Unidos, raramente: segundo Cathy Clamp (2010), distribuidor dificilmente aceitava autopublicado e não aceitava editora com menos de dez títulos. O autor com um título chega às lojas por agregadores, no guia sobre como distribuir seu livro em todas as lojas.
Como encontrar um agente literário no Brasil?
Pelas agências literárias criadas e geridas por brasileiros, que surgem nos anos 1990 e 2000, segundo Stella. A lista e como abordar estão no guia sobre como conseguir um agente literário no Brasil.
O que fazer com isso
Comece pela pergunta de quem paga. Se o livro vai para uma editora que só recebe por agência, procure agente e desconfie de quem cobra antes de vender. Se vai pela autopublicação, o scout não é profissional a contratar, a distribuidora, ao menos nos Estados Unidos segundo Clamp (2010), recusava editora com menos de dez títulos, e o dinheiro vai para plataforma, divulgação e, se fizer sentido, um publicista com a campanha escrita no contrato e sem promessa de resultado.
Antes desta etapa vêm o texto e o livro físico, nos guias sobre quem edita seu texto e quem produz o livro; ao lado dela, a divulgação pelos leitores, no guia sobre booktoker, resenhista e ARC reader; e quem precisa de alguém que escreva ou traduza o livro encontra os guias sobre o ghostwriter e o tradutor literário.
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Também nesta enciclopédia
Termos usados nesta página
Em breve
Quem fala sobre isso 5pessoas
- Marcello Giovanni Pocai Stellasociólogo; doutorando em Sociologia na Universidade de São Paulo quando publicou o artigo (página do artigo, 2022)
Obra sobre os agentes literários no Brasil: o artigo "Coringas da literatura: emergência dos(as) agentes literários(as) profissionais no Brasil", Interseções (UERJ), 2022.
Página ↗ - Kathleen Schmidtpublicista de livros independente; escreve a newsletter Publishing Confidential (newsletter dela, 2023)
Obra sobre contratar um publicista: "What You Need to Know About Hiring a Publicist", Publishing Confidential, 2023.
Página ↗ - Victoria Straussromancista; cofundadora do Writer Beware, serviço de alerta sobre golpes contra escritores da associação americana de escritores de ficção científica e fantasia (Writer Beware, 2021)
Obra sobre golpe de falsos agentes literários e estúdios: "Alert: Scammer Page Turner Press and Media is Impersonating Major Motion Picture Studios", Writer Beware, 2021.
Página ↗ - Robert Lee Brewereditor sênior da Writer's Digest e editor do Guide to Literary Agents (bio na Writer's Digest, 2020)
Obra sobre quanto custa um agente literário: "Do Literary Agents Cost Money?", Writer's Digest, 2020.
Página ↗ - Cathy Clampromancista; metade da dupla C.T. Adams and Cathy Clamp, de romance paranormal (bio no site da SFWA, 2010)
Obra sobre o que faz uma distribuidora de livros: "Distributor vs. Wholesaler: Getting Your Book on the Shelf", SFWA, 2010.
Página ↗
O que a rede diz 3 vozes
YouTubeAutor de fantasia trata de um assunto que, segundo ele, editoras e independentes pouco discutem: se vale a pena pôr o livro em livrarias, e como elas podem ajudar ou atrapalhar na hora de distribuí-lo.
Lucas de LuccaYouTube ↗
YouTubeO canal pergunta como distribuir um livro com as livrarias físicas em crise e aponta a internet como saída: marketplaces, lojas virtuais, site próprio e redes sociais.
Escreva seu LivroYouTube ↗
YouTubeAutora independente de livros de super-heróis apresenta quatro plataformas em que o autor pode publicar e vender o próprio livro, e diz qual delas prefere.
Marina BlancYouTube ↗
O que está acontecendo
- BookTok reveals first ever European Bestseller of the Year ↗
Chloe Walsh most successful #BookTok author in Europe so far this year, followed by Rebecca Yarros, Hazel Riley, Rachel Reid and Elle Kennedy
- Um homem enganou escritores e o mercado editorial por anos. Será que ele voltou? ↗
Filippo Bernardini obteve centenas de manuscritos dando golpes em figuras do mundo literário e foi condenado pela Justiça em 2022; recentemente, mais autores tiveram obras inéditas obtidas e divulgadas de forma ilegal
- Frankfurt Book Fair 2026: Hot Commodities ↗
U.S. and U.K. Rights pros and a translator share the Buzziest books and more ahead of this years fair
- Consignação, o longevo motor do mercado editorial brasileiro ↗
O paradigma é um velho conhecido do setor editorial brasileiro: a editora produz o livro — arcando com seus custos de editoração, design, produção gráfica, impressão e distribuição — e as livrarias (ou, antes delas, as distribuidoras) o vendem. Porém, os exemplares não são comprados de…
- Simon & Schuster oferece royalties de 50% em novo selo de olho em autores independentes ↗
A Simon & Schuster UK and International coloca em prática uma nova estratégia para disputar autores que encontraram na autopublicação um caminho para construir a sua carreira literária. Lançado em julho, o Simon Stream, selo de ficção comercial com foco digital e alcance internacional, oferece aos…
A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.
Esta página partiu da base de pesquisa da Verse sobre os profissionais do livro (evidências com fonte e data, incluindo as fontes que a Wikipedia aponta) e de duas frentes de pesquisa feitas em outubro de 2026, uma sobre o trabalho, a comissão e a carreira do agente, outra sobre publicista, distribuidora e direitos, e de uma rodada para fechar lacunas do roteiro. Páginas sobre o tema em português e inglês foram lidas para achar o que faltava; duas delas, de Kathleen Schmidt (2025) e da PublishNews sobre Eliana Sá (2022), entram também como fonte. Cada afirmação de fato foi conferida contra a fonte aberta ou apontada; as lidas só em resumo estão separadas na lista. Preços e comissões mudam: as datas estão em cada número.
Lidas no texto integral
- Association of American Literary Agents (AALA). "Canon of Ethics", versão de 29/04/2022 (conferida em 10/2026; a página remete à versão nova, em vigor desde 01/09/2026).
- SFWA, Writer Beware. "Literary Agents", atual. 14/12/2025.
- Strauss, Victoria. "Alert: Scammers Impersonating Major Motion Picture Studios". Writer Beware, 02/07/2021, atual. 2023–2024.
- Stella, Marcello Giovanni Pocai. "Coringas da literatura: emergência dos(as) agentes literários(as) profissionais no Brasil". Interseções (UERJ), v. 24, n. 2, p. 224–252, out. 2022.
- Authors Guild. "An Author's Guide to Agency Agreements", rev. 12/06/2025.
- Richards, Jennifer; Gul, Rachel Tarlow. "What to Expect from Independent Publicists". Publishers Weekly, 15/03/2019.
- Schmidt, Kathleen. "What to Expect When You're Expecting to Hire a Book Publicist". Virginia Quarterly Review, 01/05/2013, atual. 08/04/2014.
- Schmidt, Kathleen. "What You Need to Know About Hiring a Publicist". Publishing Confidential, 07/04/2023.
- Schmidt, Kathleen. "How much does publicity cost". Publishing Confidential, 07/05/2025.
- "Jogando no mesmo time". PublishNews, 08/04/2014.
- Redação PublishNews. "A nova agência literária de Eliana Sá", 31/01/2022.
- Redação PublishNews. "Oito destaques do 'Sabatina PublishNews' com Lucia Riff", 02/02/2022.
- Clamp, Cathy. "Distributor vs. Wholesaler: Getting Your Book on the Shelf". SFWA, 04/01/2010.
- Williams, Emily. "Inside the Secret World of Literary Scouts". Publishing Perspectives, 14/12/2009.
- Hachette Book Group. "Info for Authors – Subsidiary Rights FAQs".
- Nielsen BookData para CBL e SNEL. Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro — ano-base 2025, maio/2026.
- Adour, Tomaz. "Bibliodiversidade x Distribuição". PublishNews, 17/03/2021.
- Redação PublishNews. "Brasil tem 2.972 livrarias, segundo a Associação Nacional de Livrarias", 19/09/2023.
- Almeida, Gustavo Martins de. "O contrato de edição". PublishNews, 17/08/2011.
- Strauss, Victoria. "The AALA Makes Significant Updates to Its Canon of Ethics". Writer Beware, 31/07/2026, atual. 17/08/2026.
Lidas em resumo ou pela referência
- Arnold-Ratliff, Katie. "Q&A: Regina Brooks Leads the AALA". Poets & Writers Magazine, nov./dez. 2024.
- AALA. "Membership" (sem data; conferida em 09/10/2026).
- Cavannagh, Martin (rev. Tom Bromley). "What is a Literary Agent, and How Can They Help You Publish?". Reedsy Blog, atual. 15/10/2025.
- Friedman, Jane. "Literary Agents and the Book-to-Screen Pipeline: Q&A with Jillian Davis". janefriedman.com, 25/02/2026.
- Nelson, Kristin. "24,000 Queries A Year". Nelson Literary Agency, 25/10/2006.
- Brewer, Robert Lee. "Do Literary Agents Cost Money?". Writer's Digest, 25/02/2020.
- Authors Guild. "Model Trade Book Contract", seção 6 (Subsidiary Rights).
- Redação PublishNews. "Carreira Literária se torna também uma agência literária", 09/09/2025.
VERSE MEDIA. Quem vende seu livro: agente literário, publicista, scout e distribuidor. Enciclopédia Verse, 9 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/pessoas-e-papeis/profissionais-do-livro/quem-vende-seu-livro. Acesso em: [data].
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