Quem edita seu texto: editor de livros, copidesque, preparador e revisor
Na editora, o editor de livros coordena quem mexe no texto, que passa por até quatro níveis de edição no modelo das associações anglófonas: o editor de desenvolvimento cuida da estrutura, o editor de linha da frase, o copidesque ou preparador da correção e da padronização, e o revisor de provas do texto já diagramado. No Brasil, o mesmo nome cobre trabalhos diferentes, e, na nossa leitura, o critério mais seguro para separar os serviços é o arquivo: o original editável, negociado com o autor, ou a prova diagramada.
Você pediu orçamento de revisão a três pessoas e voltaram três propostas que não falam da mesma coisa: uma promete acertar vírgulas, outra fala em reescrever frases, a terceira quer ler o livro inteiro antes e mandar uma carta sobre a história. Os nomes também não ajudam, porque copidesque, preparação e revisão aparecem ora como sinônimos, ora como serviços diferentes, e você não sabe qual deles o seu texto precisa agora.
Saber qual profissional de edição o livro precisa agora, o que cada um entrega e sobre qual arquivo, em que ordem eles entram, e o que escrever no pedido para comparar orçamentos que usam nomes diferentes.
Pediu revisão a três pessoas e recebeu três coisas diferentes (uma acertou vírgulas, outra reescreveu frases, outra mandou uma carta sobre o enredo), e ninguém explica se copidesque, preparação e revisão são o mesmo serviço.
Nesta página
- Quais são os tipos de edição de um livro?
- O que faz um editor de livros?
- Copidesque, preparador e revisor: qual a diferença?
- Em que ordem eles entram, e quais o seu livro precisa?
- Até onde o editor pode mexer no seu texto?
- Quanto custa editar e revisar um livro?
- Como escolher e contratar um editor ou revisor?
- Como ser revisor ou editor de livros?
- Perguntas frequentes
- O que fazer com isso
Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.
Quais são os tipos de edição de um livro?
Quantos níveis a edição tem depende de quem vende o serviço, e a ordem não muda: primeiro a estrutura, depois a frase, depois a correção, por fim a prova. A Editorial Freelancers Association (EFA), associação americana de editores autônomos, lista quatro. O editor de desenvolvimento trata de conteúdo, organização e convenções do gênero e entrega uma crítica geral do original ou uma carta de revisão; o editor de linha trabalha na frase e no parágrafo, com foco na linguagem e no estilo.
O copidesque corrige ortografia, gramática e pontuação, confere remissões internas e monta a folha de estilo que mantém o original consistente; o revisor de provas procura erros de digitação e de formatação comparando a versão mais recente com a anterior.
A conta de níveis muda conforme quem descreve. O CIEP (Chartered Institute of Editing and Proofreading), instituto britânico de editores e revisores, fala em três etapas principais numa página (desenvolvimento, copidesque e revisão de provas) e, em outra, põe a edição de linha estilística entre o desenvolvimento e o copidesque.
O Chicago Manual of Style, manual de estilo da University of Chicago Press, junta linha e copidesque sob o nome de edição do original, e o serviço de perguntas do manual recomenda fazer a edição de linha minuciosa antes, em etapa separada. A Reedsy, plataforma britânica que liga autores a editores autônomos, não separa a edição de linha do copidesque, e põe na frente de tudo a avaliação editorial, um parecer de forças e fraquezas do original.
Chantel Hamilton, editora que assina o guia sobre contratar editores no site de Jane Friedman, escreve que ninguém é só editor: cada profissional se especializa num nível, e nenhum faz todos bem numa passada só.
Fora da escada ficam serviços que se contratam à parte: a checagem de fatos, que confirma cada afirmação de fato do texto, e a leitura sensível, que procura trechos e retratos que possam ofender leitores, assunto do guia sobre beta reader e sensitivity reader. Segundo Amy Einsohn em The Copyeditor's Handbook, manual de referência do ofício nos Estados Unidos, o copidesque não responde pela exatidão factual: aponta o que sabe estar errado, como datas que não batem. Como Hamilton põe a exatidão factual entre as tarefas do copidesque, vale dizer por escrito quem confere os fatos.
O que faz um editor de livros?
"Editor de livros" nomeia dois trabalhos: o da editora, que escolhe o livro e coordena quem mexe nele, e o do profissional autônomo que o autor contrata para um dos níveis. A Lei do Livro (Lei 10.753, de 2003) define o editor como quem adquire o direito de reproduzir livros e lhes dá tratamento adequado à leitura. Na Classificação Brasileira de Ocupações, o editor de livro tem o código 2616-10, e a descrição inclui editar livros de acordo com a linha editorial e supervisionar equipes de editoração, segundo a reprodução da CBO no Salario.com.br.
O editor de livros orquestra uma equipe multidisciplinar, e não faz ele mesmo a programação visual ou a diagramação, na descrição de Ana Elisa Ribeiro, pesquisadora de edição do CEFET-MG, em Em busca do texto perfeito (2016). Em palestra na UFSM em 2018, ela disse que o editor curador, que recebe, lê e seleciona originais, é prática cada vez mais rara; o comum é o editor voltado ao negócio, que trabalha sobre o original já escolhido e coordena preparador, revisor, ilustrador e diagramador. Maria Amélia Mello, editora que passou pela José Olympio e pelo Grupo Autêntica, resume a relação pelo lado de quem edita: o editor trabalha para o autor, como parceiro e interlocutor.
Há relatos de que parte do trabalho de estrutura passou para o autor e o agente antes da submissão. A romancista Sadie Hoagland conta, na Publishers Weekly em 2021, que a editora do primeiro livro dela, numa editora universitária, só pediu as mudanças sugeridas pelos pareceristas e a mandou direto ao copidesque; o agente dela, o romancista Madison Smartt Bell, diz que os editores esperam originais entregues em estado muito acabado. No mesmo texto, outros autores relatam editores que trabalharam a fundo. Thomas Woll, autor de Publishing for Profit (2014), registra que muitas editoras tradicionais fazem pouca edição de desenvolvimento e contam com os agentes para receber originais já em forma.
O copidesque também saiu da casa. Desde os anos 1980, quase todo o copidesque de originais de livro passou a ser terceirizado para autônomos, segundo Louise Poland, no capítulo sobre o ofício do editor de livros em Making Books (2007), coletânea sobre a edição australiana. Marilyn Schwartz, coautora da revisão de The Copyeditor's Handbook, aponta a troca de cargos de quadro por trabalho contratado como uma das grandes mudanças do ofício, e diz que o aprendizado com editores da casa quase desapareceu.
Na descrição da Reedsy, quem assina com uma editora tem a casa assumindo as responsabilidades financeiras do livro e acesso a uma equipe interna; quem se autopublica faz o trabalho sozinho ou contrata profissionais, e o editor contratado trabalha pela visão do autor. O que a editora faz com o original depois de comprá-lo está no guia sobre como funciona uma editora por dentro, e quem escolhe o livro na casa é o editor de aquisição.
Copidesque, preparador e revisor: qual a diferença?
Na nossa leitura, o critério que se sustenta no Brasil é o do arquivo e da negociação: o preparador trabalha no original editável e negocia com o autor; o revisor trabalha na prova diagramada e resolve. O nome é que confunde.
Na Editora UFMG, a preparação de originais é feita no Word e adequa a organização das partes, o estilo editorial e o registro linguístico; o preparador de texto responde pela revisão gramatical, pela padronização da obra e pela normalização de notas e referências. Ele devolve o texto com o controle de alterações ligado, uma lista de padronização e as dúvidas ao autor em lista à parte ou em balão de comentário. A revisão de provas é o pente-fino do texto já diagramado.
A preparação é uma intervenção interativa, em que o texto definitivo se negocia com o autor, e a revisão é uma intervenção resolutiva, feita depois da diagramação, sem tanta negociação, nos termos de Ribeiro. Ela mesma admite que a linha que separa preparar de revisar é imprecisa.
O nome copidesque vem da redação de jornal. Copy desk era a mesa onde se revisava o texto, e no Diário Carioca dos anos 1950 o copidesque não se limitava à revisão técnica: o objetivo central era padronizar o estilo das notícias, segundo o pesquisador Afonso de Albuquerque. Na classificação de ocupações, segundo a reprodução da CBO no Salario.com.br, o revisor de texto (2611-40) está na família dos profissionais do jornalismo.
No livro, o termo vale coisas diferentes. O documento do setor de preparação e revisão da Editora UFMG nem o usa, e Ribeiro emprega preparador e copidesque ora como sinônimos, ora como funções distintas. Para Aristides Coelho Neto, autor de Além da revisão (2013), o copidesque propõe, reescreve e revisita o original. Eugênio Vinci de Moraes, que foi preparador e revisor por 15 anos na Companhia das Letras e na Cosac Naify, trata a fronteira entre as três funções como questão sem resposta definitiva, e a resenha de Adriana Baggio na Revista UNINTER de Comunicação ordena as três pela intervenção: maior no copidesque, um pouco menor na preparação, pontual na revisão de provas.
Revisor também não é tradução exata de proofreader. Em inglês, o proofreader confere a prova diagramada contra a versão anterior. Na UFMG, a revisão de provas ainda pode acrescentar, cortar e remanejar. Para Emanuel Araújo, autor de A construção do livro (2008), revisão é tecnicamente o cotejo do original com as provas. As fontes divergem sobre quanto a prova ainda pode mexer no texto; a prova e os sinais com que o revisor a marca estão explicados em revisão de prova.
Em que ordem eles entram, e quais o seu livro precisa?
A ordem vai do maior para o menor (estrutura, frase, correção, diagramação, prova), e o livro precisa do nível do problema que ainda tem. Pelo CIEP, o copidesque vem depois da edição de desenvolvimento e da de linha; depois dele, o texto vai para o design e a diagramação, e só então para a revisão de provas. Einsohn põe o copidesque do livro impresso antes da composição. Na nossa leitura, a ordem existe porque cada nível muda o texto que o seguinte trataria: acertar a vírgula de um capítulo que a edição de desenvolvimento vai cortar é pagar duas vezes.
A prova também tem rodadas. Segundo Araújo, no Brasil os livros costumam sair depois de duas revisões, e ele defende três ou quatro como mínimo. Antes de tudo isso, a Reedsy aconselha usar leitores beta para baratear a edição e pedir uma edição de amostra antes de contratar.
A avaliação editorial (editorial assessment ou manuscript evaluation), que na nossa leitura corresponde ao que se vende no Brasil como leitura crítica, fica fora da escada: é um parecer sobre o original inteiro, bem menos detalhado que a edição de desenvolvimento, segundo Sarah Chauncey, editora de desenvolvimento que escreve no site de Jane Friedman. O que vem no parecer e quando vale pagar por ele está no guia sobre leitura crítica de originais.
Os níveis da edição, lado a lado
| nível | contrate se o problema é | trabalha sobre | o que devolve | nomes no Brasil / em inglês | preço por palavra na Reedsy (2026) |
|---|---|---|---|---|---|
| avaliação editorial | diagnóstico do original inteiro: estrutura, história, mecânica, gênero | o original completo | carta de avaliação, em geral de até 10 páginas, e marcação leve com exemplos | leitura crítica, parecer / editorial assessment, manuscript evaluation | US$ 0,018 a 0,029 |
| desenvolvimento | conteúdo, organização, convenções do gênero; na ficção, furos de enredo e incoerência de personagem | o original | carta editorial com os problemas de visão geral e sugestões; o autor mantém o controle do texto | edição de desenvolvimento, edição estrutural / developmental, structural, substantive editing | US$ 0,026 a 0,053 |
| linha | frase e parágrafo, linguagem e estilo | o original editável | o original editado na frase e no parágrafo | edição de linha / line editing, stylistic editing | vendida junto com o copidesque |
| copidesque ou preparação | correção, consistência, padronização, normalização de notas | o original editável, antes da diagramação | texto com controle de alterações, folha de estilo e dúvidas ao autor | preparação de originais, copidesque / copyediting | US$ 0,020 a 0,032 |
| revisão de provas | erros de digitação e de formatação | a prova diagramada | emendas marcadas na prova | revisão de provas, revisão / proofreading | US$ 0,014 a 0,021 |
Os preços são faixas da própria Reedsy, tiradas de cotações do marketplace em 2026, e dizem o que se cobra lá, não no Brasil.
Até onde o editor pode mexer no seu texto?
Na nossa leitura, o editor propõe e o autor vivo decide, e a lei brasileira de direito autoral dá base a essa divisão: quem revê o texto não vira coautor, e o autor pode se opor a modificações que prejudiquem a obra. Emanuel Araújo chama de problema crucial do editor de texto saber "qual o seu justo limite para proceder a alterações num escrito de outrem" (A construção do livro, p. 56). Ildete Oliveira Pinto, autora que Ribeiro cita ao tratar da preparação, responde pelo lado do autor: "O autor vivo é o árbitro por excelência das questões suscitadas em sua obra" (1993, p. 11).
A prática segue esse desenho. Ao terminar uma edição de desenvolvimento, o editor costuma mandar uma carta com as sugestões principais e, em geral, não mexe direto no original: orienta, e o autor mantém o controle do texto. O copidesque consulta o autor sobre o que não pode confirmar sozinho, inclusive a aprovação das reescritas que sugere. Na UFMG, as mudanças vêm com o controle de alterações e as dúvidas em comentário. Erika Bűky, coautora de The Copyeditor's Handbook, avisa que a intervenção excessiva do copidesque arrisca indispor o autor e desperdiça tempo e dinheiro.
A Lei 9.610, de direito autoral, separa quem cria de quem revê: não é coautor quem só auxiliou o autor, revendo, atualizando, fiscalizando ou dirigindo a edição da obra (art. 15, § 1º). Entre os direitos morais do autor estão o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a modificações que possam prejudicá-la ou atingi-lo na reputação ou na honra, e o de modificar a obra antes ou depois de usada (art. 24, IV e V). Nas edições seguintes, o autor pode fazer as emendas que quiser, e o editor pode se opor às que prejudiquem os interesses dele, ofendam a reputação dele ou aumentem a responsabilidade dele (art. 66).
Do outro lado da linha está a autoria. Para Scott Norton, autor de Developmental Editing (2009), o editor que cria muito conteúdo deixa de ser editor e vira coautor ou ghostwriter, e as regras de quem escreve pelo autor estão no guia sobre o ghostwriter.
O caso do contista americano Raymond Carver mostra até onde uma edição pode ir: Gordon Lish, editor dele na Knopf, cortou mais da metade de What We Talk About When We Talk About Love (1981), segundo a New York Review of Books, encurtou três contos em ao menos 70%, e deu título novo a dez; a versão do original saiu depois, como Beginners, e o que Carver escreveu a Lish sobre os cortes está no guia sobre como escrever um conto. Na nossa leitura, o contrato que diz quem aprova cada mudança evita que o limite seja decidido depois.
Quanto custa editar e revisar um livro?
Cada nível tem preço e unidade próprios, e a pesquisa desta página não achou no Brasil tabela de preço de revisão de livro feita por entidade do setor: o Sintra, sindicato dos tradutores, só tem linha para revisão de tradução. Por isso o pedido de orçamento precisa dizer quantos caracteres com espaços o arquivo tem e qual nível se quer, e o profissional precisa dizer quantos caracteres conta como lauda. A referência de fora, a da Reedsy em dólar por palavra, está na tabela acima.
As tabelas de preço por nível, a conta por lauda e o que muda o valor estão no guia sobre quanto custa revisar um livro; a revisão somada à capa, à diagramação e ao ISBN, no guia sobre quanto custa publicar um livro.
Como escolher e contratar um editor ou revisor?
A edição de amostra ajuda a comparar dois profissionais, e o contrato escrito é a primeira proteção contra o golpe. A Writer Beware, serviço de alerta da associação americana de autores de ficção científica e fantasia (SFWA), recomenda checar a experiência e a formação do editor, pedir referências, pedir uma amostra de parecer ou de avaliação, conferir a presença pública dele e fechar contrato escrito com escopo, preço, prazo e quem vai fazer o trabalho. A Reedsy também manda pedir edição de amostra antes de contratar.
Os sinais de alerta da mesma lista são a equipe anônima, que não diz quem edita, a recusa de contrato escrito, a exigência de pagamento integral adiantado e o serviço que aceita qualquer cliente. O golpe em que agente ou editora indica um serviço de edição pago está no guia sobre quem vende seu livro.
O crédito no livro também se combina. Uma pesquisa apresentada na Intercom em 2025 olhou 165 livros de 118 editoras brasileiras e não achou padrão: a autoria sempre aparece, a revisão aparece com frequência, e a norma da ABNT (NBR 6029) deixa a inclusão dos créditos a critério do editor. A edição da Todavia de O apanhador no campo de centeio (2019) credita preparação e revisão; as edições americanas da Little, Brown (1991 e 2001) só a autoria. Onde achar o profissional e o que pôr no acordo estão no guia sobre como contratar um revisor ou editor.
Como ser revisor ou editor de livros?
Revisor de texto não é profissão regulamentada no Brasil, e a porta de entrada costuma ser o trabalho autônomo. Segundo a resenha de Baggio sobre o livro de Moraes, vagas formais são raras, a maior parte dos profissionais é freelancer, e quem mais contrata com carteira são editoras de didáticos e universitárias, que costumam exigir graduação em Letras ou Jornalismo; a praxe é começar pela revisão de trabalhos acadêmicos.
O salário com carteira mede só uma fatia. Pela consolidação do Salario.com.br sobre o Novo CAGED (últimos 12 meses, consulta de 08/10/2026), a mediana do revisor de texto foi de R$ 2.398 por mês e a do editor de livro, de R$ 6.000; o freelancer não aparece nesse dado. Cursos, pós-graduações e onde achar trabalho estão no guia sobre como ser revisor de livros.
Perguntas frequentes
Posso pular a edição de desenvolvimento?
Pode, se o problema do texto não for de estrutura. Para saber, há a avaliação editorial, um parecer geral que custa menos que a edição de desenvolvimento e que a Reedsy põe antes de todos os outros níveis; o que vem nele está no guia sobre leitura crítica de originais.
Preciso de editor para me autopublicar?
Não é obrigatório, mas ninguém faz a edição por você: quem se autopublica faz o trabalho sozinho ou contrata profissionais, nível a nível. A Reedsy sugere leitores beta antes, para baratear, e uma edição de amostra antes de contratar; onde achar o profissional está no guia sobre como contratar um revisor ou editor.
O revisor tem direito a crédito no livro?
Não como coautor: pela Lei 9.610, quem só revê ou atualiza a obra não é coautor (art. 15, § 1º). O crédito na ficha técnica fica a critério do editor pela NBR 6029, e por isso vale combinar no contrato.
Posso revisar meu próprio livro?
Pode reler, mas a prática recomendada é tomar distância do texto antes de revisar e não revisar o próprio texto logo depois de escrevê-lo, como mostra a página sobre revisão de prova. O caminho de quem revisa sozinho, etapa por etapa, está no guia sobre do manuscrito ao livro.
O que é leitura crítica?
É o parecer pago sobre o original inteiro. Nos Estados Unidos, o equivalente (manuscript evaluation) é, segundo Sarah Chauncey, uma carta de avaliação em geral de até 10 páginas, com marcação leve no texto, e para a EFA é uma das entregas do editor de desenvolvimento. Quando vale e quanto custa, no guia sobre leitura crítica de originais.
Quantas revisões de prova um livro precisa?
Segundo Emanuel Araújo, em A construção do livro, os livros no Brasil costumam sair depois de duas revisões de prova. Ele defende três ou quatro como mínimo, e mais em livros complexos.
O que fazer com isso
Peça o serviço pelo nível e pelo arquivo, não pelo nome: diga se quer alguém para a estrutura, para a frase, para a correção do original editável ou para a prova diagramada, e quantos caracteres o texto tem. Contrate do maior para o menor, peça amostra antes e ponha no contrato quem aprova cada mudança, o que volta para você e como o profissional será creditado.
Depois da edição, o texto vai para quem faz o livro, no guia sobre quem produz o livro; a venda está no guia sobre quem vende seu livro, e a divulgação pelos leitores, no guia sobre booktoker, resenhista e ARC reader. Quem precisa de alguém que escreva ou traduza o texto encontra os guias sobre o ghostwriter e o tradutor literário.
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Termos usados nesta página
Em breve
Quem fala sobre isso 6pessoas
- Ana Elisa Ribeiroprofessora titular do CEFET-MG desde 2020; escritora e editora; coordena coleção de revisão de textos da Parábola Editorial (site próprio, conferido em 2026)
Obra sobre edição, preparação e revisão de textos: Em busca do texto perfeito (Parábola Editorial, edição de 2024).
Página ↗ - Amy Einsohn †editora profissional em edição acadêmica, de não ficção comercial e corporativa; deu dezenas de cursos de copidesque (bio da University of California Press)
Obra sobre copidesque: escreveu The Copyeditor's Handbook, publicado pela University of California Press a partir de 2000; a 4ª edição (2019) saiu revista a partir das notas dela.
Página ↗ - Marilyn Schwartzfoi editora-gerente da University of California Press por 28 anos, a partir de 1983, e deu oficinas de edição na UC Berkeley Extension de 1979 a 2004 (bio da editora, 2019)
Obra sobre copidesque: revisou a 4ª edição de The Copyeditor's Handbook e assina com Erika Bűky The Copyeditor's Workbook (University of California Press, 2019).
Página ↗ - Chantel Hamiltoneditora de desenvolvimento de não ficção, em negócios, autoajuda e memórias (bio do artigo, atual. 2026)
Obra sobre contratar editor: o guia "The Comprehensive Guide to Finding, Hiring, and Working with an Editor", publicado no site de Jane Friedman em 2020.
Página ↗ - Isadora Dotto Brusiusmestra em Letras (Estudos Literários) pela UFSM em 2021 (nota de autora do artigo, 2022)
Obra sobre os papéis de quem edita o texto: o artigo "Os papéis do editor, do preparador e do revisor do texto literário: apontamentos críticos", com Enéias Tavares, Uniletras, 2022.
Página ↗ - Enéias Tavaresprofessor do Departamento de Letras Clássicas e Linguística da UFSM (nota de autor do artigo, 2022); escritor
Obra sobre os papéis de quem edita o texto: coautor do artigo "Os papéis do editor, do preparador e do revisor do texto literário: apontamentos críticos", Uniletras, 2022.
Página ↗
O que a rede diz 4 vozes
YouTubeCanal para autores lembra que o trabalho não acaba na última página: dali começa a edição, e quem se autopublica precisa cuidar dela ainda mais, porque ninguém aprova o livro antes de ele sair.
Escritor de Sucesso 2.0YouTube ↗
YouTubeVideoaula apresenta estratégias para o autor revisar, editar e reescrever o próprio texto literário antes de dá-lo por terminado.
Khan Academy BrasilYouTube ↗
TikTokEditora autônoma de língua inglesa oferece edição de linha de originais e convida o autor a marcar uma consulta gratuita antes de contratar.
@j.j.friendTikTok ↗
TikTokRevisora autônoma oferece revisão e correção de textos e, nas hashtags do post, junta TCC, dissertação e tese com literatura e escrita criativa.
@rev.laysantanaTikTok ↗
O que está acontecendo
- Um homem enganou escritores e o mercado editorial por anos. Será que ele voltou? ↗
Filippo Bernardini obteve centenas de manuscritos dando golpes em figuras do mundo literário e foi condenado pela Justiça em 2022; recentemente, mais autores tiveram obras inéditas obtidas e divulgadas de forma ilegal
- Desenhar livros ↗
Editores, designers, produtores gráficos e ilustradores discutem o panorama do design editorial brasileiro e sua importância na experiência de leitura de um livro (foto: Cecilia Arbolave) Leia a edição de outubro de 2026 na íntegra POR VANESSA D’AMARO O conteúdo define a forma ou é a forma que defi…
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A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.
Esta página partiu da base de pesquisa da Verse sobre os profissionais do livro (evidências com fonte e data, incluindo as fontes que a Wikipedia aponta) e de duas frentes de pesquisa feitas em outubro de 2026, uma nas referências de língua inglesa sobre os níveis de edição, outra na bibliografia brasileira sobre preparação, revisão e copidesque. A concorrência em português e inglês foi lida para medir o que falta, não como fonte. Cada afirmação de fato foi conferida contra a fonte aberta ou apontada; as lidas só em resumo estão separadas na lista. Preços mudam: as datas estão em cada número.
Lidas no texto integral
- Brasil. Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 (Lei de Direitos Autorais), arts. 15, 24 e 66. Planalto.
- Editorial Freelancers Association. "Editorial Services Definitions", the-efa.org, página de 20/08/2026.
- CIEP. "About proofreading and editing", ciep.uk, 11/01/2024.
- CIEP. "What is copyediting?", ciep.uk, 11/01/2024.
- University of Chicago Press. "Manuscript Preparation, Copyediting, and Proofreading", Chicago Style Q&A, CMOS Online (18ª ed.).
- Cordova, Savannah. "Types of Editing: A Breakdown for Writers", Reedsy, atual. 09/02/2026.
- Villirilli, Dario. "How Much Does Book Editing Cost?", Reedsy, 09/02/2026.
- Catlow, Francesca. "Self-Publishing vs Traditional Publishing", Reedsy Blog, 11/12/2025.
- Hamilton, Chantel. "The Comprehensive Guide to Finding, Hiring, and Working with an Editor", janefriedman.com, 2020, atual. 01/04/2026.
- Chauncey, Sarah. "Manuscript Evaluations: What They Are and What to Expect", janefriedman.com, 2019, atual. 18/02/2025.
- SFWA, Writer Beware. "Editors", atual. 14/12/2025.
- Hoagland, Sadie. "The End of Editing". Publishers Weekly, 14/05/2021.
- Schwartz, Marilyn; Bűky, Erika. Entrevista sobre o novo Copyeditor's Handbook. CMOS Shop Talk, 21/05/2019.
- Harvey, Giles. "Two Raymond Carvers". The New York Review of Books, 27/05/2010.
- Editora UFMG. "Setor de Preparação e Revisão", proposta ao PGD/UFMG, PRORH-UFMG, 2024.
- Faria, Janice Christina Amorim de. "Revisor de textos: um profissional invisível?". Revista do ICH (PUC Minas), v. 14, n. 19, 2018.
- Albuquerque, Afonso de. "Aconteceu num carnaval: algumas observações sobre o mito de origem do jornalismo brasileiro moderno". Eco-Pós, v. 11, n. 2, 2008.
- Baggio, Adriana Tulio. "Da preparação à revisão: sem elas, não há publicação" (resenha de Moraes, Processos de revisão textual). Revista UNINTER de Comunicação, v. 9, n. 16, 2021.
- Brusius, Isadora Dotto; Tavares, Enéias. "Os papéis do editor, do preparador e do revisor do texto literário: apontamentos críticos". Uniletras, v. 44, 2022.
- Viana, Victoria. "Seque meu suor com pólen: uma análise das convenções adotadas no setor editorial ao creditar os sujeitos envolvidos na produção de livros". Intercom Sudeste, 2025.
- Sintra. "Valores de Referência", sintra.org.br (conferida em 08/10/2026).
- "Conversa com Maria Amélia Mello". Oasys Cultural, 17/05/2023.
Lidas em resumo ou pela referência
- Brasil. Lei 10.753/2003 (Lei do Livro), citada por Brusius e Tavares (2022).
- Einsohn, Amy. The Copyeditor's Handbook. University of California Press, 3. ed. 2011; 4. ed. 2019.
- Norton, Scott. Developmental Editing: A Handbook for Freelancers, Authors, and Publishers. University of Chicago Press, 2009.
- Woll, Thomas. Publishing for Profit. Chicago Review Press, 2014, p. 165.
- Poland, Louise. "The Business, Craft and Profession of the Book Editor". In: Carter; Galligan (orgs.), Making Books. UQP, 2007.
- Argy, "The Role of the Developmental Editor in Emerging Forms of Narrative", PDXScholar (Portland State), 2018.
- EFA. Hiring an Editor: A Guide for New Authors, 2020.
- Ribeiro, Ana Elisa. Em busca do texto perfeito: questões contemporâneas de edição, preparação e revisão textual. 2016.
- Araújo, Emanuel. A construção do livro: princípios da técnica de editoração. 2008.
- Pinto, Ildete Oliveira. 1993, p. 11 (citada por Ribeiro, 2016, e por Brusius e Tavares, 2022).
- Coelho Neto, Aristides. Além da revisão: critérios para revisão textual. 2013.
- Salario.com.br. Páginas das ocupações CBO 2611-40 e 2616-10 (Novo CAGED), atual. 08/10/2026.
VERSE MEDIA. Quem edita seu texto: editor de livros, copidesque, preparador e revisor. Enciclopédia Verse, 9 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/pessoas-e-papeis/profissionais-do-livro/quem-edita-seu-texto. Acesso em: [data].
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