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Quem edita seu texto: editor de livros, copidesque, preparador e revisor

Na editora, o editor de livros coordena quem mexe no texto, que passa por até quatro níveis de edição no modelo das associações anglófonas: o editor de desenvolvimento cuida da estrutura, o editor de linha da frase, o copidesque ou preparador da correção e da padronização, e o revisor de provas do texto já diagramado. No Brasil, o mesmo nome cobre trabalhos diferentes, e, na nossa leitura, o critério mais seguro para separar os serviços é o arquivo: o original editável, negociado com o autor, ou a prova diagramada.

Você pediu orçamento de revisão a três pessoas e voltaram três propostas que não falam da mesma coisa: uma promete acertar vírgulas, outra fala em reescrever frases, a terceira quer ler o livro inteiro antes e mandar uma carta sobre a história. Os nomes também não ajudam, porque copidesque, preparação e revisão aparecem ora como sinônimos, ora como serviços diferentes, e você não sabe qual deles o seu texto precisa agora.

O que você leva

Saber qual profissional de edição o livro precisa agora, o que cada um entrega e sobre qual arquivo, em que ordem eles entram, e o que escrever no pedido para comparar orçamentos que usam nomes diferentes.

Pra quem é

Pediu revisão a três pessoas e recebeu três coisas diferentes (uma acertou vírgulas, outra reescreveu frases, outra mandou uma carta sobre o enredo), e ninguém explica se copidesque, preparação e revisão são o mesmo serviço.

Nesta página
  1. Quais são os tipos de edição de um livro?
  2. O que faz um editor de livros?
  3. Copidesque, preparador e revisor: qual a diferença?
  4. Em que ordem eles entram, e quais o seu livro precisa?
  5. Até onde o editor pode mexer no seu texto?
  6. Quanto custa editar e revisar um livro?
  7. Como escolher e contratar um editor ou revisor?
  8. Como ser revisor ou editor de livros?
  9. Perguntas frequentes
  10. O que fazer com isso
folhas de manuscrito impressas com marcações de caneta vermelha sobre uma mesa
Antes de virar livro, o texto passa por mãos que o leem com lápis na mão Foto de Ron Lach no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

Quais são os tipos de edição de um livro?

Quantos níveis a edição tem depende de quem vende o serviço, e a ordem não muda: primeiro a estrutura, depois a frase, depois a correção, por fim a prova. A Editorial Freelancers Association (EFA), associação americana de editores autônomos, lista quatro. O editor de desenvolvimento trata de conteúdo, organização e convenções do gênero e entrega uma crítica geral do original ou uma carta de revisão; o editor de linha trabalha na frase e no parágrafo, com foco na linguagem e no estilo.

O copidesque corrige ortografia, gramática e pontuação, confere remissões internas e monta a folha de estilo que mantém o original consistente; o revisor de provas procura erros de digitação e de formatação comparando a versão mais recente com a anterior.

A conta de níveis muda conforme quem descreve. O CIEP (Chartered Institute of Editing and Proofreading), instituto britânico de editores e revisores, fala em três etapas principais numa página (desenvolvimento, copidesque e revisão de provas) e, em outra, põe a edição de linha estilística entre o desenvolvimento e o copidesque.

O Chicago Manual of Style, manual de estilo da University of Chicago Press, junta linha e copidesque sob o nome de edição do original, e o serviço de perguntas do manual recomenda fazer a edição de linha minuciosa antes, em etapa separada. A Reedsy, plataforma britânica que liga autores a editores autônomos, não separa a edição de linha do copidesque, e põe na frente de tudo a avaliação editorial, um parecer de forças e fraquezas do original.

Chantel Hamilton, editora que assina o guia sobre contratar editores no site de Jane Friedman, escreve que ninguém é só editor: cada profissional se especializa num nível, e nenhum faz todos bem numa passada só.

Fora da escada ficam serviços que se contratam à parte: a checagem de fatos, que confirma cada afirmação de fato do texto, e a leitura sensível, que procura trechos e retratos que possam ofender leitores, assunto do guia sobre beta reader e sensitivity reader. Segundo Amy Einsohn em The Copyeditor's Handbook, manual de referência do ofício nos Estados Unidos, o copidesque não responde pela exatidão factual: aponta o que sabe estar errado, como datas que não batem. Como Hamilton põe a exatidão factual entre as tarefas do copidesque, vale dizer por escrito quem confere os fatos.

O que faz um editor de livros?

"Editor de livros" nomeia dois trabalhos: o da editora, que escolhe o livro e coordena quem mexe nele, e o do profissional autônomo que o autor contrata para um dos níveis. A Lei do Livro (Lei 10.753, de 2003) define o editor como quem adquire o direito de reproduzir livros e lhes dá tratamento adequado à leitura. Na Classificação Brasileira de Ocupações, o editor de livro tem o código 2616-10, e a descrição inclui editar livros de acordo com a linha editorial e supervisionar equipes de editoração, segundo a reprodução da CBO no Salario.com.br.

O editor de livros orquestra uma equipe multidisciplinar, e não faz ele mesmo a programação visual ou a diagramação, na descrição de Ana Elisa Ribeiro, pesquisadora de edição do CEFET-MG, em Em busca do texto perfeito (2016). Em palestra na UFSM em 2018, ela disse que o editor curador, que recebe, lê e seleciona originais, é prática cada vez mais rara; o comum é o editor voltado ao negócio, que trabalha sobre o original já escolhido e coordena preparador, revisor, ilustrador e diagramador. Maria Amélia Mello, editora que passou pela José Olympio e pelo Grupo Autêntica, resume a relação pelo lado de quem edita: o editor trabalha para o autor, como parceiro e interlocutor.

Há relatos de que parte do trabalho de estrutura passou para o autor e o agente antes da submissão. A romancista Sadie Hoagland conta, na Publishers Weekly em 2021, que a editora do primeiro livro dela, numa editora universitária, só pediu as mudanças sugeridas pelos pareceristas e a mandou direto ao copidesque; o agente dela, o romancista Madison Smartt Bell, diz que os editores esperam originais entregues em estado muito acabado. No mesmo texto, outros autores relatam editores que trabalharam a fundo. Thomas Woll, autor de Publishing for Profit (2014), registra que muitas editoras tradicionais fazem pouca edição de desenvolvimento e contam com os agentes para receber originais já em forma.

O copidesque também saiu da casa. Desde os anos 1980, quase todo o copidesque de originais de livro passou a ser terceirizado para autônomos, segundo Louise Poland, no capítulo sobre o ofício do editor de livros em Making Books (2007), coletânea sobre a edição australiana. Marilyn Schwartz, coautora da revisão de The Copyeditor's Handbook, aponta a troca de cargos de quadro por trabalho contratado como uma das grandes mudanças do ofício, e diz que o aprendizado com editores da casa quase desapareceu.

Na descrição da Reedsy, quem assina com uma editora tem a casa assumindo as responsabilidades financeiras do livro e acesso a uma equipe interna; quem se autopublica faz o trabalho sozinho ou contrata profissionais, e o editor contratado trabalha pela visão do autor. O que a editora faz com o original depois de comprá-lo está no guia sobre como funciona uma editora por dentro, e quem escolhe o livro na casa é o editor de aquisição.

Copidesque, preparador e revisor: qual a diferença?

esquema de três colunas com o que o copidesque, o preparador e o revisor corrigem
O que cada profissional mexe no texto Diagrama: Verse

Na nossa leitura, o critério que se sustenta no Brasil é o do arquivo e da negociação: o preparador trabalha no original editável e negocia com o autor; o revisor trabalha na prova diagramada e resolve. O nome é que confunde.

Na Editora UFMG, a preparação de originais é feita no Word e adequa a organização das partes, o estilo editorial e o registro linguístico; o preparador de texto responde pela revisão gramatical, pela padronização da obra e pela normalização de notas e referências. Ele devolve o texto com o controle de alterações ligado, uma lista de padronização e as dúvidas ao autor em lista à parte ou em balão de comentário. A revisão de provas é o pente-fino do texto já diagramado.

A preparação é uma intervenção interativa, em que o texto definitivo se negocia com o autor, e a revisão é uma intervenção resolutiva, feita depois da diagramação, sem tanta negociação, nos termos de Ribeiro. Ela mesma admite que a linha que separa preparar de revisar é imprecisa.

O nome copidesque vem da redação de jornal. Copy desk era a mesa onde se revisava o texto, e no Diário Carioca dos anos 1950 o copidesque não se limitava à revisão técnica: o objetivo central era padronizar o estilo das notícias, segundo o pesquisador Afonso de Albuquerque. Na classificação de ocupações, segundo a reprodução da CBO no Salario.com.br, o revisor de texto (2611-40) está na família dos profissionais do jornalismo.

No livro, o termo vale coisas diferentes. O documento do setor de preparação e revisão da Editora UFMG nem o usa, e Ribeiro emprega preparador e copidesque ora como sinônimos, ora como funções distintas. Para Aristides Coelho Neto, autor de Além da revisão (2013), o copidesque propõe, reescreve e revisita o original. Eugênio Vinci de Moraes, que foi preparador e revisor por 15 anos na Companhia das Letras e na Cosac Naify, trata a fronteira entre as três funções como questão sem resposta definitiva, e a resenha de Adriana Baggio na Revista UNINTER de Comunicação ordena as três pela intervenção: maior no copidesque, um pouco menor na preparação, pontual na revisão de provas.

Revisor também não é tradução exata de proofreader. Em inglês, o proofreader confere a prova diagramada contra a versão anterior. Na UFMG, a revisão de provas ainda pode acrescentar, cortar e remanejar. Para Emanuel Araújo, autor de A construção do livro (2008), revisão é tecnicamente o cotejo do original com as provas. As fontes divergem sobre quanto a prova ainda pode mexer no texto; a prova e os sinais com que o revisor a marca estão explicados em revisão de prova.

Em que ordem eles entram, e quais o seu livro precisa?

esquema de etapas em sequência da edição à revisão final
A ordem em que cada profissional entra Diagrama: Verse

A ordem vai do maior para o menor (estrutura, frase, correção, diagramação, prova), e o livro precisa do nível do problema que ainda tem. Pelo CIEP, o copidesque vem depois da edição de desenvolvimento e da de linha; depois dele, o texto vai para o design e a diagramação, e só então para a revisão de provas. Einsohn põe o copidesque do livro impresso antes da composição. Na nossa leitura, a ordem existe porque cada nível muda o texto que o seguinte trataria: acertar a vírgula de um capítulo que a edição de desenvolvimento vai cortar é pagar duas vezes.

A prova também tem rodadas. Segundo Araújo, no Brasil os livros costumam sair depois de duas revisões, e ele defende três ou quatro como mínimo. Antes de tudo isso, a Reedsy aconselha usar leitores beta para baratear a edição e pedir uma edição de amostra antes de contratar.

A avaliação editorial (editorial assessment ou manuscript evaluation), que na nossa leitura corresponde ao que se vende no Brasil como leitura crítica, fica fora da escada: é um parecer sobre o original inteiro, bem menos detalhado que a edição de desenvolvimento, segundo Sarah Chauncey, editora de desenvolvimento que escreve no site de Jane Friedman. O que vem no parecer e quando vale pagar por ele está no guia sobre leitura crítica de originais.

Os níveis da edição, lado a lado

Qual nível de edição o seu livro precisa
nível contrate se o problema é trabalha sobre o que devolve nomes no Brasil / em inglês preço por palavra na Reedsy (2026)
avaliação editorial diagnóstico do original inteiro: estrutura, história, mecânica, gênero o original completo carta de avaliação, em geral de até 10 páginas, e marcação leve com exemplos leitura crítica, parecer / editorial assessment, manuscript evaluation US$ 0,018 a 0,029
desenvolvimento conteúdo, organização, convenções do gênero; na ficção, furos de enredo e incoerência de personagem o original carta editorial com os problemas de visão geral e sugestões; o autor mantém o controle do texto edição de desenvolvimento, edição estrutural / developmental, structural, substantive editing US$ 0,026 a 0,053
linha frase e parágrafo, linguagem e estilo o original editável o original editado na frase e no parágrafo edição de linha / line editing, stylistic editing vendida junto com o copidesque
copidesque ou preparação correção, consistência, padronização, normalização de notas o original editável, antes da diagramação texto com controle de alterações, folha de estilo e dúvidas ao autor preparação de originais, copidesque / copyediting US$ 0,020 a 0,032
revisão de provas erros de digitação e de formatação a prova diagramada emendas marcadas na prova revisão de provas, revisão / proofreading US$ 0,014 a 0,021

Os preços são faixas da própria Reedsy, tiradas de cotações do marketplace em 2026, e dizem o que se cobra lá, não no Brasil.

Até onde o editor pode mexer no seu texto?

Na nossa leitura, o editor propõe e o autor vivo decide, e a lei brasileira de direito autoral dá base a essa divisão: quem revê o texto não vira coautor, e o autor pode se opor a modificações que prejudiquem a obra. Emanuel Araújo chama de problema crucial do editor de texto saber "qual o seu justo limite para proceder a alterações num escrito de outrem" (A construção do livro, p. 56). Ildete Oliveira Pinto, autora que Ribeiro cita ao tratar da preparação, responde pelo lado do autor: "O autor vivo é o árbitro por excelência das questões suscitadas em sua obra" (1993, p. 11).

A prática segue esse desenho. Ao terminar uma edição de desenvolvimento, o editor costuma mandar uma carta com as sugestões principais e, em geral, não mexe direto no original: orienta, e o autor mantém o controle do texto. O copidesque consulta o autor sobre o que não pode confirmar sozinho, inclusive a aprovação das reescritas que sugere. Na UFMG, as mudanças vêm com o controle de alterações e as dúvidas em comentário. Erika Bűky, coautora de The Copyeditor's Handbook, avisa que a intervenção excessiva do copidesque arrisca indispor o autor e desperdiça tempo e dinheiro.

A Lei 9.610, de direito autoral, separa quem cria de quem revê: não é coautor quem só auxiliou o autor, revendo, atualizando, fiscalizando ou dirigindo a edição da obra (art. 15, § 1º). Entre os direitos morais do autor estão o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a modificações que possam prejudicá-la ou atingi-lo na reputação ou na honra, e o de modificar a obra antes ou depois de usada (art. 24, IV e V). Nas edições seguintes, o autor pode fazer as emendas que quiser, e o editor pode se opor às que prejudiquem os interesses dele, ofendam a reputação dele ou aumentem a responsabilidade dele (art. 66).

Do outro lado da linha está a autoria. Para Scott Norton, autor de Developmental Editing (2009), o editor que cria muito conteúdo deixa de ser editor e vira coautor ou ghostwriter, e as regras de quem escreve pelo autor estão no guia sobre o ghostwriter.

O caso do contista americano Raymond Carver mostra até onde uma edição pode ir: Gordon Lish, editor dele na Knopf, cortou mais da metade de What We Talk About When We Talk About Love (1981), segundo a New York Review of Books, encurtou três contos em ao menos 70%, e deu título novo a dez; a versão do original saiu depois, como Beginners, e o que Carver escreveu a Lish sobre os cortes está no guia sobre como escrever um conto. Na nossa leitura, o contrato que diz quem aprova cada mudança evita que o limite seja decidido depois.

Quanto custa editar e revisar um livro?

Cada nível tem preço e unidade próprios, e a pesquisa desta página não achou no Brasil tabela de preço de revisão de livro feita por entidade do setor: o Sintra, sindicato dos tradutores, só tem linha para revisão de tradução. Por isso o pedido de orçamento precisa dizer quantos caracteres com espaços o arquivo tem e qual nível se quer, e o profissional precisa dizer quantos caracteres conta como lauda. A referência de fora, a da Reedsy em dólar por palavra, está na tabela acima.

As tabelas de preço por nível, a conta por lauda e o que muda o valor estão no guia sobre quanto custa revisar um livro; a revisão somada à capa, à diagramação e ao ISBN, no guia sobre quanto custa publicar um livro.

Como escolher e contratar um editor ou revisor?

A edição de amostra ajuda a comparar dois profissionais, e o contrato escrito é a primeira proteção contra o golpe. A Writer Beware, serviço de alerta da associação americana de autores de ficção científica e fantasia (SFWA), recomenda checar a experiência e a formação do editor, pedir referências, pedir uma amostra de parecer ou de avaliação, conferir a presença pública dele e fechar contrato escrito com escopo, preço, prazo e quem vai fazer o trabalho. A Reedsy também manda pedir edição de amostra antes de contratar.

Os sinais de alerta da mesma lista são a equipe anônima, que não diz quem edita, a recusa de contrato escrito, a exigência de pagamento integral adiantado e o serviço que aceita qualquer cliente. O golpe em que agente ou editora indica um serviço de edição pago está no guia sobre quem vende seu livro.

O crédito no livro também se combina. Uma pesquisa apresentada na Intercom em 2025 olhou 165 livros de 118 editoras brasileiras e não achou padrão: a autoria sempre aparece, a revisão aparece com frequência, e a norma da ABNT (NBR 6029) deixa a inclusão dos créditos a critério do editor. A edição da Todavia de O apanhador no campo de centeio (2019) credita preparação e revisão; as edições americanas da Little, Brown (1991 e 2001) só a autoria. Onde achar o profissional e o que pôr no acordo estão no guia sobre como contratar um revisor ou editor.

Como ser revisor ou editor de livros?

Revisor de texto não é profissão regulamentada no Brasil, e a porta de entrada costuma ser o trabalho autônomo. Segundo a resenha de Baggio sobre o livro de Moraes, vagas formais são raras, a maior parte dos profissionais é freelancer, e quem mais contrata com carteira são editoras de didáticos e universitárias, que costumam exigir graduação em Letras ou Jornalismo; a praxe é começar pela revisão de trabalhos acadêmicos.

O salário com carteira mede só uma fatia. Pela consolidação do Salario.com.br sobre o Novo CAGED (últimos 12 meses, consulta de 08/10/2026), a mediana do revisor de texto foi de R$ 2.398 por mês e a do editor de livro, de R$ 6.000; o freelancer não aparece nesse dado. Cursos, pós-graduações e onde achar trabalho estão no guia sobre como ser revisor de livros.

Perguntas frequentes

Posso pular a edição de desenvolvimento?

Pode, se o problema do texto não for de estrutura. Para saber, há a avaliação editorial, um parecer geral que custa menos que a edição de desenvolvimento e que a Reedsy põe antes de todos os outros níveis; o que vem nele está no guia sobre leitura crítica de originais.

Preciso de editor para me autopublicar?

Não é obrigatório, mas ninguém faz a edição por você: quem se autopublica faz o trabalho sozinho ou contrata profissionais, nível a nível. A Reedsy sugere leitores beta antes, para baratear, e uma edição de amostra antes de contratar; onde achar o profissional está no guia sobre como contratar um revisor ou editor.

O revisor tem direito a crédito no livro?

Não como coautor: pela Lei 9.610, quem só revê ou atualiza a obra não é coautor (art. 15, § 1º). O crédito na ficha técnica fica a critério do editor pela NBR 6029, e por isso vale combinar no contrato.

Posso revisar meu próprio livro?

Pode reler, mas a prática recomendada é tomar distância do texto antes de revisar e não revisar o próprio texto logo depois de escrevê-lo, como mostra a página sobre revisão de prova. O caminho de quem revisa sozinho, etapa por etapa, está no guia sobre do manuscrito ao livro.

O que é leitura crítica?

É o parecer pago sobre o original inteiro. Nos Estados Unidos, o equivalente (manuscript evaluation) é, segundo Sarah Chauncey, uma carta de avaliação em geral de até 10 páginas, com marcação leve no texto, e para a EFA é uma das entregas do editor de desenvolvimento. Quando vale e quanto custa, no guia sobre leitura crítica de originais.

Quantas revisões de prova um livro precisa?

Segundo Emanuel Araújo, em A construção do livro, os livros no Brasil costumam sair depois de duas revisões de prova. Ele defende três ou quatro como mínimo, e mais em livros complexos.

O que fazer com isso

Peça o serviço pelo nível e pelo arquivo, não pelo nome: diga se quer alguém para a estrutura, para a frase, para a correção do original editável ou para a prova diagramada, e quantos caracteres o texto tem. Contrate do maior para o menor, peça amostra antes e ponha no contrato quem aprova cada mudança, o que volta para você e como o profissional será creditado.

Depois da edição, o texto vai para quem faz o livro, no guia sobre quem produz o livro; a venda está no guia sobre quem vende seu livro, e a divulgação pelos leitores, no guia sobre booktoker, resenhista e ARC reader. Quem precisa de alguém que escreva ou traduza o texto encontra os guias sobre o ghostwriter e o tradutor literário.

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Termos usados nesta página

TermoCopidesqueCopidesque é o trabalho de revisão final de um texto para publicação, e também a pessoa que o faz e o setor de jornal, revista ou editora em que ele é feito, segundo o dicionário Priberam.TermoPreparador de TextoPreparador de texto é, na descrição da Editora UFMG, o profissional que trabalha o original antes da diagramação e responde pela revisão gramatical, pela padronização da obra segundo as normas da casa e pela normalização das notas e referências.TermoRevisorRevisor, no sentido editorial, é a pessoa que revê ou corrige provas de imprensa ou textos antes de serem publicados ou difundidos, segundo o dicionário Priberam.TermoEditor de DesenvolvimentoEditor de desenvolvimento é o editor que trata do conteúdo, da organização e das convenções de gênero de um original, na descrição da Editorial Freelancers Association (EFA), associação americana de editores autônomos.TermoEditor de AquisiçãoEditor de aquisição é o editor que encontra projetos e os contrata para a editora: na descrição de William Germano, autor de Getting It Published, a "aquisição" é achar projetos e fechar com eles.TermoProofreaderProofreader é, em inglês, o profissional que confere a prova de um livro e marca os erros de digitação e de formatação que ainda restam antes da publicação.TermoRevisão de provaRevisão de prova é a releitura do texto já diagramado — a prova, versão preliminar destinada à revisão por autor, editor e revisor —, para corrigir erros de composição antes da impressão: digitação, grafia, pontuação e inconsistências.TermoPublisherPublisher é o cargo de quem responde pelo catálogo de uma editora ou de um selo e olha o negócio além do texto, como descreve a publisher do selo Aleph: marketing, livrarias, vendas, agentes e os lançamentos dos próximos anos.TermoAssistente editorialAssistente editorial é o cargo de apoio a editores e autores numa editora de livros, com tarefas administrativas e editoriais.TermoEditor ExecutivoEditor executivo é um cargo de editora de livros que a Reedsy, plataforma de profissionais editoriais, descreve de duas formas: como outro nome do managing editor, quem programa os lançamentos e supervisiona a produção dos títulos, e como o editor de editora tTermoGerente de produto editorialGerente de produto editorial é o nome desta página para o cargo que o clube de assinatura de livros TAG anunciou em 23/08/2019 como "Publisher (Gerente de Produto)": quem lidera equipe, acompanha os indicadores da área, trabalha com curadores e avalia os livroTermoEditor gerencialEditor gerencial é o editor que gerencia o processo de produção de uma publicação, e não o conteúdo de um texto; nesta página, o termo traduz managing editor, cargo que a Reedsy descreve como o de quem cuida do "overall production process".TermoPublicista editorialPublicista editorial é o nome desta página para o publicista que atua numa editora e, segundo a Penguin Random House, tenta obter cobertura de mídia para livros e organiza eventos com autores.TermoConsultoria editorialConsultoria editorial é, na descrição da Robert Lecker Agency, agência literária que a oferece, a orientação a autores sobre decisões de publicação, cobrada por hora ou por contrato.TermoNúmero de ediçãoNúmero de edição é o número de ordem que cada reedição de um livro recebe (2ª edição, 3ª edição e assim por diante), segundo a NBR 6029, norma da ABNT para a apresentação de livros e folhetos.

Em breve

beta reader e sensitivity readercomo funciona uma editora por dentrodo manuscrito ao livro

Quem fala sobre isso 6pessoas

  • Ana Elisa Ribeiroprofessora titular do CEFET-MG desde 2020; escritora e editora; coordena coleção de revisão de textos da Parábola Editorial (site próprio, conferido em 2026)

    Obra sobre edição, preparação e revisão de textos: Em busca do texto perfeito (Parábola Editorial, edição de 2024).

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  • Amy Einsohn †editora profissional em edição acadêmica, de não ficção comercial e corporativa; deu dezenas de cursos de copidesque (bio da University of California Press)

    Obra sobre copidesque: escreveu The Copyeditor's Handbook, publicado pela University of California Press a partir de 2000; a 4ª edição (2019) saiu revista a partir das notas dela.

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  • Marilyn Schwartzfoi editora-gerente da University of California Press por 28 anos, a partir de 1983, e deu oficinas de edição na UC Berkeley Extension de 1979 a 2004 (bio da editora, 2019)

    Obra sobre copidesque: revisou a 4ª edição de The Copyeditor's Handbook e assina com Erika Bűky The Copyeditor's Workbook (University of California Press, 2019).

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  • Chantel Hamiltoneditora de desenvolvimento de não ficção, em negócios, autoajuda e memórias (bio do artigo, atual. 2026)

    Obra sobre contratar editor: o guia "The Comprehensive Guide to Finding, Hiring, and Working with an Editor", publicado no site de Jane Friedman em 2020.

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  • Isadora Dotto Brusiusmestra em Letras (Estudos Literários) pela UFSM em 2021 (nota de autora do artigo, 2022)

    Obra sobre os papéis de quem edita o texto: o artigo "Os papéis do editor, do preparador e do revisor do texto literário: apontamentos críticos", com Enéias Tavares, Uniletras, 2022.

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  • Enéias Tavaresprofessor do Departamento de Letras Clássicas e Linguística da UFSM (nota de autor do artigo, 2022); escritor

    Obra sobre os papéis de quem edita o texto: coautor do artigo "Os papéis do editor, do preparador e do revisor do texto literário: apontamentos críticos", Uniletras, 2022.

    Página ↗

O que a rede diz 4 vozes

  • Capa do post de Escritor de Sucesso 2.0: A Edição de um Texto / Escritor de SucessoYouTube

    Canal para autores lembra que o trabalho não acaba na última página: dali começa a edição, e quem se autopublica precisa cuidar dela ainda mais, porque ninguém aprova o livro antes de ele sair.

    Escritor de Sucesso 2.0YouTube ↗
  • Capa do post de Khan Academy Brasil: Como revisar, editar e reescrever seu próprio texto literárioYouTube

    Videoaula apresenta estratégias para o autor revisar, editar e reescrever o próprio texto literário antes de dá-lo por terminado.

    Khan Academy BrasilYouTube ↗
  • Capa do post de @j.j.friendTikTok

    Editora autônoma de língua inglesa oferece edição de linha de originais e convida o autor a marcar uma consulta gratuita antes de contratar.

    @j.j.friendTikTok ↗
  • Capa do post de @rev.laysantanaTikTok

    Revisora autônoma oferece revisão e correção de textos e, nas hashtags do post, junta TCC, dissertação e tese com literatura e escrita criativa.

    @rev.laysantanaTikTok ↗

O que está acontecendo

Como esta página foi feita

A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.

Autoria: Verse MediaRevisado em 9 out. 2026Passos conferidos em 9 out. 2026Publicado em 9 out. 202634 fontes · 22 no integral

Esta página partiu da base de pesquisa da Verse sobre os profissionais do livro (evidências com fonte e data, incluindo as fontes que a Wikipedia aponta) e de duas frentes de pesquisa feitas em outubro de 2026, uma nas referências de língua inglesa sobre os níveis de edição, outra na bibliografia brasileira sobre preparação, revisão e copidesque. A concorrência em português e inglês foi lida para medir o que falta, não como fonte. Cada afirmação de fato foi conferida contra a fonte aberta ou apontada; as lidas só em resumo estão separadas na lista. Preços mudam: as datas estão em cada número.

Lidas no texto integral

Lidas em resumo ou pela referência

  • Brasil. Lei 10.753/2003 (Lei do Livro), citada por Brusius e Tavares (2022).
  • Einsohn, Amy. The Copyeditor's Handbook. University of California Press, 3. ed. 2011; 4. ed. 2019.
  • Norton, Scott. Developmental Editing: A Handbook for Freelancers, Authors, and Publishers. University of Chicago Press, 2009.
  • Woll, Thomas. Publishing for Profit. Chicago Review Press, 2014, p. 165.
  • Poland, Louise. "The Business, Craft and Profession of the Book Editor". In: Carter; Galligan (orgs.), Making Books. UQP, 2007.
  • Argy, "The Role of the Developmental Editor in Emerging Forms of Narrative", PDXScholar (Portland State), 2018.
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  • Coelho Neto, Aristides. Além da revisão: critérios para revisão textual. 2013.
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VERSE MEDIA. Quem edita seu texto: editor de livros, copidesque, preparador e revisor. Enciclopédia Verse, 9 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/pessoas-e-papeis/profissionais-do-livro/quem-edita-seu-texto. Acesso em: [data].

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