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Como conseguir um agente literário no Brasil (e onde encontrar um)

Em 09/10/2026, a Riff, no Rio de Janeiro, está com a avaliação de novos autores suspensa, e a Increasy encontra autores por pitching em feira, por convite ou pela análise crítica paga. São as duas agências brasileiras cujo site oficial esta página abriu e que dizem como receber originais. Sem associação de agentes no país que sirva de cadastro, como registrou o pesquisador Marcello Stella em 2022, cada agência se confere uma a uma, no próprio site.

Você decidiu que quer um agente literário e foi procurar um. Abriu listas de agências, clicou nos links e viu que parte deles já não leva a agência nenhuma. Agora olha para uma planilha de nomes sem saber quem ainda atende, quem lê original de estreante e o que mandar.

O que você leva

as agências literárias brasileiras com porta oficial conferida em 09/10/2026, as que saíram do mapa e o que enviar a um agente

Pra quem é

quem já decidiu que quer um agente precisa saber quais agências existem no Brasil, se aceitam estreantes e como abordar

Nesta página
  1. Quais agências literárias existem no Brasil e aceitam originais?
  2. Que agências saíram da lista, e o que as listas antigas ainda recomendam errado?
  3. Que tipo novo de agência literária apareceu no Brasil?
  4. O que enviar ao agente, e em que ordem?
  5. Do que depende a escolha, e o que checar antes de enviar?
Folhas impressas de um original ao lado de um envelope sobre uma mesa
O original só sai da gaveta para uma agência que aceita receber autores novos. Foto de Tima Miroshnichenko no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

Quais agências literárias existem no Brasil e aceitam originais?

O que um agente faz e quanto cobra está no guia sobre quem vende seu livro; aqui ficam as agências, as que saíram do mapa e o pacote que se envia a um agente. Só entra na tabela a agência com site oficial ou página de contato abertos nesta conferência, que diga quem representa ou como receber originais.

O ponto de partida foi o levantamento que Stella publicou em 2022 na revista Interseções, da UERJ, com 16 nomes, de Riff e Villas-Boas & Moss a Increasy, Bookcase e Agência das Letras; ele mesmo avisa que o conjunto é possivelmente subestimado, porque agente pode trabalhar sozinho, de casa. Dos 16, o site oficial de dois foi aberto e conferido: Riff e Increasy. Para os demais, buscas de 09/10/2026 não acharam site oficial nem página de submissão.

Onde está aberto: agências brasileiras, uma a uma
Agência Porta para autor novo Como submeter Estado em 09/10/2026 Fonte
Agência Riff (Rio de Janeiro) Suspensa para "novos autores e manuscritos" Telefone (21) 2287-6299 ou formulário do site, assunto "Autores brasileiros"; sem e-mail publicado Avaliação suspensa por volume de demanda Site da agência, páginas Contato e inicial, 2026
Increasy Consultoria Literária Pitching em feira, convite da agência ou Análise Crítica contratada Pitching com aviso de data nas redes da casa; e-mail contato@increasy.com.br Sem janela de submissão gratuita anunciada; Análise Crítica aberta Site da Increasy, páginas inicial e "O que oferecemos", 2026

A Increasy não informa a cidade no site.

A Riff representa, segundo o próprio site, "grandes nomes da literatura brasileira". A suspensão, diz o site, vale para a avaliação de "novos autores e manuscritos".

A Increasy é consultoria que junta análise crítica, orientação de escrita e agenciamento literário. Das três vias, só a análise crítica é descrita como contratação, e é a que a casa apresenta como forma de abrir oportunidades "durante o ano todo".

Que agências saíram da lista, e o que as listas antigas ainda recomendam errado?

Seis nomes que aparecem em buscas e em levantamentos não passaram no critério em 09/10/2026, cada um por um motivo datado:

  • Villas-Boas & Moss. O domínio vbmlitag.com.br hoje abre um site de "assessoria e desenvolvimento de projetos literários" com posts de outubro de 2026 sobre refrigeradores e fechaduras: sinal de domínio reaproveitado, que não serve mais de canal da agência. Uma lista em português sem data de publicação, "Agências literárias na América Latina", ainda manda o leitor ao formulário de manuscritos da agência nesse domínio.
  • Authoria. A ex-editora Alessandra Ruiz, que passou pela Sextante, a Alaúde e a Gente, abriu a agência em maio de 2018 para representar só autores brasileiros; o domínio authoria.com.br hoje vende roupas, e sem site da agência em 09/10/2026 ela fica fora da tabela. Quem procura agente ligado à Sextante chega a ela: ex-editora da casa que passou a agenciar, hoje sem canal vigente.
  • Página da Cultura. A agência que a agente literária Marisa Moura abriu em 1994 passou a se chamar Zigurate em janeiro de 2021, depois de 27 anos; procure-a pelo nome novo. Nenhum site da Zigurate apareceu na busca de 09/10/2026.
  • Karin Schindler. Assumiu em 1981 a agência de Johannes Bloch (os primeiros agentes do país têm página própria, em agente literário) e a tocou até se aposentar, em 2015.
  • Sá Agência Literária. A agência de ficção de Eliana Sá, cuja abertura o guia sobre quem vende seu livro registra, não tem site nem forma de submissão na matéria que a anunciou, e nenhum canal oficial apareceu na busca de 09/10/2026.
  • Oasys Cultural. Aparece na lista de Stella; a newsletter da casa, assinada em fevereiro de 2023 pela agente Valéria Martins, oferece divulgação a quem "já tem um livro publicado" e um clube de leitura, e não fala em receber originais.

A lista em português erra por método: sem data nem estado em cada linha, o link de uma agência que perdeu o domínio continua recomendado.

Que tipo novo de agência literária apareceu no Brasil?

Em setembro de 2025, a escola de escrita Carreira Literária, fundada em 2015 por Flavia Iriarte e ligada à editora Oito e Meio, passou a atuar também como agência. Os primeiros representados foram Luiz Henrique Dourado (O cheiro azedo da grama, Oficina Raquel) e Francisco Leite (Sibite baleado, selo Faria e Silva, da AltaBooks); os livros chegam à editora com 300 exemplares comprados pelo clube de leitura da casa.

O caso mostra um modelo em que a agência vende também formação e público, e não só contrato. A matéria não diz como submeter e sem site oficial da agência ela não está na tabela; o que serve ao autor é saber que o modelo existe e perguntar, antes de assinar, o que está sendo vendido: representação, curso ou compra garantida.

O que enviar ao agente, e em que ordem?

Pacote de primeiro contato com o agente: carta, sinopse e capítulos de amostra
No primeiro contato vão a carta, a sinopse e os capítulos iniciais, e não o original inteiro. Diagrama: Verse

Termine e lapide o original antes de procurar agente: na ficção, o agente quer ver o livro completo; na não ficção, uma proposta de livro, segundo Jane Friedman, ex-editora americana que escreve guias sobre o mercado editorial. No primeiro contato, porém, quase nenhum agente americano aceita o original inteiro: o pacote é uma carta de apresentação de uma página, a sinopse de uma a duas páginas, do começo ao fim, e capítulos de amostra a partir do início do livro.

A regra de tamanho é de Friedman, para os Estados Unidos, não de norma brasileira: carta de uma página, cerca de 200 a 450 palavras. A agência brasileira escolhida pode pedir outro pacote; o site dela, ou a página de contato, vale mais que este modelo. A Increasy, por exemplo, abre a porta por pitching presencial em feira, por convite ou pela análise crítica contratada, e não por carta enviada a qualquer hora.

Copie e preencha o modelo abaixo, que segue a estrutura da carta descrita por Friedman:

Assunto: [Título do livro] – [gênero], [número] palavras

Prezado(a) [nome do agente],

[Título], romance [gênero] de [número] palavras, conta [em 150 a 300 palavras:
o que a personagem quer, por que quer e o que a impede de conseguir].

Escolhi a agência porque [um autor ou livro que ela representa e que
dialoga com o seu].

Títulos comparáveis: [dois ou três livros recentes, de editora, do mesmo
público].

Sobre mim: [50 a 100 palavras: formação, publicações, prêmios, o que importa
para este livro].

Anexo [sinopse de uma a duas páginas e os capítulos iniciais, conforme o
pedido da agência]. Agradeço a atenção.

[Nome completo, telefone, e-mail, perfil público]

A descrição da história responde a três perguntas: o que a personagem quer, por que quer e o que a impede. Evite elogiar o próprio livro, comparar-se a best-seller do momento, propor encontro presencial ou contar o quanto trabalhou nele. E conte com o silêncio: sem resposta, é recusa.

Do que depende a escolha, e o que checar antes de enviar?

A escolha depende do que o autor quer da agência. Para vender direitos de tradução e outros direitos, o agente cobre um trabalho que, para Toby Mundy, da agência Toby Mundy Associates, parceira da associação de autores independentes ALLi na venda de direitos dos associados, é difícil e demorado de tocar sozinho (2016). Se o objetivo é só publicar, o guia sobre como publicar um livro compara os caminhos.

Antes de enviar, o autor confere no site da agência quem ela representa, se a submissão está aberta e o que ela cobra de quem chega sem representação. Depois, as checagens que Friedman dá para os Estados Unidos: comissão padrão, sem outras taxas; clientes e editoras para quem a agência vendeu, listados no site; presença pública verificável.

No Brasil não há associação de agentes nem código equivalente a consultar; por isso, pergunte à agência se cobra para ler o original e se a representação depende de comprar serviço dela. Como reconhecer golpe, quanto o agente cobra e que comissão é normal estão no guia sobre quem vende seu livro.

Continue por aqui

O guia-mãeQuem vende seu livro: agente literário, publicista, scout e distribuidor — Quatro profissionais vendem um livro, cada um a um comprador: o agente literário oferece o original às editoras, o publicista leva o livro à imprensa, o scout indica livros a editoras estrangeiras e a distribuidora leva exemplares às livrarias.

Guias do mesmo assunto

Termos usados nesta página

Quem fala sobre isso 5pessoas

  • Marcello Giovanni Pocai Stellasociólogo; doutorando em Sociologia na Universidade de São Paulo quando publicou o artigo (página do artigo, 2022)

    Obra sobre os agentes literários no Brasil: o artigo "Coringas da literatura: emergência dos(as) agentes literários(as) profissionais no Brasil", Interseções (UERJ), 2022.

    Página ↗
  • Kathleen Schmidtpublicista de livros independente; escreve a newsletter Publishing Confidential (newsletter dela, 2023)

    Obra sobre contratar um publicista: "What You Need to Know About Hiring a Publicist", Publishing Confidential, 2023.

    Página ↗
  • Victoria Straussromancista; cofundadora do Writer Beware, serviço de alerta sobre golpes contra escritores da associação americana de escritores de ficção científica e fantasia (Writer Beware, 2021)

    Obra sobre golpe de falsos agentes literários e estúdios: "Alert: Scammer Page Turner Press and Media is Impersonating Major Motion Picture Studios", Writer Beware, 2021.

    Página ↗
  • Robert Lee Brewereditor sênior da Writer's Digest e editor do Guide to Literary Agents (bio na Writer's Digest, 2020)

    Obra sobre quanto custa um agente literário: "Do Literary Agents Cost Money?", Writer's Digest, 2020.

    Página ↗
  • Cathy Clampromancista; metade da dupla C.T. Adams and Cathy Clamp, de romance paranormal (bio no site da SFWA, 2010)

    Obra sobre o que faz uma distribuidora de livros: "Distributor vs. Wholesaler: Getting Your Book on the Shelf", SFWA, 2010.

    Página ↗

O que a rede diz 3 vozes

  • Capa do post de Lucas de Lucca: Vale a pena vender seu livro em livrarias? #LivrosYouTube

    Autor de fantasia trata de um assunto que, segundo ele, editoras e independentes pouco discutem: se vale a pena pôr o livro em livrarias, e como elas podem ajudar ou atrapalhar na hora de distribuí-lo.

    Lucas de LuccaYouTube ↗
  • Capa do post de Escreva seu Livro: Como distribuir seu livro? Livrarias físicas em crise e como vender na internetYouTube

    O canal pergunta como distribuir um livro com as livrarias físicas em crise e aponta a internet como saída: marketplaces, lojas virtuais, site próprio e redes sociais.

    Escreva seu LivroYouTube ↗
  • Capa do post de Marina Blanc: 4 plataformas para VENDER seu LIVRO | Marina BlancYouTube

    Autora independente de livros de super-heróis apresenta quatro plataformas em que o autor pode publicar e vender o próprio livro, e diz qual delas prefere.

    Marina BlancYouTube ↗

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A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.

Autoria: Verse MediaRevisado em 9 out. 2026Passos conferidos em 9 out. 2026Publicado em 9 out. 202614 fontes · 13 no integral

A lista parte do levantamento de Marcello Stella (2022) e de matérias da PublishNews. Em 09/10/2026 foi aberto o site oficial da Riff e da Increasy, que entram na tabela; as agências que perderam o canal, mudaram de nome ou pararam estão na seção sobre as que saíram da lista, e os demais nomes de Stella ficam sem linha por falta de site oficial achado. O modelo de carta segue a estrutura descrita por Jane Friedman e não é norma brasileira. A página será revista em abril de 2027.

Lidas no texto integral

Lidas em resumo ou pela referência

Cite esta página
VERSE MEDIA. Como conseguir um agente literário no Brasil (e onde encontrar um). Enciclopédia Verse, 9 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/pessoas-e-papeis/profissionais-do-livro/como-conseguir-um-agente-literario. Acesso em: [data].

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